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Operação Éter: Câmara de Vizela investigada por factos de mandatos anteriores

Autarquia tem “colaborado” com os investigadores

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Vizela informou, esta sexta-feira, ter havido “buscas e apreensão” de documentação relacionada com a criação de uma loja de turismo no concelho, mas sublinhou que o caso reporta ao anterior executivo municipal.

“Os factos constantes do inquérito judicial em apreço dizem respeito a período correspondente a mandatos autárquicos anteriores, razão pela qual se desconhecem os factos em investigação, não tendo qualquer membro do atual executivo sido ouvido no âmbito do mesmo a qualquer título”, lê-se num esclarecimento escrito enviado à Lusa.

O Ministério Público (MP) decidiu separar os processos na Operação Éter, continuando a investigar num inquérito autónomo os factos relacionados com as lojas interativas da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP).

No esclarecimento de Vizela, refere-se também que a autarquia tem “colaborado totalmente com o órgão de polícia criminal no fornecimento de todos os elementos tendentes à descoberta da verdade”.

Ainda segundo aquele município do distrito de Braga, “dois funcionários que, à data, se encontravam ao serviço desta autarquia, mas atualmente não se encontram, foram ouvidos no âmbito do referido inquérito, desconhecendo-se, contudo, em que qualidade”.

Também no distrito de Braga, outro concelho onde foi instalada uma loja de turismo foi Fafe.

Questionada aquela autarquia sobre se alguns dos membros do executivo ou técnicos tinham sido ouvidos no âmbito do inquérito em curso, o município respondeu: “Não temos conhecimento da existência de qualquer representante da autarquia visado neste processo”.

No âmbito da Operação Éter, o Ministério Público deduziu, a 25 de outubro, acusação contra 29 arguidos (21 pessoas individuais e oito entidades coletivas), incluindo o ex-presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira, que se encontra em prisão preventiva desde 18 de outubro de 2018.

Além de Melchior Moreira, foram então detidos pela PJ por alegada viciação de procedimentos de contratação pública, Isabel Castro, diretora operacional do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Gabriela Escobar, jurista daquela entidade, Manuela Couto, administradora da W Global Communication (antiga Mediana) e José Agostinho, da firma Tomi World, de Viseu.

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Ave

Covid-19: Famalicão reclama “urgente” reforço do rastreio

Recolha e análises

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão reclama a “urgência da criação de um laboratório para realização de testes” à covid-19 no concelho, onde considera não estar a ser assegurado o rastreio necessário, nomeadamente aos idosos.

“O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão pede para o concelho a instalação urgente de um laboratório de recolha e análises de testes covid-19, uma vez que não está a ser assegurada no território a realização dos testes necessários, nomeadamente junto da população idosa institucionalizada e dos funcionários das instituições”, lê-se num comunicado divulgado hoje pela autarquia.

Afirmando já se ter disponibilizado “para suportar os custos de um rastreio geral à população sénior institucionalizada e para ajudar com tudo o que for necessário do ponto de vista logístico”, Paulo Cunha diz que não está “a obter as respostas necessárias por parte das entidades de saúde”.

“As respostas das entidades de saúde locais remetem para a complexidade da operação e para a operacional ao nível do rastreio e do trabalho consequente que se impõe”, refere, sustentando, contudo, que “a situação reclama uma intervenção urgente” e que “cada minuto é um minuto a mais”.

O presidente da câmara recorda que, “ainda ontem, [sábado], a situação no lar do Centro Social e Cultural de S. Pedro de Bairro estava em nove utentes positivos, dos 50 residentes, e para cinco resultados positivos entre os funcionários”.

“Apesar do foco infeccioso detetado e da vulnerabilidade da população residente, e apesar dos esforços efetuados, a câmara municipal foi informada que ainda não foi realizado o rastreio de todos os seniores residentes dada a incapacidade de resposta”, refere.

No passado dia 21, um outro lar de Famalicão ficou sem funcionários devido à covid-19, depois de os 18 elementos que ali trabalham terem ficado “ou com teste positivo para coronavírus ou em quarentena”, o que obrigou à transferência dos 31 utentes.

Posteriormente, viria a confirmar-se a existência de um total de 32 infetados na Residência Pratinha, dos quais 22 são utentes e dez são funcionários.

Adiantando que “o município de Famalicão sabe que o ACeS – Agrupamento de Centros de Saúde está a diligenciar com a ARS [Administração Regional de Saúde] do Norte a implementação no concelho de um laboratório convencionado para realizar colheita dos testes”, Paulo Cunha apela a que “o façam com a maior brevidade possível”.

“Estamos inteiramente disponíveis para ajudar, não podemos é esperar que um assunto desta delicadeza fique sem resposta das entidades de saúde”, diz.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 119 mortes, mais 19 do que na véspera (+19%), e registaram-se 5.962 casos de infeções confirmadas, mais 792 casos em relação a sábado (+15,3%).

O relatório da situação epidemiológica em Portugal, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (61), seguida das regiões do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, com 28 cada, e do Algarve, que hoje regista dois mortos.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

 

Notícia atualizada às 16h03 com mais informação.

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Ave

Empresa de equipamentos doou 10 mil luvas e 3 mil máscaras aos Bombeiros Famalicenses

Covid-19

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Foto: Divulgação

A empresa de equipamentos de proteção Raclac, com sede em Famalicão, entregou hoje mais de 13 mil peças aos Bombeiros Voluntários Famalicenses (BVF), em forma de donativo, anunciaram os bombeiros ao início da noite deste sábado.

Na sequência de um apelo deixado pela corporação famalicense durante o dia de hoje nas redes sociais, a empresa sediada na freguesia de Cruz decidiu doar dez mil máscaras, três mil luvas, 200 batas e 200 toucas aos soldados da paz.

De acordo com fonte dos BVF, este material irá “munir” os “voluntários com uma maior “capacidade de resposta em segurança” para enfrentar a pandemia de Covid-19.

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Guimarães

Guimarães ativa plano de emergência e encerra ecovia, parques e cemitérios

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Câmara de Guimarães mandou encerrar, a partir deste sábado, a ecovia/ciclovia, os parques de lazer em todo o concelho, todos os cemitérios das freguesias, feiras e pequenos mercados ao ar livre, numa prespetiva de contenção face à pandemia de Covid-19.

As medidas foram decretadas na sexta-feira, após reunião da comissão municipal de proteção civil, onde foi aprovada a ativação do plano de emergência municipal.

“A medida justifica-se pelo aumento de casos de infeção no distrito de Braga e no concelho de Guimarães e pela iminência de uma situação de acidente grave provocada pela infeção do coronavírus”, escreveu a autarquia, em comunicado.

Saliente-se a evolução epidemiológica no concelho de Guimarães que, até às 20:30 de quinta-feira, 26 de março, e segundo os dados fornecidos pelo ACES do Alto Ave, registava 58 casos confirmados de infetados, 755 casos em vigilância e 79 a aguardar resultados dos testes.

“Esta situação exige a tomada de medidas excecionais e temporárias com vista a robustecer e alargar o esforço de contenção da propagação epidémica, com o que se procura evitar, a todo o custo, um cenário de saturação dos meios de assistência hospitalar e, assim, proteger a vida dos cidadãos mais gravemente afetados pela COVID-19”, refere a autarquia.

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