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Alto Minho

Boogarins fizeram ‘tour’ para chegarem “afinados” a Paredes de Coura

Entrevista

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Foto: DR

Os Boogarins estreiam-se hoje no festival Paredes de Coura, um concerto “âncora” muito esperado pelos brasileiros, que os levou a marcar uma ‘tour’ europeia para chegarem “afinados” na apresentação do álbum “Sombrou Dúvida” ao público português.

Em entrevista à Lusa, o guitarrista Benke Ferraz contou que, nas múltiplas passagens por terras portuguesas, mencionavam o evento como passagem obrigatória do quarteto goiano que, assim que viu a sua presença confirmada, organizou uma ‘tournée’ europeia que culmina hoje, “com as melhores expetativas possíveis”.

“Estamos sempre prontos para fazer música e dar a festa ao povo, estamos fora do Brasil há muito tempo. Paredes de Coura é o ultimo ‘show’ da ‘tour’, mas desde o início foi o mais esperado. Quando confirmamos Paredes [de Coura] fomos a outras praças e procuramos outros sítios na Europa”, admitiu.

Há um mês e meio na estrada, o grupo tem passagens por França, Alemanha, Inglaterra, Suíça e Polónia, sobre as quais Denke explicou que os concertos “crescem” quando a banda explora “outro gancho para plateias” que não falam a língua portuguesa, antes de abordar o alinhamento previsto para esta noite, que pretende “entregar uma energia que vai reverberar bem com a audiência”.

“Devemos tocar uma ou duas músicas de cada disco. O disco [‘Sombrou Dúvida’] é recente [lançado em maio], também vamos tocar do ‘Lá Vem A Morte’, que dialoga com o ‘Sombrou Dúvida’, tanto pela época em que foi feito, mas também pela sonoridade, e revisitar canções de ‘O Manual’ e de ‘As Plantas [Que Curam’]. Os arranjos evoluem e desenvolvem no tempo que passamos na estrada desde 2014, quando fizemos a primeira ‘tour’”, indicou.

Nascidos em 2012, os Boogarins têm lançado um álbum a cada dois anos, o que, segundo Benke, é explicado com o facto de a banda compor e gravar quando está na estrada, não sentindo a necessidade de parar para “procurar inspiração”.

“Tudo o que está ao nosso redor, o que acontece em tempo real connosco, transformamos isso em música desde sempre. Pode não ser da maneira certo ou comercial de se fazer e soltar música, mas não esperamos. Tudo o que lançamos e compomos é atual no nosso contexto e diz respeito ao que estamos a pensar e a dizer na hora. A inspiração vem a todo o momento e nunca paramos para pensar, só fazemos”, revelou.

Na semana passada, os músicos fizeram uma residência artística com alguns alunos dos cursos de Animação e Produção Artística, Arte e Design e Música do Instituto Politécnico de Bragança, culminando em mais uma das habituais sessões de “Libertação e Cura” do grupo, que consiste num espetáculo de improviso conjugando som e imagem, desta vez mais “centrado” no mundo académico.

“Dos seis alunos que passaram mais tempo connosco, apenas um conhecia Boogarins. É sempre positivo atingir as pessoas e abrir olhos, não necessariamente pela música de forma convencional como um disco ou concerto. Para nós, ter a capacidade de passar tempo de verdade, passar o que queremos dizer na nossa música, na rotina e quotidiano, ficamos felizes sempre que podemos fazer isso”, frisou.

Benke admitiu que os “dois últimos discos” têm influência destas sessões, porque, não conseguindo “parar um ano para compor”, estão sempre “no processo de produção de sons e criando coisas no computador, gravando improvisos” e pegando em ideias do momento para “construir uma canção” à volta delas, algo que “tem acontecido cada vez mais”.

Depois do concerto de hoje, a banda regressa ao Brasil apenas por uns dias, porque, em setembro, parte para nova digressão nos Estados Unidos, estando nos planos para 2020 uma nova ‘tour’ em Portugal, um país querido pelos elementos, “por altura da primavera”, apesar de ainda não haver “nada confirmado”.

“Estamos a planear em apresentar o ‘Sombrou Dúvida’, trabalhamos com muito carinho e pensamos bem cada pedaço. Queremos apresentá-lo ao maior número de pessoas que conseguirmos. As receções dos nossos discos em Portugal são muito importantes, é muito bom ver as músicas a tocar na rádio, o ‘clip’ a passar na televisão. É o tipo de coisa que não temos no Brasil”, adiantou.

O festival Paredes de Coura arranca hoje com o concerto dos bracarenses Bed Legs, às 18:40, seguindo-se Julia Jacklin, às 19:40, até que às 21:20, sobem ao palco os Boogarins.

Parcels, às 23:15, e o regresso dos The National, às 00:45, fecham o palco principal, enquanto KOKOKO!, às 02:25, e o ator e DJ Nuno Lopes, às 03:25, estreiam o palco ‘after hours’.

