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Alto Minho

Vestígios de acampamento com 2 mil anos, a 1.500 metros de altitude, em Arcos de Valdevez

Sítio do Alto da Pedrada

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Foto: Luis Beleza Vaz / Olhares

A Câmara de Arcos de Valdevez aprovou, esta sexta-feira, a abertura de um concurso para a realização de sondagens arqueológicas no sítio da Alto da Pedrada, no ponto mais alto da serra do Soajo, naquele concelho do Alto Minho.

O concurso, com valor base de 11.500 euros, servirá para comprovar a informação avançada em maio de 2019, de que existirá rastro de um acampamento militar, anterior ao século V, que poderá ser preservado, apurou O MINHO junto de fonte relacionada com arqueologia.

Segundo avança a autarquia, este projeto “está integrado” num esforço ibérico de “investigação dedicado ao estudo das relações estabelecidas entre o exército romano e as comunidades indígenas do Noroeste da Península Ibérica”. O projeto é coordenado por João Fonte, investigador do grupo científico Romanarmy.eu.

“Esta intervenção contribuirá para a posterior valorização desta importante estação arqueológica do nosso concelho, e, ao mesmo tempo para a dinamização cultural e turística de Arcos de Valdevez”, refere a mesma nota.

O Alto da Pedrada é o ponto mais alto do concelho arcuense, com cerca de 1.500 metros de altitude.

Segundo João Fonte, o local está muito bem conservado por estar dentro da área do Parque Nacional da Peneda-Gerês e por não ter tido grande impacto antrópico.

Com cerca de um hectare de extensão, o investigador afirmou que poderá ter acolhido “cerca de mil soldados” durante o final do século I a.C.

Apesar das evidências arqueológicas encontradas, a equipa de investigadores pretende agora “trabalhar esses locais”, uma vez que é ainda necessário “saber quais os momentos históricos a que se referem, e contextualizá-los”.

O objetivo da equipa passa por, durante a primavera e verão do próximo ano, arrancar com a primeira campanha para “validar o caráter e cronologia” dos mesmos.

“Se os primeiros resultados forem promissores, aí sim, vamos tentar avançar com um projeto mais amplo e, até pode ser que surjam outros sítios, porque a identificação destes locais ainda não terminou”, concluiu.

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Viana do Castelo

PCP de Viana do Castelo reclama abolição de portagens na A28

Partido não ficou satisfeito com os descontos anunciados

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Foto: DR / Arquivo

O PCP de Viana do Castelo afirmou hoje que vai continuar a lutar pela abolição das portagens na A28, considerando que os descontos esta semana anunciados só terão efeitos em “casos muito particulares”.

Em comunicado, a Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP refere que a manutenção de portagens na A28 constitui uma “severa penalização” à mobilidade dos trabalhadores e das populações e ao desenvolvimento da economia regional.

“Só o prosseguimento da luta e o reforço do PCP encurtará o caminho para a abolição das portagens e para a devolução da A28 às populações desta região”, acrescentam.

Na quarta-feira, a ministra da Coesão Territorial anunciou, em Macedo de Cavaleiros, descontos nas portagens de sete auto-estradas, incluindo a A28, para os “utilizadores frequentes”.

A partir do oitavo dia até ao 15.º, haverá um desconto de 20%, e a partir do 16.º dia até ao final do mês o desconto será de 40%.

Os descontos são para veículos das classes 1 e 2 e começarão a ser implementados no terceiro trimestre deste ano.

“Trata-se de uma medida que, sem prejuízo de poder representar em casos muito particulares uma redução dos custos de utilização na A28, confirma no essencial a opção do Governo PS em manter as portagens nas ex-SCUT, assim como continuar a assegurar a rentabilidade da concessionária”, aponta a DORVIC do PCP.

Para os comunistas, com a aplicação de um “desconto de quantidade”, em função do número de utilizações, o Governo PS “não só mantém intocáveis os privilégios da empresa concessionária, como pode ainda vir a aumentar os seus lucros.

Por isso, prometem continuar a lutar para “libertar” a região de uma concessão “que só interessa ao grupo económico privado” que explora a A28, autoestrada que liga o Porto a Caminha.

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Viana do Castelo

Torta de Viana vai ser certificada

Investimento de 20 mil euros

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Foto: Arquivo

A Câmara de Viana vai investir perto de 20 mil euros na certificação da Torta de Viana, um “ex-libris” da doçaria tradicional de Viana, informou, esta quinta-feira, a vereadora da Cultura da câmara local.

Contactada, esta quinta-feira, pela agência Lusa, Maria José Guerreiro adiantou que, “durante o mês de abril” está constituída a equipa que irá iniciar o processo de certificação da Torta de Viana, doce típico local, à base de creme de ovo, farinha e açúcar.

