Seguir o O MINHO

País

Artistas entregam cartas a primeiro-ministro e pedem abertura ao diálogo

Finanças

em

Foto: Divulgação / Arquivo

Cerca de três dezenas de artistas entregaram hoje cartas de contestação dos resultados provisórios dos concursos de apoio às artes, na residência oficial do primeiro-ministro, e apelaram ao diálogo entre o Governo e o setor, para se encontrar solução conjunta.

Eram perto de 30, mas representavam as centenas de artistas que têm vindo a contestar os resultados provisórios dos concursos de apoio às artes, divulgados no dia 11 de outubro pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), que deixaram sem apoio 75 das 177 candidaturas consideradas elegíveis pelos júris, “em qualidade e diversidade”.

Para os artistas, não é só o resultado do concurso, nem a exigência de financiamento para todos os elegíveis que os move, é também a revisão do próprio modelo de apoio às artes que sistematicamente falha, e o apelo à abertura de uma via de diálogo entre o Ministério da Cultura e o setor artístico, para encontrarem alternativas e chegarem a uma solução.

Manifestando uma “profunda desilusão” com estes resultados, o ator Filipe Abreu foi um dos dinamizadores da iniciativa que hoje entregou uma carta subscrita por 1.131 pessoas, na qual propõe, “como solução provisória até se encontrar um novo modelo melhor”, que “todas as estruturas consideradas elegíveis pelo júri externo sejam financiadas”.

Questionado sobre uma possível proposta alternativa de modelo de apoio às artes que o setor tenha para apresentar, Filipe Abreu respondeu que “é um assunto complexíssimo que poderia ser discutido com técnicos da DGArtes e uma presença forte de representantes do setor e das diversas formas de trabalhar que existem dentro das artes”.

“É bem possível que um novo governo possa finalmente dar resposta a esta pergunta que é ‘o que são as politicas culturais em Portugal’, clarificar o setor, relacionar-se com ele e poder criar um plano e uma execução de serviço público de cultura para os cidadãos”, afirmou.

A produtora Tânia Guerreiro, que subscreveu uma das cartas a título individual, mas que tem duas estruturas artísticas – uma de dança, Produções Independentes, e a ORG.I.A – Organização, Investigação e Artes – partilha da mesma opinião de Filipe Abreu.

“Se nos receberem, se trabalharem de facto connosco, penso que vamos encontrar soluções com muita rapidez. Queremos que se fale de uma política cultural que englobe uma série de ferramentas. Enquanto isso não acontecer vai haver muitos erros nestes concursos, e o que exigimos, porque é um direito dos artistas e cidadãos, é que exista um trabalho sério para dar resposta ao setor para que continue a crescer”.

Tânia Guerreiro, que viu a sua estrutura, a Produções Independentes, ficar sem acesso a financiamento, apesar de ter sido considerada elegível, alerta para o facto de as entidades que ficam de fora serem “muito relevantes” no panorama artístico português.

“É muito importante pensar que existe um investimento por parte da DGArtes, e do Governo, a estas entidades, que se quebra de cada vez que há um resultado deste tipo, e só isso já nos dá uma dimensão do erro deste modelo”, afirmou.

Nesta ação, os artistas, agrupados dois a dois, foram entregando maços de cartas à vez na residência oficial do primeiro-ministro, mas não foram recebidos por nenhum representante, e as cartas representativas de mais de 800 entidades, artistas e públicos tiveram de ser deixadas ao funcionário da receção.

Isto parece não preocupar nem desanimar os contestatários, porque, como diz Tânia Guerreiro, o “importante é o ato simbólico da entrega e assegurar uma resposta”.

“O que queremos é abrir esta porta de diálogo e de resolução, e rápido, porque estas estruturas estão numa situação muito precária e não sabem o que vão fazer nos próximos tempos, ou no próximo ano, ou a partir de agora. E não são só as estruturas que ficam mal são uma data de artistas que colaboram com essas estruturas”.

É o caso das Produções Independentes, que dirige, que vai ter de fechar por falta de financiamento, apesar de ter sido elegível.

Na sexta-feira passada, 11 de outubro, a DGArtes, responsável pela organização dos concursos a nível nacional, divulgou os resultados provisórios dos Concursos Sustentados Bienais 2020/2021, segundo os quais 177 candidaturas foram consideradas elegíveis, em “qualidade e diversidade”, pelos júris de todas as áreas, de um total de 196 candidaturas apresentadas.

Das 177 candidaturas elegíveis, 102 vão receber financiamento, 75 consideradas elegíveis não receberão financiamento e 19 foram excluídas do concurso por terem sido consideradas não elegíveis pelos júris.

Sobre esta matéria, também na sexta-feira, o diretor-geral das Artes, Américo Rodrigues, contactado pela agência Lusa, disse que as entidades que não foram contempladas “podem e devem” contestar estes resultados provisórios, se deles discordarem.

A fase de audiência de interessados terminará no próximo dia 25 de outubro e os contratos com as estruturas apoiadas realizar-se-ão até ao final do corrente ano.

Anúncio

País

Grande maioria dos casos de diabetes são diagnosticados sem suspeita clínica prévia

Saúde

em

Foto: Ilustrativa / DR

Cerca de 80% dos casos de diabetes são diagnosticados sem qualquer suspeita prévia, segundo as conclusões preliminares de um estudo hoje reveladas pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma).

A assinalar hoje o Dia Mundial da Diabetes, a Apifarma recorda que as análises clínicas integram uma longa cadeia de cuidados que vai desde a identificação precoce da predisposição genética até à monitorização dos tratamentos prescritos aos diabéticos.

