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Região

Praia em Vila Verde interdita a banhos há um mês com Câmara a contestar análises

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A delegada de Saúde Regional do Norte informou que se mantém a interdição a banhos da praia fluvial do Faial, em Prado, Vila Verde, decretada há quase um mês e contestada pelos autarcas locais.


“Informamos que se mantém a interdição do uso das águas para fins balneares, por ainda não haver evidência analítica de que a qualidade da água não põe em risco a saúde dos utilizadores”, refere a delegada de Saúde.

A praia fluvial do Faial está interdita a banhos desde 30 de junho, depois de análises que indicaram contaminação microbiológica da água com salmonelas.

Na sequência desta interdição, a Câmara de Vila Verde promoveu a colheita de água em dois pontos do rio, no mesmo dia, hora e local, enviando-a para análise no laboratório da Autoridade de Saúde e num laboratório particular contratado pelo município e certificado e acreditado para o efeito.

“Os resultados revelaram-se contraditórios, ou seja, positivo no laboratório da Autoridade de Saúde e negativo no laboratório que realizou as análises para o município. É pertinente colocar a seguinte questão: como é possível que laboratórios diferentes apresentem resultados diferentes com amostras de água colhidas no mesmo dia, hora e local?”, insurgiu-se o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela.

Na última segunda-feira, Vilela, em declarações aos jornalistas, disse ser “incompreensível” a manutenção da interdição e sugeriu mesmo à Autoridade de Saúde para recorrer a um outro laboratório certificado.

Já a Administração Regional de Saúde do Norte vincou que o Laboratório Regional de Saúde Pública (LRSP) da região “pauta as suas funções por um elevado profissionalismo e zelo” e utiliza métodos “normalizados ou métodos internos, validados e devidamente documentados”.

“Na seleção dos métodos a utilizar, o LRSP tem em conta a legislação nacional e comunitária, as normas internacionais, regionais ou nacionais e as especificações do fabricante do equipamento”, acrescenta.

Aquando da interdição da praia do Faial, foi também colocada a bandeira vermelha na praia de Merelim, em Braga, que fica na margem contrária.

Há cerca de 10 dias, a Autoridade de Saúde levantou a interdição na praia de Braga.

“Esta situação revela-se muito estranha uma vez que quem acede ao rio pela margem esquerda, ou seja, no concelho de Braga encontra água própria para banhos, enquanto aqueles que decidirem ter acesso às mesmas águas pela margem direita, ou seja na praia fluvial do Faial no concelho de Vila Verde, encontram a bandeira vermelha”, criticou António Vilela.

Segundo o autarca, esta situação “ainda se torna mais estranha na medida em que foi identificado um possível foco de contaminação que tem precisamente origem na margem esquerda”.

O presidente da Junta de Freguesia de Prado, Paulo Gomes, já hasteou uma bandeira preta na praia do Faial, em forma de protesto e de luto pelos prejuízos decorrentes da impossibilidade de utilização daquelas águas parta banhos.

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Cávado

Carro arde na EN13 em Esposende

Incêndio

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Foto: Octávio Lopes / Facebook

Um carro pegou fogo, na tarde desta terça-feira, na Estrada Nacional 13, em Apúlia, no concelho de Esposende.


Os Bombeiros Voluntários de Fão apagaram as chamas. Não há feridos a registar.

Não foi possível apurar as circunstâncias em que se deu o incêndio.

O alerta para os bombeiros foi dado às 18:15.

Os Voluntários de Fão mobilizaram para a ocorrência nove operacionais e três viaturas.

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Região

Tribunal de Braga julga 16 suspeitos de tráfico de droga em vários concelhos

Julgamento no Pavilhão de Maximinos

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Foto: DR / Arquivo

O Tribunal de Braga começa, esta quarta-feira de manhã, no pavilhão desportivo de Maximinos, o julgamento de 16 arguidos, acusados de tráfico droga em Braga, Amares, Terras de Bouro, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Famalicão e Porto.


Sete dos arguidos estavam em prisão preventiva, mas passaram para domiciliária com pulseira eletrónica, por causa da pandemia.

A acusação diz que vendiam canábis(resina), heroína, cocaína e MDMA, para consumo ou revenda.

O Procurador concluiu que Gonçalo Martins, um dos principais arguidos, vendeu drogas entre 2014 e 2018, fazendo-o a partir de telefonemas com consumidores e revendedores. Para tal, usava linguagem codificada, com expressões como “tomar café, beber um fino, traz tabaco e arranja peixe”.

Para além dos telemóveis, recorriam às redes sociais, entre as quais o Messenger, o Instagram, o WhatsApp, o Snpachat e o Telegram.

Em Braga, vendiam ao lado da loja De Borla, na zona dos bares da Sé, no largo dos Bombeiros Voluntários, junto aos bares da zona da Universidade do Minho, perto da pastelaria Bracarum, numa área erma de Montariol e na Cividade. Por vezes, as vendas eram feitas em autocarros entre Braga e Vila Verde.

A investigação foi feita pelo NIC (Núcleo de Investigação Criminal) da GNR da Póvoa de Lanhoso, que procedeu a dezenas de escutas telefónicas e a vigilâncias com captação de imagens.

A GNR apreendeu quatro carros, telemóveis, tablets, computadores, drogas, dinheiro, munições e artefactos ligados ao tráfico. O MP quer que sejam declarados como perdidos a favor do Estado.

O processo conta com 161 testemunhas: 31 militares da GNR e 130 consumidores.

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Braga

Feirantes do mercado de Braga deixam protestos e aceitam novo local temporário

Após resposta escrita da Câmara

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Os 109 feirantes que operavam no exterior do mercado municipal de Braga decidiram passar para a Alameda do estádio, aceitando, assim, a proposta que lhes havia sido feita pela Câmara.


A primeira feira era para ocorrer já nesta quinta-feira, mas ficou adiada para sábado, de forma a que a delimitação dos espaços esteja concluída.

Ontem mesmo, à noite, um grupo de feirantes esteve no local e começou a delimitar espaços no chão. E ao que o MINHO apurou, um outro grupo, este com direito a ter um espaço no local, já que pertence aos que trabalhavam no mercado, soube do facto e apareceu no local, para impedir demarcações abusivas. “Pegaram-se de razões e só não houve colisão física porque apareceu a Polícia Municipal e a PSP”, disse um dos envolvidos.

Feirantes entregam na Câmara de Braga abaixo-assinado com mil subscritores

A mudança para a zona do novo estádio deve-se ao facto de, na segunda-feira, ter chegado ao advogado do grupo, Francisco Peixoto, uma resposta escrita da Câmara ao abaixo-assinado que lhe fora entregue na passada sexta-feira, na qual se repete que está garantido o seu regresso a este local, logo que acabe a pandemia. Assim sendo, e dado que a carta está assinada por Ricardo Rio, os comerciantes aceitaram fazer a feira, às quintas e aos sábados, na Alameda do Estádio.

Hélder Oliveira, porta-voz do grupo, confirmou ao MINHO que também terminam as ações de protesto que os comerciantes vinham fazendo junto aos Paços do Concelho, há mais de uma semana.

Na resposta ao abaixo-assinado, Rio escreve que a feira “retomará a sua atividade na Praça do Comércio, mas exclusivamente na rua traseira do Lar Conde de Agrolongo, conforme foi, de resto, definido no projeto de requalificação do mercado”.

Sublinha, ainda, que a feira naquele local fica “proibida até que se ultrapassem as condições derivadas da pandemia, e independentemente da evolução da obra em curso”, ou seja, a feira regressa à Praça logo que as condições sanitárias o permitam.

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