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PSD: Conselho Nacional reúne-se hoje para marcar diretas e congresso

Em Bragança

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Foto: Divulgação / Arquivo

O Conselho Nacional do PSD vai reunir-se, esta sexta-feira, em Bragança para marcar a eleição direta do presidente do partido e o próximo congresso, com o novo regulamento de quotas a prometer ser o tema mais polémico.

Antes da reunião do Conselho Nacional, está prevista uma reunião da Comissão Política Nacional (CPN), pelas 17:30, no mesmo hotel de Bragança onde decorrerá a reunião do órgão máximo entre Congressos.

O primeiro ponto da ordem de trabalhos é a análise da situação política e será aí que intervirá o presidente do PSD e recandidato ao cargo, Rui Rio, que já assegurou que irá abordar o resultado do partido nas legislativas de 06 de outubro, em que os sociais-democratas obtiveram 27,7% dos votos e 79 deputados (menos dez do que na anterior legislatura).

Os outros dois candidatos já assumidos, Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz, não são conselheiros nacionais nem têm inerência no órgão, e apesar de o vice-presidente da Câmara de Cascais ter defendido nas redes sociais que os candidatos deveriam falar na reunião, tal não irá acontecer.

O segundo e terceiro pontos da ordem de trabalhos são a fixação do calendário da vida interna do PSD para os próximos meses: a secretaria-geral propõe a realização das eleições diretas para escolher o presidente da CPN em 11 de janeiro, com eventual segunda volta uma semana depois (caso nenhum candidato obtenha a maioria absoluta dos votos validamente expressos), e o congresso entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.

Os conselheiros nacionais terão ainda de aprovar os regulamentos quer das diretas quer do 38.º Congresso, mas o regulamento que mais discussão deverá suscitar é o de quotizações, que foi aprovado em julho no último Conselho Nacional.

As novas regras de pagamento de quotas no PSD determinam que os militantes recebem, por via postal ou eletrónica, uma referência de multibanco aleatória e apenas com validade de 90 dias – para novo pedido é preciso enviar um comprovativo de residência -, enquanto antes a referência para pagamento de quotas correspondia ao número de militante, antecedido de zeros.

Do lado da direção, o presidente do PSD, Rui Rio, tem insistido que as novas regras visam impedir “vigarices” como as que considera terem acontecido no passado – até na sua eleição -, e apenas se mostra disponível para “aperfeiçoar” o sistema para facilitar o pagamento aos militantes com dificuldades em pagar a sua própria quota.

De apoiantes das outras candidaturas, chegam críticas de que se está a dificultar tanto o pagamento que se irá reduzir em muito o universo eleitoral de militantes em condições de votar na próxima eleição, não sendo de excluir que sejam feitas propostas de alteração na reunião de hoje.

Segundo a proposta da secretaria-geral, 16 de dezembro será a data limite para pagamentos de quotas por vale postal (só permitido a militantes com mais de 60 anos) e 22 de dezembro o prazo final para os restantes meios de pagamento.

Só poderão votar os militantes que tenham as quotas em dia e que estejam inscritos no PSD há pelo menos seis meses, sendo expressamente proibido o pagamento de quotas em numerário.

Nas últimas diretas do PSD, em 13 de janeiro de 2018, votaram 44.254 militantes, de um universo de 70.835 com as quotas em dia no fecho dos cadernos eleitorais (15 de dezembro).

A proposta de regulamento refere ainda que as candidaturas à liderança do PSD terão de ser apresentadas até às 18:00 de 30 de dezembro, subscritas por um mínimo de 1.500 militantes com capacidade eleitoral e obrigatoriamente acompanhadas de uma Proposta de Estratégia Global e de um orçamento de campanha.

