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SNS sem folga para uma pandemia da dimensão da atual

Alerta a Sociedade de Medicina Interna

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A Sociedade de Medicina Interna advertiu hoje que o Serviço Nacional de Saúde não tem folga para uma pandemia da dimensão da atual, defendendo que o Estado deve recorrer aos privados para evitar mais atrasos nos doentes não-covid-19.


“Não se consegue fazer cirurgia programada, fazer exames de rastreio, todas as situações desse género e, ao mesmo tempo, ter camas suficientes para tratar os doentes covid e não covid”, afirmou em entrevista à agência Lusa o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), João Araújo Correia.

O médico internista adiantou que existe “um défice enorme de camas”, exemplificando: “se na altura de uma gripe normal, os serviços de medicina invadem os serviços de cirurgia e têm cerca de 30% de camas a mais, imagine-se numa pandemia”.

Agora, sustentou, “com uma taxa de ocupação das camas de cerca de 90% no global, não há folga que permita acomodar uma pandemia desta dimensão”.

Para João Araújo Correia, a “pandemia deve ser uma obrigação e uma necessidade” de se tratar no Serviço Nacional de Saúde, mas “claramente não tem espaço para tudo”.

“É evidente que não podemos deixar de fazer a via verde AVC, as trombectomias, o trauma, a cirurgia de urgência. É evidente que isso não pode fechar nos grandes hospitais”, mas, acrescentou: “não podemos ter camas para colonoscopias ou para fazer exames ou para fazer cirurgias programadas que se devem fazer no seu tempo certo, porque às vezes até podem comprometer as situações. Mas isso pode fazer-se no setor privado”.

No seu entender, “os doentes covid graves ou moderadamente graves têm que ser tratados nos hospitais do SNS”, mas lembrou que até antes da pandemia houve uma redução contínua de camas. O país tem metade das camas existentes por 100 mil habitantes na Alemanha, por exemplo, e “bastante menos do que a média da Europa”.

Portanto, tem de se assumir que não há camas suficientes para todos, reiterou, defendendo ser urgente recorrer ao setor privado para que “não haja mais atrasos nos doentes não-covid”.

O especialista sugeriu que equipas médicas dos hospitais públicos que perderem as suas camas para “o esforço covid” e que ficaram como menos trabalho poderiam ir operar ao privado e haver “uma espécie de aluguer do espaço”.

“Isso é que me parece que seria inovador, e seria realmente imaginativo e uma verdadeira cooperação entre os dois setores, porque eu acho que realmente é preciso chegar à conclusão de que todas as camas são precisas do setor público e do setor privado”, defendeu.

“Vamos libertar as camas dos hospitais [do SNS] para que realmente a gente possa tratar o melhor possível de uma pandemia avassaladora que todos ansiamos que chegue o pico, mas não sabemos quando é que o pico chega e quando é que realmente a curva começa a achatar”, apelou.

Para o especialista, a comunicação tem de ser verdadeira: “as pessoas têm de entender que, de facto, nós não temos capacidade para tudo, não porque tenhamos um Sistema Nacional de Saúde fraco, pelo contrário, temos um Sistema Nacional de saúde fortíssimo, muito melhor que a maior parte dos países (…) mas não temos folga”, lamentou.

António Araújo Correia disse ainda que “a pandemia também levantou claramente a noção de que os privados em grande parte são edifícios”, às vezes com muitas camas, mas que não têm pessoal próprio, nomeadamente médicos e enfermeiros.

“O pessoal é o mesmo, médicos e enfermeiros que pululam e que saltitam entre o privado e o público e isto dá-se muito conta nas pandemias e não devia ser assim”, lamentou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.694 em Portugal.

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Marcelo assegura: Portugueses saberão com antecedência como vão passar o Natal

Covid-19

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Foto: Arquivo

O Presidente da República afirmou hoje que o processo de decisão sobre a renovação do estado de emergência decorrerá até sexta-feira da próxima semana e que os portugueses saberão com antecedência como poderão passar o Natal.

