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Web Summit começa hoje em Lisboa com intervenção do inventor da ‘web’

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A Web Summit arranca hoje, em Lisboa, com o inventor da ‘web’ a partilhar a sua visão sobre a rede que criou há quase 30 anos e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a abordar o futuro digital.

Pelas 17:00, abrem as portas daquela que é a terceira edição da Web Summit em Lisboa e, para dar as boas-vindas aos mais de 70 mil participantes esperados, a organização promove no exterior, antes das intervenções da cerimónia de abertura, um “Opening Night Festival”, para os primeiros contactos.

A abertura oficial, no palco principal da cimeira, só chega pelas 18:30, com uma intervenção do presidente executivo do evento, Paddy Cosgrave, que introduzirá os oradores.

A inaugurar os discursos estará o físico britânico Tim Berners-Lee, que inventou a rede mundial de acesso à internet (world wide web – ‘www’) há quase 30 anos.

Naquela que é a sua primeira vez no evento, Tim Berners-Lee vai falar sobre a sua visão para esta rede, que criou em 1989, tendo inicialmente como objetivo que a ‘web’ fosse de livre acesso e servisse a humanidade.

Em seguida, será a vez da vice-presidente nas áreas sociais e ambientais da Apple, Lisa Jackson, intervir sobre “Negócios bons que fazem bem”, relacionando a atividade da gigante tecnológica com os seus objetivos sustentáveis, nomeadamente a aposta em energias renováveis.

E porque a tecnologia também está relacionada com o cinema, nomeadamente os efeitos especiais, seguir-se-á em palco o cineasta norte-americano Darren Aronofsky, diretor da Protozoa Pictures e conhecido por filmes como Pi (1998), A vida não é um sonho (2000) e Mãe (2017).

O último orador é o português António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas.

Numa intervenção de 15 minutos sobre como criar “um futuro digital seguro e benéfico para todos”, aquele responsável vai partilhar a sua visão sobre o aproveitamento das novas tecnologias, salvaguardando ainda os perigos da inovação.

Chegam depois os cumprimentos do primeiro-ministro, António Costa, e do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina.

Para quem resistir, o “Opening Night Festival” continua pelas 20:00 e até à meia-noite nas imediações do evento, junto ao rio, na Rua do Bojador.

Segundo a organização, esta edição da Web Summit, que decorre até quinta-feira no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na FIL, no Parque das Nações, será “a maior e a melhor” de sempre.

Além do alargamento do espaço, na edição deste ano haverá três novos palcos na Web Summit: o “DeepTech”, no qual estará em foco o impacto de tecnologias como a computação e a nanotecnologia na indústria e na vida quotidiana, o “UnBoxed”, onde críticos de tecnologia irão analisar produtos eletrónicos, e ainda a “CryptoConf”, que debaterá assuntos como as moedas digitais.

Ao todo, serão 25 diferentes conferências dentro de uma só cimeira.

À semelhança das outras edições, haverá eventos paralelos à cimeira, como as ações de convívio noturnas Night Summit, no LX Factory, e as festas de final de dia Sunset Summit, no Pavilhão Portugal.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo Web Summit nasceu em 2010 na Irlanda.

Em 2016, a cimeira mudou-se para Lisboa, com uma previsão inicial de ficar três anos.

Porém, em outubro deste ano, foi anunciado que o evento continuará a ser realizado em Lisboa por mais 10 anos, ou seja, até 2028, mediante contrapartidas anuais de 11 milhões de euros e a expansão da Feira Internacional de Lisboa (FIL).

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Estúdios de tatuagens podem reabrir na segunda-feira

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os estúdios de tatuagens e de ‘bodypiercing’ vão poder reabrir na segunda-feira juntamente com outros serviços de atendimento ao público e comerciais, mas terão de funcionar mediante marcação prévia e cumprindo as regras sanitárias.

Na resolução do Conselho de Ministros adotada na sexta-feira e referente à terceira fase de desconfinamento no quadro da pandemia de covid-19, lê-se que, no setor dos cuidados pessoais e estética, “é permitido o funcionamento de estabelecimentos ou estúdios de tatuagens e ‘bodypiercing’, mediante marcação prévia”.

À semelhança dos ginásios e de outros serviços de atendimento ao público e comerciais, também estes estabelecimentos poderão reabrir na segunda-feira, que é quando entram em vigor as novas regras.

Aqui inclui-se, ainda, a permissão para a retoma de “atividade de massagens em salões de beleza”.

Em todos estes estabelecimentos será, ainda assim, obrigatório respeitar as normas definidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), nomeadamente sobre restrições à capacidade máxima destes espaços, regras de desinfeção dos equipamentos e uso de máscaras e viseiras por todos os funcionários.

Em meados de maio, a associação que representa os tatuadores disse querer saber quando vão poder voltar a trabalhar, considerando que o setor estava a ser esquecido no desconfinamento após o pico da pandemia no país.

“Fiscalmente, sempre estivemos incluídos no CAE [código das atividades económicas] dos cabeleireiros, esteticistas e barbeiros, mas quando deixaram estes profissionais voltar à atividade puseram-nos de lado”, disse na altura à agência Lusa Theo Pedrada, da Associação Portuguesa de Profissionais de Tattoo e Bodypiercing (APPTBP).

