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Alto Minho

Profissionais de saúde do Alto Minho “saem” à rua pelos cuidados primários

Nos 10 concelhos da região

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Foto: DR/Arquivo

A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) promove no domingo, nos 10 concelhos da região, um evento que pretende “reunir o maior número de profissionais” da unidade e visa promover os cuidados primários.

Em declarações à agência Lusa, a diretora clínica da rede de cuidados primários da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, Fátima Fonseca, explicou hoje que nos 12 centros de saúde do distrito de Viana do Castelo “trabalham cerca de 750 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de ação médica”, mas a ação destina-se “a todos os trabalhadores da ULSAM”.

“Para já, temos inscritos cerca de 300 profissionais, mas esperamos mais”, disse.

Em causa está a primeira edição do “Sair à Rua”, evento que vai envolver no domingo, a partir das 10:00, as unidades funcionais de todos os centros de saúde a funcionar nos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo e em cada município está definido um local de concentração.

“Todos os profissionais estão convidados a sair à rua. Além de assinalar o Dia Mundial do Médico de Família, que se celebra a 19 de maio (domingo), queremos demonstrar que estamos a trabalhar de forma integrada. É importante que esta mensagem passe para a comunidade”, sustentou.

A responsável disse que esta iniciativa é como que “parar o Alto Minho” para mostrar que, apesar da dispersão, os funcionários estão “unidos e alinhados” e que conseguem “trabalhar em proximidade”.

Fátima Fonseca apelou ainda “ao envolvimento das autarquias enquanto estruturas fundamentais para a gestão dos serviços públicos numa dimensão de proximidade”.

O primeiro “Sair à Rua”, dedicado à promoção dos cuidados de saúde primários, disse, pretende “promover a importância dos cuidados de saúde prestados à pessoa e à sua família, valorizando o papel da equipa de saúde familiar e comunitária”.

“Queremos divulgar, junto da comunidade, a qualidade dos cuidados que prestamos, também queremos promover a literacia na utilização dos serviços de saúde. Capacitar cada vez mais as pessoas para uma escolha adequada dos serviços de saúde que têm ao dispor”, especificou.

Fátima Fonseca acrescentou que “cada um dos 12 centros de saúde do Alto Minho dispõe de unidades de saúde familiar, cuidados personalizados, cuidados na comunidade”.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: Santa Luzia, em Viana do Castelo, e Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

A ação prevê ainda o registo fotográfico do grupo que participará em cada um dos 10 concelhos da região.

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Alto Minho

Apreendidas mais de 16 toneladas de bivalves em oito concelhos do Norte este ano

Valor estimado de 150 mil euros

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Foto: DR/Arquivo

A Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu, desde o início ano, em oito concelhos do Norte, 16,8 toneladas de bivalves, no valor estimado de 150 mil euros, quase o mesmo que em todo o ano de 2018.

Contactado, hoje, pela agência Lusa, a propósito de uma nova apreensão, de 2,5 toneladas de bivalves em Viana do Castelo, o comandante do destacamento de Controlo Costeiro de Matosinhos, capitão Nuno Marinho adiantou que “toda a mercadoria apreendida tinha como destino a Galiza”.

O responsável especificou que, desde o início de 2019, foram apreendidas pela Unidade de Controlo Costeiro, um total de 16.808 quilogramas de bivalves, no valor de mais de 150 mil euros.

Viana do Castelo lidera a lista dos oito concelhos onde foram apreendidos mais quantidade de bivalves, com 7,1 toneladas, no valor de 67.239 euros.

Em 2018, de acordo com os dados hoje fornecidos à Lusa pelo capitão Nuno Marinho, do total de 20,4 toneladas apreendidas, mais de cinco foram recolhidas em Santo Tirso, no valor de 37.224 euros e em Viana do Castelo, cerca de 3,7 toneladas, no valor de 33.274 euros.

A Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu hoje em Viana do Castelo mais de 2,4 toneladas de bivalves, no valor estimado de 22.284 euros.

Durante uma ação de fiscalização rodoviária realizada por aquela força policial, “foram detetadas duas viaturas que transportavam amêijoa japonesa, Ruditapes Philippinarum, que não possuía o tamanho mínimo legal para poder ser capturada e comercializada (4 centímetros).

No decurso da operação “foram identificados dois homens, com 38 e 58 anos, e elaborados os respetivos autos de notícia por contraordenação, por transporte de espécies bivalves em estado imaturo, sendo essas infrações puníveis com coima máxima de 37.500 euros”.

Além do tamanho mínimo legal, a amêijoa japonesa tem obrigatoriamente de ser colocada num centro de depuração licenciado para o efeito, sendo este um estabelecimento que dispõe de tanques alimentados por água do mar limpa, nos quais os moluscos bivalves vivos são colocados durante o tempo necessário para reduzir a contaminação, de forma a torná-los próprios para consumo humano.

Após este processo, são encaminhados para um centro de expedição para poderem ser colocados à venda no mercado, onde é garantida a qualidade do acondicionamento, da calibragem e da embalagem dos bivalves, evitando a sua contaminação.

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Canoagem

Fernando Pimenta nas meias-finais da Taça do Mundo

Em Poznan, na Polónia

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Foto: DR/Arquivo

Os canoístas Fernando Pimenta, de Ponte de Lima, e Joana Vasconcelos, do Porto, apuraram-se hoje para as meias-finais das provas de K1 de 1.000 e 200 metros, respetivamente, na Taça do Mundo de Poznan, na Polónia.

Na distância favorita, Pimenta, atleta do Benfica, venceu a sua eliminatória de forma confortável, em 3.33,121 minutos, batendo o norueguês Lars Magne Ullvang por 756 milésimos e o polaco Rafal Rosolski por 1,236 segundos.

