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I Liga

Racismo: Conselho de Disciplina “está limitado” à aplicação dos regulamentos

Caso Marega

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Foto: Twitter de FC Porto

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) “está limitado” à aplicação do regulamento disciplinar, disse hoje o presidente, que explicou que não pode ser este órgão a “preencher as falências das normas disciplinares”.

José Manuel Meirim explicou, em comunicado, que este fim de semana se registou “uma situação de violência cujos factos serão, necessariamente, apurados em adequado procedimento disciplinar”, com o CD a anunciar a abertura do processo ao Vitória SC, devido a insultos racistas ao futebolista maliano do FC Porto Moussa Marega.

Conselho de Disciplina abre processo disciplinar ao Vitória

O presidente do CD frisa que o órgão “tem como uma das suas bandeiras” o sancionamento de infrações disciplinares devido a comportamento incorreto e violento do público e que não se demitirá das suas responsabilidades, mas apenas o pode fazer “quando exista prova e nos termos dos regulamentos”.

“O Conselho de Disciplina não cria as normas que lhe é dever aplicar. Ao Conselho cabe a tarefa – não isenta de responsabilidades – de aplicar as normas aprovadas pelos órgãos competentes para tal”, refere.

José Manuel Meirim frisou que o CD não tem liberdade para aplicar sanções “para além das balizas que lhe são impostas” e que não pode ser o órgão a “preencher as falências das normas disciplinares que não cobrem – ou não cobrem devidamente – tudo aquilo que, em dado momento, se entende que deveria estar previsto”.

“Os poderes disciplinares exercidos pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol são poderes sancionatórios de natureza pública e daí decorre que o órgão se encontra bem limitado na aplicação das normas disciplinares, o que faz todo o sentido”, defendeu.

O presidente do CD dá o exemplo de um artigo do regulamento disciplinar das competições organizadas pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o 113.º, para comportamentos discriminatórios em função da raça, religião ou ideologia.

“Os clubes que promovam, consintam ou tolerem a exibição de faixas, o cântico de slogans racistas ou, em geral, com quaisquer comportamentos que atentem contra a dignidade humana em função da raça, língua, religião ou origem étnica são punidos com a sanção de realização de jogos à porta fechada a fixar entre um mínimo de um e o máximo de três jogos e, acessoriamente, a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 200 unidades de conta (20.400 euros) e o máximo de 1.000 unidades de conta (102.000 euros)”, destacou.

José Manuel Meirim explica que para sancionar um clube ou uma sociedade desportiva é necessária a existência de prova, “a recolher ou não na instrução disciplinar, pelo órgão próprio, que não o Conselho”, de que tenha ocorrido uma situação de promoção, consentimento ou tolerância.

No domingo, o avançado do FC Porto Moussa Marega recusou-se a permanecer em campo, ao minuto 71 do jogo, após ter sido alvo de cânticos racistas por parte dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega, que já alinhou no emblema minhoto e tinha marcado o segundo golo dos ‘azuis e brancos’, dirigiu-se para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares a apontarem para baixo, situação que originou uma interrupção do jogo durante cerca de cinco minutos.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória SC tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, tendo acabado por ser substituído por Manafá.

Fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou à Lusa a identificação de várias pessoas suspeitas de dirigirem cânticos e insultos racistas a Marega, sem adiantar o número de suspeitos, acrescentando que continua a efetuar diligências para identificar outros envolvidos.

O Ministério Público instaurou um inquérito na sequência deste incidente, que já mereceu a condenação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa, entre outros.

Este comportamento configura um crime previsto no Código Penal punido com prisão de seis meses a cinco anos e uma contraordenação sancionada com coima entre 1.000 e 10.000 euros.

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Futebol

“Estou desejoso de jogar com Messi”

Jogador do SC Braga muda-se no verão

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Foto: Twitter

Contratado ao SC Braga por 31 milhões de euros, Francisco Trincão irá juntar-se ao FC Barcelona no próximo verão.

Numa entrevista publicada no jornal catalão Mundo Deportivo, o wonderkid natural de Viana do Castelo diz querer muito partilhar o jogo com a maior lenda do clube espanhol.

“Estou desejoso de jogar ao lado de Messi”, confessa.

Ao mesmo jornal, o futebolista do SC Braga Abel Ruiz, que chegou ao Minho vindo, precisamente, do FC Barcelona, conta aos catalães o que pensa sobre o jovem português.

“Damo-nos muito bem, é um bom rapaz. Tem muita personalidade, é muito bom jogador e tenho a certeza de que irá fazer um bom trabalho no Barcelona. Tem muitíssima qualidade, pode fugir à marcação por qualquer lado, e tem um remate muito bom. É muito completo”, diz.

O jogador espanhol garante ainda que o ainda colega está pronto para jogar num clube da dimensão do FC Barcelona.

