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Região

Taxa de parcómetros de Braga desce de um euro para 80 cêntimos a hora

A medida teve os votos favoráveis da maioria PSD/CDS, e do PS e abstenção da CDU

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Foto: DR/Arquivo

O Município de Braga aprovou, hoje, em reunião do executivo de vereadores. o início da discussão do procedimento de alteração de taxas que vai levar, a partir de outubro, à descida do custo de uma hora do estacionamento à superfície de um euro para 80 cêntimos.


Mas, após um período de discussão pública e da votação na Assmebleia Municipal em setembro, vai aumentar a fiscalização entregando-a aos TUB- Transportes Urbanos de Braga.

A medida teve os votos favoráveis da maioria PSD/CDS, e do PS e abstenção da CDU.

Comentando a medida, o vereador socialista Artur Feio defendeu que haja uma espécie de anéis em torno do centro histórico, ou seja, zonas onde se pague menos, as residenciais, e outras em que o custo seja superior, nomeadamente no centro histórico, onde as pessoas precisam de se deslocar por razões profissionais. Quer assim “uma taxa variável”.

Já o comunista Carlos Almeida justificou a abstenção com o facto de a maioria que gere a Câmara ter posto “o carro à frente dos bois”, isto, porque a proposta apresentada aos vereadores já foi elaborada pelos TUB, quando esta empresa municipal ainda nada tem a ver com os parcómetros, dado que a passagem da gestão só ocorre em setembro/outubro.

Máximo de duas horas

No final, o presidente da Câmara Ricardo Rio adiantou aos jornalistas que o mínimo de período de estacionamento é de 15 minutos, a 0,20 cêntimos, e o máximo de duas horas.

“Delegámos a gestão do estacionamento pago à superfície nos TUB, que têm tido uma gestão exemplar e sem financiamento do estado central. Esta pode também ser boa fonte de receita para a empresa municipal em benefício dos municípes”, referiu.

O autarca explicou que, por um lado, “não faz sentido” que os parcómetros municipais estejam quase ao mesmo preço daquele que é praticado em parques privados, e, por outro, pela cirunstância de que, atualmente, apenas 18 por cento dos parcómetros à superfície são ocupados e pagos, em parte devido à falta de efetivos da Polícia Municipal.

Com a mudança, a Câmara estima que os T>UB arrecadarão entre 600 a 700 mil euros por ano.

“Mudam-se as regras mas a fiscalização será intensa e quem não pagar sofre as consequências legais”, sublinhou, sustentando que “o novo tarifário serve melhor a mobilidade e beneficia o comércio, facilitando o acesso ao centro urbano”.

O documento em discussão refere que “a taxa adequada ao estacionamento na rua é aquela que garante pelo menos um lugar livre em cada oito e em que não há a necessidade de dar voltas à procura de lugar”.

“É necessário um preço que responda à procura, que não seja tão baixo que leve a um excesso de ocupação, nem tão alto que crie um sistema vazio e traga um boicote ao centro da cidade”, escreve a DMGAP-Direção Municipal de Gestão, Administração e Prospetiva.

Os interessados podem ainda, no prazo de 10 dias úteis, formular contributos para o Regulamento, sem prejuízo da ulterior consulta pública.

A autarquia reassumiu em 2018 o estacionamento pago à superfície, apesar de correr no Tribunal Administrativo de Braga uma ação contra o resgate interposta pela ESSE, na qual a empresa pede uma indemnização que pode ir aos 71,9 milhões de euros.

Uma outra ação, também da ESSE, está parada nesse Tribunal há três anos. Foi posta após o Executivo de Ricardo Rio ter anulado o alargamento da concessão a mais 28 ruas – medida que vai levar o anterior presidente da Câmara, Mesquita Machado, do PS, e o gestor da Britalar (empresa que venceu o concurso público em 2012), António Salvador, a julgamento em outubro, por prevaricação.

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Barcelos

Clientes de restaurante em Barcelos comem no carro depois das 22:30 (mas é paródia)

Paródia

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Foto: Jorge Falcão

Podia ser verdade mas não é. O Restaurante Turismo lançou ontem um vídeo nas redes sociais como forma de alerta para o impacto das novas medidas decretadas junto com o Estado de Emergência no setor da restauração.

No clipe pode ver-se três clientes a jantar dentro das instalações do conhecido restaurante da cidade, um deles o conhecido humorista Alexandre Santos, quando chega o proprietário, Jorge Falcão, com um relógio a indicar que são 22:29.