Até sábado, a Praia Fluvial do Taboão vai receber ainda nomes como New Order, Patti Smith, Suede, Father John Misty, Freddie Gibbs e Madlib.

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Alto Minho

Adega Quintas de Melgaço faz 25 anos e projeta investimento de dois milhões de euros

A única no país em que o acionista maioritário é uma Câmara

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Foto: Divulgação

A adega Quintas de Melgaço, a “única” no país em que o acionista maioritário é a Câmara daquele concelho do Alto Minho, está a celebrar 25 anos e prevê investir dois milhões de euros na modernização das instalações.

“Estamos a prever iniciar em 2022 um projeto de modernização da adega de cerca de dois milhões de euros que deverá estar concluído em 2024. A intervenção será suportada por capitais próprios para tornar o espaço mais moderno, funcional de forma a apostarmos no enoturismo”, afirmou hoje à Lusa o administrador delegado da adega Quintas de Melgaço, Pedro Soares.

O responsável justificou a intervenção com o “crescimento” da adega e das instalações atuais “estarem a começar a ficar lotadas”, adiantando que o investimento, “será realizado por fases”.

“Neste momento não há programas comunitários abertos com essa finalidade. Esperamos que, brevemente, possa abrir alguma linha de financiamento que nos permita esse enquadramento”, explicou.

Pedro Soares revelou que, “nos últimos cinco anos, a empresa investiu cerca de um milhão de euros na modernização da linha de engarrafamento, de armazenamento, sistemas de refrigeração”, entre outras áreas.

Os 25 anos de produção e de comercialização de vinho Alvarinho vão ser celebrados, no dia 26, a partir das 15:00, com um ?welcome drink’, intervenções do presidente da Quintas de Melgaço e da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista, um concerto, entre outras atividades.

A adega Quintas de Melgaço, foi fundada em 1994, por “um filho da terra, Amadeu Abílio Lopes, depois de uma vida inteira emigrado no Brasil”.

Em 1996, o fundador “doou 68% do capital da adega à Câmara de Melgaço, que, com a entrada de novos acionistas, passou a deter 62%”.

Atualmente, a adega Quintas de Melgaço, é “constituída por 530 famílias pequenos produtores, famílias que há anos se dedicam à produção de Alvarinho.

“Num concelho com cerca de dez mil habitantes, a adega é fundamental para a economia de muitas famílias, um elemento preponderante na dinamização da economia local, para além de ser uma imagem da qualidade da marca Alvarinho, verdadeiro ex-libris dos vinhos brancos da Região dos Vinhos Verdes em Portugal e no mundo”, destacou.

Por ano, a adega produz dois milhões de garrafas de Vinho Alvarinho, por ano. No total, comercializa 12 rótulos, sendo nove vinhos e três espumantes.

“Em breve iremos lançar um Alvarinho Chardonnay, com duas das castas mais reconhecidas internacionalmente, vinhos produzidos dentro da sub-região de Monção e Melgaço”, revelou Pedro Soares.

Cerca de 12% da produção da Quintas de Melgaço é para exportação para a Alemanha, EUA, Suíça, Japão, França, Bélgica, Holanda, Canadá, Inglaterra, entre outros mercados. A faturação anual da empresa ronda os quatro milhões de euros.

No dia 26, a festa de “bodas de prata” decorrerá no edifício das Termas do Peso, em Melgaço, com a presença de viticultores, produtores e apreciadores do vinho da casta Alvarinho.

De acordo com números de 2018 da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), a sub-região de Monção e Melgaço tem uma área total de 45 mil hectares, 1.730 dos quais cultivados com vinha, sendo que a casta Alvarinho ocupa cerca de 1.340 hectares.

A sub-região tem no mercado 253 marcas de verde, produzidas por 2.085 viticultores e 67 engarrafadores.

Por ano, os dois concelhos produzem 10,2 milhões de litros de vinho verde (74% branco, 10% tinto e 3% rosé).

Desde 2015, a produção de Alvarinho foi alargada a outras zonas do país, fora dos dois concelhos do Alto Minho, em resultado de acordo alcançado pelo Grupo de Trabalho do Alvarinho (GTA), constituído pelo anterior Governo PSD/CDS e liderado pela CVRVV, defensora do alargamento da produção daquele vinho aos 47 municípios que a integram.

O acordo foi aceite pelo município de Monção. Já os produtores de Melgaço, acionistas da empresa “Quintas de Melgaço”, cuja maioria do capital é detido pela autarquia, contestam o acordo, considerando que “prejudica” a sub-região.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo celebrou Dia do Porto de Mar

Efeméride

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O Presidente da Câmara Municipal juntou-se às comemorações do Dia do Porto de Viana do Castelo, que aconteceram ao longo de dois dias, com o objetivo de dar maior visibilidade ao porto.

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) levou a efeito um programa que incluiu um conjunto diversificado de iniciativas, promovendo uma política de proximidade junto da comunidade local, população académica envolvente e imprensa local.

