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Braga

Adiadas 305 cirurgias previstas no Hospital de Braga na primeira semana de greve dos enfermeiros

De acordo com números provisórios do Ministério da Saúde

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Foto: DR / Arquivo

A greve dos enfermeiros em blocos operatórios que decorre desde 31 de janeiro levou ao adiamento de 56% das 4.782 cirurgias previstas na primeira semana da paralisação, indica um balanço do Ministério da Saúde divulgado hoje. No Hospital de Braga, das 666 cirurgias previstas foram adiadas 305, o que corresponde a 46%.

Entre 31 de janeiro e 08 de fevereiro, a greve, marcada até ao fim do mês, provocou o adiamento de 2.657 cirurgias nos blocos operatórios nos centros hospitalares abrangidos.

Segundo o balanço semanal do Ministério da Saúde, o maior número de cirurgias adiadas registou-se no Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto (adiadas 823 das 1.226 cirurgias previstas – 67%), seguindo-se o Centro Hospitalar Universitário do Porto (adiadas 607 das 977 cirurgias previstas – 62%), o Centro Hospitalar Entre-Douro e Vouga (adiadas 362 das 586 cirurgias previstas – 62%), o Hospital de Braga (adiadas 305 das 666 cirurgias previstas – 46%), o Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia e Espinho (adiadas 270 das 615 cirurgias previstas – 44%), o Centro Hospitalar de Tondela e Viseu (adiadas 140 das 332 cirurgias previstas – 42%) e o Hospital Garcia de Orta, em Almada, (adiadas 106 das 232 cirurgias previstas – 46%).

Em 08 de fevereiro juntaram-se à greve cirúrgica o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, que no balanço do Ministério da Saúde regista 33 cirurgias adiadas das 114 previstas (29%), o Centro Hospitalar de Setúbal (adiadas 11 das 34 cirurgias previstas – 32%) e o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, sobre o qual o balanço do Ministério da Saúde não regista números de cirurgias previstas nem das adiadas.

O Ministério da Saúde considera como dados provisórios os referentes ao Hospital de Braga e ao Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

O Conselho de Ministros decretou na quinta-feira uma requisição civil na greve dos enfermeiros em blocos operatórios, alegando incumprimento da prestação de serviços mínimos.

A requisição civil foi feita aos enfermeiros do Centro Hospitalar e Universitário de S. João, Centro Hospitalar e Universitário do Porto, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga e Centro Hospitalar de Tondela-Viseu.

Hoje, o Sindicato Democrático dos Enfermeiros (Sindepor), uma das duas estruturas que convocou a paralisação, entregou no Supremo Tribunal Administrativo uma intimação para proteção de direitos, liberdades e garantias da classe, contestando a requisição civil.

A primeira “greve cirúrgica” decorreu em blocos operatórios de cinco centros hospitalares entre 22 de novembro e 31 de dezembro de 2018, tendo levado ao adiamento de mais de 7.500 cirurgias.

As duas greves foram convocadas após um movimento de enfermeiros ter lançado recolhas de fundos numa plataforma ‘online’ para financiar as paralisações, num total de 740 mil euros.

Segundo os sindicatos, os principais pontos de discórdia são o descongelamento das progressões na carreira e o aumento do salário base dos enfermeiros.

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Braga

Razões sociais levaram Arquidiocese de Braga a baixar – “e muito” – preço dos terrenos do bairro do Picoto

“Baixamos, e muito, o preço real, dado que se trata de uma causa social, a da recuperação de um bairro degradado onde vivem muitas famílias em condições precárias”, afirma fonte da Arquidiocese

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO (Arquivo)

A Arquidiocese de Braga da Igreja Católica aceitou baixar para 200 mil euros o preço dos terrenos que a Câmara vai adquirir para ficar na posse do bairro social do Picoto.

“Baixamos, e muito, o preço real, dado que se trata de uma causa social, a da recuperação de um bairro degradado onde vivem muitas famílias em condições precárias”, disse a O MINHO fonte do organismo religioso. A escritura de venda será feita dentro de dias.

Em causa – acrescentou – está a disponibilidade da empresa municipal Bragahabit de apresentar uma candidatura a fundos comunitários para recuperar o bairro, o que não podia ser feito dado que os terrenos não estavam na posse do Município. Uma candidatura semelhante à que foi feita para os bairros de Santa Tecla e das Enguardas, cujas obras devem arrancar em 2019.

O bairro do Picoto foi construído, nos anos 90 do século passado, em terrenos da Arquidiocese, no quadro de um acordo de permuta com a Câmara que nunca se concretizou. A Câmara veio a usar os terrenos prometidos na construção de uma rotunda.

