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Braga

Um final feliz para a “Mimi” no Dia Mundial do Gato

“Uma vez vadio, sempre vadio”. No Dia Mundial do Gato, a história de “Mimi” que, com cinco meses, já foi resgatada três vezes

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Foto: Cedida a O MINHO

“Uma vez vadio, sempre vadio”. No Dia Mundial do Gato, a história de “Mimi” merece destaque, ou não tivesse sido já resgatada por três vezes ao longo dos cinco meses de idade.

Rui Sousa, comercial da Carclasse em Barcelos, explica que a gata “Mimi” surgiu na sua vida há cerca de quatro meses, ainda bebé. “Um senhor chegou à nossa loja e tinha um gato vadio preso no motor. Tivemos de desmontar a parte dianteira da viatura para a conseguir retirar. Quando percebi que ninguém queria a gata, decidi ficar eu com ela”, conta a O MINHO.

Trouxe-a depois para Figueiredo, Amares, onde reside, para fazer companhia a outra gata, a “Princesa”. Mas, cerca de um mês depois, Mimi voltou a entrar para a zona de motor de um carro, e acabou por ser necessária a intervenção de um mecânico, para o segundo resgate do felino.

Nos últimos meses, tudo correu bem, até que esta quarta-feira, por motivos desconhecidos, a gata resolveu subir ao topo de uma árvore. E não quis descer.

“Tentei trepar a árvore mas quanto mais eu subia, mais ela se escondia. Resolvi deixar passar a noite, até porque estava a chover e fiquei com esperança de que ela descesse sozinha, mas hoje, ao acordar, percebi que permanecia lá em cima”, conta Rui.

Foi aí que decidiu ligar para os Bombeiros de Amares, que se deslocaram ao local com dois operacionais e uma autoescada. E o resgate foi concluído com sucesso, como nos conta João Ferreira, bombeiro que a retirou do topo da árvore em conjunto com a bombeira Cláudia Leitão.

“Não foi fácil numa fase inicial porque quando me aproximei ela subiu ainda mais”, explica o bombeiro. “Devia estar a uns 6 metros de altura quando finalmente a conseguimos resgatar. A partir daí foi simples”, acrescenta.

Foi então novamente entregue a Rui Sousa que não coube em si de contente. “Eu já me afeiçoei muito a esta gata. Levei-a há pouco tempo ao veterinário para vacinação e disseram-me que era provável que voltasse a fugir, porque é ‘arisca'”.

Durante esta quinta-feira, depois de resgatada, “Mimi” passou o dia a dormir. Mas depois de recuperar energias, certamente aprontará outras, ou assim já antecipa Rui.

“Ela dá muitos trabalho mas gosto muito dela. Está bem tratadinha, e nunca a vou abandonar, porque a partir do momento em que entra um animal em casa, passa a ser da família”, assegura.

Dia Mundial do Gato

Criado em 2002 pela International Fund for Animal Welfare, o Dia Mundial do Gato existe para “celebrar o animal de estimação mais popular do mundo” e que era venerado como os deuses no antigo Egito.

Estima-se que existem cerca de 500 milhões de gatos no mundo.

Braga

Um dia de trabalho para apagar símbolos nazis da parede de um prédio em Braga

Vandalismo

Foto: O MINHO

A parede de um prédio situado na rua Adelino Arantes, na cidade de Braga, está a ser limpa depois de um ato de vandalismo alegadamente relacionado com a extrema-direita, que já prevalecia há cerca de um ano naquele local.

Em causa estão pichagens a incentivar ao voto no Partido Nacional Renovador, que entretanto mudou de nome para partido Ergue-te, ligado à direita radical, aos hammerskins e a ideologias neo-nazis.

O condomínio do prédio decidiu contratar uma empresa especializada em lavagem de pavimentos e paredes para remover as pichagens, mas o trabalho não tem sido fácil, como contou a O MINHO o colaborador destacado para o serviço.

“É complicado, estou aqui desde manhã, já são três horas e ainda falta muito, por isso acho que até vai ser mais de um dia de trabalho só para tirar aqui estes símbolos”, disse o trabalhador, que pediu para não ser identificado.

Ao que apuramos, para remover estas pichagens, feitas com recurso a latas de tinta em spray, é necessário diluente de tinta, água, lixa e esponja. Os símbolos tiveram de ser esfregados vezes sem conta com a lixa e com a esponja, conforme pudemos constatar no local, dentro do Bairro das Fontaínhas.

