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Açaí Natura investe 2,1 milhões em Portugal e vai abrir lojas em Braga e Guimarães

Empresa pretende abrir 60 lojas em Portugal

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Foto: DR

A Açaí Natura, rede de lojas de açaí com fruta e granola detida por uma ‘private equity’ brasileira que possui sete unidades em Portugal, vai investir 2,1 milhões de euros até 2023 para atingir as 60 unidades no país.

Em entrevista à agência Lusa, o representante da marca em Portugal, Geraldo Lunes Neto, adiantou que 700 mil euros serão investidos já este ano na abertura de, “no mínimo”, 20 lojas, estando prevista a criação de 30 empregos diretos em 2019 e de 120 num horizonte de cinco anos. Atualmente a empresa tem 18 funcionários no país.

Este ano, as previsões apontam para um volume de negócios de 350 a 400 mil euros, mas o plano é, dentro de cinco anos, “estar a faturar em Portugal cerca de 12 milhões de euros”.

Atualmente com sete lojas abertas em Portugal e a oitava inauguração agendada para segunda-feira, em Faro, a Açaí Natura – cuja oferta assenta num produto processado a partir do fruto brasileiro açaí – é detida por uma ‘private equity’ de quatro sócios brasileiros.

Quatro das lojas em funcionamento em Portugal são lojas próprias e as restantes quatro operam em regime de ‘franchising’, sendo que a expansão da marca no país se fará agora através de franchisados, estando já assinados os contratos para espaços em Guimarães, Braga e Albufeira e decididas novas aberturas em Lisboa, no Porto e em Faro.

Em setembro de 2017, aquando da inauguração da primeira loja da Açaí Natura em Portugal (no centro comercial Atrium Saldanha, em Lisboa), numa altura em que a empresa tinha ainda como sócio o investidor português Mário Dinis Lucas, foi apontado como objetivo (não concretizado) chegar aos 30 espaços no final de 2018.

“Houve um ajuste de estratégia, repensámos o negócio para desenvolver melhor a cadeia de abastecimento dentro de Portugal, desde a produção do açaí ao fabricante de quiosques e ao distribuidor de frutas frescas”, afirmou Geraldo Lunes Neto.

Conforme explicou à Lusa o empresário, o ano 2018 foi de “teste do modelo de negócio”, em que o foco não foi a faturação, mas a avaliação da operação de lojas, dos fornecedores e da fórmula do produto, que é “exclusiva da marca”: “Importamos o açaí do Brasil e depois processamos o produto em Portugal, numa fábrica em Vialonga [Vila Franca de Xira], onde temos arrendada uma linha de produção”, disse.

Convicto de que “o potencial do produto é enorme”, Lunes Neto considera haver também “muito potencial” para o crescimento da marca no mercado português, até porque o produto da Açaí Natura “foi desenvolvido baseado nos gostos europeus”.

“Adaptámos a fórmula brasileira do produto ao gosto europeu, embora mantendo as características funcionais e os benefícios estruturais do açaí, fruto que está hoje já muito difundido na América do Sul, no Brasil e em alguns outros países”, disse.

Atualmente presente no Brasil e em Portugal, a Açaí Natura pretende expandir-se por toda a Europa, tendo previstas aberturas em Espanha e em França “nos próximos quatro meses”.

“É só uma questão de ajustes da nossa cadeia de abastecimento. O nosso operador logístico já opera em toda a Europa e estamos prontos abrir qualquer unidade Açaí Natura em qualquer país europeu”, garantiu.

Segundo adiantou, num “primeiro momento”, o objetivo é “expandir com foco em França, Inglaterra, Espanha e Itália”, mas, “num segundo momento”, estão também nos radares da empresa “os países nórdicos, que têm um hábito de consumo de gelados muito forte”.

Apesar de privilegiar espaços em centros comerciais, “por terem uma grande concentração de pessoas”, a estratégia da Açaí Natura prevê também a abertura de lojas de rua, “em artérias como a rua Garrett, em Lisboa, e a rua de Santa Catarina, no Porto, que tenham muito movimento de transeuntes”.

“Até abril/maio vamos também estar no aeroporto de Lisboa”, adiantou Geraldo Lunes Neto, explicando que “os aeroportos são um ponto estratégico muito importante para a marca”, no sentido da sua divulgação internacional.

Precisamente para reforçar a estratégia de internacionalização da marca a Açaí Natura participa de domingo a quarta-feira na Franchise Expo Paris, uma das maiores feiras do mundo, que conta com mais de 495 marcas em representação de 90 setores de atividade e que em 2018 recebeu mais de 36 mil visitantes.

Atualmente a Açaí Natura está presente em Portugal em Lisboa (Atrium Saldanha), Oeiras (Oeiras Parque), Alcochete (Freeport), Algarve (Aqua Portimão e Aeroporto Internacional de Faro) e Porto (Parque Nascente e Aeroporto Internacional do Porto).

