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Braga

“Braga é capital nacional da mobilidade jovem em Portugal”, diz ministro da Educação

Tiago Brandão Rodrigues esteve na ‘cidade dos arcebispos’

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Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

“Hoje, Braga é a capital nacional da mobilidade jovem em Portugal”. A afirmação é de Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, que esta sexta-feira esteve em Braga para a inauguração do Centro de Juventude, considerando que este equipamento é agora “muito mais do que uma pousada”.

“Queremos ter aqui um novo polo aglutinador e congregador daquilo que são as preocupações, as vicissitudes e do ‘chocalhar’ jovem para transmitir ao poder local e central as novas ideias e desafios do movimento associativo”, referiu o cientista natural de Paredes de Coura, enaltecendo “o arrojo e a audácia” do município de Braga nas parcerias alcançadas para a concretização deste projeto.

Tiago Brandão Rodrigues. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

O governante referiu que o Centro de Juventude de Braga é agora “uma nova unidade de alojamento que pode servir de âncora para quem escolhe Braga para estudar”.

Elogiando a InvestBraga – entidade municipal gestora –, por ser um braço da autarquia bracarense “que pode trabalhar para a consolidação deste projeto”, Tiago Brandão Rodrigues deixou o desafio para que o espaço “possa coadjuvar na sazonalidade turística de públicos além do juvenil”.

Exclusivo: Fomos visitar a nova pousada da juventude de Braga

“Centro de Juventude é a reinvenção de um espaço que é de todos”

O Centro de Juventude de Braga é um edifício centenário, carregado de histórias escritas por muitas gerações de jovens. A requalificação do equipamento era um sonho de longa data da autarquia que agora se tornou realidade.

“Hoje celebramos a reinvenção de um espaço que é de todos e que marcou a vida de várias gerações. Este foi sempre um lugar de acolhimento e de ligação aos serviços do IPDJ mas, como todos os equipamentos, foi sofrendo as marcas do tempo e a degradação das suas condições que já não correspondiam à vitalidade e atractividade da Cidade e da dinâmica juvenil”, lembrou Ricardo Rio, autarca.

Ricardo Rio. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

Considerou que este projeto agora inaugurado resultou “numa descentralização virtuosa”, fruto de parcerias entre o Estado e seus agentes com o poder local que “redunda num claro benefício para todos”.

“Aqui foram investidos cerca de 1,7 milhões de euros sem qualquer tipo de apoios financeiros. Requalificamos e dotamos este espaço de condições extraordinárias apenas com recursos próprios, porque acreditamos no benefício que este projecto trará ao Município, à InvestBraga e aos muitos parceiros nacionais, regionais e locais que connosco têm trabalhado na promoção de políticas de juventude”, concluiu Ricardo Rio.

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

Com 26 quartos disponíveis que se adaptam às várias tipologias, o Centro de Juventude de Braga tem capacidade para mais de 100 utilizadores e permite responder às exigências atuais, como a realização de atividades diversificadas, que vão desde salas de formação, auditório até à componente residencial que irá servir um público diferenciado.

O equipamento mantém em complemento os mesmos serviços de apoio já antes instalados na pousada, nomeadamente os serviços descentrados do IPDJ, a Agência Nacional Erasmus +, Juventude em Acção e a Loja Ponto JÁ.

As reservas para utilização do espaço, situado na Rua de Santa Margarida, podem ser efetuadas através do email [email protected]

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Braga

Encontrou amigo de escola e começou a extorqui-lo e a forçá-lo. Vai ser julgado em Braga

Por sequestro, extorsão e furto

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Foto: O MINHO / Arquivo

Vai ser julgado por sequestro, extorsão e furto qualificado. António Cabrera Ribeiro, de 27 anos, de Braga, foi acusado pelo Ministério Público do Tribunal local por ter tentado extorquir dinheiro a um antigo colega de escola, João Morant.

Diz a acusação que os dois se encontraram no início de 2018, no bairro do Fujacal, depois de vários anos sem se verem. A certa altura, o Cabrera propôs-lhe a compra de umas sapatilhas da marca Nike, dizendo-lhe que “depois falavam no preço”. Morant aceitou.

Passados alguns dias, António Cabrera começou a telefonar ao amigo, a exigir dinheiro e a começar a ameaçá-lo. Fê-lo por duas ou três vezes, dizendo que “tinha de dar de comer aos filhos!”.

