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Futebol

“Superámos o objetivo”

SC Braga apurou-se para os 16 avos de final na Liga Europa

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Foto: DR / Arquivo

Declarações após o jogo da quinta jornada do grupo K da Liga Europa de futebol entre SC Braga e Wolverhampton (3-3), hoje disputado em Braga.

Ricardo Sá Pinto (treinador do Sporting de Braga): “Foi um grande jogo de futebol entre duas grandes equipas, as melhores do grupo, que mereceram passar à fase seguinte. Começámos bem com aquele golo que nos poderia ter dado ânimo para um resto de jogo com mais segurança, mas neste nível e com esta equipa foi impossível, estão num grande momento, sobretudo o Traoré, que é muito difícil de parar, na sua velocidade, força e talento, é uma equipa que está muito confiante, pressionou-nos bem e foram muito eficazes, mas não estivemos à altura do jogo na primeira parte. Também não controlámos bem o lado emocional, podíamos ter tido mais bola e obrigar o adversário a correr, que é coisa que não gosta de o fazer.

Conversámos ao intervalo, sobretudo para corrigir algumas coisas em termos defensivos, começámos a chegar de outra forma, a decidir melhor, fomos mais audazes, acreditámos que podíamos fazer mais e melhor. A lesão do Wallace poderia ter limitado as coisas até em termos de substituições, mas arrisquei e estou aqui para isso, o Palhinha é forte na marcação e faz bem a posição de central.

Chuva de golos, empate na raça, recorde histórico. O SC Braga está na próxima fase da Liga Europa

Fomos à procura da felicidade, crescemos no jogo, fizemos o segundo e o terceiro golos, as substituições foram para segurar o empate que nos servia também para conseguir esses 12 jogos sem perder que nenhuma equipa portuguesa conseguiu até agora, estamos todos muito contentes, os jogadores fizeram uma parte extraordinária, estamos todos de parabéns.

Superámos o objetivo, que era entrar na fase de grupos, superação é a palavra de ordem para este ano. Não havia a responsabilidade de o conseguir, ser primeiro no grupo não é o mais importante, não é uma obsessão, ainda que saibamos que seria bom porque podíamos evitar as equipas mais fortes que vêm da Liga dos Campeões. A mentalidade dos jogadores e da equipa técnica é querer sempre mais.

Braga é primeira equipa portuguesa a somar 12 jogos seguidos sem perder na Europa

(O que significa o recorde) [Esse tema] Foi utilizado para este jogo como uma motivação extra, ser a melhor equipa portuguesa de sempre, mas a motivação de jogar nesta competição e com um Wolverhampton já é motivante, diferente, por exemplo, de jogar contra o Leça. É um momento bonito para mim, para a equipa e para o clube.

(Wallace) Temos que nos inteirar melhor da lesão, será reavaliado nas próximas 48 horas. Não treinou durante dois dias, mas ontem treinou e disse sentir-se bem, mas pode ter tido uma recaída, vamos avaliar.”

Foto: Arquivo

Nuno Espírito Santo (treinador Wolverhampton): “A primeira parte foi muito boa, fizemos a pressão de forma eficiente e fomos eficazes a marcar, também reagimos bem ao golo do Braga, mas na segunda parte não estivemos tão bem, permitirmos que o Braga igualasse o resultado e fazer o seu jogo, temos que melhorar esse aspeto, mas estou contente sobretudo por terem estado mais de 6 mil adeptos do Wolverhampton, o que é excecional, muito obrigado por isso.

A performance da segunda parte é a única coisa que não me deixou contente, a primeira parte foi muito boa, mas na segunda cometemos demasiados erros que não podemos repetir, é o que me deixou insatisfeito.

Esta época tem sido extremamente difícil e exigente para os jogadores, já vamos em 26 jogos, a época começou muito cedo, mas tem corrido muito bem e a equipa continua crescer, os jogadores são responsáveis e sabem que têm mais um jogo difícil daqui a dois dias, não têm limites.

(Último jogo para decidir primeiro lugar do grupo) Não perspetivamos as coisas assim, queremos é competir o melhor que podemos, agora o que interessa é o próximo jogo, falta ainda muita competição antes do último jogo com o Besiktas, vai ser em casa, logo veremos.

(Pedro Neto) É sempre difícil para jogadores que estiveram ausentes da competição durante algum tempo, trabalha muito bem, tem muito talento, mas tem que se enquadrar na dinâmica da equipa e do que pretendemos dele, está a crescer e a melhorar.”

