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Barcelos

19 moradores do loteamento da Malhadoura tentam acordo com a Câmara

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Loteamento da Malhadoura. Foto: DR

A tentativa de conciliação é terça-feira. Mas o entendimento afigura-se difícil, diz fonte ligada ao processo. A Câmara de Barcelos propõe-se reabilitar as casas de 19 moradores do loteamento da Malhadoura, em Milhazes, que recorreram ao Tribunal de Braga por alegados “defeitos de fabrico”, como humidades e fissuras.

O Município quer investir 465 mil euros em obras na fachada das casas, para banir as infiltrações, mas os proprietários não aceitaram, argumentando que o projeto de intervenção “é vago e incompleto” e não tem data de começo e de termo. Consideram, ainda, que a obra nas fachadas não é suficiente para acabar com os problemas de construção, já que houve pavimentos que cederam nas garagens e janelas, mal acabadas, e com mais humidade.

Face a esta discordância, o Tribunal Cível marcou uma primeira audiência prévia, e pediu que a Autarquia levasse o projeto de intervenção e que este tenha em atenção as deficiências encontradas numa peritagem. Mas não houve acordo, ficando agora o Tribunal de verificar se há novas propostas que conduzam a um entendimento. Caso contrário, há julgamento.

Os donos exigem à Câmara o pagamento de uma indemnização, a calcular em sede de sentença, pelo facto de as casas que compraram terem mais de 81 defeitos de construção. “Uma quantia que se considere adequada à eliminação dos defeitos existentes”, dizem.

A queixa, que corre na Unidade Cível, diz que as deficiências ocorrem no interior e no exterior das casas englobando paredes e tetos – afetados pela humidade – com a tinta a descascar, aparecimento de fissuras, falta de acabamentos e de impermeabilidade.

O loteamento, construído pelas empresas Alberto Couto Alves, de Famalicão e Sá Machado &Filhos, de Vila Verde, foi recebida pela Câmara em outubro de 2013. Foi adjudicada no executivo anterior de Fernando Reis (PSD) por 2,898 milhões de euros e concluída já no atual mandato de Miguel Gomes, do PS.

O Município não se deu como responsável pelos defeitos e culpava as duas firmas, tendo por isso acionado, em dezembro de 2014, a caução que estas entregaram quando tomaram conta da empreitada. As duas construtoras recorreram, também, ao Tribunal pois não assumem a responsabilidade pelas deficiências. Recentemente, as três partes chegaram a um acordo, desistindo de todos os processos. Falta, agora, o entendimento com os moradores.

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Barcelos

Mulher em estado grave após despiste em Barcelos

Mistura de chuva e barro alegadamente na origem do despiste

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Foto cedida a O MINHO por Miguel Gonçalves

Uma mulher, com cerca de 70 anos, ficou com ferimentos considerados graves na sequência de uma colisão lateral ao final da manhã deste sábado, na Estrada Nacional 205, em Ucha, Barcelos.

Foto cedida a O MINHO por Miguel Gonçalves

De acordo com testemunhas no local, uma das viaturas envolvidas seguia no sentido Prado-Barcelos quando terá entrado em despiste, alegadamente devido ao estado escorregadio do piso [mistura de chuva e barro], indo embater lateralmente contra um carro que seguia no sentido contrário.

Foto cedida a O MINHO por Vítor Vasconcelos

Ao que O MINHO apurou, a vítima em estado grave seguia na outra viatura, no lugar do pendura, tendo ficado encarcerada. O condutor dessa mesma viatura, marido da vítima que ficou em estado grave, sofreu ferimentos considerados ligeiros. Ambos têm idades perto dos 70 anos.

Ao local deslocaram-se os Bombeiros de Barcelos com viatura de desencarceramento, VMER de Barcelos e INEM de Barcelos.

A GNR registou a ocorrência cujo alerta foi dado pelas 12:42 deste sábado.

Pelas 13:46, o trânsito encontra-se condicionado naquela estrada em ambos os sentidos.

