Seguir o O MINHO

País

Tribunal de Aveiro condenou 42 pessoas por tráfico de droga e armas

Buscas passaram por Braga

em

Foto: DR / Arquivo

O Tribunal de Aveiro condenou hoje a penas de prisão efetivas e suspensas 42 dos 52 acusados num megaprocesso relacionado com uma rede tráfico de droga que operava a partir de um acantonamento situado em Albergaria-a-Velha.

Dos 52 arguidos, 10 foram absolvidos, 13 condenados a penas efetivas entre dois anos e três meses e 10 anos de prisão e 29 punidos com penas suspensas entre um ano e três meses e três anos e nove meses.

Em causa, no processo que começou a ser julgado em janeiro deste ano, estavam crimes de tráfico de droga, tráfico e mediação de armas, detenção de arma proibida, associações criminosas e branqueamento.

Durante a leitura do acórdão, o juiz presidente disse que resultou provada a atividade de tráfico de droga e de armas para alguns arguidos, bem como a detenção de arma proibida.

Os arguidos foram ainda absolvidos dos crimes de associação criminosa e branqueamento e foram declarados perdidos a favor do Estado 45.500 euros.

No centro do processo estava uma família do acampamento do Fial, em Albergaria-a-Velha que, segundo o Ministério Público (MP), se dedicava ao tráfico de estupefacientes e de armas de fogo, pelo menos desde 2002.

A acusação refere que com a fuga do patriarca para Espanha, em 2010, após praticar crime de homicídio, foi a matriarca quem assumiu definitivamente o topo da hierarquia familiar na atividade do tráfico de estupefacientes.

O coletivo de juízes não deu, no entanto, como provado que a mulher, de 54 anos, tivesse a ser cargo a orientação dos negócios do tráfico e das armas, pelo que foi absolvida.

Contudo, quatro dos seus filhos foram condenados com penas de prisão efetivas e uma filha e uma neta apanharam penas suspensas.

De acordo com a investigação, os arguidos escondiam a droga em buracos nos terrenos e matas adjacentes ao acampamento, de onde o retiravam à medida que necessitavam para vender, e chegavam a utilizar menores para ir buscar o produto estupefaciente ao local onde se encontrava ocultado.

A rede foi desmantelada em julho de 2017, durante uma megaoperação de combate ao tráfico de estupefacientes, que envolveu a realização de cerca de 40 buscas nos distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viseu.

Durante a operação, foram apreendidas centenas de doses de heroína, cocaína, ‘crack’ e plantas de canábis, além de 14 armas de fogo, diversas armas brancas, carregadores e mais de mil munições.

Foram ainda apreendidos três veículos, 12.400 euros em numerário, peças em ouro furtadas e diverso material utilizado para a atividade criminosa.

Anúncio

País

Federação de nadadores-salvadores alerta para aumento de mortes por afogamento

Época balnear

em

Foto: DR / Arquivo

A Federação Portuguesa de Nadadores-salvadores informou hoje que Portugal regista desde o início do ano 46 mortes por afogamento, mais 18 do que no mesmo período do ano passado, alertando para o “gravíssimo problema” de as praias continuarem sem vigilância.

“Até ao momento temos 46 mortes por afogamento em Portugal, quando no mesmo período do ano passado tínhamos 28”, disse à Lusa o presidente da federação, Alexandre Tadeia, que já estava a contabilizar as duas mortes que ocorreram hoje numa praia sem vigilância, em Portimão, no distrito de Faro.

Segundo este responsável, o número “não é normal” e deve-se ao “problema gravíssimo” de as pessoas já poderem ir à praia “sem haver assistência a banhistas”, o que só vai acontecer a partir de 06 de junho.

“O suposto seria termos menos mortes do que no ano passado devido ao confinamento”, referiu.

O alerta foi feito esta tarde depois de uma reunião com o Grupo de Trabalho da Comissão de Defesa Nacional, para se fazer um “ponto de situação” sobre a falta de nadadores-salvadores para a próxima época balnear.

“Hoje foi um bocadinho fazer a revisão da matéria dada. Fomos fazer o ponto de situação estatístico e a apresentação de todas as propostas que temos vindo a falar nos últimos tempos”, indicou Alexandre Tadeia.

Segundo o presidente da federação, estas propostas passam por incentivos fiscais e sociais para os nadadores-salvadores, como isenção de IRS, IVA, de taxas moderadoras ou de propinas, um regime especial de contratação ou uma alteração nos dispositivos de segurança, com redução do número de vigilantes.

Em abril, Alexandre Tadeia já tinha advertido que faltavam cerca de 1.500 a 2.000 nadadores-salvadores para a próxima época balnear, porque os cursos foram interrompidos com a declaração do estado de emergência.

“A época balnear começa no dia 06 e só a partir daí é que sabemos se há ou não escassez de nadadores-salvadores. Até lá, temos a sensação e a preocupação da disponibilidade dos profissionais para trabalhar este verão, atendendo ao estudo que fizemos. O que sabemos é que, se se mantiver o padrão das últimas épocas balneares, vamos ter escassez, porque só metade é que volta a trabalhar no ano seguinte e não conseguimos formar o número que era suposto”, declarou.

Alguns cursos de nadador-salvador já reiniciaram na “vertente ‘online’”, mas Alexandre Tadeia criticou o facto de as piscinas continuarem encerradas, não sendo possível terminar a parte presencial.

“Quando temos cafés e restaurantes abertos não se compreende como é que se mantêm as piscinas cobertas confinadas, quando nestas existem muito melhores condições de distanciamento e prevenção da covid-19 do que em qualquer um desses locais. Se as piscinas abrissem conseguíamos reativar os cursos e, pelo menos, aumentar a quantidade de nadadores-salvadores”, frisou.

Nesta reunião, Alexandre Tadeia entregou ainda um documento provisório com “recomendações das medidas de segurança para os nadadores-salvadores”.

“Ainda não podemos dar exemplos porque é um documento que está em validação. Fizemos uma coletânea europeia, mas estamos a aguardar uma orientação mundial. Se não chegar a tempo, temos esta já pronta a sair. São recomendações muito técnicas para o salvamento dentro de água e para o transporte do náufrago”, adiantou.

Na reunião de hoje não houve qualquer negociação, mas o dirigente mantém-se expectante de que o Ministério da Defesa implemente alguma das medidas propostas.

“A comissão demonstrou grande preocupação com todo o ponto de situação que fizemos e revelaram grande interesse nas propostas que apresentámos”, adiantou.

Continuar a ler

País

Dois segundos prémios do Euromilhões para Portugal

Sorte

em

Foto: DR / Arquivo

Dois apostadores portugueses venceram o segundo prémio do Euromilhões, no total de 92.895,37 euros para cada uma. Outros três apostadores do estrangeiro também venceram este prémio.

Já o primeiro prémio saiu a dois apostadores estrangeiros, no valor de cerca de 18,5 milhões para cada um.

Os números do Euromilhões

A chave sorteada é composta pelos números 4 – 9 – 14 – 21 – 27 e pelas estrelas 4 e 6.

Continuar a ler

País

Os números do Euromilhões

Sorte

em

Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 26 de maio: 4, 9, 14, 21 e 27 (números) e 4 e 6 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 37 milhões de euros.

Continuar a ler

Populares