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Região

Urso-pardo terá sido avistado no Gerês

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Urso-pardo. Foto: Ilustrativa

Uma fotografia partilhada no Facebook por Carlos Aguiar, professor da Escola Superior Agrária de Bragança, esta terça-feira, mostra aquilo que serão pegadas de um urso-pardo, na zona da serra do Barroso, no Gerês, animal que desapareceu da região há 175 anos.

“Confirmada a presença de ursos (Ursus arctos) divagantes no Barroso (norte de Portugal)”, escreve o docente daquela escola, que diz que a fotografia foi tirada por um primo e a “identificação foi confirmada por especialistas”.

À TVI, o familiar do professor afirma mesmo ter ali avistado o urso-pardo.

“Vi ali naquela esquina um animal muito grande, a andar com as quatro patas. Mas um animal muito grande. (…) quando ele vem virado às colmeias é que lhe vi o focinho e era um urso”, relatou.

Desde 1843 que o urso-pardo não existe no Gerês, altura em que o último exemplar foi morto pela população local.

A informação da presença do animal ainda não foi confirmada oficialmente.

O urso-pardo, recorde-se, ainda existe em Espanha, nomeadamente na zona de Zamora, do outro lado da fronteira com o distrito de Bragança. Por isso, caso se confirme a presença na região, a mesma deverá ser temporária.

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Braga

Disputa entre ABB e Trofa Saúde sobre preço final parou novo hospital privado no Porto

Desacordo quanto ao custo da obra levou construtora de Braga a suspender construção

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Foto: Trofa Saúde

O novo Hospital que o grupo Trofa Saúde (TS) queria abrir no Porto, ainda em 2019, estava já meio construído, mas o empreiteiro, a Socimpacto, do grupo ABB, de Braga, parou a obra, por desacordo quanto ao preço e pôs uma ação no Tribunal Cível de Braga pedindo a resolução do contrato e uma indemnização, prevista numa das clausúlas, de 2,5 milhões de euros.

Na querela, a ABB- Alexandre Barbosa Borges, SA diz que o contrato assinado com o Trofa Saúde em 2014 previa a construção, em Campanhã, de um edifício, com 16 a 18 mil m2, mais uma área para 400 lugares de estacionamento.

A firma comprometia-se a comprar os terrenos, a edificar a unidade de saúde e a entregá-la em janeiro de 2017. A contrapartida consistiria no pagamento, a partir da entrega das chaves, pelo TS de uma renda mensal de 130 mil euros, nos primeiros 12 meses, a qual subiria para 150 mil nos anos seguintes.

Ao fim dos primeiros três anos, o TS  poderia comprar o prédio por 30 milhões, 15 por cento mais do que o custo previsto, 25 milhões. O contrato previa uma clausula penal de 2,5 milhões a pagar por quem o incumprisse.

Relações entre empresas

As duas empresas mantinham já relações comerciais, posto que o Grupo Trofa alugou à ABB o edifício Savoy, no centro de Braga, onde instalou uma extensão do hospital que possui na cidade. Foi no contexto desse aluguer que surgiu a ideia de se construir um hospital no Porto. Ao que apurou O MINHO, o hospital privado de Braga projeta uma extensão para o centro comercial Nova Arcada.

O contrato para o Porto, que teve três aditamentos, previa a construção de oito ou nove pisos, cada um com dois mil m2. Sucede que – defende a ABB – “o programa funcional” apresentado pelo grupo trofense para a obra implicava a ampliação do projeto, de 18 para 32 mil m2 de área (13 pisos com 2.100 ms), a que acresceriam 635 m2 de aparcamento.

Ou seja, argumenta a firma, as alterações à dimensão do projeto arquitetónico implicavam necessariamente uma revisão do preço da renda e do custo de compra pela empresa de saúde.Acrescenta que, em 2018, pediu a reorçamentação do projeto, tendo em atenção que iria custar 37,5 milhões, mais 12,5 do que o acordado.