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Taxa de desemprego baixa para 6,2% em março

INE

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Foto: DR / Arquivo

A taxa de desemprego baixou 0,2 pontos percentuais de fevereiro para março, e 0,3 pontos percentuais em termos homólogos, para 6,2%, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE alerta, no entanto, para o “especial cuidado” a ter na análise das estimativas provisórias apresentadas, uma vez que os dados são influenciados pela situação atual determinada pela pandemia covid-19, “seja pela natural perturbação associada ao impacto da pandemia na obtenção de informação primária, seja pelas alterações comportamentais decorrentes das medidas de salvaguarda da saúde pública adotadas”.

Comparando com o mês precedente, a população desempregada diminuiu 14,4 mil pessoas (4,3%) e a população empregada diminuiu 26,2 mil pessoas (0,5%).

A população ativa, por sua vez, diminuiu 40,6 mil pessoas (0,8%) e a população inativa aumentou 39,5 mil pessoas (1,5%).

“Esta evolução sugere a passagem de empregados e de desempregados para a situação de inatividade”, sinaliza o INE.

Naquele mês, a subutilização do trabalho abrangeu 663,6 mil pessoas, o que correspondeu a uma taxa de subutilização do trabalho de 12,4%.

A subutilização do trabalho é um indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego.

Dadas as restrições à mobilidade associadas à pandemia, a análise da evolução deste indicador é particularmente relevante neste contexto, avisa o instituto.

Em abril de 2020, a estimativa provisória da taxa de desemprego situou-se em 6,3%, tendo aumentado 0,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

A estimativa provisória da taxa de subutilização do trabalho ascendeu a 13,3%, superior em 0,9 pontos percentuais à do mês anterior.

A taxa de desemprego dos jovens foi estimada em 20,2%, a que corresponde um aumento de 1,9 pontos percentuais relativamente à taxa de março de 2019, enquanto a taxa de desemprego dos adultos foi estimada em 5,3%, igual à do mês anterior.

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BE quer apoios para trabalhadores independentes prolongados até ao fim do ano

Covid-19

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Catarina Martins. Foto: DR / Arquivo

A coordenadora do BE, Catarina Martins, propôs hoje que os apoios para os trabalhadores independentes devido à pandemia sejam prolongados até ao final do ano e com novos tetos mínimos, defendendo uma grande campanha para erradicar o trabalho informal.

Numa conferência de imprensa na sede do BE, em Lisboa, Catarina Martins apresentou propostas tanto para o Orçamento Suplementar como para a recuperação económica, considerando que “nada será como antes” e o Estado, que terá “uma maior intervenção na economia”, tem a responsabilidade de “fazer tudo para erradicar o trabalho precário e mudar o paradigma do emprego”.

Para o BE, “há um tema que tem estado ausente” no debate sobre a crise provocada pela pandemia da covid-19 que se prende com o emprego que haverá no futuro.

Catarina Martins sustentou que “Portugal tem um modelo de emprego baseado na precariedade, que se provou um dos maiores problemas desta crise”.

Entre as propostas anunciadas pela líder bloquista, e que já foram apresentadas ao Governo pelo BE, está o prolongamento, até ao final do ano, dos apoios aos trabalhadores independentes, estabelecendo um teto mínimo do apoio de 438 euros em caso de ausência de atividade, que atualmente é de 219 euros.

Catarina Martins quer ainda que seja reduzido para metade o período de garantia para acesso ao subsídio de desemprego.

“O Estado deve lançar uma grande campanha para a erradicação do trabalho informal e do abuso laboral”, propôs ainda, insistindo na substituição do ‘lay-off’ por uma medida para as empresas que tenha apoio a 100% para os trabalhadores.

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Retalhistas óticos vão perder até 400 milhões em vendas este ano

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os retalhistas de material ótico vão perder este ano entre 250 e 400 milhões de euros em vendas devido à pandemia de covid-19, tendo estas cedido até 72% durante o estado de emergência, segundo um estudo da Católica.

“Valor de perda de vendas de 2020 entre 250 e 400 milhões de euros”, lê-se num estudo da Católica Lisbon Business and Economics, a que a Lusa teve acesso.

