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Região

Braga e Guimarães entre as cidades que já sentem alterações climáticas

Estudo

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Centenas de cidades do mundo já estão a sentir os efeitos das alterações climáticas, como Braga e Guimarães, e ainda Lisboa, Porto e Cascais, em Portugal, mas só metade estão a tomar medidas, diz um estudo esta terça-feira divulgado.

A investigação, “Cidades em Risco”, é da organização não governamental Carbon Disclosure Project (CDP), com sede no Reino Unido e que procura apoiar empresas e cidades a gerir os impactos ambientais provocados pelas alterações climáticas.

O relatório baseia-se em dados do ano passado relativos a 620 cidades de todo o mundo. A maior parte, 530 dessas cidades, representando uma população de 517 milhões de pessoas, diz estar a ter problemas relacionados com as alterações climáticas.

Os principais riscos identificados prendem-se com inundações (71%), calor extremo (61%), e secas (36%). As cidades relatam ainda riscos sociais associados, como o aumento das dificuldades para populações vulneráveis, aumento da procura de serviços públicos, como a saúde, e aumento dos casos de doenças.

Os dados do CDP mostram que apenas 336 das cidades (54%) estão a avaliar as vulnerabilidades e a calcular a capacidade de resposta e adaptação aos riscos.

Segundo o documento, as cidades que estão a avaliar as suas vulnerabilidades têm duas vezes mais hipóteses de identificar riscos de longo prazo e quase seis vezes mais possibilidade de executar ações de adaptação.

As cidades que estão a tomar medidas referiram ações como a defesa contra inundações e a gestão de crises, incluindo sistemas de alerta e de evacuação. No entanto, segundo o documento, 46% das cidades disseram que não estão a tomar qualquer medida, incluindo 41% das cidades que dizem que já sentem os efeitos das alterações climáticas.

A ciência mostra que até 2.050 oito vezes mais moradores das cidades estarão expostos a altas temperaturas e mais 800 milhões de pessoas podem estar em risco devido à subida das marés e a tempestades, refere-se no documento.

“Das inundações aos incêndios florestais, os impactos das mudanças climáticas já se estão a fazer sentir nas maiores cidades do mundo. As alterações climáticas, se não forem controladas, anularão muitas das conquistas económicas e sociais testemunhadas pelas cidades nas últimas décadas. É vital que as cidades tomem medidas para construir resiliência e para proteger os seus cidadãos do aumento dos impactos da mudança do clima. Todas as autoridades das cidades devem fazer avaliações abrangentes de vulnerabilidade”, disse Kyra Appleby, diretora para as Cidades, Estados e Regiões do CDP, citada no relatório.

O documento começa por lembrar que o mundo está em rápida urbanização e que nos próximos 30 anos cerca de 70 milhões de pessoas vão em cada ano mudar-se para áreas urbanas. E que até 2050 dois terços da população do mundo viverão em cidades.

Essas cidades vão sofrer com o impacto das alterações climáticas pelo que “o primeiro passo para fazer face aos riscos é medi-los”, salienta-se no relatório.

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Alto Minho

Alto Minho: Burla de ex-promotores bancários já envolve 60 lesados em vários milhões

Caso envolve autarca e ex-presidente de associação empresarial, ambos de Ponte de Lima

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Foto: Ilustrativa

As autoridades judiciais e policiais que investigam uma burla, que terá sido praticada, entre 2008 e 2019, por quatro ex-promotores do Deutsch Bank, do Alto Minho, receberam mais outras 50 queixas de pessoas lesadas, aumentando o seu número para cerca de 60 casos. Uma burla de vários milhões.

Em junho de 2019, – e de acordo com fonte judicial – quando a PJ/Braga deteve os suspeitos, em Viana do Castelo e em Ponte de Lima, o número de queixas atingia apenas as oito, com 1,6 milhões de prejuízos aos lesados. Mas as autoridades suspeitavam de outras 80 burlas.

O primeiro processo está em investigação no Ministério Público de Viana do Castelo, tendo este orgão judicial, decidido separá-lo dos restantes, para que se não atrase.

Assim, deu instruções à PJ para fazer inquéritos separados, faltando saber se, no final, serão apensos num único.

Conforme O MINHO então noticiou, em investigação estão António Lima, presidente da Associação Empresarial de Ponte de Lima (à esquerda, na foto), Nuno Pimenta, autarca da Junta de Freguesia da Ribeira (à direita, na foto), no mesmo concelho, (cunhados entre si), Alexandre Rodrigues Martins, bancário, de Ponte de Lima mas residente em Viana, e Filipe Martins Alves, de Chafé. Têm entre os 38 e os 56 anos e são suspeitos de burla qualificada, associação criminosa, falsificação de documentos e abuso de confiança.

Nuno Pimenta, Presidente da JF da Ribeira. Foto: Direitos Reservados

António Lima. Ex-presidente da Associação Empresarial de Ponte de Lima. Foto: Direitos Reservados

Na ocasião, a PJ/Braga revelou que os promotores lesaram oito vítimas, já identificadas, causando-lhes um prejuízo de 1,6 milhões de euros. “Mas o número deve atingir os 80”, referiu, então.