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Futebol

Estádio do Famalicão é aprovado e pode receber FC Porto na quarta-feira

I Liga

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Foto: DR

A Liga Portugal e a Federação Portuguesa de Futebol anunciaram hoje que o Estádio do Famalicão também já foi aprovado pelas autoridades de saúde e poderá acolher as jornadas que faltam da I Liga.

“A Autoridade de Saúde do ACES Ave – Famalicão deu parecer favorável à utilização do Estádio Municipal de Famalicão nos jogos da Liga NOS”, informou a Liga Portugal, em comunicado, acrescentando que “o parecer foi dado no seguimento da documentação recebida e da visita efetuada ao recinto”.

Recorde-se que o Famalicão já tinha chegado a acordo com o Gil Vicente para disputar os jogos “em casa” no Estádio Cidade de Barcelos.

Porém, com esta decisão o Famalicão poderá disputar os jogos no seu estádio.

“Vamos jogar no nosso estádio com agrado. No entanto, desde a primeira hora, colocámo-nos como parte da solução para a retoma e essa sim é a notícia que verdadeiramente salientamos. Gostava de deixar uma palavra de agradecimento à Federação Portuguesa de Futebol pela forma eficiente e serena como conduziu o processo e que contou com igual comportamento da nossa parte”, referiu Miguel Ribeiro, presidente da SAD do Famalicão, no site do clube.

“Quero ainda transmitir aos nossos adeptos que sentimos o vosso carinho e apoio e que os nossos jogadores sentem que estamos juntos. Cuidem-se e protejam-se, para que, brevemente, possamos estar a celebrar no nosso estádio”, concluiu.

São 16 os estádios autorizados a receber os jogos da I Liga: Cidade do Futebol, Estádio do Bessa, Estádio Capital do Móvel, Estádio Cidade de Barcelos, Estádio do Clube Desportivo das Aves, Estádio D. Afonso Henriques,
Estádio Municipal de Famalicão, Estádio do Rio Ave FC, Estádio do Dragão, Estádio João Cardoso, Estádio José Alvalade, Estádio do Marítimo, Estádio Municipal de Braga, Estádio do Sport Lisboa e Benfica, Estádio do Bonfim e
Portimão Estádio.

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Futebol

Vitória quer fotos gigantes dos adeptos a ocupar cadeiras no D. Afonso Henriques

Estádio do Borussia Moenchengladbach. Foto: Bild.de

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O Vitória SC lançou hoje uma campanha para ter fotografias de sócios no Estádio D. Afonso Henriques, durante os jogos à porta fechada no recinto, devido à pandemia de covid-19.

Intitulada “O lugar que é teu”, a campanha tem um sítio próprio na Internet e pede aos sócios vitorianos que comprem um dos cerca de 30.000 lugares no estádio por cinco euros, através da loja virtual do clube, e que tirem uma fotografia com “luz natural e fundo branco”.

Depois de concluídos esses passos, os interessados na campanha devem preencher um formulário com os dados pessoais, ao qual têm de adicionar a fotografia, o comprovativo de pagamento do lugar e a validação do “pedido de consentimento de direitos de imagem”.

As 10 últimas jornadas do campeonato vão disputar-se entre 03 de junho e 26 de julho, sem público nas bancadas, por causa da pandemia, mas o clube vimaranense, sexto classificado da tabela, pediu aos seus sócios para, mesmo com desafios à porta fechada, contribuírem para um “estádio cheio”.

“Perante a situação difícil que vivemos, estamos conscientes de que não podemos ter os nossos sócios presentes fisicamente, mas queremos que continuem no estádio de alma e coração, como sempre”, lê-se no sítio oficial da campanha.

Antecipada por um vídeo que os minhotos publicaram no sábado, a campanha assemelha-se assim à que foi lançada pelos alemães do Borussia Moenchengladbach, tendo já sido visíveis as réplicas dos adeptos em cartão na receção ao Bayer Leverkusen, para a 27.ª jornada da I Liga germânica, no sábado anterior (triunfo do Bayer, por 3-1).

Clube com uma média de 16.910 espetadores por jogo até à suspensão do campeonato, confirmada em 12 de março, o Vitória vai ainda receber, no Estádio D. Afonso Henriques, o Sporting, em 04 de junho (25.ª jornada), o Moreirense, em 19 de junho (27.ª), o Vitória de Setúbal, às em 30 de junho (29.ª), o Gil Vicente, em 10 de julho (31.ª), e o Marítimo, em 19 de julho (33.ª).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 355 mil mortos e infetou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.369 pessoas das 31.596 confirmadas como infetadas, e há 18.637 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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Futebol

