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Alto Minho

Ponte da Barca pede redução de portagens na autoestrada A3

Mobilidade

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, pediu hoje à ministra da Coesão Territorial que a redução das portagens na autoestrada 3 (A3), entre Braga e Valença, seja incluída no programa de valorização do interior.


“A A3 apresenta-se hoje como a principal via de ligação dos concelhos do Alto Minho à região em quem se encontra, e ao país, assim como se configura como a principal via de acesso à Galiza”, destaca o autarca social-democrata Augusto Marinho, citado num comunicado hoje enviado às redações.

Segundo o autarca de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, aquela autoestrada “é deveras importante para a promoção e divulgação das potencialidades do concelho e do Alto Minho, estratégica para a localização industrial e empresarial, para o turismo e para a atração de investimento”.

Para Augusto Marinho, “à semelhança de outras vias do interior do país onde está prevista a redução das portagens, o Alto Minho enquanto território do interior e de baixa densidade, não pode ser prejudicado”.

“Muito pelo contrário, pois existem mecanismos de financiamento em que a eventual redução do valor das portagens pode encontrar acolhimento como é o caso do programa de valorização do interior, que substituiu o programa nacional para a coesão territorial”, reforça.

Para o autarca sublinha que “o atual executivo definiu o desenvolvimento económico como prioridade de atuação municipal, e que esta medida de boa vontade do Governo, poderá garantir uma maior competitividade e atratividade para as empresas, geradora de emprego e rendimento, bem como poderá garantir a fixação de pessoas”.

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Alto Minho

Restaurante de hotel em Caminha fecha e manda seis pessoas para o desemprego

Sindicato contesta

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Foto: Hotel Meira

O Sindicato de Hotelaria, Turismo e Restaurantes do Norte denunciou hoje que o Hotel Meira, em Vila Praia de Âncora, Caminha, tenciona despedir seis trabalhadores e encerrar o seu restaurante, alegando quebra na faturação devido à covid-19.

“Nestes últimos anos o restaurante tem dado lucro, sempre deu lucro. A pandemia de covid-19 é uma questão circunstancial. Se forem cumpridas todas as medidas decretadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) não inviabiliza que o restaurante continue a funcionar. Não há motivo nenhum para a empresa fazer este despedimento coletivo”, afirmou hoje Nuno Coelho.

Contactado pela Lusa, Nuno Coelho, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, adiantou que “foi o restaurante que deu nome ao hotel” localizado naquela freguesia de Caminha, no distrito de Viana do Castelo.

“Não é um restaurante só para os hóspedes do hotel, é um restaurante que está aberto ao público”, sustentou, adiantando que a “intenção” de encerramento do espaço e de despedimento dos seis dos seus 31 funcionários da unidade hoteleira foi transmitida pela administração, numa reunião com os delegados sindicais.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela agência Lusa, a administração do Hotel Meira informou que “o desempenho económico negativo do restaurante é estrutural, tendo sido significativamente agravado pela crise pandémica da covid-19”.

“Manter o restaurante Meira em funcionamento, no seu modelo atual, compromete a viabilidade económica da empresa, já que tem sido o alojamento a compensar os resultados negativos acumulados do restaurante”, sustenta a administração.

No esclarecimento à Lusa, a administração daquela unidade hoteleira garantiu ainda “que, do ponto de vista legal, estão a ser cumpridos todos os procedimentos e negociações com os trabalhadores em causa”.

Na nota hoje enviada às redações, o sindicato do setor afirmou que “o motivo alegado pela empresa não é legal”.

“É temporário e circunstancial”, refere a estrutura sindical, referindo “opor-se ao despedimento coletivo e pedindo a sua suspensão”.

Segundo o sindicato, “o hotel tem muitas reservas de grupos e clientes individuais com serviço de meia pensão e que o restaurante é fundamental para o futuro do hotel”.

“Sem restaurante o hotel pode correr sérios riscos. Há 85 anos, a empresa era constituída pelo seu restaurante com pensão. Foi o restaurante e o seu serviço esmerado que permitiram a transformação da antiga pensão num moderno hotel. Por isso, ao longo destes anos, o restaurante sempre foi fundamental para a viabilização desta empresa familiar”, sustenta o sindicato.

O sindicato acrescenta que “na reunião de informação e negociação, o perito da comissão sindical alertou que o encerramento do restaurante pode pôr em causa o futuro do hotel, chamando a atenção que a empresa recorreu ao ‘lay-off’, recebeu apoios do Estado”.

“Contudo, a administração do Hotel Meira, como tem o despedimento coletivo como facto consumado, como quer despedir à força seis trabalhadores, ainda que para o fazer tenha de encerrar um restaurante que lhe deu nome e dá vida à empresa há 85 anos, não quer saber dos formalismos, motivos, fundamentos ou critérios. Quer resolver rápido e à força, esquecendo-se das consequências sociais dos seus atos”, acrescenta a nota.

