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Autarca de Famalicão critica “discriminação evidente” de territórios nos transportes públicos

Política

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Foto: Transdev (Arquivo)

O presidente da Câmara de Famalicão considera que “existe em Portugal uma discriminação evidente entre os territórios” no que diz respeito aos serviços de transporte público.


“Uma discriminação que resulta essencialmente da política nacional de financiamento aos transportes públicos e que cria diferenças abismais entre os territórios”, acrescenta Paulo Cunha, questionado pelo líder da oposição, Nuno Sá, sobre a escassez de resposta dos transportes públicos no concelho.

Paulo Cunha lembrou que o serviço de transportes público rodoviário é realizado por empresas privadas que gerem legitimamente a sua atividade em função da eficiência económica. “Sem uma política nacional de apoio a este serviço, ao nível do que acontece nas Grandes áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, nunca haverá um serviço de qualidade que fomente realmente a utilização do transporte público”, diz o autarca, citado em nota de imprensa da autarquia enviada às redações. Sem este apoio, “nenhuma operadora poderá arriscar a colocar uma carreira sem ter a certeza que terá utilizadores ou financiamento publico para o custear e é normal que assim seja”, sublinhou.

O autarca critica a forma como foi colocado em prática o chamado PART – Programa de apoio à redução tarifária – “que subsidia o transporte público, ajudando as pessoas a diminuir o seu custo e estimulando o uso dos transportes, o que é saudável, mas que beneficia apenas os concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, discriminando os restantes territórios nacionais, o que é injusto”.

“Faz sentido que as pessoas que vivem nos territórios das grandes áreas metropolitanas tenham melhores condições do que tem quem vive em Famalicão, Braga, Vila Verde ou Terras de Bouro?”, questionou, reiterando que “há aqui claramente uma discriminação e enquanto isso não for resolvido é impossível que haja melhor transporte”.

O PS de Famalicão havia denunciado, em comunicado, a “escassez de viagens” de transportes públicos e o descontentamento com os horários promovidos pelas empresas Arriva e Transdev.

“Depois de, em 29 de maio, ter terminado o período contratual entre a Câmara Municipal e a Arriva, para assegurar os serviços mínimos de transporte, o PS Famalicão considera urgente que a Câmara Municipal analise com profundidade este problema e, em conjunto com as empresas, sejam adotadas as melhores respostas alternativas, capazes de restituir a normalidade do transporte público rodoviário no concelho”, refere comunicado do partido.

Os socialistas entendem que “este deve ser o momento oportuno para que o município assuma os novos desafios da mobilidade como questão prioritária e elabore um Plano Municipal de Transportes capaz de dar resposta às necessidades dos famalicenses de todo o Concelho, numa perspetiva integradora, ambientalmente sustentável e conducente a uma efetiva coesão territorial, incorporando as melhores práticas de mobilidade urbana, intra e intermunicipais”.

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Ave

Um ferido após despiste em Fafe. Carro ficou na iminência de tombar

Em Travassós

em

Foto: Ivo Borges / O MINHO

Uma pessoa ficou ferida na sequência de um despiste em Fafe, ao início da noite desta terça-feira. O carro esteve prestes a tombar numa pequena ravina, valendo o trabalho dos bombeiros.

O acidente ocorreu na Rua do Arieiro, em Travassós, com alerta a ser dado às 22:33. Por motivos ainda não apurados, a viatura entrou em despiste acabando por tombar num pequeno barranco que dava para outra estrada inferior.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

No local estiveram sete operacionais e duas viaturas dos Bombeiros de Fafe, uma ambulância Suporte Imediato de Vida do INEM e militares da GNR.

Fonte dos bombeiros disse que o ferido já estava fora do veículo à chegada da emergência, não sendo necessário desencarceramento.

Foto: Ivo Borges / O MINHO

A vítima foi transportada para o Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, com ferimentos considerados ligeiros.

Testemunha no local disse a O MINHO que os bombeiros efetuaram “um grande trabalho” pela forma como “escoraram e estabilizaram a viatura”, impendindo que a mesma tombasse para o acesso inferior.

