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País

Sonae encaixa 34 milhões com venda e arrendamento de quatro supermercados

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A Sonae anunciou hoje um ganho de 34 milhões de euros com a venda e posterior arrendamento (‘sale and leaseback’) de quatro supermercados da subisidiária Sonae MC, em comunicado enviado ao mercado.


“A Sonae – SGPS vem pelo presente informar que a sua subsidiária Sonae MC concluiu a operação de venda e posterior arrendamento de quatro ativos de retalho alimentar localizados em Portugal. Como resultado desta operação, a qual totalizou 34 milhões de euros, o nível de detenção de ativos de retalho (freehold) da Sonae MC passou a situar-se em 41%”, informou em comunicado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Em resposta à agência Lusa, fonte oficial da Sonae especificou os quatro ativos em causa: Continente Covilhã hiper, inserido no Serra shopping, Continente Modelo Mozelos, em Santa Maria da Feira, Continente Modelo de Faro e Continente Bom Dia da Asprela, no Porto.

As operações de ‘sale and leaseback’ têm em vista aumentar a liquidez da Sonae, numa altura em que a atividade de supermercados tem sido afectada por restrições de horários e número de clientes por causa da pandemia do novo coronavírus, refere a empresa.

Entretanto, a Olimpo Real Estate Portugal, SIGI, anunciou ao mercado que concluiu a aquisição de um portefólio composto por cinco ativos imobiliários, entre os quais os quatro supermercados Continente à Sonae (e ainda um Pingo Doce), num investimento total de 37 milhões de euros.

O comunicado do grupo liderado por Cláudia Azevedo à CMVM surge um dia depois de, na terça-feira, a Sonae SGPS anunciar a emissão de um empréstimo obrigacionista de 50 milhões de euros, com cinco anos de maturidade, e proceder à sua admissão à negociação no mercado Access da Euronext Lisbon.

O montante total de empréstimos de longo prazo contratados pela empresa, nos últimos quatro meses, está fixado em 327,5 milhões de euros, tendo em conta que a Sonae MC concretizou três operações de refinanciamento de médio e longo prazo no montante total de 122,5 milhões de euros.

“Estas operações permitiram aumentar a maturidade média da dívida, reduzindo de forma significativa as necessidades de financiamento futuras da Sonae MC, mesmo nos cenários macroeconómicos mais adversos, e reforçaram a resiliência do seu balanço, de forma a perseguir os seus objetivos estratégicos em melhores condições”, afirmou em comunicado à CMVM na terça-feira.

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País

Covid-19: Mais 8 mortos, 825 infetados e 337 recuperados no país

Boletim diário da DGS

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Portugal regista hoje mais 8 mortos e 825 novos casos de infeção por covid-19, em relação a terça-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 75.542 casos de infeção confirmados e 1.971 mortes.

Há ainda 48.530 recuperados, mais 337 do que ontem.

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País

Rio acusa Governo de passividade na resposta aos doentes não covid

Política

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Rui Rio. Foto: Instagram / PSD

O presidente do PSD acusou hoje o Governo de passividade na resposta a todos os outros doentes para lá dos atingidos pela covid-19, prometendo uma iniciativa política “mais incisiva” do seu partido nesta matéria.

“Eu não consigo entender sinceramente como é que, em primeiro lugar, o Ministério da Saúde assiste a isto passivamente e como é que o Governo como um todo e o primeiro-ministro em particular assiste a um Ministério da Saúde que não reage a estas situações”, criticou Rui Rio, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com a APIFARMA (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica), na sede nacional do PSD.

Tendo ao lado o coordenador e a vice-coordenadora do Conselho Estratégico Nacional do PSD para a saúde (António Araújo e Guilhermina Rego) e o deputado e médico Ricardo Baptista Leite, o presidente social-democrata manifestou a sua preocupação com a resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aos doentes extra covid.

“Temos consciência clara que, desde março, o SNS está totalmente focado na covid e foi desleixando tudo o mais”, disse, considerando que esta estratégia teve “resultados dramáticos” como o aumento do número de consultas e cirurgias adiadas e até o aumento da mortalidade em Portugal que não resultou da pandemia.

O líder do PSD disse temer que a situação se possa agravar nos próximos meses se o Governo “não cuidar de organizar o SNS, ou o sistema nacional de saúde, com o apoio da área social e privada”.

“Vamos começar a tratar este tema de forma mais incisiva, porque é realmente dos que mais poderá estar a prejudicar os portugueses”, afirmou, considerando que já há “falhas gravíssimas” atualmente.

Questionado o que irá o PSD fazer em concreto nesta área, Rio disse que poderá passar por tudo o que estiver ao alcance do partido para que o Governo “altere a sua postura”.

“Podem ser visitas, podem ser iniciativas no quadro da Assembleia da República. Eu não estou em cada canto a dizer mal do Governo só porque sou oposição, mas quando as coisas são sérias tenho obrigação de usar a credibilidade que posso ter adquirido para dizer mal quando está mesmo mal. E aqui está mesmo mal”, afirmou.

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País

Há 123 surtos ativos no Norte

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Portugal tem 302 surtos ativos no país, a maior parte no Norte, todos eles caracterizados pelas autoridades de saúde, segundo os dados revelados hoje no parlamento pela diretora-geral da saúde.

Graça Freitas, que falava na Comissão Parlamentar de Saúde, numa audição em conjunto com a Comissão de Trabalho e Segurança Social, explicou que dos 302 surtos ativos identificados até terça-feira, 123 são na Região Norte, 33 no Centro, 106 em Lisboa e Vale do Tejo, 17 no Alentejo e 23 no Algarve.

“Estão todos tipificados. Sabemos onde estão e como aconteceu, se foi numa festa de casamento, num restaurante ou numa peregrinação, e também quem são os contactos próximos”, disse Graça Freitas, explicando que só ao fim de 28 dias sem casos novos é que as autoridades dão os surtos por resolvidos.

A responsável, que foi ouvida no âmbito de um requerimento do CDS-PP sobre os vários surtos que, desde o início da pandemia, se vêm registando em lares, cujo caso mais grave ocorreu numa estrutura de Reguengos de Monsaraz, disse que os dados disponíveis apontam para 51 surtos ativos em lares em todo o país.

Destes 51 surtos, 10 situam-se no Norte do país, dois na Região Centro, 35 em Lisboa e Vale do Tejo, três no Alentejo e outros três no Algarve.

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