Terapeutas de Reiki fazem jornadas em Braga

Eva Pereira, terapeuta de Reiki. Foto: DR

Os núcleos da zona Norte da Associação Portuguesa de Reiki promovem, no sábado, das 13:30 às 19:00, no auditório do Agrupamento de Escolas André Soares, em Braga, as Jornadas de Terapeutas de Reiki, “um encontro para a partilha de saberes, experiências e apoio à profissionalização e prática de Reiki”.

De acordo com Maria Eugénia Correa, da organização, as Jornadas, que têm como lema o de “Guiar para uma vida pacífica e feliz“, são dirigidas a todos os praticantes de reiki independentemente do seu sistema de aprendizagem e nível, e estão abertas ao público em geral que queira conhecer este método de cura natural.

Pode também ser útil para quem queira “compreender a prática profissional sem ser praticante, e para a implementação de projetos de voluntariado em instituições”.

Têm como oradores os coordenadores dos núcleos, o presidente da Associação Portuguesa de Reiki e os órgãos sociais.

Os palestrantes – salientou – abordam temas pertinentes, baseados na sua experiência e prática terapêutica, com o objetivo de inspirar o público a ampliar a prática de Reiki para si mesmos e para os outros. Terminará com um momento musical meditativo.

O que é o Reiki?

“O Reiki é um método japonês desenvolvido por Mikao Usui em 1920, com um conjunto de técnicas que permitem revitalizar, equilibrar e auxiliar a pessoa no seu processo de cura. Enquanto terapia complementar, está inserida no âmbito das Terapias e Medicinas do Campo Bio Energético, segundo o conceito da NCCAM – National Center for Complementary and Alternative Medicine, que é uma Agência dos EUA, dedicada à explicação rigorosa sob o prisma da ciência, das Medicinas Complementares e Alternativas”, diz a organização.

O Reiki tem vindo a ser integrado em vários hospitais no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha, como uma terapêutica complementar.

Esta terapia pode ser autoaplicada ou usada no tratamento de outros. É realizada através de um toque suave ou a uma curta distância do corpo do paciente, seguindo um rigoroso código de ética, sendo transmitida pelas mãos a “Energia Universal” (Reiki) para as zonas mais necessitadas da pessoa. Esta é uma terapia complementar, ou seja, trabalha em conjunto com todas as Medicinas e outras Terapias, nunca invalidando ou substituindo qualquer uma delas.

Reiki – acrescenta – “enquanto método que usa a energia universal, com uma frequência abrangente, curadora e vital, proporciona o bem-estar, cura e vitalidade da pessoa. Trata a pessoa como um todo, auxilia o processo de autocura do próprio corpo, relaxa os músculos, alivia pequenas dores, auxilia no relaxamento mental e proporciona um bem-estar prolongado. O Reiki apenas funciona quando a pessoa tem a vontade de receber o tratamento”.

Filosofia de amor

Para além da vertente terapêutica, este método assenta numa filosofia de vida baseada em princípios de bondade, honestidade, calma, gratidão e confiança. Sem amor incondicional e capacidade de doar, o Reiki não funciona, nem para autotratamento nem para aplicação a outros.

A sua aplicação é bastante extensa: em crianças, em adultos, nos animais e nas plantas, no ar, no planeta, nas nossas vontades e sonhos.

O Reiki não tem limites, apenas aqueles que estabelecermos, no entanto, para que tudo seja sempre feito pelo bem supremo de cada um. Praticar Reiki exige o desenvolvimento da consciência e a prática do amor incondicional. Esta forma de amor é a que dá sem esperar retribuição, que não olha para caras nem corações, mas para a necessidade de um bem maior.

Qualquer pessoa pode ser praticante de Reiki, bastando para tal fazer a formação com um mestre formador habilitado para tal. Não há qualquer grau académico no ensino de Reiki.

Em Portugal, existe a Associação Portuguesa de Reiki (associação sem fins lucrativos) que desde 2008 presta um serviço público de esclarecimento sobre Reiki e apoia os praticantes, mestres e terapeutas de Reiki.

Em paralelo, desenvolve uma forte ação social de voluntariado em formação e terapia complementar Reiki em instituições oficiais e outras. Tem núcleos regionais em vários concelhos do continente e ilhas.

 
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