Montenegro dá prioridade à agricultura com confiança no ministro de Vila Verde

Foto: Lusa / Arquivo

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou hoje a agricultura como um setor estratégico e disse que o Governo, desde que tomou posse, já deu “mais peso político” ao ministério que tutela a área.

“A prioridade da agricultura e das pescas como setor estratégico já começou a mudar com este Governo, com aquilo que é a nossa filosofia”, afiançou o chefe do Governo, durante a sua intervenção na sessão de abertura da 40.ª edição da feira agropecuária Ovibeja.

Perante uma sala cheia, Luís Montenegro destacou que tinha prometido “reintegrar as florestas no Ministério da Agricultura”, tendo esse compromisso sido já atingido: “Já cumprimos”. 

“As florestas foram reintegradas no Ministério da Agricultura. Achamos que é a maior maneira de valorizar quer o setor florestal, quer o setor agrícola”, disse.

E “também prometemos que era necessário dar mais peso político, perdoe-se a expressão, mas é a forma mais fácil de exprimir o ponto, ao Ministério da Agricultura e de valorizar também a relação” deste “com o Ministério do Ambiente”, continuou.

“É por isso que estão aqui os dois ministros”, realçou, aludindo à presença, na cerimónia e no Governo, dos ministros da Agricultura e Pescas e do Ambiente e Energia, José Manuel Fernandes, de Vila Verde, e Maria da Graça Carvalho, respetivamente.

Estes dois governantes “estão aqui de braço dado, aliás, já estavam” assim no Parlamento Europeu, onde “trabalhavam em conjunto”, afirmou.

“Não foi por isso que vieram os dois, mas já agora vieram os dois. Trabalhavam em conjunto, vão continuar a trabalhar em conjunto porque é em conjunto e em equilíbrio que os dois temas têm que ser tratados”, defendeu o primeiro-ministro.

Portugal tem de ser um país “que se preocupar com sustentabilidade ambiental, com as alterações climáticas, mas que se preocupa também em produzir”, sublinhou. 

Nesta deslocação à Ovibeja, que decorre em Beja, até domingo, Luís Montenegro afiançou por diversas vezes que o Governo vai valorizar a agricultura, com decisões concretas, nomeadamente na área do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), mas também no setor da água.

“Estamos a preparar um plano estratégico para a gestão e armazenamento da água que queremos implementar nos próximos anos em Portugal, resolvendo, do ponto de vista estrutural, uma matéria que é absolutamente crucial”, revelou.

Quanto a Rui Garrido, presidente da ACOS – Associação de Agricultores do Sul, entidade organizadora da feira, aproveitou a presença dos governantes na sessão de inauguração para reivindicar “mais água para a agricultura”.

“A cota de água fixada para a agricultura em 590 hectómetros cúbicos deverá ser revista, uma vez que já não é suficiente para a atual área abrangida pelo EFMA [Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva]”, salientou.

O responsável explicou que o necessário aumento de água visa “fazer face aos novos blocos de rega em projeto, à cedência de água a albufeiras preexistentes da região e à inclusão de regadios precários”.

“Também aqui as soluções terão que passar pela captação de mais reservas de água, bem como pela renegociação com a EDP do volume de água”, sublinhou.

Rui Garrido manifestou ainda preocupação com a manutenção de algumas das medidas do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) e com “o desmantelamento do Ministério da Agricultura”.

“Se houver uma rede rodoviária e uma linha de caminho-de-ferro rápidas, poderão ser equacionadas outras valências para o aeroporto de Beja, com benefício para a região, para o país e para os vários setores de atividade”, acrescentou.

 
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