Para o responsável, não fazia “qualquer sentido” estes profissionais terem de manter os estúdios fechados, dado que esta é uma das atividades “que mais prezou sempre a higiene e segurança”.

“Há anos que utilizamos máscaras, luvas e todo o nosso material é descartável e somos obrigados a ser certificados e a ter cursos de segurança que muitos barbeiros nem conhecem”, defendeu Theo Pedrada na altura, explicando que estes procedimentos “fazem parte do dia a dia” de qualquer profissional do setor.

Segundo o boletim diário da DGS, hoje divulgado, Portugal contabiliza pelo menos 1.396 mortos associados à covid-19 em 32.203 casos confirmados de infeção.

Relativamente ao dia anterior, há mais 13 mortos (+0,9%) e mais 257 casos de infeção (+0,8%).

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, que sexta-feira foi prolongado até 14 de junho, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório apenas para pessoas doentes e em vigilância ativa e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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Nadadores-salvadores alertam banhistas para risco máximo de afogamento

Por haver praias ainda sem vigilância

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Foto: DR / Arquivo

A Federação Portuguesa de Nadadores-salvadores lançou hoje um alerta de risco máximo de afogamento, durante o fim de semana, por haver praias ainda sem vigilância, lembrando que houve pelo menos cinco mortes, na última semana.

“Consideramos que, neste momento, há um risco muito elevado de afogamento em Portugal”, disse à agência Lusa o presidente da entidade, Alexandre Tadeia.

De acordo com dirigente, o aviso surge pelo facto de haver uma “grande procura para ir a banhos” dos portugueses, devido às temperaturas altas, e por ainda não ter sido aberta oficialmente a época balnear.

“Claramente, há uma grande vontade dos cidadãos irem a banhos à praia”, realçou, reiterando que a maioria das praias ainda se encontra sem nadadores-salvadores, lembrando que, na última semana, houve “três mortes por afogamento no litoral e duas no interior”.

Apontando para uma grande afluência às praias neste fim de semana, o dirigente pediu aos banhistas que tentem ir para uma zona vigiada, tomando as devidas precauções.

“Apenas em algumas zonas do país, de uma forma muito pontual, é que existe já assistência a banhistas, mas na sua maioria só a partir do dia 06 [de junho]”, disse.

No âmbito da pandemia da covid-19, o Governo determinou que a época balnear só começa, este ano, em 06 de junho.

À Lusa, Alexandre Tadeia relembrou ainda que já foram contabilizadas 48 mortes por afogamento em 2020.

“Neste ano, já vamos com mais mortes no que em igual período do ano passado. Há uma semana, tínhamos 44 mortes por afogamento, enquanto em 2019 tínhamos apenas 28. Calculámos que estamos perante já 48 afogamentos, o que é, de facto, um valor muito elevado nesta altura do ano”, referiu.

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Governo assegura alternativa para moradores sem condições para isolamento

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Governo vai identificar locais alternativos para o confinamento domiciliário sempre que se comprove que as habitações não tenham condições de habitabilidade para se cumprir o isolamento, disse hoje a ministra da Saúde.

O Governo, em articulação com diversas entidades, designadamente os municípios, vai identificar locais alternativos “para o confinamento domiciliário quando se comprove que as condições de habitabilidade” não reúnem os critérios para o isolamento, afirmou a ministra da Saúde, Marta Temido, durante a conferência de imprensa diária de balanço sobre a pandemia em Portugal.

Esta é uma das medidas da estratégia de contenção de casos na região de Lisboa, que tem representado, nos últimos oito dias, 85% dos novos casos de covid-19 registados no país, explicou.

Em resposta à agência Lusa, a ministra aclarou que a solução está a ser preparada, tal como já foi usada no passado para utentes de lares, a partir da rede de Pousadas da Juventude e da colaboração de outros parceiros.

“O que estamos a considerar é uma atuação conjunta, entre Saúde, Segurança Social e outras entidades, no sentido de também aqui em Lisboa essas estruturas poderem ser direcionadas para esta população-alvo”, acrescentou.

A criação de um plano de realojamento de emergência para as pessoas que vivam em habitações precárias e sobrelotadas foi anunciada pelo Governo na sexta-feira, após o Conselho de Ministros, que aprovou medidas para a terceira fase de desconfinamento no âmbito da covid-19.

A estratégia de contenção focada na região de Lisboa prevê também o rastreio de infeção pelo novo coronavírus “focado nas atividades em que se têm verificado maior incidência e surtos da doença”, nomeadamente nas áreas ligadas à construção civil, cadeias de abastecimento, transporte e distribuição, setores caracterizados por uma “grande rotatividade dos trabalhadores” e recurso ao trabalho temporário, afirmou Marta Temido.

Segundo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, também presente na conferência de imprensa, já foram identificados cerca de 140 casos positivos na construção civil, tratando-se de um número provisório que será atualizado com o reforço dos testes neste setor.

De acordo com a ministra, no âmbito desta estratégia, vai também ser assegurada a testagem de todas as pessoas que tenham “determinada vigilância” por parte das autoridades de saúde.

A determinação do confinamento obrigatório dessas pessoas e a garantia deque o mesmo se realiza pelas forças de segurança são outras das medidas da estratégia, que prevê ainda um acompanhamento clínico diário, referiu.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 364 mil mortos e infetou mais de 5,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,4 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.396 pessoas das 32.203 confirmadas como infetadas, e há 19.186 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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