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Trinta mil máscaras começam a ser distribuidas pelos bombeiros

Covid-19

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Foto: DR/Arquivo

Trinta mil máscaras começam hoje a ser distribuidas para responder às necessidades mais urgentes dos corpos de bombeiros na luta contra a pandemia de covid-19, anunciou o Ministério da Administração Interna (MAI).


“Esta vai ser a primeira de várias entregas de equipamentos médicos e de proteção individual que já começaram a chegar a Portugal, os quais são indispensáveis à atuação dos profissionais de saúde e de todos os restantes profissionais empenhados no combate a pandemia covid-19”, escreve o MAI, em comunicado.

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O Governo diz ainda que se mantém “fortemente empenhado em garantir a contínua disponibilidade dos meios materiais necessários para fazer face a esta pandemia”.

Na sexta-feira, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP queixou-se hoje da falta de equipamento de proteção individual nas corporações, colocando em risco os bombeiros que prestam socorro aos doentes com covid-19.

“Não temos equipamentos de proteção individual (…), corremos riscos para salvar outros que estão em risco”, afirmou aos jornalistas Jaime Marta Soares, após uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Jaime Marta Soares referiu que “há dois meses e meio” alertou as autoridades para a carência de material de proteção individual nos bombeiros, que têm demonstrado “uma tenacidade muito forte para salvar pessoas”, apesar das “tremendas dificuldades”.

O dirigente da LBP adiantou, sem mencionar números, que há associações de bombeiros sem “nenhum rendimento”, em “falência técnica”, e que se veem na “obrigação de despedir bombeiros”.

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Perante o cenário traçado, Jaime Marta Soares assinalou, ainda, que se aproxima o mês de maio, em que, além do pico da pandemia esperado para Portugal, começa a época dos incêndios florestais.

Também a Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários se queixou, na semana passada, da falta de equipamento de proteção individual (máscaras, luvas…) nas corporações, comprometendo a segurança dos bombeiros e o socorro de doentes com covid-19.

Portugal, em estado de emergência até à próxima quinta-feira, regista 119 mortos e 5.962 infeções, segundo o último balanço da Direção-Geral da Saúde.

Das pessoas infetadas, 486 estão internadas, 138 das quais em unidades de cuidados intensivos hospitalares, havendo 43 doentes que já recuperaram desde que a covid-19 foi confirmada no país, em 02 de março.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 697 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 33.200.

Dos casos de infeção, pelo menos 137.900 são considerados curados.

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País

Novas restrições para controlar pandemia serão circunscritas a territórios

Adianta o secretário de Estado Adjunto e da Saúde

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Foto: DR / Arquivo

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde defendeu hoje que as novas restrições para combater a pandemia no país serão a nível territorial e mais circunscritas, num modelo que ainda terá que ser estabilizado.

A dois dias de se realizar um Conselho de Ministros extraordinário (sábado) para definir as medidas de controle da pandemia, o governante afirmou que “todos os países vão começar a adotar medidas de restrições ao nível territorial, mais circunscrito”.

“E essas restrições serão com certeza ao nível mais dos territórios, para que outros territórios que não estão tanto sob pressão possam respirar do ponto de vista económico e social”, admitiu António Lacerda Sales numa entrevista ao ‘podcast’ Política com Palavra do Partido Socialista.

Questionado se o Governo optará por ações localizadas ou se admite restrições nacionais como um novo confinamento geral, Lacerda Sales disse que “todos os países da Europa estão neste momento a tentar estabilizar num determinado modelo que pode comportar muitas variáveis”.

Enumerando que essas variáveis são a incidência de casos nos últimos 14 dias, os novos casos confirmados por 100 mil habitantes, as faixas etárias mais atingidas ou a pressão sobre os hospitais, defendeu que o que é preciso é “estabilizar num determinado modelo e obviamente que quanto mais uniforme conseguir ser esse modelo (…) maior segurança e maior confiança será dada às populações”.