Como resposta, o comprador das sapatilhas disse-lhe que só recebia o salário no começo de maio. Apesar disso, intimidado, foi-lhe entregar dez euros. Em sete de maio, o Cabrera fez mais um telefonema e, em resposta, foi-lhe dito que lhe daria mais 40 euros já que as Nike não valiam mais do que 50. Ameaçado, deu-lhe 40 euros e acabou por lhe entregar mais 50. Mas o caso não ficou por aqui.

Sequestro e furto

De facto, a 10 de maio, o Cabrera telefonou-lhe pedindo-lhe mais dinheiro, por que estava “com problemas”. Insistiu em marcar um encontro e explicou-lhe que “tinha uma dívida a uns ciganos de Barcelos, oriundos da Galiza, que teria de pagar “para não ter problemas”. Ingénuo – diz o MP- Morant voltou a encontrar-se com ele, mas disse-lhe que não tinha dinheiro. Ato contínuo, o arguido deu um murro na proteção lateral do vidro do carro, partindo-o.

Foram, depois, a um café em Maximinos. Aí, a vítima, que trazia um telemóvel Samsung, pediu à dona que lho guardasse, temendo que o outro lho tirasse. Na ocasião, meteu o cartão multibanco numa sapatilha, para o esconder.

A seguir, como que o obrigou a entrar para o carro, para irem ter com os tais indivíduos, que descreveu como “traficantes periogosos”.

Pediu-lhe para ir levantar 120 euros a um multibanco em Ferreiros, o que João Morant fez, mas com o cartão de outra conta, onde só tinha três euros.

Quis, então, sacar-lhe o telemóvel, mas ele disse que não o trazia. Cabrera revistou-o e ligou para o telemóvel para ver se o escondia.

“Não brinques comigo”, ameaçou. Ao todo, obrigou Morant a andar três horas de carro, às voltas, sempre proferindo ameaças.

Telemóvel de 789 euros

No dia seguinte, pelas 07:45 da manhã foi ao café, suspeitando que tinha lá ficado. Pediu-o à dona, esta disse que não tinha nada, mas ele ligou o ouviu-o a tocar. Acabou por sair com ele, furtando-o.

O MP concluiu que o arguido agiu para privar a vítima da “sua liberdade” e acusou-o de sequestro, extorsão e furto. Vai ser julgado ainda este mês.

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Braga

Polícias e guardas mostram cartões vermelhos ao Governo no Estádio de Braga

A última revisão salarial destas forças de segurança aconteceu em 2009

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Foto: O MINHO

Dezenas de elementos da PSP e da GNR mostraram, esta terça-feira, cartões vermelhos ao Governo junto ao Estádio Municipal de Braga, num protesto que tem nos aumentos salariais a principal reivindicação.

Além dos cartões vermelhos, os manifestantes também fizeram uso de apitos para “marcar as faltas” que consideram estarem a ser cometidas pelo executivo de António Costa no que se refere ao tratamento dado às forças de segurança.

“O principal motivo da nossa revolta é a falta de atualização salarial, que já vem desde 2009”, disse o líder da Associação Sócio-Profissional da Polícia.

Segundo Paulo Rodrigues, a não atualização ganha contornos “mais dramáticos” face aos “baixos salários” auferidos pelas forças de segurança.

Imagem: Divulgação

Sublinhou que um polícia em início da carreira ganha 789 euros, “só mais 39 euros que o salário mínimo”.

Há também polícias com 31 anos de serviço que, sem suplementos, ganham 1.200 euros. “É miserável”, referiu.

As queixas são extensivas à GNR, como disse César Nogueira, da Associação de Profissionais da Guarda.

“O Governo vai falando e mostrando abertura em relação a algumas questões, como a dos equipamentos, mas o ponto fulcral é o salarial”, referiu, adiantando que a proposta da associação é que um guarda em início de carreira ganhe um quarto do vencimento do comandante-geral.

“Com os atuais salários, como é que um guarda pode fazer aos encargos familiares?”, questionou.

Além da questão salarial, entre as reivindicações na base do protesto, estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

Organizada por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a manifestação teve como “pano de fundo” o jogo entre o SC Braga e o Sporting Clube de Portugal, da “Final Four” da Taça da Liga em futebol.

