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Viana do Castelo

Viana do Castelo muda voto antecipado para pavilhão devido a 1.300 pedidos

Eleições presidenciais

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Foto: Ilustrativa / DR

Cerca de 1.300 pessoas pediram, até às 09:00, o voto antecipado para as eleições presidenciais, o que obrigou a Câmara de Viana do Castelo a mudar o sufrágio para um pavilhão e a instalar três mesas.

“Face à grande adesão que está a ser registada, a opção foi mudar as instalações onde decorrerá o ato eleitoral. Inicialmente, estava previsto que o voto antecipado decorresse no edifício da Câmara Municipal, mas acontecerá no pavilhão municipal de Santa Maria Maior por forma a acolher as mesas de voto, garantindo todas as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e da Comissão Nacional de Eleições (CNE)”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Viana do Castelo.

Segundo o socialista José Maria Costa, “até às 09:00 estavam inscritos cerca 1.300 eleitores e prevista a instalação de três mesas de voto no pavilhão de Santa Maria Maior”.

“O edifício camarário está a sofrer obras de reabilitação, situação que não salvaguardava as condições de segurança para acolher a elevada participação de eleitores e, por essa razão, foi decidido transferir o ato eleitoral para o pavilhão”, sustentou o autarca.

O autarca sublinhou que aquele número de eleitores “não está fechado, uma vez que o prazo para a inscrição no voto antecipado em mobilidade para as presidenciais de 24 de janeiro termina às 23:59 de hoje.

José Maria Costa adiantou que as eleições presidenciais estão a ser preparadas, mas admitiu “algumas dificuldades logísticas, devido à substituição de elementos que já comunicaram a desistência por doença ou isolamento profilático”.

“Alguns elementos de mesas eleitorais têm de ser substituídos por estarem em isolamento profilático”, explicou.

“Nas freguesias as pessoas já estão a receber as cartas de notificação para integrarem as mesas de voto e já estão a informar que, por isolamento profilático ou razões de saúde, não poderão exercer essas funções. É preciso recrutar pessoas da bolsa de voluntários, mas não vai ser fácil”, sustentou.

Reforçou que “só se a lei mudar” é que é possível “substituir um elemento da mesa de voto da freguesia de Darque por alguém que faça parte de uma mesa de voto de outra freguesia”.

“As cinco pessoas que compõem as mesas de voto têm de estar inscritas na sua área residência, o que torna o processo ainda mais difícil”, disse.

O autarca explicou que hoje começa o prazo de inscrição para os infetados com o vírus SARS-CoV-2 e para os utentes dos lares, que termina no domingo.

“Esses votos serão recolhidos, em casa e nas instituições, nas próximas terça e quarta-feira”, especificou.

Os portugueses que não puderem votar nas presidenciais em 24 de janeiro podem ainda pedir hoje para exercer o seu direito de voto uma semana antes, numa mesa de voto à sua escolha.

O voto antecipado em mobilidade foi alargado por lei aprovada no parlamento e pode ser feito na sede de cada um dos 308 concelhos do país, em vez da sede do distrito, como aconteceu nas eleições europeias e legislativas de 2019.

O pedido pode ser feito por via eletrónica junto do Ministério da Administração Interna no ‘site’ www.votoantecipado.mai.gov.pt ou através de correio normal.

O pedido para o voto antecipado de doentes internados e presos foi feito até 04 de janeiro e a recolha dos votos prolonga-se até quinta-feira. O voto antecipado já existe há vários anos, mas nestas eleições essa possibilidade foi alargada devido à pandemia de covid-19, que afeta Portugal desde março de 2020.

Viana do Castelo

Viana apoia investigação científica sobre raça Garrano

Biodiversidade

A Câmara de Viana do Castelo estabeleceu hoje um protocolo que visa o desenvolvimento de um projeto de investigação científica sobre equinologia, assente na raça autóctone Garrano que se encontra presente na Serra d’Arga, em estado semisselvagem.

Segundo a autarquia, aquele protocolo envolve a Junta de Freguesia de Montaria, o Instituto do Cavalo e da Equitação Portuguesa e a Associação O Caminho do Garrano.

Este projeto “irá dar continuidade às investigações iniciadas em 2016 através das Universidades de Kyoto e Sorbonne-Nouvelle”.