O bairro está, agora, completamente degradado, sendo as condições de habitabilidade muito deficientes. O assunto veio recentemente a público, numa reunião do Executivo camarário, pela voz do vereador comunista, Carlos Almeida, o qual chamou a atenção para a situação “desumana” em que vivem alguns residentes, afirmando, também, que dadas as péssimas condições das casas – com fissuras, quartos exíguos e sem casas de banho – a demolição é a única solução para as cerca de 50 habitações do Picoto. Para Carlos Almeida, “o realojamento é a medida mais correta”, já que, o estado de degradação torna inviável a sua recuperação.

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Barcelos

CEO da F3M eleito Presidente do Conselho Geral do Politécnico do Cávado e do Ave

F3M, com sede em Braga, é uma das maiores empresas portuguesas especializadas em tecnologias de informação

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Foto: Divulgação / IPCA

Pedro Tinoco Fraga, CEO da F3M Information Systems, S.A. foi eleito, esta terça-feira, por unanimidade, presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA).

Em comunicado, o Politécnico, com sede em Barcelos, explica que “o presidente eleito tem desenvolvido atividades no âmbito do associativismo empresarial, integrando vários órgãos de entidades empresariais e do sistema universitário. Fruto do reconhecimento do seu trabalho em prol do crescimento económico na região, Pedro Fraga foi em 2018 agraciado com a medalha de Mérito Empresarial da cidade de Braga”.

“No que depender deste Conselho, tudo vamos fazer para que o IPCA continue a fazer história como tem vindo fazer e fez com o antigo presidente”, disse Pedro Fraga, após ter sido eleito, agradecendo o trabalho do seu antecessor, e endereçando as suas primeiras palavras à presidente do IPCA, Maria José Fernandes.

Segundo aquela nota, a Maria José Fernandes ficou agradada com a eleição do novo presidente do Conselho Geral referindo que “o IPCA ficaria bem representado com qualquer um dos membros externos. Foi eleito o Pedro Fraga, o que muito nos honra pelas qualidades ímpares que demonstra a sua atuação no tecido empresarial da região, a quem felicito e desejo um bom trabalho agora enquanto presidente deste órgão estratégico do IPCA”.

Para além do presidente eleito, integram ainda o Conselho Geral do IPCA as seguintes personalidades externas: Filomena Moreira, vice-presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Contabilistas Certificados; Jorge Saleiro, diretor do Agrupamento de Escolas de Barcelos; Jorge Silva, CEO da Osit Group (Prozis); Maria do Rosário Azevedo, diretora executiva da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave; Nuno Mangas, presidente do IAPMEI e Ricardo Costa, CEO do Grupo Bernardo da Costa e da BC Segurança.

No decorrer da reunião de hoje foi ainda eleito o secretário do Conselho Geral do IPCA, Vítor Carvalho, diretor da Escola Superior de Tecnologia.

A tomada de posse dos membros internos do Conselho Geral, representantes dos professores e dos investigadores; do representante do pessoal não docente e dos representantes dos estudantes, realizou-se no dia 19 de dezembro de 2018.

A esta data, 19 fevereiro, o Conselho Geral do IPCA entra em plenitude das suas funções.

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Braga

Trabalhadores de call center em greve entoam cânticos em Braga

Durante esta terça-feira

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Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Dezenas de trabalhadores de call center em greve durante esta terça-feira, entoam cânticos de protesto, junto ao edifício da Estação Ferroviária de Braga, onde funciona a empresa Concentrix, protestando contra as condições de trabalho.

A greve, que foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Call Center, está “contra a transferência arbitrária de trabalhadores entre linhas”, denunciando o caso atual de 25 trabalhadores deslocados de linhas “como se de peças num tabuleiro se tratassem”.

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Com a palavra de ordem “não somos números, somos gente, só queremos respeito”, estes trabalhadores estão concentrados desde manhã cedo à porta da Estação da CP de Braga, onde se irão manter até ao princípio da noite desta terça-feira, prometendo que “nós não deixaremos ninguém para trás”.

Sobre as razões do descontentamento referido, Nuno Geraldes apontou “vários fatores”: “Há trabalhadores com salários em atraso, com prémios em atraso, as regras internas do edifício não são cumpridas, por exemplo, não deixam os sindicalistas entrar para fazer a sua função, ligam aos fins de semana a mudar escalas, há perseguições e abusos de vários tipos”, enumerou.

Segundo explicou, o que levou os trabalhadores a optarem pela greve “foi a transferência arbitrária de 25 trabalhadores e a forma” como foi feita.

“Digamos que esta transferência foi a gota de água num local já de si cheio de problemas e irregularidades, tendo a greve sido aprovada por unanimidade em duas assembleias feitas com os trabalhadores”, apontou.

Os trabalhadores vão estar concentrados em frente ao edifício do ‘call center’ da Concetrix, na Rua da Estação, até às 13:00.

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