E diz que a renda deveria subir até aos 173 mil. Garante que já investiu 12 milhões na obra, e que tentou a via do diálogo, mas, como tal não teve efeito, recorreu à via judicial. Pede 2,5 milhões de indemnização e a resolução do contrato. Em alternativa aceita a simples resolução ou a anulação do negócio.

O MINHO tentou mas não conseguiu contactar nem a ABB nem a empresa hospitalar. O Trofa Saúde, que tem 14 hospitais na região Norte, pode, até 9 de setembro, contestar a ação.

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Braga

Homicida de Braga já foi ouvido pela PJ. Mulher foi a 19.ª vítima de violência doméstica

Vai ser ouvido pelo juiz de instrução

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Foto: O MINHO

O homem que matou a mulher a tiro de caçadeira, na noite desta sexta-feira, em Pedralva, Braga, já seguiu nas primeiras horas da manhã deste sábado para o Tribunal de Braga a partir dos calabouços da Polícia Judiciária, onde foi sujeito a primeiro interrogatório.

Manuel Lopes, de 59 anos e pedreiro de profissão, terá morto a mulher com três tiros de caçadeira, arma que utilizava para a prática de caça, entregando-se de seguida no posto territorial da GNR no Sameiro, a poucos quilómetros da rua de Bugide, onde se deu o terrível assassinato.

O pedreiro terá tido um desentendimento com a esposa que terá culminado em tragédia. Uma filha do casal, grávida, terá recebido assistência no local pelos psicólogos do INEM.

Foto: O MINHO

Maria Magalhães, a vítima, de 54 anos, é a 19.º pessoa vítima de violência doméstica durante o ano de 2019.

(Notícia atualizada às 13h17)

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Ponte de Lima

Já está tudo à espera das Feiras Novas em Ponte de Lima

De 4 a 9 de setembro

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Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

A mais importante festa de Ponte de Lima realiza-se este ano entre os dias 4 e 9 de setembro, encerrando o ciclo das grandes romarias minhotas.

Mantendo-se fiel aos costumes a que há muito habituou os visitantes, a romaria arranca a 4 de setembro, desde a Alameda de São João, até ao largo de Camões, com a tradicional arruada e encontro concelhio de concertinas, às 21:30. Segue-se a Abertura Solene das Feiras Novas, uma alegoria à Ponte Medieval de Ponte de Lima.

Este momento precede a abertura oficial da iluminação, momento em que a ponte medieval, ex-libris Limiano, está interdita ao público. Esta ocasião decorre pelas 22.30, com a festa a continuar noite adentro, com rusgas e concertinas.

Por sua vez a noite de quinta-feira, 5 de setembro, inaugura com um concerto da Banda de Música de Estorãos, em pleno Largo de Camões, às 21h00. A animação continua posteriormente, na Expolima, com o “Ponte de Lima Music Fest”, que decorre das 22:00 às 04:00.

Quanto a sexta-feira, dia 6 de setembro, a Romaria inicia-se pelas 08h00 com uma Salva de Morteiros. A Festa prolonga-se durante o dia, sendo de destacar o espetáculo de “Fados/Fado ao Centro/Coimbra”. Este grupo recorda os temas mais conhecidos da trajetória da Canção Coimbrã, às 21:00, no Jardim do Paço do Marquês.

Ainda no mesmo local, pelas 22:30, a irreverência sadia da juventude estudantil dá mote à festa, com concertos das Tunas Académicas, Hinoportuna, Tuna de Engenharia da Universidade do Minho, Tun’ao Minho, Tuna Universitária do Minho, e Tun’Obebes.

