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Região

Professores “Lesados nos Descontos” intensificam luta contra “injustiça e discriminação”

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Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

O Grupo de Professores “Lesados nos Descontos” intensifica a sua luta contra “a injustiça e a discriminação” que continua a afetar diariamente aqueles docentes, tendo agora ido à porta da Segurança Social de Braga, realizar uma concentração, para sensibilizar a tutela.

Este grupo, de inspiração minhota, nascido entre professores dos distritos de Braga e de Viana do Castelo, mas já com dimensão nacional, tem vindo a pugnar “para a necessidade de correção do tempo que é declarado para aos Serviços da Segurança Social de todos os docentes, independentemente do número de horas que constam nos respetivos contratos”.

Ricardo Pereira, professor, de Viana do Castelo, afirmou a O MINHO que “um professor com horário completo, mas distribuído por duas escolas, nunca tem 30 dias de descontos contabilizados, pois a fórmula encontrada é errada, como concluiu o Tribunal de Sintra”.

“Representamos 2.705 professores que já estão neste ano letivo a lecionar com horários incompletos, estando aqui com dois representantes de Viana do Castelo e um de Braga, o facto de ter escolhido Braga é por ser a capital do Minho”, como explicou Ricardo Pereira.

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Segundo o mesmo professor, “pretendemos alertar a tutela, neste caso a Segurança Social e porque é uma das parceiras, que estão a emanar fórmulas erradas para a contabilização do tempo de serviço, que deve ser sempre 30 dias de trabalho mensal, pois os professores trabalham a tempo inteiro, não a tempo parcial, conforme acórdão do Tribunal de Sintra”.

Ainda segundo Ricardo Pereira, “em professores com 18 horas letivas, há a discrepância de dias declarados de trabalho à Segurança Social, com escolas a declarar número de dias fixo mensalmente, outras que variam consoante feriados e outras situações, enfim, para 18 horas, há escolas a declarar 30 dias, 27, 21, e etc., o que constitui uma anarquia total”.

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

“Há também casos em que na mesma escola, durante todo o ano letivo, para um horário de 18 horas, o mesmo salário, mesmos descontos, mas tempo contabilizado é diferente”, como refere também Ricardo Pereira, do Grupo de Professores “Lesados nos Descontos”.

“Efetuamos inúmeras diligências relativos aos grupos parlamentares, até à data somente o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português produziram documentação sobre este assunto”, salientou a O MINHO Ricardo Pereira, durante a concentração, em Braga.

Às dezenas de docentes queixando-se de “injustiça e discriminação”, juntaram-se ainda os ativistas Sindicato de Todos os Professores (STOP), com uma autocaravana, tendo André Pestana revelado que “esta autocaravana, com mais de 20 anos, vai percorrer todos os distritos de Portugal continental, simbolizando desse modo aquilo que muitos milhares professores sentem todos os anos e que é a sua grande instabilidade e a sua precaridade”.

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Vila Verde

Festa do Caldo do Pote vai servir dezenas de sopas diferentes

Evento espera contar com mais de mil pessoas.

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Foto: DR

Os antigos potes em ferro estão, de novo, no centro de todas as atenções em Sabariz, no concelho de Vila Verde, já que a população local e das freguesias vizinhas do Vale do Homem trabalham já para que tudo esteja pronto para, no próximo sábado, dia 22, ao final da tarde sirvam a mais de mil pessoas os sabores dos caldos feitos à moda antiga da aldeia.

É a Festa do Caldo do Pote, num serão de sábado que promete muita animação, onde mais de duas dezenas de homens e mulheres vão dedicar-se a confecionar os mais diversos caldos, com os potes em ferro, sobre o lume de diferentes fogueiras a lenha espalhadas por um terraço ao ar livre.

Estão previstos 24 caldos diferentes, estimando-se que venham a ser confecionados cerca de 1.500 litros de caldos à moda antiga, pois não há recurso a aparelhos elétricos e, tal como no tempo das boas cozinheiras deste mundo rural em que não havia varinhas mágicas, a batata cozida, por exemplo, é esmagada à colher.

Os produtos hortícolas são colhidos do campo e oferecidos pelas pessoas da terra que vão estar a preparar os caldos. Couves, repolho, nabos, nabiças e os mais variados feijões, sem esquecer as boas carnes – de vaca, porco ou galinha –, fazem parte do leque de ingredientes.

Os potes de caldo, expostos numa fileira com as respetivas fogueiras e com os vastos ingredientes bem visíveis ao público, assumem tamanhos variados, desde os 100 e 80 litros de capacidade até aos de menor dimensão, como 40 e 30 litros.

A variedade de caldos vai desde o de Pedra ao de Galinha, à Lavrador, de Ossobuco, de Farinha e o de Bacalhau. Além das propostas a apresentar por emigrantes vindos de França, Suíça e Alemanha, a listagem inclui os caldos de Ministros, Rabo de Boi, Feijão do Campo, Feijão Mireinho com Castanhas e o tradicional Caldo Verde, entre outros.
Num ambiente de festa e boa animação popular, todas as pessoas, de diferentes idades, podem provar os caldos que entenderem.

A entrada tem um preço de quatro euros, que inclui a oferta de um ‘kit’ (com oferta de malga, colher e broa) e as pessoas podem comer de todos os caldos que entenderem.

É um desafio para um final de tarde de sábado com muito convívio e recordação da saudável gastronomia campestre do interior minhoto, no recinto da sede da Junta de Freguesia de Sabariz, no centro da localidade, a festa inclui feira de produtos agrícolas e animação popular, afirmaram a O MINHO o presidente da Junta de Freguesia de Sabariz, Fernando Silva, com outro fundador, Mário Fernandes, da Associação Popular de Sabariz e sendo ambos quem desde o início do evento que se tornou um êxito, a têm impulsionado.

