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Alto Minho

Victor Mendes à frente de Abel Baptista em inquérito do jornal O MINHO

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O jornal O MINHO realizou um inquérito entre sexta-feira, dia 14, e terça-feira, dia 18, onde perguntava aos seus leitores para mostrarem a sua preferência entre Abel Baptista e Víctor Mendes, enquanto candidatos da área do CDS à Câmara Municipal de Ponte de Lima, nas eleições legislativas de 2017.

Responderam à pergunta cerca de 1.800 leitores, tendo 998 demonstrado preferência por o atual presidente do município, Victor Mendes, enquanto 780 votaram pelo ex-deputado, Abel Baptista.

Para a realização do inquérito, em que o voto era totalmente secreto, foi utilizada a ferramenta PlayBuzz, aplicação especializada em questionários, utilizada, entre outros, pelo jornal inglês The Sun.

Abel Baptista apresentou a sua candidatura independente à Câmara de Ponte de Lima no passado sábado, enquanto Víctor Mendes, escolhido pela líder Assunção Cristas, será o candidato do CDS.

Nas eleições legislativas de 2013, o CDS teve um total de 14.982 votos.

Caso as votações nos partidos nesse ato eleitoral se mantivessem inalteradas, se admitíssemos uma divisão de votos entre Victor Mendes e Abel Baptista de acordo com o resultado do inquérito de O MINHO, os resultados nas próximas eleições autárquicas seriam:

Víctor Mendes/CDS – 8.390 votos (30.40%)/ 3 vereadores

Abel Baptista/lista independente – 6.592 votos (23.89%)/ 2 vereadores

PSD – 4.374 votos (15,85%)/ 1 vereador

Movimento 51 – 3.325 votos (12,05%)/ 1 vereador

PS – 2.560 votos (9,28%)

PCP/PEV – 1.035 votos (3,75%);

Brancos – 801 votos (2,90%);

Nulos – 514 votos (2,90%) .

A data das eleições legislativas de 2017 será anunciada durante o próximo ano pelo Presidente da República.

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Alto Minho

Três dias de buscas por jovem de Melgaço suspensos sem sucesso

Resgate

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As buscas para encontrar um jovem que caiu ao rio Minho na terça-feira, em Melgaço, foram suspensas às 19:05, na quinta-feira, prosseguindo nos próximos dias com “dispositivo mais reduzido”, informou o capitão do porto de Caminha.

Contactado pela agência Lusa, o capitão do porto e comandante da Polícia Marítima (PM) de Caminha, Pedro Costa, explicou que “durante os três dias de operações não foi encontrado nenhum indício” na freguesia de Remoães, em Melgaço, onde o jovem caiu ao rio Minho, sendo “muito baixa a probabilidade de o corpo se encontrar naquela zona”.

“Foi importante termos empenhado nos últimos dias um forte dispositivo que, em coordenação com a barragem de Frieira, na Galiza, permitiu uma investigação com bastante rigor na zona de Remoães. Nesta altura, e com o caudal que o rio apresenta, a probabilidade do corpo se encontrar nesta zona é muito baixa”, explicou.

Durante o dia de ontem estiveram envolvidos nas buscas dois meios aéreos da Guardia Civil e da Agência de Emergência Galega 112 (Achega), três embarcações, duas espanholas e uma da PM de Caminha. Em terra, nas duas margens, participaram meios dos bombeiros voluntários de Melgaço e da Guardia Civil espanhola, num total de mais de 20 operacionais.

Na terça-feira, o jovem de 26 anos “escorregou e caiu” quando “passeava” junto ao rio internacional, na freguesia de Remoães, no concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo.

Pedro Costa acrescentou que “as buscas vão continuar nos próximos dias, com meios mais reduzidos”.

“Na sexta-feira, contaremos com o apoio de uma embarcação da Armada espanhola e, no fim de semana, serão empenhados meios da PM de Caminha, numa coordenação que já habitual entre as autoridades dos dois lados do rio internacional”, afirmou.

O acidente ativou, como é habitual naquela zona transfronteiriça, o projeto ARIEM+ – Assistência Recíproca Inter-regional em Emergências e Riscos Transfronteiriços.

Os objetivos do ARIEM+ incluem a criação de uma Rede de Comando Operacional Único para a gestão conjunta de recursos humanos e materiais em situações de risco que melhorem a gestão e coordenação de emergências no local.

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Alto Minho

Cinco infetados no centro de saúde de Melgaço. Câmara exige encerramento

Covid-19

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Foto: Mapio

O presidente da Câmara de Melgaço exigiu hoje o encerramento temporário do centro de saúde, após cinco profissionais terem testado positivo para a covid-19, e reclamou a desinfeção da unidade.

“Manter profissionais de saúde, pertencentes a um núcleo já com cinco infetados, a prestar serviços à comunidade, representa um risco de contágio cruzado muito elevado, quando ainda se aguardam os resultados aos 15 profissionais entretanto colocados em isolamento”, afirma o socialista Manoel Batista, em comunicado enviado às redações.