O canoísta português disputará o acesso à final na sexta-feira.

Joana Vasconcelos foi terceira na sua eliminatória de K1 200 e qualificou-se para as meias-finais, a realizar no sábado, tendo cumprido o percurso em 43,222 segundos, numa prova vencida pela ucraniana Mariia Skoryk, enquanto a bielorrussa Marharyta Makhneva foi segunda.

Sexta-feira, disputam-se as eliminatórias dos 500 metros, com Portugal a competir com seis tripulações, incluindo Fernando Pimenta, João Ribeiro e Teresa Portela, em K1.

Em K2, Emanuel Silva fará equipa com Messias Baptista, dupla à qual se juntam João Ribeiro e David Varela em K4, tripulação que, no setor feminino, será composta por Joana Vasconcelos, Teresa Portela, Francisca Laia e Francisca Carvalho.

A seleção de canoagem tem como pontos altos esta época os Jogos Europeus, que decorrem em Minsk, na Bielorrússia, de 21 a 30 de junho, bem como o apuramento olímpico, de 21 a 25 de agosto.

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Alto Minho

Rio Minho repovoado com 600 mil salmões juvenis nos últimos 20 anos

Em acções conjuntas entre o lado e cá e o de lá

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Foto: Aquamuseu Vila Nova de Cerveira / Arquivo

O troço internacional do rio Minho foi repovoado, nos últimos 20 anos, com cerca de 600 mil salmões juvenis em ações conjuntas da Junta da Galiza e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Os números foram revelados hoje à agência Lusa pelo capitão do Porto de Caminha (um dos parceiros), Pedro Costa, a propósito da ação de repovoamento que vai decorrer, na sexta-feira, com sete mil exemplares juvenis de salmão, uma iniciativa integrada no projeto Migra Minho/Miño.

O Migra Minho/Miño, liderado pela Direção-Geral do Património Natural (DXPN), da Junta da Galiza, é desenvolvido no âmbito do Programa de Cooperação INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020 e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Teve início em 2017 e tem prazo de conclusão previsto para este ano.

O projeto, dotado de 2,2 milhões de euros, tem como áreas principais de intervenção “a criação de mais e mobilidade e acessibilidade no ‘habitat’ fluvial, mitigação de pressões, reforço e melhoria de populações de peixes migradores e a avaliação do impacto das ações desenvolvidas”.

Segundo os dados publicados na sua página na internet, em 2017 e 2018, o Migra Minho/Miño repovoou o rio com mais de 78 mil salmões juvenis, em ações conjuntas da DXPN e do ICNF.

O Migra Minho/Miño visa “a proteção e a gestão sustentável do espaço natural de fronteira que forma a bacia internacional do rio Minho, incluindo os seus afluentes ou tributários, através de uma melhoria das condições do ‘habitat’ fluvial e de medidas que melhorem o estado de conservação das populações de peixes migradores presentes no mesmo”.

Além da componente ambiental, este projeto “quer dar solução às exigências políticas e sociais de proteção e melhoramento do estado natural do troço internacional do rio Minho, mediante a conservação de um dos elementos chave mais ameaçados, as espécies de peixes migradores”.

“Isto contribuirá para a preservação e a valorização das atividades pesqueiras tradicionais, bem como ao desenvolvimento socioeconómico sustentável do território transfronteiriço, ao satisfazer as necessidades práticas das atividades comerciais como a pesca, o turismo ou o setor energético”, lê-se na página oficial do projeto ibérico.

As ações de repovoamento com salmonídeos e outras espécies no Troço Internacional do Rio Minho representam uma das competências da Comissão Permanente Internacional do Rio Minho (CPIRM), previstas no regulamento da pesca naquele troço e da qual fazem parte, entre outras, as entidades portuguesas e espanholas com competência em matéria de repovoamento, nomeadamente o ICNF e a Direção-Geral de Conservação da Natureza da Junta da Galiza.

Em declarações à Lusa, o capitão do porto e comandante da Polícia Marítima de Caminha, que preside à delegação portuguesa da CPIRM, explicou que “as ações de repovoamento de salmões no troço internacional do rio Minho decorrem desde 1999 e que, até aos dias de hoje, cerca de 600.000 salmões já foram colocados nas águas do rio internacional”.

Pedro Costa explicou que o repovoamento a realizar na sexta-feira irá decorrer entre Valença, no Alto Minho, e Tui, também para assinalar o Ano Internacional do Salmão.

Na ação participarão alunos com idades entre os 09 e os 10 anos, de duas turmas de escolas de Valença e Tui, que serão transportadas por embarcações da Polícia Marítima de Caminha e da Comandância Naval do Minho, de Tui.

O responsável adiantou que naquela ação estarão ainda envolvidas a NASCO – Organização para a conservação do salmão do Atlântico Norte e a NPAFC – Comissão do Pacífico Norte para as pescarias de espécies anádromas.

Na sexta-feira, a ação de repovoamento decorrerá entre as 10:30 e as 12:00 (hora portuguesa), com a participação da Autoridade Marítima Nacional, da Armada Espanhola, da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, da Junta da Galiza e do Aquamuseu do rio Minho, instalado em Vila Nova de Cerveira.

Na parte fluvial, a bacia internacional do rio Minho, é conhecida a presença de 24 espécies de peixes pertencentes a 14 famílias e repartidas em 18 espécies autóctones.

Entre estas seis são diádromas (incluindo a truta marisca), oito anfídromas, cinco residentes (incluindo a truta residente) e seis espécies alóctones.

Das espécies, 75% são autóctones e, destas, 21% apresentam um importante valor de conservação, já que são espécies endémicas a nível peninsular.

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