A GNR registou a ocorrência.

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Guimarães

Aluimento de muro faz tombar camião a um campo em Guimarães

Junto às pedreiras de Gondomar

em

Foto: António Cardoso / O MINHO

Um camião de transporte de brita tombou a um campo de cultivo, na tarde de segunda-feira, em Guimarães, provocando avultados danos na zona da cabine.

Ao que apurou O MINHO junto de testemunhas, a viatura procedia a manobras na Estrada Municipal 538, em Gondomar, em frente aos acessos da pedreira Nicolau de Macedo, explorada pelo grupo barcelense ABB, e a quem pertence a viatura, quando um muro terá aluído, provocando um deslizamento de terra e consequente tombo do camião.

Foto: António Cardoso / O MINHO

Foto: António Cardoso / O MINHO

Foto: António Cardoso / O MINHO

Fonte daquela pedreira disse a O MINHO que o muro estava já bastante danificado naquela zona, onde estava a ser feita a pavimentação da via pública.

A mesma fonte indica que o local já tinha vestígios de aluimentos anteriores, mas nada tão grave como o que aconteceu na segunda-feira.

“Felizmente, do acidente não resultou qualquer ferido, apenas danos avultados ao nível da cabine do camião”, disse a fonte.

Foto: António Cardoso / O MINHO

Foto: António Cardoso / O MINHO

Foto: António Cardoso / O MINHO

Ao que apurou o nosso jornal junto de fonte da empresa, há a possibilidade da pedreira pedir uma indemnização à Câmara Municipal, que é a gestora daquela estrada. “Estamos a avaliar essa situação”, disse.

A GNR de Guimarães esteve no local e registou a ocorrência.

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Ave

Têxtil de Famalicão cria “sweat” com gola que substitui a máscara

Covid-19

em

Foto: Divulgação

Uma têxtil de Vila Nova de Famalicão vai lançar, no outono, uma “sweat” que tem integrada uma gola de proteção, alternativa à máscara facial, com elevados níveis de filtração e respirabilidade, anunciou hoje a gerente.

Em declarações à Lusa, Márcia Oliveira sublinhou que a ideia foi criar uma “sweat” simultaneamente eficaz, funcional e atrativa.

“É um produto pensado essencialmente para o regresso às aulas. Em vez de terem de andar sempre com a máscara, os alunos terão apenas de levar a ‘sweat’, ficando o problema resolvido de uma forma ‘fashion’ e prática”, referiu.

Disse ainda que o produto se destina também às atividades de grupo, como caminhadas.

A gola ajusta-se ao rosto e, na zona frontal, agrega uma membrana de nanofibra que, segundo Márcia Oliveira, confere um nível de filtração de 99,9 por cento de todos os microorganismos e partículas perigosos presentes no ar.

Todas as peças têm acabamento antimicrobial de última geração, com efeito neutralizador de vírus envelopados, como é o caso do Sars Cov-2.

Ambas as tecnologias já foram testadas pelo Textile Research Institute, de Espanha, e pelo Institut Pasteur de Lile, na França, respetivamente.

A “sweat” estará disponível no mercado a partir do final de setembro.

O mercado nacional é o alvo imediato, mas a empresa já está a “fazer alguns contactos” com vista à exportação, designadamente para Espanha e França.

Com sede em Fradelos, Famalicão, a MO Tex – Márcia Oliveira Têxteis foi fundada há cerca de meio ano.

Pouco depois, surge a pandemia de covid-19 e a consequente crise económica e social, que obrigou muitas empresas a reinventarem-se.

“Foi o que fizemos. Nascemos com uma confeção têxtil ‘normal’ e rapidamente virámos a agulha para produtos que não estavam, obviamente, no nosso horizonte mas que passaram a ser prioritários por causa da pandemia”, explicou Márcia Oliveira.

Além da “sweat”, a MO Tex decidiu também apostar em máscaras, golas que servem que máscaras e calças de fato de treino.

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