Na Praça da Liberdade, o autarca José Maria Costa destacou a importância o Porto de Mar para o perfil exportador do concelho. Viana do Castelo tem vindo a afirmar-se como um concelho de forte acolhimento empresarial e exportador, tendo atingido em 2017 os 831 milhões de euros de exportações, o que coloca o Município em 16º lugar no ranking nacional, correspondendo a 1,5% das exportações nacionais.

Recorde-se que, no mês de fevereiro, o Primeiro-Ministro, António Costa, presidiu à cerimónia de consignação dos novos acessos rodoviários ao Porto de Mar de Viana do Castelo. Na cerimónia, o governante referiu que esta obra será uma mais- valia para as empresas da região e para o movimento portuário, mas que vai “simultaneamente melhorar a qualidade de vida das populações, que vão deixar de ver a sua vida devassada pelo tráfego das viaturas que entram e saem do porto”.

No mesmo momento, a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, lançou o concurso para o aprofundamento do anteporto e do canal de acesso aos Estaleiros Navais e ao Cais do Bugio. Estas intervenções visam melhorar a acessibilidade à infraestrutura portuária e reforçar a sua competitividade, alargando o seu ‘hinterland’.

Na altura, o autarca vianense considerou que ficaram resolvidos dois fatores críticos, permitindo novas acessibilidades marítimas, com o rebaixamento dos fundos, e novas acessibilidades rodoviárias que potenciam o perfil exportador do porto de Viana do Castelo e favorecem a atratividade deste para outros fluxos de mercadorias que até agora não eram competitivos.

Com um valor de adjudicação de 7,3 milhões de euros, o novo acesso ao Porto de Mar está a criar uma rodovia de 8,8 quilómetros de extensão a ligar a A28 ao Porto de Viana do Castelo em São Romão de Neiva, com duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura. A obra inclui ainda a requalificação de um troço e bermas da Estrada Nacional 13 e a construção de dois novos troços a ligar esta estrada nacional à A28, com acesso direto ao porto comercial.

Este investimento, que deverá estar concluído em agosto de 2020, pretende atrair novas atividades económicas para a área de influência do porto; reduzir os custos operacionais inerentes aos tempos de ligação rodoviária do porto aos principais polos de atividade; reduzir o ruído e as emissões poluentes; aumentar a segurança da circulação; e contribuir para o descongestionamento da circulação rodoviária, retirando o tráfego pesado das vias urbanas.

Já o aprofundamento do anteporto e do canal de acesso aos Estaleiros Navais e Cais do Bugio contam com um investimento público de 18,5 milhões de euros e privado de 11 milhões de euros. As intervenções, que deverão estar concluídas em 2021, implicam uma dragagem para aprofundar o canal e o anteporto para -6,0 metros, a fim de permitir o acesso a navios de maior dimensão. Fica, assim, reforçada a competitividade do cluster da indústria naval no país e melhoradas as condições de acesso ao Cais do Bugio e à Doca Seca, recebendo esta um novo cais de 140 metros de comprimento e 40 de largura.

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Viana do Castelo

Politécnico de Viana do Castelo dá formação gratuita para PME’s

A 17 de outubro

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Foto: Divulgação

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Viana do Castelo recebe, no próximo dia 17 de outubro, uma formação gratuita para PME, organizada pela Universidade do Porto, no âmbito do Laboratório de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) para PME na Zona Norte que nasce de um projeto transfronteiriço da CIM-ALTO Minho, numa parceria que envolve as duas instituições de ensino superior, (a Universidade do Porto e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo), cuja sede se localiza na ESTG-IPVC em Viana do Castelo.

A formação “Objetivos do Desenvolvimento Sustentável: Desafios e Oportunidades para PME” irá decorrer na sala BIB 3.2 da ESTG-IPVC, podendo encontrar todas as informações acerca do programa aqui.

O objetivo desta formação é o de prestar orientações às PME sobre a forma como poderão alinhar as suas estratégias bem como medir e gerir a sua contribuição para a realização dos ODS. A metodologia é ativa e inclui workshop, speed dating e network.

A formação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória. Para formalizar a inscrição, a empresa deve enviar um email para [email protected] ou telefonicamente para +351 258 819 700 | Tlm: +351 965 919 660.

O Projeto

Esta oficina de consultoria aberta ao público empresarial, tem como objetivo impulsionar a implementação de medidas de Responsabilidade Social nas pequenas e médias empresas do Norte de Portugal. Com atividade desde março de 2019, conta já com uma rede de 35 empresas em mentoria, 92 visitas a empresas e coorganizou 8 eventos de networking.

Este projeto é financiado podendo assim as PME beneficiar de 20 horas de mentoria especializada em gestão de recursos humanos e responsabilidade social empresarial.

O trabalho desenvolvido pressupõe uma articulação com as PME tendo em vista o seu desenvolvimento sustentável e competitivo incidindo na estratégia dirigida aos seus recursos humanos.

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