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Barcelos

Jovem morre na A3 em Barcelos após bater em contramão

Colisão dobrou cisterna do camião que transportava combustível

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um jovem de 27 anos, residente em Guimarães, morreu e um homem ficou com ferimentos na sequência de uma colisão frontal ao quilómetro 52 da Autoestrada n.º3, em Barcelos, entre um camião de matérias perigosas e um automóvel da marca Mercedes, que seguia em contramão naquela autoestrada.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Ao que apurou O MINHO, o camião seguia no sentido Braga-Valença quando foi surpreendido por uma viatura que circulava em contramão, não conseguindo evitar o brutal choque que deixou ambas as viaturas bastante danificadas.

O camionista ainda tentou encostar a viatura pesada ao separador central mas não conseguiu evitar a colisão, arrastando a viatura ligeira por mais de 50 metros. O camião acabou dobrado, e foi necessário efetuar trasfega do material transportado, cerca de 33 mil litros de combustível – peso de 28 toneladas -, para outra cisterna.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Ao que foi possível apurar, um outro carro vinha a acompanhar o Mercedes no sentido correto, a mais de 140 quilómetros horários, desde a estação de serviço de Barcelos.

Os serviços de desencarceramento do condutor do veículo ligeiro demoraram cerca de 02:30 horas, mas o condutor já estava sem vida.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O condutor do camião foi transportado para o Hospital de Braga com ferimentos ligeiros.

No local estiveram os Bombeiros Sapadores de Braga com viatura de desencarceramento e uma ambulância no total de oito elementos, os Bombeiros de Barcelinhos com uma viatura de desencarceramento e duas ambulâncias, no total de 9 elementos, a VMER de Famalicão e o serviço da concessionária BRISA.

A vítima mortal foi transportada para o Instituto de Medicina Legal de Braga.

O alerta foi dado pelas 04:28 para a freguesia de Lama, Barcelos. A GNR de Ponte de Lima registou a ocorrência.

Notícia atualizada às 08h23

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Barcelos

Catarina Martins visita casas sociais em Barcelos e deixa críticas ao ministro das Finanças

“Quem quer pontes, não as queima”

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Foto: Facebook de Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, respondeu esta sexta-feira às críticas do ministro Mário Centeno com o aviso de que “quem quer pontes, não as queima”, salientando que o partido não está arrependido dos últimos quatro anos.

Em Barcelos, após uma visita a um bairro social recentemente requalificado, Catarina Martins mostrou-se “agradada” por o programa do BE “estar no centro do debate e das preocupações do PS”.

“Não sei se o Partido Socialista está arrependido destes quatro anos, nós no Bloco de Esquerda não estamos”, referiu.

Aludindo às declarações do ministro das Finanças, Mário Centeno, que hoje acusou o BE de ter um problema “endémico” com as contas, Catarina Martins disse que o Bloco tem um programa com contas certas e devolveu as críticas ao PS, acusando-o de ter apresentado um programa “sem contas”.

“Fico agradada pelo facto de o programa do BE estar no centro do debate e das preocupações do PS, alguma coisa estamos a fazer bem. Apresentamos compromissos claros e contas certas e ainda bem que assim é. É bom apresentarmos os compromissos claros, o que queremos fazer, quanto é que custa, é assim que o BE tem agido”, referiu.

Acrescentou que o PS começou por apresentar “um programa sem contas” e que agora apresenta contas sem “qualquer capacidade orçamental” para cumprimento das suas promessas.

Voltando à solução governativa dos últimos quatro anos, a líder do BE congratulou-se com o acordo alcançado, vincando que ele “não permitiu que as pensões fossem congeladas, que as empresas pagassem menos à Segurança Social ou que o despedimento fosse facilitado, como o PS tinha no seu programa em 2015”.

“Conseguimos trabalhar juntos, valorizar salários, valorizar pensões, começar a fazer um caminho diferente para o nosso país com mais dignidade para quem trabalha. Estamos orgulhosos do caminho que fizemos”, sublinhou.

Em relação às críticas que o PS tem feito ao Bloco, Catarina Martins respondeu assim: “quem quer fazer pontes, não as queima”.

Sobre a habitação social, Catarina Martins disse ser possível que “pelo menos 60 mil casas” sejam recuperadas nos próximos quatro anos.

Para a líder do Bloco, essa intervenção garantiria a eficiência energética, a poupança na conta da luz dos moradores e 7.000 postos de trabalho.

“Não podemos continuar décadas com a habitação do Estado absolutamente abandonada”, disse ainda.

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