“Desculpem, mas pelas novas medidas decretadas, está aqui a conta, e gostava que saíssem, pois já sabem as novas regras”.

Os clientes respondem que já vieram “preparados”, pagam e levam os pratos para uma carrinha estacionada no exterior.

No vídeo, pode ver-se a mesa montada na parte traseira da carrinha com os três elementos a continuar o jantar.

Aparece novamente Jorge Falcão a perguntar se precisam de mais alguma coisa, ao que eles respondem que falta o café.

O proprietário refere que tem de desligar a máquina porque depois a EDP comunica às autoridades [algo que não é factual].

O vídeo termina com o dono do restaurante a pedir “quilo e meio de café em pó” para que os clientes possam preparar o próprio café dentro da carrinha.  Água, os clientes têm.

É um vídeo ficcionado, mas Jorge Falcão, já fora de brincadeiras, e num texto que acompanha o vídeo nas redes sociais, questiona que diferença faz ter um cliente para lá das 22:30 se o mesmo chegou depois das 21:00 para jantar.

“Não nos fecharam os restaurantes é certo, mas colocaram-nos uma limitação no horário (22:30 sem ninguém dentro de portas). Custa assim tanto perceber que quem chega a um restaurante por volta das 21:00 (sim, pois quem trabalha, quem tem filhos, quem tem horários, quem tem obrigações a cumprir, não tem oportunidade de chegar mais cedo ao restaurante, e não se consegue fazer um serviço decente para quem nos visita”, refere Jorge Falcão.

“Que diferença faz a quem já está dentro do restaurante desde as 21h, sair às 23h ou 23:30 e terminar uma refeição com calma nesta azáfama de novo conceito de vida normal que estamos a viver?”, questiona.

“Isto é a mesma coisa que eu dar o meu cartão multibanco ao meu filho para ele comprar brinquedos , mas não lhe dar o código para usufrui do cartão”, exemplifica.

“Os tempos são difíceis para todos, cada qual à sua escala. Eu falei da minha área de tasqueiro, mas sei que muitas e muitas mais áreas que estão com restrições podiam ser revistas, se quem tomasse as devidas decisões estivesse no terreno a ver como as coisas funcionam e não numa secretaria só a imaginar como possivelmente as coisas podem funcionar”, aponta.

O proprietário do Turismo admite que “não é fácil estar na posição de quem manda neste momento, pois todos nós damos palpites, mas ouçam pelo menos um representante de cada área”.

No final, deixa o apelo para que os clientes “venham mais cedo jantar”,

“Se não podes mudar, aceita que fica mais fácil”, termina.

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Aqui Perto

Morreu aos 111 anos a pessoa mais velha da Galiza (e mais antiga militante do PSOE)

Óbito

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Foto: La Voz da Galícia

Morreu Josefina Villaverde, a mulher mais velha da região da Galiza e a militante mais antiga do Partido Socialista e Operário Espanhol (PSOE), que detém o Governo em Espanha.

O anúncio foi feito pelo jornal galego La Voz de Galícia, dando conta de que Josefina morreu em Pontevedra, a quinze dias de completar 111 anos.

Escreve aquele jornal que Josefina era conhecida pela “valentia, força e carisma” com que enfrentou ditaduras e guerras civis, sempre do lado dos trabalhadores e operários.

Com uma filha aos 18 anos, nunca se casou. Trabalhou na agricultura e como doméstica em outras casas.

Em novembro de 2019, uma promessa do presidente de Governo, Pedro Sanchéz, ficará por cumprir. O socialista prometeu que iria visitar a militante pela altura dos 111 anos, mas esta não aguentou.

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Ave

Condutor escapa ileso após cair de ribanceira em Celorico de Basto

Acidente

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Foto: Joaquim Costa / Facebook

Um condutor não ganhou para o susto depois do carro onde seguia tombar numa ribanceira com cerca de cinco metros de altura, ontem à noite, em Celorico de Basto.

Segundo disse a O MINHO o comandante dos Bombeiros Celoricenses, Fernando Gomes, a viatura terá caído numa estrada que foi aberta para aceder a uma zona industrial em Cabreira.

“A estrada foi aberta recentemente e, por vezes, quem conduz à noite e não conhece o lugar pode ser surpreendido”, disse o comandante.

À chegada da ambulância dos Bombeiros Celoricesense, o condutor já tinha saído da viatura pelos próprios meios, apesar do aparato em que ficou.

Foi transportado para o Hospital de Penafiel “por precaução”, de forma a fazer alguns exames para ver se não tinha nenhum ferimento de maior.

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