“Neste momento ainda estamos em fase de adjudicação, e, portanto, em breve saberemos quem é que vai orientar o processo. Esperamos em finais de abril ter novidades”, referiu, a propósito da publicação no portal BASE relativo a contratos públicos, de um ajuste direto para a adjudicação de serviços “na área de consultoria, apoio a acompanhamento técnico especializado”.

O contrato para a prestação daquele serviço, consultado, esta quinta-feira, pela Lusa naquele portal, foi assinado no dia 24, entre a autarquia de Viana e a empresa Certis- Controlo e Certificação, no valor 19.950 euros, e com um prazo de execução de 60 dias.

A vereadora da Cultura justificou a certificação com a necessidade de “preservar a receita tradicional de um doce que tem o nome de Viana do Castelo”.

“Temos reparado que as receitas já começaram a ter diversas formas, o que, não nos parece mal, dentro do espírito de inovação, que pode acontecer na gastronomia, como noutras áreas. Mas, aquela que é a Torta de Viana tradicional, deve ser conhecida e preservada”, sustentou.

Segundo Maria José Guerreiro, o estudo que vai agora ser iniciado “destina-se exatamente a aferir das características que fazem com que a Torta de Viana, seja diferente de outras”.

“De alguma forma poderemos achar que sabemos quais são as características, mas naturalmente é preciso haver um estudo para que se produza um caderno das especificações e esse caderno de especificações depois é que dará origem a uma certificação, ou pelo menos um reconhecimento”, especificou.

A vereadora da Cultura adiantou que “o trabalho de recolha vai ser feito junto de quem a faz a Torta de Viana, de forma tradicional”.

“O objetivo é perceber quais são as variáveis e as características comuns de cada receita, para chegarmos àquela receita”, observou.

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Alto Minho

Atendimento a vítimas de violência doméstica será reforçado no Alto Minho

Ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva

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Foto: Ilustrativa / DR

A rede de atendimento e apoio especializado a vítimas de violência doméstica vai cobrir a totalidade do país durante o primeiro semestre do ano, disse esta quinta-feira, a ministra de Estado e da Presidência, em Ponte de Lima.

“O concurso que abriu em janeiro e que termina em março já vai permitir cobrir todo o país, durante o primeiro semestre deste ano”, afirmou Mariana Vieira da Silva.

A governante, falava aos jornalistas, em Ponte de Lima, no final da sessão de assinatura de dois protocolos de Territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, com a Comunidade Intermunicipal (CIM) Alto Minho.

Mariana Vieira da Silva referia-se ao concurso lançado, em janeiro pela secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade. O procedimento, dotado de 902 mil euros, tem como objetivo reforçar a “cobertura nacional do atendimento e apoio especializado a vítimas de violência doméstica”.

Trata-se de uma iniciativa enquadrada no POISE – Programa Operacional Inclusão Social e Emprego.

Segundo Mariana Vieira da Silva, atualmente “são 218 os concelhos integrados na rede, com estruturas de atendimento a vítimas de violência doméstica”, o que, disse, representa “uma cobertura de 71% do território nacional”.

“Na legislatura anterior alargámos a 48 concelhos e temos hoje 140 casas abrigo e acolhimento de emergência, com 853 vagas para vítimas de violência doméstica.

A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, que acompanhou a ministra na sessão realizada na sede da CIM do Alto Minho, adiantou que as zonas “a norte do distrito de Coimbra, algumas zonas de Trás-os-Montes e alguns focos em torno do grande Porto”, não se encontram dotadas destas respostas.

Os protocolos assinados, esta quinta-feira, na CIM do Alto Minho envolvem os dez municípios da região, duas organizações não-governamentais especializadas, o Gabinete de Atendimento à Família (GAF) de Viana e o Centro Social e Paroquial de Vila Praia de Âncora, bem como vários organismos da administração pública das áreas da educação, emprego, forças de segurança, justiça, saúde, segurança social.

Os acordos assinados integram-se “na nova geração de protocolos promovidos pela secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade”. A parceria “vai permitir criar e potenciar a rede local, com o intuito de combater o flagelo da violência doméstica e de género”.

Presente na sessão, o presidente da CIM do Alto Minho e da Câmara de Viana, José Maria Costa, sublinhou a importância do “trabalho conjunto” que vai ser realizado por “municípios, movimento associativo e entidades públicas” para combater um “flagelo da sociedade”.

“Acredito que dentro de um ano, e após este trabalho conjunto, vamos poder dizer que demos um passo em frente para eliminar este flagelo da nossa sociedade e um fator que nos empobrece”, destacou o autarca socialista.

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