Seguir o O MINHO

País

Restauração e alojamento a caminho do colapso

Covid-19

em

Foto: CM Braga / Facebook

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considerou hoje “absolutamente insuficientes” os subsídios e crédito a fundo perdido às empresas anunciados pelo Governo e defendeu que a restauração e alojamento estão “a caminho do colapso”.

Estes novos apoios, que acolhem o princípio da concessão de verbas a fundo perdido, há muito vinham sendo reclamado pela AHRESP, diz a associação em comunicado hoje divulgado, considerando que tais medidas ficaram “muito aquém” das medidas recentemente propostas pela AHRESP e que considera “absolutamente fundamentais” para as empresas de atividades económicas mais afetadas pela crise pandémica conseguirem evitar insolvências e despedimentos coletivos.

“A grave crise económica e financeira que assola as empresas da restauração e bebidas e do alojamento turístico exige a implementação de medidas excecionais que garantam a sua sobrevivência e a manutenção dos postos de trabalho”, defendem no comunicado, considerando “vital” capitalizar as empresas, dinamizar o consumo e garantir os postos de trabalho.

A associação diz ainda que, quando a pandemia terminar, e a retoma se iniciar, vai ser determinante ter empresas de portas abertas com profissionais qualificados, para que Portugal possa continuar a ser reconhecido como o melhor destino turístico do mundo.

A aplicação temporária da taxa reduzida de IVA aos serviços de alimentação e bebidas, apoios específicos à animação noturna ou moratórias sobre as rendas e moratórias fiscais e contributivas são algumas das medidas do programa de emergência apresentado pela AHRESP ao Governo.

No comunicado, a AHRESP lembra os resultados do inquérito que realizou em outubro, e divulgou na quinta-feira, que concluiu quebras de faturação de 60% na restauração e 90% no alojamento, a intenção de insolvência de 41% das empresas de restauração e 19% das empresas de alojamento e quase metade (47%) das empresas de restauração inquiridas e 27% das empresas de alojamento a efetuar despedimentos desde o início da pandemia.

País

Afluência às urnas até às 12:00 foi de 17,07%

Eleições presidenciais 2021

Filas para votar em Arcozelo, Barcelos. Foto: Pedro Luís Silva / O MINHO

A afluência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, até às 12:00 de hoje, nos 17,07%, segundo dados da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Nas últimas eleições presidenciais, em 24 de janeiro de 2016, e à mesma hora, a afluência às urnas foi de 15,82%.

Nas presidenciais de 2016, a taxa de abstenção atingiu os 51,3%.

As urnas para as eleições presidenciais abriram hoje às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira e uma hora depois nos Açores devido à diferença horária, encerrando às 19:00.

Na abertura das mesas de voto por todo o país, a partir das 08:00, a CNE verificou que em algumas zonas do país a descarga dos votos antecipados atrasou o início da votação, levando à formação de filas, mas sem problemas de maior e sem qualquer caso reportado de boicote.

Segundo o porta-voz da CNE, João Tiago Machado, registaram-se “três sítios em que houve contingências de abertura de portas”, mas que foram fácil e rapidamente resolvidas, nomeadamente houve um assalto numa junta de freguesia, sem que nada tenha sido roubado, e noutras duas situações houve “bloqueios de portões, que foram prontamente resolvidos com recurso a serralheiro”.

Entre as 12.450 secções de voto por todo o país, o ato eleitoral foi alvo de incidentes na mesa de voto da Junta de Freguesia de Morgade, em Montalegre, que estava hoje de manhã com portas encerradas a cadeado e bloqueadas por contentores de ecoponto, numa ação de protesto da população contra a exploração de uma mina de lítio a céu aberto.

Desde a abertura das urnas, candidatos e responsáveis políticos têm apelado à participação dos cidadãos, assegurando que estão reunidas as condições sanitárias devido à pandemia da covid-19 para exercer o direito de voto em segurança.

Para o sufrágio de hoje estão inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que nas eleições presidenciais de 2016, que são chamados a escolher o próximo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, existindo sete candidatos ao cargo.

Se um dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos será eleito já hoje chefe de Estado, mas caso contrário haverá uma segunda volta, a 14 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.

Os sete candidatos aparecem no boletim de voto pela seguinte ordem: Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

Continuar a ler

País

Vitorino Silva diz que voto defende a democracia

Eleições presidenciais 2021

Foto: Facebook de Vitorino Silva

O candidato presidencial Vitorino Silva apelou ao voto nas eleições de hoje para defender a democracia, mostrando-se confiante de que os portugueses vão “maciçamente” às urnas e depois se protegerão “a si e aos outros, ficando em casa”.

“Vale a pena votar. O voto é o que nos une à democracia e a democracia é o melhor sistema. Temos de defender a nossa democracia. É preciso ter coragem para sair de casa, em tempo de pandemia, mas vale a pena”, disse Vitorino Silva.

O candidato votou cerca das 11:45 na Junta de Freguesia de Rans, concelho de Penafiel, sem ter enfrentado filas ou demoras porque em causa está uma secção de voto onde estão inscritos, contou o próprio aos jornalistas, “cerca de 1.000 pessoas”.