Integrada na Rota das Colheitas, promovida pelo Município de Vila Verde, a Festa do Caldo do Pote é organizada pela Junta de Freguesia e pela Associação Popular de Sabariz.

No recinto, que abrirá ao público a partir das 17h00, mas onde os caldos são servidos apenas a partir das 19h00, estão ainda disponíveis pataniscas – confecionadas igualmente sobre lume a lenha.

Forasteiros até da Galiza

É um evento anual de grande mobilização popular, que junta gentes vindas de todo o país e também da Galiza, incentivando a população para a recuperação dos antigos potes de ferro, considerados hoje verdadeiros artigos de luxo, mas que foram deixados quase em desuso por força de alternativas mais cómodas nas cozinhas modernas.

As cozinheiras e cozinheiros vêm das mais diferentes áreas de atividade, desde domésticas, professoras e assistentes sociais, a madeireiros, maquinistas e construtores. São quase todos de Sabariz, a que se juntam também moradores de freguesias vizinhas do Vale do Homem, acrescentaram a O MINHO ambos os organizadores.

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Região

Inquérito judicial: AIMinho afirma que o seu ex-presidente não mexeu num tostão

Processo conta com mais de 50 arguidos.

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António Marques, ex-presidente da AIMinho. Foto: Divulgação / AIMinho

O inquérito do DIAP à Associação Industrial do Minho (AIMinho) tem já mais de 50 arguidos, entre eles o ex-presidente, António Marques e quatro outros membros da Comissão Executiva. Envolve verbas estatais e europeias de 18 milhões de euros. O super-juiz Carlos Alexandre determinou uma caução de 500 mil euros ao ex-presidente, e outras, de 10 a 60 mil, aos restantes dirigentes. Mas – diz fonte da AIMinho – nada foi encontrado que indiciasse corrupção, em proveito pessoal, dos visados.

Uma outra fonte ligada ao processo garantiu a O MINHO que a vida pessoal e as contas bancárias do empresário foram escrutinadas pela investigação, nada de irregular se tendo encontrado, quer em termos de dinheiro quer de bens móveis ou imóveis: “ficou provado que, tudo o que tem foi ganho enquanto administrador no grupo Espírito Santo e como empresário. Nem um tostão a mais foi encontrado, em Portugal ou no estangeiro”, disse.

O inquérito judicial – ainda sem acusação – arrancou em 2013 na sequência de uma denúncia anónima. Envolveu buscas da PJ a casa dos dirigentes e a instituiçoes e empresas ligadas à AIMinho. Entre elas, o IDITE-Minho, Instituto de Desenvolvimento Tecnológico do Minho, o IEMinho – Instituto Empresarial do Minho (de Vila Verde), o BIC-Minho (uma incubadora de empresas de Braga), e a ADRAVE- Associação de Desenvolvimento Regional do Ave (de Famalicão), entidade entretanto extinta.

Entre os 50 arguidos estão, ainda, formadores e formandos de cursos, gestores dos institutos e de empresas de consultadoria da região. São suspeitos de mau uso de fundos estatais e comunitários e de falsificação contabilística.

O “bolo” total, 18 a 19 milhões, integra verbas para ações de formação, para iniciativas de modernização de empresas e, também, para a criação de um «cluster» empresarial da construção civil na região, para captar obras no estrangeiro.

A mesma fonte assegurou que todas as ações financiadas foram executadas, tendo sido já devolvidos os dossiers levados pela PJ: “as pessoas e as empresas foram todas ouvidas. E nada consta no inquérito que prove o contrário”, disse.

Acrescenta que o ex-líder da AIMinho deu todas as explicações ao juiz, e que, “estranhamente”, este se desdobrou em perguntas sobre o antigo BES (Banco Espírito Santo) que nada tinham a ver com o assunto. “Isto é uma tentativa de assassinato de caráter”, alvitra.

Há dias, os credores da AIMinho, que deve 12 milhões de euros, votaram, no Tribunal de Famalicão a sua liquidação. O voto contra do Novo Banco, credor de cinco milhões, foi decisivo.

O ex-presidente da AIMinho, António Santos “não tem reservas” em dizer que António Marques não pegou nem num tostão. “É triste ver um homem sério, que deu 12 anos de trabalho, de borla, em prol do desenvolvimento regional, ver o seu bom nome denegrido, sem razão válida”, disse a O MINHO.

Recorde-se que, já em dificuldades de tesouraria, a AIMinho viu, em 2015, a Agência de Coesão suspender-lhe os pagamentos de projetos executados e o Ministério Público determinou, em 2018, como coação, a proibição de se candidatar a fundos comunitários em janeiro de 2018

A AIMinho tem edifícios em Braga e em Viana do Castelo, de 3,6 milhões de euros. E participações no Idite-Minho-Instituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica, no IEMinho (Instituto Empresarial do Minho), e no BIC-Minho.
Investiu, também, com a Câmara de Monção, na construção de um parque empresarial em Monção, o MinhoPark, com 90 hectares.

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Alto Minho

Melgaço. Reunião descentralizada do executivo realiza-se em Gave

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O executivo municipal da Câmara de Melgaço vai reunir-se, na quarta-feira, às 14:30, na freguesia de Gave em sessão descentralizada, informou hoje aquela autarquia.

Segundo aquele município, “as sessões públicas têm percorrido as várias freguesias do concelho, garantindo, assim, a descentralização do funcionamento do órgão deliberativo municipal com o objetivo de envolver a população, proporcionando-lhes uma maior possibilidade de participação na gestão do território”.

Castro Laboreiro, Penso, Cristóval e Prado foram as freguesias que já receberam as reuniões descentralizadas do executivo municipal.

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