Em paralelo, às 22:00 decorrem no Largo de Camões, concertos da Banda de Música da Casa do Povo de Moreira de Lima, e da Banda de Música de Rio Mau, de Penafiel. Ainda em simultâneo, e desde as 21:00 decorrem na Expolima os tradicionais cantares ao desafio, até às 24:00, com “Cachadinha e seus Amigos”. A Expolima acolhe posteriormente, das 00:00 às 06:00, o “Ponte de Lima Music Fest”.

A manhã de sábado, 7 de setembro, volta a abrir com uma Salva de Morteiros às 08:00 e, às 08:30 com o tradicional Concurso Pecuário, animado pelo Grupo de Música Popular da Feitosa, no Picadeiro Grande da Expolima. Às 12:00 os participantes do concurso saem deste recinto em desfile. Durante o dia, o “Grupo de Zés Pereiras”, “Gaiteiros”, “Gigantones e Cabeçudos”, “Amigos d’Areia – Darque, Grupo de Bombos de Santiago de Poiares”, “Voluntários de Baião, Unidos da Paródia”, “Amigos da Farra”, e os “Amigos da Borga, Grupo Recreativo de Viariz”, animam as ruas e o Largo de Camões, a partir das 08:30.

É precisamente a partir do Largo de Camões, que, às 09:00, as Bandas de Música “Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima” e “Banda de Música Junqueirense” começam a desfilar pelas ruas, em direção aos coretos. No mesmo local, pelas 12:15, decorre uma nova concentração de “Zés Pereira” e “Gigantones”.

Pelas 16:00 chega um dos pontos altos da Romaria: o Cortejo Etnográfico. Este é um autêntico museu vivo de atividades agrícolas, usos, costumes e tradições da vila minhota.

Já para os amantes arte equestre decorre em simultâneo uma Corrida de Garranos, na Expolima, às 16:30. Consagrada às rusgas, a noite de sábado acolhe cantares no Centro Histórico, a partir das 22:00. Para todos os gostos, a noite continua com o “Ponte de Lima Music Fest”, das 22:00 às 06:00.

Às 00:30 desta noite, decorre o aclamado espetáculo de pirotecnia. A “Noite do Fogo” pode ser apreciada do areal e do Largo de Camões.
A romaria de noite e de dia, amanhece novamente, a 8 de setembro, com a usual Salva de Morteiros às 08:00, com “Zés Pereiras, Gaiteiros, Gigantones e Cabeçudos” a partir das 08:30, novamente com as Bandas Musicais de Famalicão, e de Golães, às 09h00, e nova concentração de “Zés Pereiras” às 12:00.

As figuras e os episódios da história de Ponte de Lima ganham vida às 15:30 com o Cortejo Histórico. Após este desfile, decorre pelas 18:00, na Expolima, uma Tourada. No mesmo local pelas 21:30, apresenta-se o Festival Limiano de Folclore, que tem como palco simultâneo o Jardim do Paço do Marquês. A música continua das 22:00 às 06:00, na Expolima, com o “Music Fest”. Sendo que às 00:30 decorre a sessão de fogo de artifício “Fogo do Meio”.

A 9 de setembro, dá-se a última Feira Franca. A segunda-feira, o dia consagrado às Solenidades Religiosas em honra de Nossa Senhora das Dores, Padroeira das Festas, é anunciada por uma nova Salva de Morteiros à hora usual, e pelas Bandas Musicais de São Martinho da Gandra e da Casa do Povo de Moreira do Lima, cujos concertos começam às 9h00 e se prolongam ao longo do dia.

A Missa solene com Sermão em honra de Nossa Senhora das Dores, decorre às 10:30, e a respetiva procissão decorre às 16:30, dando ênfase ao caráter religioso que sustenta a origem desta festa também profana.

O Largo de Camões acolhe às 19:00 a despedida das Bandas, e às 22:00 a “Última Noite de Festa – Noite do Baile”, uma verbena popular com o Conjunto “Costa Verde”, que encerra o ciclo de grandes romarias que geram um grande movimento festivo na região, atraindo centenas de milhar de pessoas, há já 193 anos.

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