Ao que apurámos, há, também, várias queixas cíveis nos tribunais de Viana e de Braga, contra os suspeitos. Entre os queixosos está um empresário do ramo da construção de São Martinho da Gandra, e o dono do supermercado Camões, ambos naquela vila.

Atuando com base na “confiança” pessoal, prometiam juros acima dos do mercado, em aplicações “sem qualquer risco”, mas faziam o contrário, aplicando-os em produtos bancários tóxicos, ou fazendo desaparecer o dinheiro. Para acalmar os clientes, pagaram juros do capital investido.

A PJ apreendeu seis carros e mil euros. O Deutsch Bank não é responsável, nem está envolvido.

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Alto Minho

PSD de Viana lamenta alegada recusa do PS em auditar finanças da câmara

Vereadores do partido não formalizaram qualquer pedido, segundo garantem

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Foto: DR / Arquivo

O PSD de Viana do Castelo lamentou hoje que a câmara, de maioria PS, tenha recusado uma proposta para auditar as finanças municipais, iniciativa que os dois vereadores social-democratas garantem não ter formalizado.

“O PSD de Viana do Castelo lamenta que o senhor presidente da câmara municipal tenha recusado a proposta de realização de uma auditoria externa às finanças municipais, com particular ênfase nos lapsos financeiros que se têm verificado, na dimensão do passivo em função da dívida existente e dos compromissos totais assumidos, apresentada na última reunião do executivo”, refere o comunicado hoje enviado pela concelhia, liderada por Eduardo Teixeira.

Contactada pela agência Lusa, a vereadora do PSD na autarquia, Cristina Veiga, afirmou que, “de forma vinculativa, não houve nenhuma auditoria pedida pelos dois vereadores que integram a bancada”, referindo-se ao colega, Hermenegildo Costa.

Na semana passada, a concelhia propôs “uma auditoria externa imediata às finanças municipais”, na sequência de um erro de digitação que a câmara admitiu ter ocorrido num contrato.

Em causa está o contrato para aquisição de um serviço de jantar da Gala do Desporto, que o município promove anualmente para homenagear os campeões do concelho, e que foi publicado na plataforma eletrónica de contratação pública como tendo custado mais de 1,3 milhões de euros, quando foi adjudicado pelo preço contratual de 13.407,80 euros.

Não, o jantar da gala do desporto em Viana não custou mais de um milhão de euros

Na ocasião, em resposta escrita a um pedido de esclarecimento efetuado pela Lusa, a autarquia presidida pelo socialista José Maria Costa explicou que, “efetivamente, e no que toca aos procedimentos concursais aludidos, existem erros de digitação, mas não processuais, ou seja, os procedimentos foram bem instruídos e são legais”.

Hoje, Cristina Veiga disse que terem sido dadas indicações pela concelhia do PSD aos dois vereadores no executivo municipal para que, na reunião camarária da última quinta-feira, realizada por videoconferência, propusessem a realização da auditoria, o que não veio a ocorrer.

“Os vereadores, após uma análise detalhada dos contratos, concluíram que não há qualquer possibilidade de haver outra coisa que não seja um erro grosseiro de processamento. Perante esse facto não foi feito o pedido da auditoria”, afirmou Cristina Veiga.

Fonte camarária hoje contactada pela Lusa adiantou “não constar da ata da reunião do executivo municipal de quinta-feira qualquer proposta do PSD para a realização de uma auditoria às contas da autarquia da capital do Alto Minho”.

No comunicado hoje enviado à imprensa, a concelhia presidida pelo também deputado eleito pelo círculo de Viana do Castelo refere que, “na hora da saída, o senhor presidente tinha a obrigação de prestar contas”.

“Infelizmente, sabemos agora que as contas municipais continuarão mascaradas até ao final do mandato. A somar a isto, não se vislumbra qualquer quarentena ou contenção nos ajustes diretos (instrumento legal para uso em situações excecionais) em compras de bens e serviços por parte do executivo”, adianta o documento.

O PSD disse ter “verificado a identificação do mesmo número de identificação fiscal referenciado para duas denominações de empresas distintas, uma destas contratada, em 2017, para uma prestação de serviços de impressão, no valor de cerca de 30.735 euros”.

“Para além disso, o proprietário destas é um dos fornecedores, direta e indiretamente, com mais faturação acumulada (mais de meio milhão de euros), neste tipo de serviços, nos dois últimos mandatos da câmara municipal”, refere.

A Lusa tentou contactar o presidente da câmara, sem sucesso.

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Braga

Dois homens apanhados a roubar gasóleo numa obra em Braga

Crime

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Foto: DR / Arquivo

Dois homens, de 28 e 33 anos, foram detidos em flagrante delito a roubar gasóleo de uma máquina industrial numa casa em construção, em Palmeira, Braga, no domingo, anunciou a GNR.

“Na sequência de uma denúncia a alertar para a presença de estranhos numa obra, os militares dirigiram-se para o local, onde surpreenderam dois homens a furtarem gasóleo do depósito de uma máquina industrial com o auxílio de um tubo”, explica o comunicado da força militar.

Os suspeitos foram detidos e constituídos arguidos.

Os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Braga.

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