De acordo com o documento, realizado pelo professor Ricardo Reis, que vai ser divulgado na quinta-feira, o setor registou quebras nas vendas entre 68% e 72% durante o período de estado de emergência, decretado face à pandemia de covid-19, com especial impacto nas empresas de menor dimensão.

Já no total do ano, as vendas vão ser impactadas em cerca de 55%, podendo variar entre 45% “num cenário mais otimista” e os 65% caso se verifique uma segunda vaga de confinamento entre outubro e dezembro.

A grande maioria dos inquiridos defendeu ainda que a recuperação da sua empresa vai estar em linha com a do setor, que deverá acontecer em 2022.

Com a declaração do estado de emergência as principais preocupações dos óticos focaram-se na manutenção dos postos de trabalho, na necessidade de priorizar a saúde visual junto da população, bem como no aumento de medidas de segurança.

Perante o impacto da pandemia no setor, o estudo apontou ser “urgente” mobilizar a procura para que a atividade possa regressar, o mais possível, ao normal.

“Ao contrário de outros setores, o setor da ótica não tem uma procura acumulada a descarregar no desconfinamento. Pelo menos, a população não tem a perceção da necessidade de cuidar a sua saúde ocular depois do período de confinamento. A urgente sensibilização da população pode repor a procura a níveis de normalidade anteriores ao estado de emergência e abrir inclusivamente oportunidades para melhorias significativas na saúde ocular dos portugueses”, lê-se no documento.

Por outro lado, são recomendados financiamentos emergenciais para colmatar a folga de tesouraria, que passou de 60 dias para entre duas e quatro semanas de fundos disponíveis, após 45 dias de confinamento.

Adicionalmente, tendo em conta que as empresas do setor da ótica são caracterizadas por “elevados níveis de investimento”, face à perda de receitas “o mais provável é não conseguirem mobilizar recursos para continuar cursos de investimentos anteriores”.

Assim, “não é de excluir a redução de pessoal e o fechar de alguns estabelecimentos”, revelou, acrescentando que as empresas vão poder optar por reduzir investimento em inventários, o que, consequentemente, vai ter impacto nos fornecedores, nomeadamente, na importação de alguns produtos como óculos de sol, que vão registar maiores reduções de procura.

O estudo identificou ainda como “menos provável, mas igualmente possível”, a limitação das facilidades de pagamento que habitualmente são concedidas aos clientes, apesar de isso se afigurar como “uma estratégia muito arriscada”.

Contudo, a quebra de rendimento dos clientes vai levar a que os óticos se possam ver obrigados a facilitar os pagamentos, gerando “um dilema complicado”.

De uma forma geral, “a saída desta situação vai remeter para a contínua erosão das almofadas de tesouraria e aumentar de endividamento. O setor tem capacidade de endividamento adicional e esse aumento não servirá para ‘aguentar à tona’ um setor. Antes ajudará a fazer a transição mais suave a um setor que mostrou uma enorme resiliência nesta crise”, sublinhou.

No entanto, a crise provocada pela pandemia também vai, segundo o estudo, trazer algumas oportunidades para o setor, que passam pelo reforço da ótica como “elemento de proximidade à comunidade” e enquanto elemento da promoção da saúde ocular, bem como o recurso a novas práticas de gestão que possibilitem tornar o setor mais resiliente, dinâmico e competitivo.

Este setor é constituído por 1.581 empresas, um número que se mantém estável desde 2015, sendo na sua maioria de dimensão micro (89,25%) e 71% com mais de cinco anos.

No total, os retalhistas de material ótico empregam 8.390 pessoas, sendo quase todos técnicos qualificados, e faturam 580 milhões de euros.

Para a realização deste estudo foi aplicado um inquérito, entre 22 e 29 de abril, às empresas do setor, no qual foram consideradas 352 respostas entre 512 inquéritos completos.

Adicionalmente, foram tidos em conta dados do Banco de Portugal (BdP) e da Central de Balanços CEA.

Portugal contabiliza pelo menos 1.424 mortos associados à covid-19 em 32.700 casos confirmados de infeção, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) de segunda-feira

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