“Temos de aproveitar a visibilidade que um jogo destes tem para fazermos ouvir a nossa voz. A sociedade tem de saber em que condições trabalhamos”, referiu Paulo Leite, do Sindicato dos Profissionais da Polícia.

Paulo Leite apontou o caso do Comando de Braga, em que “são os polícias que compram os aquecedores e as ventoinhas com dinheiro do seu bolso”.

Esta concentração e outras que decorreram também esta terça-feira em outros pontos do país deram início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas de serviço e uma greve de zelo.

No âmbito do calendário de negociações com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, já se realizaram três reuniões no Ministério da Administração Interna sobre pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias, plano plurianual de admissões e suplementos remuneratórios.

Estão previstas outras duas reuniões, uma em 13 de fevereiro sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e a outra em 05 de março sobre segurança e saúde no trabalho.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023, no âmbito do plano plurianual de admissões.

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Braga

Irmãos de António Variações em palco com quatro orquestras para “espetáculo ímpar”

No Europarque, em Santa Maria da Feira

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Jaime, Adosinda e Luiz Ribeiro, com o ator Sérgio Praia, protagonista do filme "Variações". Foto: Ricardo Santos / Revista "Lux" (2016)

Jaime e Luíz Ribeiro, irmãos do músico António Variações (1944-1984), sobem sábado ao palco do Grande Auditório do Europarque, em Santa Maria da Feira, para participar num “espetáculo ímpar” com mais de 200 instrumentistas de quatro bandas sinfónicas.

O concerto é uma produção desse município do distrito de Aveiro e, marcando o encerramento do cartaz de 2020 da Festa das Fogaceiras, reunirá os coletivos musicais de Arrifana, Lobão, Vale e Souto para a interpretação de um ‘medley’ instrumental, 11 temas com acompanhamento vocal – pelos irmãos de Variações e também por Joana Espadinha, Joana Almeirante e Goodfellas – e ainda um arranjo final.

“Com 200 músicos em palco, vai ser um espetáculo ímpar, algo realmente diferente, e isso deixa-nos muito orgulhosos porque demonstra como o António tinha de facto um talento tão especial que ainda hoje, passados tantos anos, continua a emocionar as pessoas e a fazer tanta gente gostar dele, mesmo nas gerações mais novas”, declara Luíz Ribeiro, irmão do artista homenageado.

Jaime Ribeiro refere que formatos idênticos já foram apresentados em Idanha-a-Nova e Braga, mas realça que nunca antes foi testado um registo “com tantos músicos em palco”, pelo que defende que esta “experiência inédita vai ser muito bonita e terá um impacto diferente, mais marcante”.

O espetáculo está a ser planeado desde meados de 2019 sob a direção artística de Marcelo Alves, que assina os novos arranjos dos temas a apresentar ao público e os vem preparando em estreita colaboração com os maestros daquelas que são “as quatro e únicas bandas sinfónicas da Feira”.

Os ensaios gerais com os solistas convidados começam esta quinta-feira e permitirão ultimar um espetáculo com “uma sonoridade muito própria, já que os instrumentistas vão garantir às canções de António Variações um registo tão ou mais rock do que aquele que uma banda de rock permitiria”.

Marcelo Alves diz à Lusa que isso resulta do profundo conhecimento que os maestros envolvidos no projeto revelam ter sobre “as potencialidades de cada instrumento sinfónico” e antecipa assim um desempenho coletivo “com estrondo e com um som poderoso”.

Os temas de António Variações selecionados para o alinhamento do concerto não foram, por isso, deixados ao acaso: irá ouvir-se, por exemplo, “O corpo é que paga”, “Estou além”, a “Canção do Engate” e “Maria Albertina”.

Jaime Ribeiro, que nunca seguiu uma carreira profissional como artista, mas sempre se dedicou à música, vai interpretar “Que pena seres vigarista”, evocando assim o facto de que o irmão “adorava Amália e, portanto, também o fado”.

Já Luíz, que se dedica à música de forma menos regular, mas já reuniu “para os filhos, netos e família” 16 faixas sobre “saudade e nostalgia” no álbum “Então fui a Braga”, cantará no Europarque “Deolinda de Jesus” e reconhece que essa escolha “é simbólica”.

“É uma canção do António sobre a nossa mãe. Mas, no fundo, fala de todas as mães e de um sentimento com que todos se identificam, qualquer que seja a sua origem e a sua idade”, conclui.

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