Recentemente, em declarações a O MINHO, Isabel Silva, diretora do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, mostrou-se muito preocupada com o problema das pichagens desregradas em Braga. 

“Temos muitos edifícios em granito que ficam comprometidos porque esta tinta não se remove permanentemente”, disse a responsável, alertando que estes edifícios e monumentos já sofrem com a degradação natural face ao clima, mas assim ficam ainda mais degradados.

Isabel Silva crê que a resolução deste problema está a nível nacional, lembrando que os próprios partidos podem ver a melhor forma de legislar e atuar de uma forma mais proativa porque, permanentemente, os bens públicos são alvo de selvajaria.

“Não são só os monumentos históricos. São os espaços públicos, os transportes. Aquilo não é arte, é selvajaria. e fica com aspecto degradado e selvagem”, opinou Isabel Silva, relembrando que há “muitos espaços” na cidade para se fazerem murais e “boas pichagens”.

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Braga

Não há café para ninguém: PSP verifica postos de combustível em Braga

Confinamento

Foto: O MINHO

Agentes da PSP de Braga têm vindo a verificar se a proibição de bebidas ao postigo, incluíndo café, está a ser cumprida nas lojas de conveniência dos postos de combustível da cidade.

A fiscalização ocorre desde que o Governo anunciou novas medidas para conter a propagação do novo coronavírus, em vigor desde quarta-feira, entre as quais a proibição de venda de bebidas ao postigo. Até agora, era possível pedir um café em copo de plástico e consumir o mesmo no exterior do estabelecimento, mas de forma a evitar aglomerados, os postos de combustíveis não estão a vender cafés.

O MINHO fez uma ronda descaracterizada em três dos principais postos de combustível de Braga (S. Vicente, Maximinos e São Víctor) e, em todas as lojas de conveniência, a resposta foi a mesma: “Não podemos vender café”.

De acordo com alguns funcionários, a PSP já esteve nos locais a verificar se as máquinas de café se encontravam desligadas, incluíndo as de vending. Ao que apuramos, também a ASAE vai intensificar a fiscalização nestes locais, podendo mesmo encerrar os mesmos caso as regras de venda não estejam a ser cumpridas.

Para além das bebidas, é também proibida a venda de produtos não alimentares ou que não sejam de higiene, exetuando tabaco e revistas, em todos os estabelecimentos do país.

Portugal tem vindo a sentir um aumento de casos de infeção por covid-19 considerado “alarmante” pelo Governo e pelas autoridades de saúde, registando hoje mais 221 mortos e 13.544 novos casos.

De acordo com especialistas do Instituto Nacional de Saúde, a nova variante inglesa do vírus já está presente em 13% dos novos casos que têm surgido desde dezembro, estimando-se que atinja cerca de 60% dos infetados durante as próximas semanas.

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Braga

Hospital de Braga com 148 internados tem taxa de ocupação “no limite”

22 nos cuidados intensivos

Foto: Hospital de Braga (Arquivo)

O Hospital de Braga conta com 148 doentes covid-19 internados, 22 dos quais nos cuidados intensivos, estando com a lotação “praticamente esgotada”, afirmou hoje o presidente do Conselho de Administração à Lusa.

João Porfírio Oliveira sublinhou que, no entanto, o hospital “continua a dar resposta” de internamento aos doentes que vão chegando, com recurso aos setores social e privado.

“A situação é claramente preocupante, a taxa de ocupação está no limite e o número de doentes internados por dia tem crescido sucessivamente”, referiu.

Para assegurar resposta, o hospital contratualizou 10 camas com a Santa Casa da Misericórdia de Póvoa de Lanhoso, tendo ainda transferido mais 10 doentes para uma unidade privada.

“A rede tem ajudado a manter o fluxo”, disse ainda João Oliveira.

O responsável assegurou que, apesar desta situação, o Hospital de Braga tem conseguido manter todas as consultas programadas e a cirurgia de ambulatório.

No entanto, a cirurgia convencional, que exige internamento, tem sido “fortemente afetada”.

João Oliveira deixou um apelo à população para que “colabore” com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), cumprindo todas as normas estipuladas pelas autoridades sanitárias.

“É muito importante, é absolutamente decisivo, que todos façam a sua parte, para que os profissionais de saúde e o SNS possam continuar a dar resposta a quem precisa”, referiu.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.058.226 mortos resultantes de mais de 96,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.465 pessoas dos 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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