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Braga

Polémica das praxes na UMinho. Junta de Gualtar acusa “Papa” de mentir

Associação Académica demarca-se

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A Junta de Freguesia de Gualtar, onde fica localizado o campus da Universidade do Minho em Braga, acusou hoje o “Papa da Academia Minhota”, Pedro Domingues, de mentir quando referiu ao jornal Público que as autoridades autárquicas tinham sido contactadas por causa do regresso presencial das praxes.

Em comunicado enviado às redações, Junta manifesta “repúdio pelas afirmações do estudante Pedro Domingues, responsável pelas praxes na Universidade do Minho”, de que teria “sido fácil informar as autoridades e nomeadamente a Junta de Freguesia de Gualtar sobre a decisão de retomar as praxes”.

“Tais afirmações são absolutamente falsas! Nunca a Junta de Freguesia foi contactada sobre qualquer Praxe nem manifestou qualquer apoio à realização das mesmas. Nunca a Junta de Freguesia (que tem os seus espaços públicos encerrados) poderia ou poderá permitir tal situação. São afirmações injuriosas para com a Junta de Gualtar e para com os Gualtarenses”, destaca o comunicado.

Ao jornal Público, Pedro Domingues afirmaram que todas as autoridades locais “estão a par de tudo” (autárquicas, de segurança – “como a GNR e a PSP” – e de saúde) e as “regras muito rigorosas” foram delineadas em conjunto com essas autoridades.

O praxante admite que informar as autoridades de Braga “foi mais fácil”, especialmente com a Junta de Freguesia de Gualtar, onde se situa o maior pólo na cidade de Braga, e o Cabido mantém o diálogo com as autoridades de Guimarães para que “tudo corra bem”.

“Absolutamente imoral a realização de tais praxes”, acusa Junta

Afirmações que são desmentidas, agora, pela Junta de Freguesia, a qual “reafirma, publicamente, que dada a actual situação de pandemia, é contra qualquer tipo de ajuntamento e irá continuar a denunciar tais situações alertando sempre as autoridades”.

Praxes regressam presencialmente a Braga e Guimarães. Polémica estala na UMinho

“Consideramos absolutamente imoral a realização de tais Praxes e ajuntamentos, nesta fase pandémica, estando algumas delas a ser realizadas por estudantes de Cursos da área da Saúde (Enfermagem) como aconteceu no último fim-de-semana num terreno privado que obrigou à intervenção da GNR no local a pedido do Presidente da Junta”, refere ainda o comunicado, apelando às autoridades que “intervenham, por todos os meios ao seu dispor, de modo a inviabilizar a concretização destes ajuntamentos de estudantes impedindo mesmo a sua realização em qualquer circunstância”.

Associação Académica demarca-se

Em declarações ao Público, o presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM),  demarcou-se da decisão polémica: “O Cabido de Cardeais é um grupo que se gere autonomamente a praxe e a AAUM não tem mão na gestão”.

O presidente da associação afirmou, ainda, que a praxe não era uma prioridade e que “não se encaixa nas actividades que são essenciais”.

Rui Oliveira comparou ainda, àquele jornal, com o que AAUM e a universidade fizeram, encerrando toda a actividade presencial até ao próximo ano lectivo, apontando que é preciso sempre ter em conta a saúde pública. “A AAUM abdicou de toda a actividade presencial que realizava, seja cerimónias mais formais e pequenas, seja o Enterro da Gata. Todas elas foram canceladas porque a AAUM tomou consciência que tinha de salvaguardar a saúde publica”.

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