AD Fafe não vai parar de lutar na justiça pelo acesso à II Liga

II Liga

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Foto: DR / Arquivo

Os seis clubes do Campeonato de Portugal que pretendiam disputar os ‘play-offs’ de acesso à II Liga, entre os quais a AD Fafe, afirmaram hoje que não vão “parar de lutar” pela justiça e condenaram ilegalidades nas decisões da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Em conferência de imprensa conjunta numa unidade hoteleira de Lisboa, os presidentes Jorge Fernandes (Fafe), Luís Torres (Olhanense), Adelino Ramos (Real Massamá), Jorge Neves (Benfica e Castelo Branco) e Hugo Mendes (Lusitânia de Lourosa), aos quais se juntou por videoconferência Marco Monteiro (Praiense), reforçaram o pedido para a realização de uma reunião com o presidente da FPF, Fernando Gomes, após este não ter comparecido na reunião de 08 de maio.

“A federação chegou à conclusão que tinha errado, que a decisão tinha vícios, ilegalidades e situações que não correspondiam ao regulamentado. Em 14 de maio, tomou uma decisão contrária, mas que teve o mesmo efeito. Voltou a errar, pois já não havia estado de emergência e o decreto-lei que permitia alterações regulamentares tinha cessado”, explicou o presidente do Olhanense, Luís Torres, que frisou a existência de “um desequilíbrio grande entre as séries” e que “não podem ser comparadas a nível pontual”.

Em causa estão as decisões tomadas em 14 de maio pela direção da FPF, que anulou a decisão de 02 de maio de promover Vizela e Arouca, as duas equipas do Campeonato de Portugal com mais pontos, ao segundo escalão, mas aprovou um aditamento regulamentar que lhe permitiu, em consequência, indicar a subida dos mesmos dois conjuntos.

O artigo, com o n.º 11-A, com efeitos imediatos, prevê agora que, em caso de conclusão do Campeonato de Portugal “em momento anterior à qualificação dos dois clubes melhor classificados em cada uma das séries para disputar o ‘play off’ previsto no n.º 6 do artigo 11.º, sobem à competição profissional, de entre os primeiros classificados das quatro séries à data em que a competição foi dada por concluída, os dois clubes com maior número de pontos nessa data”.

“Somos clubes do Campeonato de Portugal, mas achamos que fazemos parte da realidade do futebol nacional. Vemos, ao longo deste tempo todo, o presidente da federação ter disponibilidade para intervenções que até são da esfera da Liga e não vemos o senhor presidente da federação a ter alguma disponibilidade para nos receber. Entendemos que nos deve explicações e queremos saber que decisão global tem para oferecer a estes seis clubes”, sublinhou o líder do Real Massamá, Adelino Ramos.

Os presidentes dos clubes lesados consideram que a decisão administrativa “acaba por violar os princípios da justiça, da transparência, da boa-fé e da verdade desportiva” e que “não se viu a mesma vontade e disponibilidade que se viu na I Liga”, que vai ser retomada a partir de 03 de junho, realçando que o Governo “nunca disse que não se podia realizar o ‘play-off’ do Campeonato de Portugal”.

“Fala-se muito do alargamento e reformulação da II Liga. Na altura do cancelamento dos campeonatos, chegámos a dizer que era chegado o momento de a federação ter a coragem de reformular os campeonatos e entender-se com a Liga para um alargamento da II Liga a duas zonas, com 14 clubes cada. Essa é uma das soluções”, sugeriu Adelino Ramos.

O presidente do Olhanense referiu também que “há cada vez mais uma abertura dos clubes da II Liga” para um alargamento, que anulava igualmente a descida do Cova da Piedade e do Casa Pia, e lamentou que se esteja “a destruir a galinha dos ovos de ouro”, o futebol, e a afastar os adeptos da modalidade.

Luís Torres prometeu que as seis formações vão continuar a lutar: “Em último caso, vamos os seis para a porta da UEFA. Pedimos que seja feita justiça e que não se prejudique os clubes mais do que já foram prejudicados. A nossa voz não se vai calar”.

A FPF indicou Vizela e Arouca, os dois clubes com mais pontos, para a subida à II Liga, na sequência da conclusão precoce da competição, em 08 de abril, depois da suspensão preventiva, por tempo indeterminado, em 12 de março, devido à pandemia da covid-19.

Nessa altura, após 25 jornadas, o Vizela liderava a Série A, com 60 pontos, e o Arouca era o primeiro da B, com 58, enquanto o Olhanense comandava a D, com 57, e o Praiense liderava a C, com 53.

Fafe, Lusitânia de Lourosa, Benfica e Castelo Branco e Real Massamá seguiam nas posições imediatas, de acesso aos ‘play-offs’ de subida, com 52, 50, 42 e 57 pontos, respetivamente.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas – Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

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