Seguir o O MINHO

Ave

Situação do têxtil no Vale do Ave preocupa comunistas

Vizela, Guimarães e Fafe são os concelhos com mais problemas

em

Foto: DR

O PCP alertou para a “situação gravosa” das empresas têxteis, sobretudo no Norte, onde haverá “dezenas” de unidades em situação iminente de encerrar, e apelou ao Governo para que tome medidas para salvar aquele setor.

Em pergunta dirigida ao ministro da Economia e hoje divulgada, o PCP acrescenta que, nos últimos meses, “mais de uma dezena” de empresas já fechou mesmo portas.

Como alguns dos concelhos com mais problemas, o PCP aponta Fafe, Guimarães e Vizela, todos no distrito de Braga.

Segundo o partido, o setor da confeção de vestuário tem sido o mais fustigado, fruto da sua “profunda dependência económica” de grupos multinacionais.

Em causa estão, essencialmente, pequenas empresas que trabalham em regimes de subcontratação, “sem qualquer regulamentação ou normas” que as protejam das “arbitrariedades” dos contratantes, “os grupos multinacionais, cuja quebra de encomendas vem provocar sérias dificuldades e ameaças a este setor”.

Por outro lado, o PCP refere que os trabalhadores do setor “vêem sucessivamente adiados os aumentos reais de salários e são continuamente sujeitos a bancos de horas, muitas vezes ilegais, a abuso da laboração contínua e do trabalho noturno, com a consequente instabilidade nos horários, dificultando a programação da vida pessoal e familiar”.

“O país não pode continuar a apostar num modelo de baixos salários e tem de elaborar um plano económico para o setor do vestuário que o liberte das arbitrariedades dos grandes grupos estrangeiros, que defenda os direitos laborais dos trabalhadores e que, para além disso, seja promovida uma aposta na diversificação do tecido industrial”, lê-se na pergunta.

Os comunistas vincam ainda que as candidaturas aos apoios da União Europeia são outro “aspeto crítico”, tendo em conta a “elevada burocracia e morosidade dos processos, que dificultam o acesso às empresas mais pequenas”.

Por isso, o PCP quer saber que medidas têm sido tomadas pelo Governo no acompanhamento ao têxtil, no sentido de enfrentar as dificuldades e ameaças que se colocam ao setor.

Anúncio

Ave

Famalicão vai ter centro de rastreio ‘drive thru’

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Um centro de diagnóstico móvel da covid-19 vai entrar em funcionamento na segunda-feira em Famalicão, no espaço de estacionamento do Parque da Devesa, anunciou hoje o município.

Criado em parceria com a Administração Regional de Saúde do Norte e o laboratório Unilabs, o centro funcionará num formato “drive thru”, não precisando as pessoas de sair do carro para a realização do teste.

Os testes serão realizados unicamente aos cidadãos que tenham prescrição médica passada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e serão gratuitos e que, dsepois de receberem a prescrição, os cidadãos deverão fazer a sua marcação obrigatória através do contacto 220125001.

O centro funcionará de segunda-feira a sábado, das 09:00 às 18:00 e numa fase inicial terá a capacidade para realizar 50 testes por dia.

Continuar a ler

Ave

Dois enfermeiros da Misericórdia de Vizela estão infetados

Covid-19

em

Foto: Divulgação

Dois enfermeiros da Santa Casa da Misericórdia de Vizela estão infetados com o vírus da covid-19 e os utentes da instituição que contactaram com aqueles profissionais de saúde foram isolados, disse hoje o presidente da câmara.

Segundo Vítor Hugo Salgado, os dois enfermeiros e demais elementos da equipa foram de imediato substituídos nas funções.

A deteção daqueles dois casos ocorreu no âmbito dos testes que a autarquia mandou realizar esta semana, a título preventivo, aos colaboradores e utentes da instituição, envolvendo 250 pessoas (120 funcionários e 130 utentes).

Os testes aos utentes da Santa Casa da Misericórdia, incluindo os que tiveram contacto com os dois enfermeiros infetados, ainda decorrem nas instalações.

Esta semana foram também realizadas análises a 32 utentes de um lar em Santa Eulália, cujos resultados deram negativo, prevendo-se que avancem estes dias os testes nos seus colaboradores.

Caso haja situações de idosos com covid-19 no concelho, a autarquia tem preparadas, numa escola de Infias, instalações de retaguarda para os receber, com capacidade para 60 camas, 10 das quais articuladas, contando ainda com o apoio, se necessário, de uma unidade hoteleira da cidade.

A medida de avançar com testes nos lares foi anunciada na sexta-feira e, à data, estimava-se que pudesse abranger cerca de 600 pessoas em Vizela, uma vez que, além das instituições que assistem idosos, iria ser estendida aos profissionais de saúde e elementos da proteção civil do concelho.

