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Viana do Castelo

Bispo de Viana do Castelo congratula-se com canonização de fundador da diocese

Beato Paulo VI, foi Papa entre 1963 e 1978.

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Foto: DR/Arquivo

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, congratulou-se hoje com a canonização no domingo, pelo papa Francisco, do beato Paulo VI, fundador da diocese que abrange todos os concelhos do Alto Minho, em novembro de 1977.

“No próximo 14 de outubro, o Papa Francisco canonizará, em Roma, o beato Paulo VI. Um acontecimento intensamente desejado por nós, como membros da Igreja, cidadãos de Portugal e diocesanos de Viana do Castelo (…). Como diocesanos vianenses, a ele devemos a Igreja particular que formamos, desde que a criou a 03 de novembro de 1977. É com júbilo redobrado que finalmente o veremos no cânone dos santos”, sublinha o bispo numa mensagem aos diocesanos de Viana do Castelo.

A diocese de Viana do Castelo, que completa este ano 41 anos de existência, foi fundada através de uma bula do beato Paulo VI, publicada a 03 de novembro de 1977.

A diocese mais jovem do país integra 291 paróquias espalhadas pelos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo.

Na mensagem hoje enviada à agência Lusa, o prelado adianta que esse “júbilo” deve motivar uma “entrega com maior convicção à evangelização, durante o presente ano pastoral, em que se inicia uma nova e decisiva etapa na vida da diocese”.

Anacleto Oliveira apela “a todos os diocesanos de Viana do Castelo que, no próximo domingo, se unam à assembleia que, em Roma, se vai juntar ao papa Francisco para a canonização do Beato Paulo VI”.

“Sugiro que o façamos sobretudo nas celebrações eucarísticas de domingo, assinalando o acontecimento, por exemplo, com uma oração apropriada. Completaremos esta comunhão eclesial no encerramento da Semana da Diocese, a 04 de novembro, com a eucaristia a que presidirei, na Catedral Diocesana, pelas 15:30”, refere o bispo.

O bispo adianta que, na ocasião, será “abençoada” uma imagem de Paulo VI “para assinalar o acontecimento e, sobretudo, para ajudar a viver segundo o Evangelho que tanto o marcou o betão”.

A celebração integra o programa da Semana da Diocese, que tem início no dia 28 e termina a 04 de novembro.

A diocese de Viana do Castelo aguarda há vários anos pela beatificação de frei Bartolomeu dos Mártires depois de, em 2016, o papa Francisco ter autorizado a canonização sem a atribuição de um milagre.

Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável, a 23 de março de 1845, pelo papa Gregório XVI e beato, a 04 de novembro de 2001, pelo papa João Paulo II.

Frei Bartolomeu dos Mártires nasceu em Lisboa, em maio de 1514, e entrou na Ordem Dominicana em 11 de novembro de 1528, tendo sido eleito arcebispo de Braga em 1559. Morreu em Viana do Castelo a 16 de julho de 1590.

Em Viana do Castelo ficou conhecido por ter mandado construir o Convento de Santa Cruz – depois designado de São Domingos, tal como a igreja contígua -, mas sobretudo pela sua dedicação aos pobres. Renunciou como arcebispo em 23 de fevereiro de 1582 e recolheu-se no convento que mandou construir em Viana do Castelo, onde morreu a 16 de julho de 1590.

Foi sempre apelidado pelo povo como o “arcebispo santo, pai dos pobres e dos enfermos” e insistiu, em vida, na deposição dos seus restos mortais naquele convento, numa altura em que a diocese local ainda não existia, sendo liderada por Braga.

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Viana do Castelo

Prisão preventiva para os dois detidos por alegado homicídio de jovem em Viana

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Foto: O MINHO

O Tribunal de Viana do Castelo decretou hoje prisão preventiva para dois homens detidos pelo alegado homicídio de um jovem de 22 anos, ocorrido na segunda-feira, em Areosa, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

De acordo com aquela fonte da diretoria de Braga, “um dos arguidos poderá passar a prisão domiciliária assim que estiverem reunidas as condições necessária à aplicação dessa medida”.

Os dois homens, chegaram ao tribunal judicial de Viana do Castelo pouco antes das 11:00, vindos das instalações da PJ de Braga, para serem presentes a primeiro interrogatório judicial.

A fonte PJ especificou que “os dois homens, com idades entre os 27 e os 33 anos foram detidos na madrugada de quarta-feira”, sendo que no decurso da investigação foram “identificadas duas mulheres que seguiam na mesma viatura, com os dois suspeitos, e que foi intercetada pela GNR, na segunda-feira à noite, após o crime, na freguesia de Campos, no concelho vizinho de Vila Nova de Cerveira.

O jovem de 22 anos foi esfaqueado nas costas, na segunda-feira, cerca das 18:09, na travessa do Pico, em Areosa. Ainda foi transportado ao hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, em estado grave, acabando por morrer naquela unidade hospitalar.

