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Braga

Braga critica visão centralista e exige inclusão de “Bus Rapid Transit”

Plano de Recuperação e Resiliência

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'Bus Rapid Transit'. Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Câmara de Braga reivindicou a reformulação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que classificou de “excessivamente centralista”, e exigiu que contemple projetos estruturantes para a cidade, como o “Bus Rapid Transit” (BRT).

Em carta enviada ao primeiro-ministro e aos ministros do Ambiente e Transição Climática e do Planeamento, hoje divulgada, Ricardo Rio diz que, no PRR colocado em discussão pública, é uma “fonte de desilusão o parco estímulo à competitividade e à capacitação do tecido empresarial e o flagrante esquecimento das áreas da cultura e do desporto”.

Por isso, o autarca de Braga formula votos para que o Governo reformule o PRR, garantindo “uma afetação mais equilibrada e harmoniosa dos recursos disponíveis, que vá ao encontro das aspirações dos territórios, alinhando os projetos com as metas que se pretendem atingir”.

A carta elenca um conjunto de prioridades para Braga que considera merecerem ser abrangidas pelo PRR, destacando, ao nível da mobilidade urbana sustentável, a implementação do BRT.

Para Ricardo Rio, aquela é a solução de transporte coletivo que melhor se adapta à dimensão da cidade.

Uma solução “fiável, moderna, atrativa e com capacidade de transporte elevada”, cuja implementação está prevista para a zona mais densa do concelho, onde habitam cerca de 120 mil pessoas.

“O município e os Transportes Urbanos de Braga apresentam capacidade técnica, know-how e maturidade para assegurar a futura gestão deste projeto”, assegura Ricardo Rio.

A implementação do BRT tem um custo estimado de 150 milhões de euros, que inclui os estudos e fiscalização, as obras de inserção urbana, veículos, sistemas de bilhética e centro de controlo.

“Elevando a cidade para um patamar superior de sustentabilidade e qualidade de vida, é um projeto essencial para o esforço coletivo de alcançar as metas europeias para a neutralidade carbónica”, esgrime ainda o autarca.

Na carta, Ricardo Rio defende que as respostas sociais e a rede viária devem ser prioridades do PRR.

Na área social, lembra que estão identificadas como prioridades do concelho de Braga a criação de uma rede de equipamentos de apoio à infância, o desenvolvimento de respostas de base comunitária para as franjas mais desfavorecidas da população e o investimento em projetos de promoção da inclusão social de comunidades desfavorecidas por via de intervenções ao nível do espaço público, infraestruturas sociais e coesão social.

A dotação de recursos que permitam dar corpo às linhas orientadoras da Estratégia Local de Habitação, suprindo as necessidades de acesso a habitação condigna por uma parcela relevante da população, é outra das prioridades.

Quanto à rede viária, está sinalizada, desde logo, a finalização da variante do Cávado (ligação Frossos-Ferreiros), “uma obra estruturante e estratégica que reduzirá fluxos de atravessamento na malha urbana e a redução dos níveis de poluição”.

A Câmara de Braga quer ainda a extensão da mesma variante do Cávado até aos parques industriais de Pitancinhos (Palmeira) e Adaúfe, melhorando a circulação de tráfego mercantil em zonas onde estão instaladas centenas de empresas com “forte” vocação exportadora.

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