“Em Rans é fácil não haver filas. Mas não me posso esquecer das terras por onde passam 35.000 pessoas por um portão”, disse, exemplificando com Ermesinde, freguesia do concelho de Valongo que disse conhecer bem.

“E há muitos Ermesinde neste país. Mas votar é importante (…). Fico contente por ter exercido o direito de voto e pelo São Pedro nos ajudar. O povo vai sair à rua, o povo vai desabafar, vai às urnas eleitorais, mas em segurança”, disse Vitorino Silva.

Entre alguns acenos à distância e na companhia de familiares, o candidato frisou a ideia de que “não há nenhum voto que valha mais do que outro”.

“O voto de um Presidente da República, o voto de um calceteiro, o voto de um trolha, o voto de um médico, o voto de um juiz, o voto de um preso, o voto de um doente hospitalar, contam todos por igual. Podem ter a certeza absoluta”, afirmou.

Conhecido como Tino de Rans, o candidato mostrou-se confiante de que os números da abstenção, apesar da pandemia da covid-19, serão inferiores a atos eleitorais anteriores e falou na importância dos jovens.

“Os jovens hoje são cidadãos do mundo. Tenho a certeza que os jovens portugueses aprenderam muito, acordaram para a vida e sabem que não podem ficar em casa. Tenho a certeza que os jovens vão ajudar a passar a abstenção”, referiu.

Vitorino Silva, que garantiu que vai ficar em casa o resto do dia, local onde aliás pretende reagir aos resultados eleitorais, disse estar “apaixonado” por estas eleições, por uma campanha que “passou muito rápido” e procurou fazer, frisou, “em segurança”, conselho que deixou aos portugueses.

“As pessoas não votam em 14 ou 15 horas. Devem votar e depois ir para a casa para se proteger a si e aos outros”, sublinhou.

Portugal elege hoje o 20.º Presidente da República e o sexto em democracia. Para o sufrágio estão inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que nas eleições presidenciais de 2016.

Os sete candidatos aparecem no boletim de voto pela seguinte ordem: Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00. Nos Açores abriram e encerram uma hora mais tarde devido à diferença horária.

A tomada de posse do próximo chefe de Estado acontece no dia 09 de março, perante a Assembleia da República.

Continuar a ler

País

“Não é por haver eleições hoje que se vai multiplicar o vírus”

Eleições presidenciais 2021

Foto: DR (Arquivo)

O presidente do PSD defendeu que “não é por haver eleições hoje que se vai multiplicar o vírus” e, apesar de ter defendido o adiamento das presidenciais, ao verificar a organização do processo, pediu às pessoas para votar.

Após 15 minutos de espera, Rui Rio votou cerca das 11:45 na Escola Bom Sucesso, no Porto, com elogios à forma como o processo eleitoral foi aqui organizado e deixando um apelo para que as pessoas venham votar.

“Estou convencido que, da forma como estamos a votar, não é por haver eleições hoje que se vai multiplicar o vírus e estou à vontade porque eu fui um dos que achava que se deveria adiar as eleições. Estou a dizer isto com essa autoridade moral”, afirmou.

O líder do PSD, que lembrou que “queria adiar” este ato eleitoral para a Presidência da República, foi perentório: “estou a olhar, estou a ver e estou a dizer às pessoas que podem vir”.

“Se a abstenção for muito elevada, não deixa de haver eleições, como é lógico, mas é muito diferente. O empenho das pessoas é fundamental para esta eleição”, apelou.

Apontando que “a abstenção é sempre grande”, Rio espera que esta “não seja ainda muito mais elevada por força da situação que o país está a atravessar e para isso é preciso organizar as coisas devidamente”.

Questionado sobre se considerava que as autoridades tinham “aprendido a lição” com os problemas do voto antecipado na semana passada, o social-democrata disse esperar que “as críticas que o Governo sofreu relativamente àquilo que aconteceu no domingo” tenham levado o executivo “a acordar e, por sua vez, todos os demais responsáveis locais também a perceberem que não podia ser aquilo” que se viu “em Lisboa e aqui no Porto também”.

“Espero, do mal o menos, que pelo menos tenha servido para que no dia principal que é hoje tudo esteja devidamente organizado”, disse.

Reiterando o apelo a que as pessoas vão votar, o presidente do PSD fez questão de “dar os parabéns à Junta de Freguesia de Massarelos” uma vez que o processo eleitoral “está excecionalmente organizado, não há perigo nenhum”.

“Não há qualquer risco em termos sanitários e não há qualquer desconforto em termos climáticos”, enfatizou.

Rio referiu que, “há muitos anos” votava-se na Junta de Freguesia de Massarelos, “só que precisamente a junta fez essa alteração agora para permitir todo este distanciamento que esta escola permite e que a junta não permitia”.

“Eu percebo que as pessoas tenham receio e por isso é muito importante eu dizer o que estou a dizer e vocês mostrarem as imagens que podem mostrar. Vota-se com completo conforto, não custa nada, não demora muito, acho que está perfeito”, elogiou.

Continuar a ler

Populares