A investigação “pretende também contribuir para a valorização do património local nos vários domínios materiais e imateriais, sobretudo através da dinamização do ecoturismo sustentável e do turismo científico”.

Para dinamizar este projeto de investigação científica, o município de Viana do Castelo atribui à Associação O Caminho do Garrano um apoio financeiro de 19.200 euros, a transferir mensalmente no montante de 1.600 euros.

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Viana do Castelo

Empresa oferece desfibrilhador aos Bombeiros de Viana do Castelo para salvar vidas

Para equipar nova ambulância de socorro

Foto: DR

Os Bombeiros de Viana do Castelo já têm um aparelho de Desfibrilhação Automática Externa (DAE) para equipa a nova ambulância de socorro, foi hoje anunciado.

Em comunicado enviado a O MINHO, o vice-presidente da direção daquela associação humanitária dá conta da oferta da empresa Xpand IT, empresa sediada naquela cidade especializada em tecnologias de informação.

De acordo com Luciano Moure, o aparelho custou cerca de 3.000 euros e veio “reforçar” a operacionalidade e “equipar a viatura recém-adquirida, que desde há cerca de um mês se encontra ao serviço da população do concelho”.

O responsável aproveita para agradecer este gesto por parte da empresa em nome dos bombeiros e “da população de Viana do Castelo”.

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Viana do Castelo

Ana Gomes em Viana: “Candidatura do socialismo democrático é apenas a minha”

Eleições presidenciais

Foto: DR / Arquivo

A candidata presidencial Ana Gomes defendeu hoje que a única opção para os que se reveem no socialismo democrático é votar em si no próximo domingo, reforçando o apelo de “sobressalto cívico” feito na quinta-feira por Francisco Assis.

Em Viana do Castelo, onde passou a última manhã de campanha, a candidata disse ter confiança de que, no domingo, os cidadãos “se vão mobilizar para ir votar e sentir o sobressalto cívico” de que falava o antigo eurodeputado socialista no único comício da campanha, “porque está em causa defender a democracia”.

Questionada se espera sentir este sobressalto nos votantes socialistas, depois de o PS não ter dado indicação de voto nestas presidenciais, Ana Gomes reafirmou que se tem sentido bem acompanhada na campanha e deixou um último apelo.

“A candidatura do socialismo democrático que está a disputar estas eleições é unicamente a minha. Quem invoca ser do partido de Mário Soares, Salgado Zenha, Maria Barroso, Manuel Alegre, Jorge Sampaio e António Guterres obviamente que tem de votar na candidata do socialismo democrático, que sou eu e não o professor Marcelo Rebelo de Sousa, que sempre se assumiu como candidato de direita”, afirmou.

Ana Gomes dirigiu-se, em especial, aos que partilham “os valores da esquerda”, para que se unam de forma a que sejam derrotados os que têm “projetos autoritários e de destruição de democracia”, numa referência ao adversário André Ventura.

“Não queremos isso e vamos mostrá-lo no domingo com o voto”, apontou.

Sobre o atual chefe de Estado e recandidato, lamentou que o desígnio que elegeu de erradicar os sem abrigo esteja ainda longe de cumprir.

“Estamos fartos de anúncios e estratégias grandiosas que depois não passam do papel”, apelou.

Questionada sobre que desígnio nacional terá se for eleita para Belém, a candidata apontou “as reformas estruturais de que ao país precisa”.

“Um país que cuida das pessoas e não deixa ninguém para trás e cuida dos mais vulnerais e que se reorganiza para repovoar o interior do país e que é relevante a nível europeu”, apontou.

A candidata segue à tarde para Lisboa, onde terá, às 18:00, uma conversa online com o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que deveria ser a última ação desta campanha.

No entanto, ao início da tarde chegou uma adenda da agenda – uma constante numa campanha que foi sendo construída dia a dia e até hora a hora – Ana Gomes encerrará a campanha pelas 21:00, com uma conversa online com estudantes, organizada pela Associação de Estudantes de Direito e Relações Internacionais da Universidade Portucalense.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para domingo e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina hoje. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), o ex-militante do PS Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans e presidente do RIR – Reagir, Incluir, Reciclar, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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