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Região

Europeias: Rui Rio voltou a sentar-se à bateria com casa cheia na Quinta da Malafaia, em Esposende

Caravana do PSD andou pelo Alto Minho, no domingo, e fechou a volta com um jantar com 2.500 pessoas. No sábado, os sociais-democratas andaram pelo distrito de Braga

em

Foto: DR

O presidente do PSD, Rui Rio, exibiu hoje os seus dotes de baterista na Quinta da Malafaia (Esposende), naquela que foi a maior mobilização da campanha do partido para as europeias de 26 de maio.

Rui Rio voltou a acompanhar à bateria a música “Conquistador” dos Da Vinci, tal como tinha feito há seis meses, no mesmo espaço, onde funciona um arraial minhoto, com ranchos folclóricos, bandas de música popular e até gigantones.

Vídeo: Rui Rio em novembro de 2018

Depois de um discurso de cerca de 20 minutos, onde quis marcar a diferença para o PS e dizer que apoia a lista do PSD “mas não é o candidato”, Rio foi desafiado pelo animador a ser “o novo baterista” da Quinta da Malafaia

O presidente do PSD acedeu ao pedido e, com ar compenetrado, voltou ao instrumento que tocava numa banda na juventude, e teve até direito a um ‘solo’, só sorrindo no final, quando foi aplaudido pelas cerca de 2.500 pessoas que enchiam a sala.

No final da ‘atuação’ foi cumprimentando por militantes e alguns até tiveram direito a ‘selfies’ com Rui Rio.

Na sua intervenção política, Rio procurou marcar a diferença entre aquela que tem sido a sua presença na campanha do cabeça de lista do PSD, Paulo Rangel, e a do secretário-geral, António Costa, na do PS.

“Ao contrário dos nossos adversários, nós não queremos esconder Paulo Rangel. Pelo contrário, queremos mostrá-lo bem para que possam votar nele. Escolhemos uma lista para mostrar e para ser votada e não para esconder. O presidente do PSD está com a lista, apoia a lista, mas não é o candidato”, frisou.

Rio juntou-se hoje pela terceira vez à campanha de Paulo Rangel, a segunda no período oficial: primeiro, no domingo à noite (que o PSD considerou o seu arranque oficial de campanha) num jantar em Penafiel, e depois na quarta-feira, em eventos com as Mulheres Sociais-Democratas e a Juventude Social-Democrata, estando previsto a partir de terça-feira uma presença diária até ao final.

O dia do PSD no distrito de Viana do Castelo. Fotogaleria PSD> 

Rui Rio acusou ainda o PS de “puxar para trás” em áreas como a saúde, a proteção civil e a economia, e defendeu que só o voto nos sociais-democratas pode “puxar para a frente”.

O presidente do PSD considerou “decisivo” para o resultado eleitoral do próximo domingo que a abstenção desça.

“Nas últimas europeias votaram menos de um terço dos eleitores: em cada dez pessoas que encontrámos na rua, só três votaram”, alertou.

O líder social-democrata voltou a apontar falhas nos serviços públicos e a acusar o PS de sobrecarregar os portugueses com “a maior carga fiscal de sempre”.

“Lembramo-nos quando o ministro Vítor Gaspar disse que íamos ter um brutal aumento de impostos. Hoje quase que teríamos saudades desse brutal aumento de impostos, porque os portugueses nunca pagaram tantos impostos como na governação socialista”, acusou.

No Minho, Rui Rio voltou ao tema dos passes sociais, denunciando graves problemas na oferta dos transportes na Margem Sul de Lisboa e na ligação urbana entre Sintra e a capital.

“Se a ideia era pôr mais portugueses a andar de transportes públicos porque passaram a ser mais baratos – e a ideia é uma boa ideia – o gato estava escondido com o rabo de fora, porque não melhoraram a oferta: as pessoas pagam passes mais baratos, mas não têm condições para serem transportadas”, criticou.

O maior assobio da sala chegou quando Rio se referiu às nomeações de familiares pelo Governo para o executivo e para o aparelho do Estado.

“Temos de hoje a oito dias a oportunidade de mostrar ao PS que os portugueses não estão de acordo, não podem apoiar um Governo que utiliza o poder para meter familiares e amigos do PS por tudo o que é administração pública em Portugal”, apontou.

Recuperando a máxima de Sá Carneiro – primeiro Portugal, depois o PSD e depois os interesses pessoais -, Rio acusou o PS de dizer o contrário: “Primeiro a família, depois o PS e depois Portugal”.

“Temos de dizer que não aceitamos isto. Estou seguro que o resultado de hoje a oito dias vai premiar tudo aquilo que fizemos e queremos fazer pelo país”, afirmou.