Para sensibilizar a opinião pública para a importância das análises clínicas e do diagnóstico precoce, a Apifarma Diagnósticos – comissão que representa o conjunto das empresas que desenvolvem atividade na área dos Dispositivos Médicos para Diagnóstico ‘in vitro’ – está a conduzir o estudo “A Relevância dos Resultados das Análises Clínicas para o Diagnóstico e Gestão Clínicos – Contributo para a Diabetes”, com o Centro de Investigação Sobre Economia Portuguesa (CISEP) e sob coordenação de Carlos Gouveia Pinto.

Os resultados preliminares indicam que os meios de diagnóstico aportam um triplo benefício: primeiro clínico, ao dotarem os médicos de informação de suporte à decisão – cerca de 66% das decisões clínicas são influenciadas pelos resultados das análises; segundo económico, ao permitirem poupanças resultantes de melhores decisões por parte dos prestadores de cuidados de saúde; e por último qualidade de vida dos doentes, ao permitirem comparar os resultados de diferentes terapêuticas.

O estudo, que integra um painel de especialistas de Medicina Geral e Familiar com larga experiência no acompanhamento de doentes diabéticos, indica que em cerca de 80% dos casos o diagnóstico laboratorial positivo da Diabetes foi feito sem existir qualquer suspeita clínica prévia.

As primeiras conclusões indicam que o contributo do Diagnóstico ‘in vitro’ para a prevenção das complicações crónicas da Diabetes varia entre os 35% (no caso do pé diabético e no acidente vascular cerebral isquémico) e os 80% (no caso da doença renal diabética). No caso da doença cardiovascular isquémica, o valor situa-se nos 45%.

Este contributo, designado Fator Atribuível (FA), foi avaliado tendo em conta medidas preventivas das complicações da diabetes, como os rastreios para a retinopatia e a neuropatia diabética, o exame dos pés e o controlo de outros fatores de risco cardiovascular como a hipertensão arterial e o tabagismo, por exemplo.

O estudo indica ainda que cerca de 65% dos doentes com diabetes tipo 2 realizam Automonitorização da Glicemia Capilar (AMG), cerca de 20% dos quais atuam de acordo com os resultados da AMG.

Na avaliação do controlo metabólico (glicémico), no contexto dos cuidados de saúde primários, o doseamento da hemoglobina glicada A1c é realizado em média duas vezes por ano e influencia a modificação/intensificação terapêutica e a consequente melhoria do controlo glicémico em 75% das situações com controlo glicémico.

O estudo, cujos resultados serão apresentados integralmente no primeiro trimestre de 2020, dedica ainda um capítulo aos benefícios económicos do controlo da diabetes que permitirá calcular os custos evitados apenas com a diminuição dos internamentos e tratamentos em ambulatório, resultantes do controle da glicemia na diabetes tipo 1 e tipo 2, independentemente da medicação utilizada.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal é o país da Europa com a mais alta taxa de prevalência da doença.

Estima-se que a diabetes afete 13,3% da população com idades entre os 20 e os 79 anos, das quais 44% desconhecem ter a doença. Diariamente são diagnosticados com diabetes em Portugal cerca de 200 novos doentes. Os dados sugerem que a doença afete mais de um milhão de portugueses, enquanto a “pré-diabetes” afetará cerca de dois milhões (Estudo Prevadiab 2009).

O Programa Nacional para a Diabetes estabelece como metas evitar que 30.000 pessoas com maior risco de ter diabetes venham a ter a doença; que 30 mil pessoas que têm a diabetes saibam que têm a doença; diminuir em 5% o número de pessoas com diabetes que morrem antes dos 70 anos.

Instituído pela International Diabetes Federation (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em resposta à crescente prevalência da diabetes no mundo, o Dia Mundial da Diabetes foi adotado pelas Nações Unidas no âmbito de um movimento a que foi dado o nome Unidos pela Diabetes, em 2006.

Continuar a ler

País

Expansão do PIB abranda para 0,3% em cadeia e mantém-se em 1,9% em termos homólogos no 3.º trimestre

Economia

em

O Produto Interno Bruto cresceu 0,3% no terceiro trimestre, face aos três meses anteriores, metade do registado no segundo trimestre, mantendo o ritmo de crescimento, de 1,9%, na comparação com o mesmo período de 2018, divulgou o INE.

Segundo a estimativa rápida do INE, “comparativamente com o segundo trimestre de 2019, o PIB aumentou 0,3% em termos reais (variação em cadeia de 0,6% no trimestre anterior), refletindo o contributo positivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB, superior ao registado no segundo trimestre, e o contributo negativo mais intenso da procura externa líquida”.

Já em termos homólogos, o INE indica que “a procura interna registou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB semelhante ao observado no segundo trimestre, verificando-se uma aceleração do consumo privado, enquanto o investimento registou um crescimento menos intenso”.

Continuar a ler

País

Estradas encerradas na serra da Estrela devido à queda de neve

Frio

em

Foto: DR / Arquivo

Algumas das estradas de acesso à serra da Estrela estão hoje encerradas devido à queda de neve, formação de gelo e vento forte, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco.

De acordo com a fonte, às 09:00, estavam encerrados os troços Piornos/Torre, Torre/ Lagoa Comprida, Lagoa Comprida/Loriga e Lagoa Comprida/Sabugueiro, não havendo previsão para a sua reabertura.

Para hoje, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê “agitação marítima forte na costa ocidental e descida de temperatura, bem como queda nas regiões Norte e Centro, acima de 1.000 a 1.200 metros, descendo temporariamente a cota para 800/1.000 metros.

Está ainda previsto “vento forte no litoral oeste e nas terras altas, com rajadas até 95 quilómetros por hora, podendo atingir 110 quilómetros por hora nos pontos mais altos da serra da Estrela”.

Continuar a ler

EM FOCO

Anúncio

ÚLTIMAS

Vamos Ajudar?

Reportagens da Semana

Populares