Em resposta a questões dos jornalistas, no final de uma iniciativa nas instalações do jornal Público, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa disse que as decisões sobre o Natal estão relacionadas “com a renovação do estado de emergência”, que desde 09 de novembro está novamente em vigor em Portugal.

“Para a semana haverá notícias sobre isso, haverá uma sessão epidemiológica, haverá a audição dos partidos políticos, haverá, naturalmente, o parecer do Governo, haverá a autorização da Assembleia da República e, depois haverá a decisão do Presidente da República”, adiantou o chefe de Estado.

O atual período de estado de emergência, um quadro legal de exceção que só pode vigorar por 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações, termina às 23:59 de 08 de dezembro. Se for renovado por mais 15 dias, o novo período terá início às 00:00 de 09 de dezembro, até às 23:59 de 23 de dezembro.

Contudo, segundo o Presidente da República, os portugueses não terão de esperar pela avaliação do que acontece nesse 15 dias “para saberem o que é que vão fazer durante o Natal”.

“Embora para cumprir a Constituição o prazo de renovação do estado de emergência, o próximo, a haver, termine às 23:59 do dia 23 [de dezembro], parece de bom senso que antecipadamente os portugueses saibam como podem organizar aquele fim de semana de Natal: 24, 25, 26, 27”, afirmou.

Ainda quanto à próxima renovação do estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que 08 de dezembro é feriado e referiu que “o último dia que a Assembleia da República tem para se pronunciar é sexta-feira que vem”.

“Portanto, estamos relativamente próximos desse momento de decisão sobre a renovação e em que termos o estado de emergência”, acrescentou.

Durante a atual pandemia de covid-19, o estado de emergência foi decretado para permitir medidas para conter a propagação desta doença e renovado duas vezes sucessivas, de 19 de março a 02 de maio. Voltou a ser decretado em novembro e já foi renovado uma vez.

Para renovar por mais 15 dias este quadro legal, que permite a suspensão do exercício de alguns direitos, liberdades e garantias, o Presidente da República tem de ter ouvir o Governo e de ter autorização da Assembleia da República

Em Portugal, já morreram 4.276 pessoas com covid-19, num total de 285.838 casos de infeção contabilizados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Apoios a trabalhadores informais já foram pagos a 11 mil pessoas

Anunciou a ministra do Trabalho

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Foto: DR

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, disse hoje que os apoios aos trabalhadores sem proteção social, como os informais, já foram pagos e abrangem 11 mil pessoas.

“Já foram processados os pagamentos e neste momento abrangem 11 mil pessoas”, disse a ministra numa conferência promovida pela Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), referindo-se ao apoio que tem um valor de 438,81 euros.

Questionada sobre o prolongamento da medida no próximo ano, Ana Mendes Godinho referiu que no Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), aprovado na quinta-feira, “consta essa medida para o primeiro semestre de 2021 e outra medida, que é a prestação social, para tentar responder a situações de pessoas que ficarem desprotegidas em 2021”.

Em causa está um apoio extraordinário de proteção social dirigido a trabalhadores em situação de desproteção económica e social e que não tenham acesso a qualquer instrumento ou mecanismo de proteção social no valor de 438,81 euros por mês, previsto de julho a dezembro de 2020.

Em 10 de novembro, no parlamento, a ministra já tinha adiantando que o apoio para trabalhadores sem proteção social tinha registado 13 mil pedidos e que iria ser pago até ao final deste mês.

A ministra salientou ainda que, das 13 mil pessoas que já tinham submetido o pedido, apenas 200 não beneficiaram ainda de nenhuma das medidas extraordinárias criadas pelo Governo em resposta à crise económica e social provocada pela pandemia de covid-19.

Este apoio estava previsto desde julho, no Orçamento Suplementar, mas a sua regulamentação só foi publicada em outubro, tendo ficado disponível apenas em novembro.

O apoio, que corresponde a um Indexante de Apoios Sociais (IAS), ou seja, a 438,81 euros, pressupõe a integração dos trabalhadores no sistema de Segurança Social.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 27 de novembro: 2, 5, 8, 14 e 16 (números) e 8 e 9 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 162 milhões de euros.

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