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Barcelos

Professora acusada de agredir aluno de 10 anos na sala de aula em Barcelos

Escola abriu processo interno de averiguações

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Foto: DR / Arquivo

Uma professora de uma escola de Barcelos é acusada de agredir um aluno de 10 anos na sala de aula. O estabelecimento de ensino abriu um processo interno de averiguaões. A mãe apresentou queixa na PSP.

A situação aconteceu na tarde da passada terça-feira durante uma aula de apoio na Escola Rosa Ramalho, em Barcelinhos.

A professora, que leciona Português, terá esbofeteado o aluno, do 5.º ano, em frente aos colegas da turma, alegadamente devido a uma “palavra feia”, contou a O MINHO a mãe do menino, Amanda Hannouche.

“O meu filho tem um comportamento hiperativo. Às vezes faz piadinhas e, aparentemente, falou uma palavra que foi mal interpretada, ou um palavrão. Pelo que contou, ele disse ‘filho da polícia’, mas a professora entendeu outra coisa e deu-lhe um estalo em frente a toda a turma, o que foi humilhante. Todos os colegas se riram na cara dele”, afirma a encarregada de educação.

“O ‘bullying’ já é uma coisa que não conseguimos controlar, se um adulto que é responsável tem uma atitude destas na sala de aula, quem vai dizer aos outros alunos para não o fazerem?”, questiona Amanda Hannouche, que foi alertada para a situação por outra mãe, cuja filha presenciou a cena.

Menino nada contou à mãe

O menino de 10 anos nada contou á mãe, “porque estava com medo”. Tendo, então, sido avisada pela outra mãe, Amanda Hannouche só ouviu a versão do filho já na reunião tida com a diretora do Agrupamento para discutir o caso.

Entretanto, o aluno do 5.º ano “não queria” voltar à escola, mas continua a ir “para não ter nenhum problema de faltas”. “Continua a fazer aulas com ela [a professora acusada de o agredir] até resolver a situação, mas quero ver se o consigo transferir de escola ainda esta semana”, adianta a mãe.

Amanda Hannouche denunciou a situação no Agrupamento e ontem também já participou o caso à PSP: “Só falta o meu filho dar o depoimento para completar a queixa”.

Escola investiga

Contudo, por parte da escola, a mãe sente que “estão a tentar proteger a professora”. “Querem arranjar algum argumento que justifique o que ela fez”, observa.

Questionada por O MINHO, a presidente do Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho, Maria Paula Abreu, adiantou que foi aberto um inquérito interno de averiguações para determinar o que se passou, escusando-se, devido a esse motivo, a fazer mais comentários ao caso.

O MINHO tentou, também, através do Agrupamento de Escolas, chegar à fala com a professora em questão, mas tal não foi possível.

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