O sindicato disse ainda ter “requerido informação complementar para aferir dos fundamentos, motivos e critérios alegados pela empresa”, para um despedimento coletivo que considerou não ter “pés nem cabeça”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.360.914 mortos resultantes de mais de 56,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.701 pessoas dos 243.009 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Alto Minho

Empresários do Alto Minho exigem “mais e melhores apoios”

Economia

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Foto: AEVC / 2019

A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) exigiu hoje ao Governo “mais e melhores apoios” para “salvar” as micro e pequenas empresas e manter “muitos postos de trabalho”.

“Para salvar empresas e postos de trabalho, as empresas necessitam urgentemente de liquidez”, avisou a AEVC.

Em comunicado hoje enviado às redações, a AEVC, que representa cerca de 1.100 associados dos concelhos de Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença e Paredes de Coura, considerados de maior risco de propagação da covid-19, apontou o prolongamento do regime de ‘lay off’ e das moratórias”.

“Os sectores mais afetados terão de beneficiar de taxas reduzidas do IVA e de isenção temporária da Taxa Social Única (TSU). Os próximos apoios financeiros às empresas, para comparticipar o denominado Fundo Social Europeu (FSE) terão de ter maior dimensão e uma elevada componente a fundo perdido”, especificou.

A AEVC, que tem sede na capital do Alto Minho, apontou ainda “o perdão temporário das rendas, e maior rapidez na implementação das medidas”.

“Não poderemos continuar a assistir ao enorme desfasamento temporal entre o anúncio de uma medida, a sua regulamentação e disponibilização e a entrada dos apoios nos cofres das empresas”, refere a nota.

A AEVC defende ainda ser “fundamental introduzir estímulos à procura e medidas de apoio adicionais, nomeadamente, o aumento significativo dos montantes previstos para o programa APOIAR.PT, e a urgente disponibilização do programa ADAPTAR 2.0”.

A associação reclama ainda “apoio às quebras na faturação da restauração, que terá de ter em conta períodos homólogos de 2019 e não os terríveis meses de 2020 e o perdão de 50% das rendas comerciais, com início em abril de 2020, pelo menos durante um ano”.

“É fácil? Não. É possível? É.É viável? Terá de ser. Como representantes destas empresas, a quase generalidade micro e pequenas empresas, reivindicamos mais e melhores apoios. Serão salvas muitas empresas, serão mantidos muitos postos de trabalho”, remata a nota.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.350.275 mortos resultantes de mais de 56,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.701 pessoas dos 243.009 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Viana do Castelo

Acesso ao porto de mar de Viana do Castelo fica circulável até final de dezembro

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O presidente da Câmara de Viana do Castelo garantiu hoje que o acesso rodoviário ao porto de mar abre à circulação até final de dezembro, após dois meses de suspensão da obra, contestada pelo abate de 30 árvores.

“Se tudo correr bem, teremos a via aberta à circulação até ao final do mês de dezembro, mas a obra não estará concluída na sua totalidade. Os acabamentos e arranjos finais irão prolongar-se por mais um mês”, afirmou hoje José Maria Costa.

Questionado pelos jornalistas no final da reunião camarária, o autarca socialista referiu terem sido abatidos os plátanos necessários à construção de uma rotunda, prevista na última fase dos acessos ao porto de mar da cidade.

José Maria Costa explicou que o município avançou com uma resolução fundamentada de interesse público, para contestar a providência cautelar movida pelo PAN junto do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga, procedimento que “suspendeu o que foi intentado”, permitindo o retomar da construção daquela via.

Os trabalhos foram retomados na terça-feira.

“A Câmara cumpre escrupulosamente a lei, como não podia deixar de ser. Dada a importância da obra e do seu interesse público, o município de Viana do Castelo avançou com uma resolução fundamentada. Esse facto foi comunicado, no dia 12 de novembro ao autor da ação, ao PAN, ao seu mandatário judicial, ao empreiteiro da obra e ao TAF de Braga, e que legitima a execução dos trabalhos de forma imediata”, reforçou.

Em causa está o abate de 30 dos 170 plátanos existentes nos 628 metros da avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, para a construção de uma rotunda, prevista na última fase dos acessos ao porto de mar da cidade.

A construção da rotunda foi travada no dia 11 de setembro.

Inicialmente, foi embargada por moradores naquela avenida que, entretanto, chegaram a acordo com a autarquia.

A construção dos acessos rodoviários ao porto de mar foi iniciada em fevereiro de 2019. Os novos acessos, com 8,8 quilómetros e reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura, e representam um investimento superior a nove milhões de euros.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

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