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Braga

Ano e meio depois, Braga aprova Plano Municipal para a Integração de Migrantes

114 nacionalidades registadas, com brasileiros na linha da frente

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Foto: Ilustrativa / DR

O executivo municipal de Braga aprovou, hoje, o Plano Municipal para a Integração de Migrantes (PMIM) com algumas críticas dos dois partidos da oposição. O documento surge um ano e meio depois do anterior plano e para além de números, muitos deles já desatualizados, apresenta, também, um conjunto de iniciativas e ideias que o Município quer desenvolver para integrar esta comunidade.

Começando pelos números oficiais, em 2017, segundo dados do SEF, foram legalizados quase 2500 cidadãos brasileiros, a nacionalidade mais representativa, seguidos de 604 ucranianos e 402 chineses.

No entanto, estes números “não espelham a atual realidade” como fez questão de sublinhar a vereadora do PS, Helena Teixeira. “A realidade apresentada é muito redutora. Desde 2017 muita coisa mudou e o executivo não tem tido a capacidade de acompanhar o aumento de migrantes”.

A vereadora socialista apresentou, ainda, uma série de constrangimentos que estão a dificultar a legalização dos “cidadãos que escolheram a nossa cidade para viver”. Os processos legalização “passaram de três meses para um ano, há falta de vagas nas escolas, não existe acesso à habitação a custos controlados, não existe uma política com serviços integradores porque quem chega não sabe a quem se dirigir ou que documentos pedir”.

O vice-presidente, Firmino Marques, começou por reconhecer que “os números oficiais apresentados pecam por defeito mas também não são aqueles que têm vindo a público”. O único número oficial que vai mais ao encontro da realidade diz que há 114 nacionalidades registadas em Braga.

Este relatório vem na sequência do anterior, com data de 2015-2017, e “dá um especial enfoque às questões do empreendedorismo, do emprego e saúde”, acrescentando Firmino Marques que “está programado um calendário de atividades, algumas delas que iremos repetir como o encontro de interculturalidade ou os sabores do Mundo”.

Outro número dá conta da entrada nas escolas do primeiro ciclo do concelho, desde Janeiro, de 100 alunos ou do registo de cinco mil utentes nos centros de saúde nos últimos anos.

Atraso no plano

O vereador da CDU, Carlos Almeida, reconheceu ser este “um instrumento importante para a integração de migrantes” mas falta-lhe o relatório de execução do plano anterior que “nos iria permitir, depois, um conhecimento mais rigoroso para a elaboração desta ‘segunda geração’” como lhe chamou Firmino Marques.

As críticas comunistas prendem-se com o ‘timing’ da aprovação do plano. “É estranho que um plano que deveria ter aplicação a partir de 2018 surja um ano e meio depois. O que quer dizer que não houve uma coordenação correta nos prazos entre o fim do anterior e o início deste”.

Firmino Marques lembrou que “a maioria dos Municípios, também, está a apresentar agora os seus planos” ‘culpando’ o Governo e a definição de novas políticas, entretanto vertidas em lei, para o atraso na sua concretização.

Um argumento que “não colhe” para Carlos Almeida. “O trabalho poderia ir sendo feito até porque aquilo que nos é apresentado está desfasado e não acompanha a realidade actual”.

De acordo com o Alto Comissariado para as Migrações, os PMIM são “documentos que incorporam as estratégias de atuação concertadas das diferentes entidades que atuam na área das migrações, a nível local, e que concorrem para a concretização do processo multivetorial de integração dos imigrantes na sociedade portuguesa”.

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Braga

Braga atribui bolsas para aulas de dança e música

“Com o objectivo de fomentar o desenvolvimento do ensino da dança e da música no concelho e de permitir uma utilização activa e participativa das instalações do Mercado Cultural do Carandá”

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Foto: Conservatório de Música do Bomfim

A autarquia de Braga anunciou hoje a abertura de um processo de candidaturas a bolsas de estudo para aulas de dança e música.

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O Município de Braga, com o objectivo de fomentar o desenvolvimento do ensino da dança e da música no concelho e de permitir uma utilização activa e participativa das instalações do Mercado Cultural do Carandá, celebrou com a Arte Total – Centro de Educação pela Arte e com o Conservatório Bomfim, tutelado pela Fundação Bomfim, um protocolo de colaboração de onde resulta a atribuição de bolsas de estudo para aulas de dança e música, respectivamente, a estudantes do ensino público, residentes no concelho de Braga.

Imagem: Divulgação

As bolsas correspondem à frequência de aulas durante o ano lectivo 2019/2020 nas instalações das duas escolas reconhecidas pelo seu valor artístico e pedagógico e sediadas no Mercado Cultural do Carandá.

O processo de candidatura decorre até ao dia 14 de Junho, devendo os interessados dirigir-se ao Balcão Único da Câmara Municipal de Braga para proceder à apresentação da candidatura.

Para mais informações está disponível o seguinte endereço electrónico: [email protected]

Os formulários e as normas de candidatura encontram-se disponíveis no portal www.cm-braga.pt.

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