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Ponte de Lima

Ponte de Lima. Campeões mundiais regressam e são recebidos como heróis

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Os novos heróis da Escola Secundária de Ponte de Lima regressaram esta sexta-feira após a conquista do Campeonato do Mundo de Land Rover 4×4 In Schools. Num encontro com todos os colegas, professores e membros da direção, houve emoção, orgulho, e o Hino Nacional cantado por todos. Luís Ligeiro, Diogo Cerqueira, Hugo Oliveira e o professor Carlos Urbano Rodrigues não esconderam a alegria e partilharam a conquista com todos.

“É um reconhecimento por parte de toda a comunidade escolar, que nos foram fazer uma receção no aeroporto e hoje fizeram essa surpresa, não estávamos a contar. O trabalho também reflete muito o que toda a comunidade escolar teve perante todo o projeto, que foi uma ajuda permanente, que refletiu pela imagem desses quatro alunos, mas por trás tem o trabalho de toda uma escola. De uma direção, do serviço administrativo, dos funcionários auxiliares, de todos os grupos disciplinares, como o departamento de línguas, que disponibilizou uma professora para nos acompanhar. Estamos muito gratos, mas todos eles estão de parabéns”, disse o professor ao O MINHO.

“Sermos recebidos no aeroporto pelos nossos colegas, pela nossa família é uma sensação incrível. É um reconhecimento pelo trabalho que fizemos. Chegar aqui e ter a escola toda, diretora, professores a dizer parabéns, dizer que orgulharam a escola e o país, nunca vou esquecer. Uma sensação incrível, algo muito bom mesmo“, completou Luís Ligeiro ao O MINHO.

Para ganhar o Mundial, a equipa K-Evo enfrentou 25 equipas de 17 países diferentes. Por ser uma escola pública e não ter a mesma verba, Carlos Urbano Rodrigues sublinha que foi preciso ter criatividade para enfrentar alguns percalços, nomeadamento o transporto do material.

“A maior parte das equipas teve dinheiro para fretar navios e levar tudo para Abu Dhabi. Nós não tínhamos essa possibilidade. O que conseguimos foi em mala de porão, tivemos a imaginação. Mesas, telas, tudo, meter em malas, essa foi a preocupação. A construção era a preocupação, mas como tínhamos reconhecimento do que não correu tão bem no passado, tentamos melhorar”, explica.

Por isso, eram ainda mais argumentos para que os jovens sentissem orgulho de mostrar as bandeiras de onde vinham.

“O prazer que a gente sentiu que esses quatro alunos tiveram de estar com as bandeiras de Portugal, de Ponte de Lima e da escola, mesmo antes de serem campeões mundiais. Faziam sempre questão de mostrar a origem, que era uma escola pública”, conclui Carlos.

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