Manoel Batista defende uma “ação musculada e imediata no centro de saúde”, reclamando “o encerramento temporário da unidade de saúde para que seja realizada uma desinfestação profunda, que a autarquia “já diligenciou”.

O município disponibilizou-se ainda para realizar testes de despiste da doença a “todos os colaboradores” daquela unidade de saúde.

“Hoje à tarde, a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) reuniu-se para analisar o pedido de Manoel Batista, tendo no final do encontro informado a autarquia de que o centro de saúde vai continuar em funcionamento com os serviços mínimos assegurados pelos colaboradores que não apresentaram sintomas, sendo que o atendimento dos doentes em área dedicada à covid-19 passará a ser” feita no espaço equivalente em Monção, refere a nota.

De acordo com os números divulgado na quarta-feira, na página oficial do município no Facebook, Melgaço tem 10 casos confirmados de covid-19, sendo que cinco estão localizados na aldeia de Parada do Monte, colocada em cerco sanitário desde a semana passada.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 190.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação a terça-feira (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até ao final do dia 17 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Alto Minho

PS questiona sobre encerramento “sem aviso prévio” de panificadora de Caminha

Parlamento

em

Foto: CGTP-IN / DR

O grupo parlamentar do PS questionou hoje a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o encerramento “sem qualquer aviso prévio” de uma panificadora do concelho de Caminha, com “mais de seis dezenas de trabalhadores”.

“Os deputados do Partido Socialista, eleitos pelo círculo de Viana do Castelo, pediram hoje esclarecimentos ao Governo sobre o encerramento, sem qualquer aviso prévio, da empresa Panificadores Unidos do Concelho de Caminha, conhecida por Camipão, considerando a decisão de duvidosa compreensão, num momento em que o Governo está a adotar medidas de apoio às empresas e trabalhadores para contrariar os efeitos da crise de saúde pública derivada da pandemia por Covid-19”, refere o grupo parlamentar em nota hoje enviada às redações.

Na pergunta que dirigiram à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, os deputados Marina Gonçalves, José Manuel Carpinteira, Anabela Rodrigues e Tiago Barbosa Ribeiro explicam que “a Camipão é uma empresa com décadas de atividade e com uma importância inquestionável para a economia do concelho de Caminha, mas também para o concelho de Vila Nova de Cerveira, para onde a empresa expandiu a sua atividade, contando hoje com 11 lojas e mais de seis dezenas de trabalhadores”.

“Apesar das diversas dificuldades financeiras que a empresa foi alegando ao longo dos anos, nada fazia prever este encerramento, sem aviso prévio aos trabalhadores e sem salvaguarda dos muitos clientes que diariamente eram fornecidos por esta empresa e ainda mais numa fase em que o país enfrenta uma pandemia sem precedentes com evidente impacto no desenvolvimento económico e social do país”, sustentam.

Os deputados socialistas consideram ser de “duvidosa compreensão que, num momento em que o Governo está a desenhar apoios para salvaguarda das empresas e dos seus trabalhadores, por forma a contrariar os efeitos da crise de saúde publica que tem levado à inatividade de muitos setores, uma empresa responsável por tantos empregos tome esta decisão”.

Para o PS, “é determinante perceber se o alegado incumprimento laboral se verifica, nomeadamente quanto ao pagamento atempado da remuneração e outros valores legalmente devidos, à salvaguarda dos requisitos legais quanto ao aviso prévio ao despedimento coletivo ou aos motivos que levaram ao encerramento desta importante empresa”.

Os deputados socialistas pretendem que sa Ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, “face às denúncias dos trabalhadores quanto ao procedimento da empresa, promoveu alguma diligência por parte da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e, em caso afirmativo, que irregularidades foram identificadas e que procedimentos foram empreendidos junto da empresa”.

Os parlamentares querem também saber “que medidas podem ser empreendidas com vista à salvaguarda de uma empresa tão importante para a população e economia local e para a estabilidade profissional dos trabalhadores que ainda pertencem a esta empresa”.

Aquando do encerramento da empresa, a 25 de março, a Lusa tentou, sem sucesso, contactar o administrador da empresa, José Presa, que, nas últimas eleições autárquicas foi eleito vereador do PSD na Câmara de Caminha, mandato que viria a suspender, em maio de 2019, por um ano.

Na altura mesma ocasião a Lusa contactou o presidente da câmara, o socialista Miguel Alves, que disse não poder confirmar o encerramento, acrescentando que “a Camipão suspendeu a produção de pão e fechou as lojas por haver intranquilidade e desconforto entre os funcionários”.

“A câmara teve de arranjar outra empresa para fornecer o pão para servir aos alunos e famílias carenciados do concelho a quem o município está a assegurar refeições neste período de pandemia da covid-19. Fomos avisados menos de 24 horas antes da suspensão da laboração”, explicou.

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