Na noite de segunda-feira, a GNR de Viana do Castelo informou ter identificado em Campos, no concelho de Vila Nova de Cerveira, dois homens, presumíveis autores do homicídio do jovem, pescador profissão, pai de duas crianças.

Na altura, fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo explicou à Lusa que “aquela diligência foi realizada a pedido da PSP local, primeira força policial a tomar conta da ocorrência, com base em testemunhos recolhidos no local que referiam a presença de uma viatura que abandonou aquela zona após o crime”.

A fonte da GNR referiu que a “viatura foi intercetada na freguesia de Campos, em Vila Nova de Cerveira, tendo sido identificados dois ocupantes”.

O alerta para uma agressão com arma branca foi dado cerca das 18:09. A PJ de Braga foi chamada a investigar o caso, cerca das 19:10.

O funeral do jovem pescador realizou-se na quarta-feira, no cemitério municipal de Viana do Castelo.

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Viana do Castelo

Arrancam as obras de modernização do portinho de Castelo de Neiva em Viana

Investimento que ascende a cerca de 1,1 milhões de euros e tem conclusão prevista para junho de 2019.

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Foto: DR

A Docapesca anunciou hoje o arranque da modernização do portinho de Castelo do Neiva, em Viana do Castelo, num investimento que ascende a cerca de 1,1 milhões de euros e com conclusão prevista para junho de 2019.

Em comunicado, a empresa referiu que a empreitada, realizada no âmbito de protocolo assinado entre a sociedade Polis Litoral Norte, a Câmara de Viana do Castelo e a Docapesca, “abrange a beneficiação das redes de infraestruturas, requalificação dos pavimentos, reordenamento das áreas exteriores de circulação, de estacionamento de embarcações e de manuseamento das redes e aprestos de pesca”.

Criada em 2009, a sociedade Polis Litoral Norte prevê obras de reabilitação numa faixa costeira de 50 quilómetros, integrando ainda as zonas estuarinas dos rios Minho, Coura, Âncora, Lima, Neiva e Cávado, numa extensão de, aproximadamente, 30 quilómetros. A área de intervenção totaliza cerca de cinco mil hectares e integra o Parque Natural do Litoral Norte.

A obra agora em curso prevê ainda “a instalação de novo guincho na rampa-varadouro, a construção de novos armazéns de aprestos e de uma oficina para reparação de embarcações”.

Segundo a Docapesca, está ainda “previsto o reordenamento e beneficiação do sistema de depósito e recolha diferenciada de resíduos e a criação de condições para a instalação de um futuro posto de abastecimento de combustível às embarcações”.

A empresa adiantou que “a segunda fase da modernização do portinho de Castelo do Neiva inclui a construção do novo edifício da lota, cuja empreitada se encontra na fase final de contratação”.

A pesca artesanal movimenta naquela freguesia da margem esquerda do rio Lima cerca de uma centena de famílias. Operam naquele portinho mais de 30 pequenas embarcações e mais de 70 pescadores.

A Docapesca, tutelada pelo Ministério do Mar, tem a seu cargo, no continente, o serviço da primeira venda de pescado e o apoio ao setor da pesca e respetivos portos, dispondo de 22 lotas e 37 postos.

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Viana do Castelo

Parque eólico flutuante em Viana: Bruxelas dá ‘luz verde’ a aquisição da Windplus

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Foto: DR

A Comissão Europeia autorizou hoje a operação de aquisição do controlo conjunto do consórcio português Windplus pela EDP Renováveis (EDPR), pela francesa Engie e pela espanhola Repsol, ao concluir que não levanta problemas a nível de concorrência.

Apontando que a Windplus, atualmente controlada pela EDPR e Repsol, vai desenvolver um projeto eólico flutuante no mar e será ativa na produção e oferta por fosse de eletricidade a Portugal, Bruxelas sustenta que a operação “não levanta problemas a nível de concorrência, em virtude das atividades atuais e futuras muito limitadas da Windplus no Espaço Económico Europeu”.

Em 19 de outubro passado, o Banco Europeu de Investimento (BEI) concedeu um empréstimo de 60 milhões de euros à Windplus, para o funcionamento do primeiro parque eólico flutuante no mar, em Viana do Castelo.

Além do financiamento do banco da União Europeia, entram nesta fase, que prevê um investimento total de 125 milhões de euros, 29,9 milhões de euros do programa comunitário NER300, o “apoio direto de seis milhões de euros do Fundo de Carbono Português e o resto passará por investimento dos acionistas”, precisou o presidente executivo da EDP.

António Mexia apresentou o WindFloat como um “projeto absolutamente pioneiro e inovador a nível mundial, no que diz respeito à energia renovável ‘offshore’ [no mar]”, já que em causa está a “tecnologia mais desenvolvida e mais competitiva da utilização do vento em mar e em sítios com profundidade, que impedem a utilização de estacas no fundo mar”.

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