“Ninguém pode ser comparado a Leo [Messi]. [Mas, Trincão] é o típico esquerdino que tem bom drible e é habilidoso”.

Aos 20 anos, o futebolista  que fez a esmagadora  maioria da sua formação no SC Braga, tendo passado também pelo Vianense e FC Porto, assinou um contrato com o FC Barcelona válido até 2025, tendo uma cláusula de rescisão de 500 milhões de euros.

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Futebol

Guarda-redes Eduardo oferece ventilador ao Hospital de Braga

Covid-19

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Foto: SC Braga / Facebook (Arquivo)

O guarda-redes Eduardo, do SC Braga, vai oferecer um ventilador ao hospital de Braga, avança o Record, doação que o futebolista não quis publicitar.

Segundo o jornal desportivo, o aparelho deverá chegar à unidade hospitalar nos próximos dias.

“Dei dez ventiladores mas não chega, é preciso mais empresários com oferta de material”

Esta não é a primeira oferta de ventiladores aos hospitais vinda do mundo do futebol. Na semana, passada, no primeiro caso tornado público, o empresário vimaranense Vítor Magalhães, presidente do Moreirense, confirmou a doação de dez aparelhos.

No domingo, segundo avançou a rádio GEICE, de Viana do Castelo, soube-se, também, que o empresário Jorge Mendes, agente de futebolistas, irá entregar ventiladores à Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que tem no hospital de Viana do Castelo a sua unidade principal.

Jorge Mendes vai oferecer ventiladores ao hospital de Viana

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 341 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, há 23 mortes e 2.060 infeções confirmadas. O país está em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.

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Futebol

Bracarense David Carmo sente falta dos treinos e dos jogos

Covid-19

em

Foto: Divulgação (Arquivo)

O defesa central David Carmo, do SC Braga, disse sentir falta “dos momentos de treino, de balneário e dos jogos” de futebol e mostrou “preocupação com o bem-estar de todos os atletas e equipas”.

O jovem que começou a temporada na equipa B, mas que se afirmou na principal com Rúben Amorim (agora treinador do Sporting), abordou com a comunicação social, numa videoconferência a partir de casa, vários temas, entre eles a Covid-19 e a paragem a que ela obrigou.

“Sentimos a falta dos momentos de treino, de balneário, e, como é óbvio, dos jogos e tudo o que os envolve”, afirmou.

Sobre o regresso à competição, disse que, de momento, a sua “preocupação é o bem-estar de todos, de todos os atletas e equipas, de todo o país” e confia “totalmente na Liga e nos departamentos médicos responsáveis” para essa decisão.

A pandemia Covid-19 é motivo de apreensão.

“Preocupa-nos claramente, somos humanos, também podemos apanhar o vírus, mas tentamos encarar isto como se fosse mais um jogo e, unidos, vamos tentar ganhá-lo”, disse.

Campeão europeu sub-19 em 2018, tal como Trincão, David Carmo está a viver neste período com o extremo e com o espanhol Abel Ruiz, reforço de janeiro dos bracarenses, proveniente do FC Barcelona B.

“Somos os três quase da mesma idade [20 anos], falámos entre nós e achámos que era uma melhor maneira de passarmos o tempo juntos. Fazemos os treinos juntos, a alimentação, fazemos tudo os três”, contou.

David Carmo revelou receberem muita ajuda por parte do clube, que lhes leva a casa, “todos os dias, o almoço e o jantar”, e que mantêm contacto regular com o novo treinador, Custódio Castro.

“Ainda ontem [sábado], me mandou uma mensagem a perguntar como estamos e mostrou preocupação connosco, perguntou se temos feito o plano e, acima de tudo, disse para nos ajudarmos uns aos outros”, disse.

A rotina do dia-a-dia começa por “acordar cedo”.

“Tomamos o pequeno almoço e fazemos o plano de ginásio à mesma hora que treinávamos, entre as 10:00 e as 11:00. Depois, almoçar e, à tarde, é arranjar coisas para fazer: comprámos uma tabela de basquete, duas balizas, além de jogarmos PlayStation e vermos Netflix”, conta.

Os pais vivem na zona de Aveiro e David Carmo, apesar de já estar habituado desde cedo a estar longe, mantém o contacto diário com os progenitores.

“O meu pai só deixou de trabalhar recentemente, era um assunto que me preocupava muito porque a profissão dele implicava muito contacto e sabemos como é que o vírus se passa. Agora, felizmente que já estão os dois em casa [pai e mãe]. Estamos longe, mas é uma coisa a que já estamos habituados, desde miúdo que estou longe, e falo com eles todos os dias por telemóvel, de manhã e à noite”, contou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 308.000 pessoas em todo o mundo, das quais mais de 13.400 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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