Contudo, o presidente da câmara receia que a intenção do município enfrente dificuldades devido à insuficiência de ‘kits’ que permitam realizar as análises, obrigando a que “o processo decorra a conta-gotas”.

“Os testes em Portugal são um bem precioso”, lamentou.

Vítor Hugo Salgado acentuou, por outro lado, não perceber a razão de o Governo ter avançado esta semana com análises em lares nas regiões Centro e Sul do país e a medida não incluir “um único lar do Norte”, onde, acentuou, o problema é mais grave, com um número de infetados mais elevado.

“É uma situação profundamente lamentável e incompreensível”, reforçou.

Face à insuficiência de testes para deteção da covid-19, o presidente da câmara assumiu à Lusa temer que a situação na região Norte seja mais grave do que os números oficiais indicam, defendendo, também, que o estado de emergência seja prolongado e com medidas mais rígidas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera (+14,3%), e 7.443 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 1.035 em relação a segunda-feira (+16,1%).

Dos infetados, 627 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Continuar a ler

Ave

Câmara de Famalicão disponibiliza 200 camas para hospital de campanha

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, anunciou hoje cerca de 30 medidas para mitigar os efeitos da pandemia da covid-19, entre as quais a disponibilização de 200 camas para um “hospital de campanha”.

Segundo Paulo Cunha, as camas estão distribuídas por dois pavilhões municipais e estão à disposição do Centro Hospitalar do Médio Ave.

Aquela medida integra o “Plano de reação à situação epidémica e de intervenção social e económica” do concelho, concebido para fazer face à pandemia da covid-19.

As camas poderão receber idosos institucionalizados, após a realização dos testes à covid-19, “permitindo a necessária segregação e isolamento profilático dos lares em que os mesmos idosos estão institucionalizados”.

Trata-se de uma operação articulada com o Agrupamento de Centros de Saúde de Famalicão, a delegação de Saúde, o Centro Distrital de Braga de Solidariedade e Segurança Social, as corporações de bombeiros, a Cruz Vermelha de Ribeirão e as instituições sociais visadas.

Paralelamente, a autarquia vai também avançar com a implementação de um centro diagnóstico móvel covid-19, em parceria com a Administração Regional de Saúde do Norte e o laboratório Unilabs, com todos os meios técnicos e humanos necessários para a realização de rastreio.

“Queremos assim aumentar a capacidade de realização de testes, diminuindo a afluência ao hospital e aos centros de saúde e aumentando a capacidade do INEM”, adiantou Paulo Cunha, que reiterou a disponibilidade financeira do município para suportar o rastreio urgente da covid-19 a todos os utentes e colaboradores dos 21 lares de idosos do concelho.

O município providenciará também no sentido da recolha e tratamento de animais portadores de covid-19 ou daqueles cujos cuidadores estejam infetados, em quarentena ou em isolamento profilático e não possam continuar a cuidar deles.

No que diz respeito à proteção social à população afetada, Paulo Cunha anunciou a criação de um gabinete de emergência social, que tem como missão analisar todas as situações que tenham como causa a pandemia.

O autarca anunciou ainda a comparticipação municipal de rendas dos agregados familiares, com caráter pontual e extraordinário, que tenham perda de rendimentos por força da pandemia.

No que se refere aos serviços municipais de abastecimento de água, águas residuais e resíduos sólidos, haverá reduções na faturação e suspensão dos cortes e execuções coercivas.

A criação de um regime e prazo excecional para obtenção de bolsa de estudo foi outra das medidas anunciadas.

No grupo das medidas para mitigação socioeconómica, está, por exemplo, a redução do IRS para 4,5%, assim como o alargamento da isenção da derrama para todas as empresas com um volume de negócios igual ou inferior a 250 mil euros.

A autarquia vai também suspender as rendas dos espaços comerciais arrendados pelo município pelo período em que os estabelecimentos comerciais estiverem encerrados e reduzir em 50% as rendas dos estabelecimentos comerciais que se mantiverem abertos ao público durante a presente pandemia.

Serão ainda suspensas as taxas de espaço público, nos casos das esplanadas ou outros, pelo período em que os estabelecimentos comerciais estiverem encerrados.

Também no âmbito do projeto Famalicão Made In, o município promete que estará “ainda mais próximo” das empresas, reforçando os programas de apoio e acompanhando as diversas problemáticas.

“As medidas apresentadas são um contributo municipal ao combate no plano da saúde pública, têm dimensão social, servem para diminuir os impactos negativos nos cidadãos e focam-se no plano económico, porque visam a reabilitação do tecido empresarial do concelho no imediato e no período pós-crise epidémica, complementando as medidas nacionais” explicou Paulo Cunha.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera (+14,3%), e 7.443 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 1.035 em relação a segunda-feira (+16,1%).

Continuar a ler

Populares