Confrontado se esse modelo será de base concelhia ou distrital, o secretário de Estado disse apenas que deve ter “o consenso da grande maioria dos intervenientes” das áreas da saúde, proteção civil, das autarquias ou segurança social.

Na quarta-feira, o presidente da Área Metropolitana do Porto pediu ao Governo que decrete o Estado de Emergência, generalizando as medidas a todo o país e o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil do Porto propôs o recolher obrigatório no distrito.

Confrontado com estes pedidos, Lacerda Sales reiterou a necessidade de “estabilizar o modelo e uniformizar o modelo para que não haja grandes discrepâncias, quer entre concelhos quer entre distritos”.

Pediu, no entanto, que “não se façam sobreavaliações de determinadas situações e por outro lado subavaliações noutras situações”.

“Penso que as medidas têm que se adaptar aquilo que é em cada região a própria evolução e os próprios dados epidemiológicos”, resumiu.

Além do Conselho de Ministros extraordinário de sábado, o primeiro-ministro marcou para sexta-feira reuniões com os partidos.

No final do dia de quarta-feira, uma nota do gabinete da ministra de Estado e da Presidência adiantava que Mariana Vieira da Silva e a ministra da Saúde, Marta Temido, iriam realizar uma audiência com os peritos habitualmente auscultados nas chamadas “reuniões do Infarmed” seguida de uma reunião com médicos especialistas em infecciologia e medicina intensiva.

Fonte do Governo tinha anteriormente adiantado à agência Lusa que, perante a evolução da pandemia em Portugal nas últimas semanas, a ministra da Saúde, Marta Temido, e a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, estavam já a ouvir um conjunto de epidemiologistas.

O ministro de Estado da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, esteve a ouvir parceiros sociais.

Ainda no âmbito do combate à covid-19, o primeiro-ministro participará hoje num Conselho Europeu extraordinário, por videoconferência.

Na quarta-feira, foi atingido um novo máximo diário de casos de infeção em Portugal – 3.960 – e o número de pessoas hospitalizadas continua a subir há mais de uma semana, sendo agora 1.794 pessoas, mais 47 do que na terça-feira, e destas 262 (mais nove) estão em Unidades de Cuidados Intensivos.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Direção-Geral de Saúde, Portugal já contabilizou 128.392 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus e 2.395 óbitos.

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País

Novo romance de Mia Couto é uma homenagem à cidade da Beira, onde nasceu

Literatura

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Mia Couto no Gerês. Foto cedida a O MINHO

O escritor moçambicano Mia Couto classificou hoje o seu novo romance, “O Mapeador de Ausências”, como uma homenagem à cidade da Beira, onde nasceu e viveu até aos 17 anos e onde hoje lançou a nova obra.

“É uma homenagem à cidade da Beira e não seria justo que eu começasse por lançar este livro fora da cidade que é a mãe desta história”, disse à Lusa, à margem do evento no auditório da Faculdade de Economia da Universidade Católica de Moçambique.

“É uma história que se desenvolve a partir da minha memória sobre a minha cidade”, explicou, ao realçar a importância da urbe: “aqui me transformei num contador de histórias”.

No livro “O Mapeador de Ausências”, um poeta desloca-se pela primeira vez em muitos anos à terra natal, nas vésperas do ciclone que a arrasou em 2019 – numa alusão ao Idai, ciclone que atingiu o centro de Moçambique em março do último ano, e provocou 603 mortos e afetou a vida, até hoje, de dezenas de milhares de pessoas.

“Há um poeta que vem à procura da sua infância” e que “vai começar a perceber que aquilo que é presente para ele no sentido temporal, nasce da ausência de alguém”, descreveu.

Na obra, Mia Couto recorda o pai – o jornalista e poeta Fernando Leite Couto – entre outras figuras que, apesar de ausentes, permanecem vivas nas suas memórias.

O autor cresceu durante a época da guerra pela independência de Moçambique e hoje lança “O Mapeador de Ausências”, numa altura em que o país é palco de outros confrontos armados, no centro e norte, apelando a que as histórias das vítimas não fiquem por contar.

