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Populares de Ponte da Barca exigem rápida reabilitação de pavilhão fechado desde 2017

Em Entre Ambos-os-Rios

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Foto: DR

Populares da aldeia de Entre Ambos-os-Rios, situada à entrada do Parque Nacional Peneda Gerês (PNPG), na União de Freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil, Ponte da Barca, exigem a rápida reabilitação do pavilhão desportivo, interditado, desde 2017.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, explicou que as obras de reabilitação do pavilhão, suspensas desde fevereiro de 2021, foram retomadas “nos primeiros dias deste mês e deverão estar concluídas em finais de fevereiro, num investimento que ronda os 70 mil euros”.

“A escola básica de Entre Ambos-os-Rios é a única do agrupamento sem pavilhão para a prática do desporto escolar. A Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Entre Ambos-os-Rios, que cedeu o local onde tinha campo de futebol e balneários para a construção do pavilhão, ficou sem a sede e espaço para as suas atividades. A população não tem onde realizar ações recreativas ou desportivas”, afirmou hoje à agência Lusa Tanya Pires.

Mãe de duas crianças e moradora no lugar de Lourido, em Entre Ambos-os-Rios, Tanya Pires é uma das subscritoras do abaixo-assinado enviado, em dezembro, ao presidente da Câmara de Ponte da Barca, e “ainda sem qualquer resposta”.

“Foram reunidas várias assinaturas de pessoas da aldeia e de outras que, mesmo não morando na União de Freguesias, concordam que é um ultraje um investimento tão grande, e que tanta falta faz, estar ao abandono e a degradar-se de dia para dia”, sublinhou Tanya Pires, que também integra a direção da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Entre Ambos-os-Rios.

Em causa está o pavilhão gimnodesportivo, construído junto ao centro escolar de Entre Ambos-os-Rios, ambos inaugurados em outubro de 2010 pela então ministra da Educação, Isabel Alçada.

Na altura, era presidente da câmara local o socialista Vassalo Abreu, que apontou um investimento de 2,5 milhões de euros na construção dos dois equipamentos.

“Apesar de ter custado quase 1,5 milhões de euros, o pavilhão começou, em pouco tempo, a meter água, mas mesmo assim foi sendo utilizado para jogos de futebol e outras atividades. Em fevereiro de 2017, um minitornado levantou parte do telhado. O pavilhão foi interditado com a justificação de que o edifício teria sofrido danos estruturais. Apesar das repetidas promessas de reabilitação, as obras não avançam e o pavilhão continua a degradar-se”, explicou Tanya Pires.

Há cinco anos, Tanya e a família deixaram Lisboa para iniciar em Ponte da Barca o “projeto de uma vida”, atraídos pela “natureza, calma, paz e segurança”.

“Temos aqui uma das escolas mais bonitas do país, inserida no PNPG. A escola básica de Entre Ambos-os-Rios tem condições fantásticas. Infelizmente, há cada vez menos crianças. Na freguesia de Germil há 20 anos que não nascem crianças. Ainda assim, este ano letivo há 63 meninos e meninas entre o pré-escolar e o 4.º ano de escolaridade, alguns de lugares vizinhos, como o Soajo”, disse.

Tanya Pires, eleita nas últimas eleições autárquicas para a Assembleia de Freguesia, garantiu terem sido feito “muitos os pedidos à Câmara de Ponte da Barca para dar início às obras no pavilhão”, mas sem sucesso.

Segundo o presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, o pavilhão está interditado desde fevereiro 2017, na sequência de “condições climatéricas muito adversas que causaram danos estruturais no edifício”.

O autarca disse ter sido “acionado o seguro e contactado o autor do projeto, sendo que em ambos os casos foram declinadas responsabilidades”.

Por se tratar de “um equipamento extremamente importante, e para a população não continuar privada da sua utilização, a câmara “decidiu não esperar pelos tribunais, onde pretende apurar a responsabilidade dos danos e avançou com a reparação do pavilhão, abrindo concurso público em 2020”.

A obra foi adjudicada em fevereiro de 2021, mas a empresa responsável pela intervenção detetou “danos ainda mais graves, com fissuras de 45 graus nos pilares do edifício e pediu a intervenção de técnicos municipais”.

“Foi necessário fazer uma reavaliação e adequação do projeto de reparação aos problemas estruturais graves detetados. Encontrámos uma solução adequada e a obra recomeçou nos primeiros dias janeiro e estará concluída em finais de fevereiro”, sublinhou Augusto Marinho.

Augusto Marinho disse “compreender perfeitamente a angústia da população”, com quem está “solidário e preocupado”, mas sublinhou que, por se tratar de um “equipamento com utilização intensiva, sobretudo por crianças e jovens, o município não pode correr riscos ao nível da segurança dos utilizadores do espaço.

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