“Acho importante que a informação”, através dos órgãos de comunicação social, “transmita não só relatórios sobre as agressões, os ataques feitos por terroristas, mas construa a história das pessoas que estão a ser assassinadas”.

Autor de mais de 30 livros, Prémio Camões em 2013, Mia Couto regressa ao romance depois de ter publicado em 2019 a coletânea de textos de intervenção cívica “O Universo num Grão de Areia” e “O Terrorista Elegante”, três novelas curtas escritas em parceria com o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

“O Mapeador de Ausências” será publicado em Portugal em novembro, pela Editorial Caminho.

LFO/JYJE // MAG

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Plataforma ajuda municípios a concretizar objetivos de desenvolvimento sustentável

Ambiente

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Cidade de Viana. Foto: DR

A plataforma digital ODSlocal, que permite aos municípios fazerem um mapeamento das boas práticas para cumprir metas de desenvolvimento sustentável para 2030 definidas pela ONU, vai ser lançada em 11 de novembro em Lisboa.

O projeto, que tem o apoio da Fundação La Caixa, é promovido pelo Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS), associado a dois centros de investigação universitários, o OBSERVA/Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e o MARE/Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, e à start-up da área do ambiente e alterações climáticas 2adapt.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da CNADS, Filipe Duarte Santos, adiantou que a plataforma vai contribuir para que os municípios de todo o país possam concretizar os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), incentivar boas práticas e promover a participação cívica nas vertentes económica, social e ambiental.

“É um projeto que consiste na construção de uma plataforma digital, tecnológica, que permite aos municípios fazerem o mapeamento das suas boas práticas em termos de cumprir as metas dos objetivos de desenvolvimento sustentável para 2030. Nessa plataforma, os municípios podem introduzir os projetos que estão a ser realizados no terreno, projetos esses que estão a ser realizados por empresas, organizações não-governamentais, associações e pelos próprios municípios”, explicou.

De acordo com Filipe Duarte Santos, esta plataforma já teve uma fase-piloto na qual participaram os municípios de Bragança, Cascais (distrito de Lisboa), Castelo de Vide (Portalegre), Coruche (Santarém), Loulé (Faro), Seia (Guarda)e Viana do Castelo.

“O projeto-piloto foi bem recebido. Permitiu aos municípios divulgarem o que estão a fazer em termos de objetivos de desenvolvimento sustentável. A partir daqui pensámos que seria uma iniciativa que podia estender-se ao resto do país, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira”, disse.

O presidente da CNADS adiantou que concorreram a fundos e foi criado o consórcio, que acabou por conseguir o financiamento da Fundação La Caixa.

“Este portal vai ficar acessível a todos os municípios do continente e das regiões autónomas e será disponibilizado gratuitamente ou sobre a forma de subscrição para introduzirem as suas boas práticas e os indicadores de desenvolvimento sustentável a nível local que estão a ser desenvolvidos no âmbito do projeto. Indicadores para dar a saber se os municípios estão a avançar no sentido do cumprimento das metas dos 17 objetivos da ONU”, disse.

De acordo com Filipe Duarte Santos, qualquer pessoa pode aceder e ver o que está a ser feito no seu município ou noutro, podendo contribuir para projetos no domínio do desenvolvimento sustentável.

“Quero também salientar que este projeto é pioneiro à escala mundial. Não foi feito em nenhum país tanto quanto é do nosso conhecimento. Existem projetos semelhantes, mas não abrangem a totalidade dos municípios. Agora tivemos o financiamento que nos permite procurar atingir a totalidade dos nossos municípios e tem sido bem recebido a nível internacional”, disse.

O lançamento do projeto, que inclui um portal ‘online’ de base tecnológica, um plano de capacitação e um ciclo de eventos, vai decorrer em 11 de novembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República.

Durante a sessão, irão ser assinadas cartas de compromisso pelos municípios aderentes.

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