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Viana do Castelo

Já é conhecido o cartaz da Romaria d’Agonia 2019

Plataforma digital conta história de 250 anos da romaria de Viana do Castelo

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Foto: Facebook de Romaria d'Agonia

Salomé Silva, de 25 anos, psicóloga, residente em Darque, Viana do Castelo, é este ano o rosto do cartaz da Romaria d’Agonia.

Em 2019, a Romaria de Nossa Senhora d’Agonia decorre de 16 a 20 de agosto.

O cartaz, da autoria da designer Ana Rocha, de Vila Franca, Viana do Castelo, conta com a fotografia da autoria de Carlos Verde e foi selecionado pelo júri, entre um total de 83 propostas, no âmbito do habitual concurso público.

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Propostas maioritariamente de Viana do Castelo, mas também trabalhos de Coimbra, Braga, Porto e Lisboa.

O concurso começou a 01 de março e terminou a 30 de abril.

Este ano, a comissão de festas da Romaria d’Agonia, decidiu não estabelecer tema para a elaboração do cartaz, “deixando falar mais alto a criatividade” dos concorrentes.

De acordo com o regulamento publicado no sítio de internet da VianaFestas, entidade que organiza a romaria da capital do Alto Minho, cada concorrente, nacional ou estrangeiro, podia apresentar até duas propostas de cartaz.

Em 2018, a beleza da mulher e do traje regional do concelho foi o tema escolhido para o concurso que recebeu 65 propostas.

Em edições anteriores, o concurso incluía o “espírito” da festa datada da primeira década do século XX, “a alegria e a vida” que caracterizam a romaria e a imagem da capela da Senhora d’Agonia, a santa padroeira dos pescadores.

De acordo com o regulamento, “o concurso vai selecionar um cartaz original que divulgue a romaria Senhora d’Agonia a nível nacional e internacional”, sendo aberto a “todos os interessados que desejem concorrer quer individualmente, quer em equipas”.

O regulamento define ainda que “as propostas de cartaz pertencem à VianaFestas, até à publicação das mesmas na exposição dedicada ao efeito”, pelo que os autores não podem, até essa data, divulgá-los através de qualquer meio”.

Nos critérios de avaliação, o júri, composto por nove elementos, vai premiar a “adequação, a eficácia da mensagem ao tema do concurso, a originalidade e criatividade, a qualidade técnica e estética”.

O vencedor receberá “um prémio de 500 euros e terá a sua criação espalhada pelo mundo para apresentar a maior romaria portuguesa”.

Desde 2010 que o cartaz oficial da Romaria d’Agonia é escolhido através de concurso.

O par de dançarinos de folclore que, em 1959, deu o rosto ao primeiro cartaz ilustrado com fotografia da Romaria d’Agonia, preside, este ano, à comissão de honra das festas.

A presidência da comissão de honra da Romaria d’Agonia é uma função que, por inerência, cabe ao presidente da Câmara de Viana do Castelo, mas que há mais de duas décadas é delegada em figuras que “contribuem para a promoção do concelho e das festas”.

Plataforma digital conta história de 250 anos da Romaria d’Agonia

O projeto “Memórias da Romaria”, uma plataforma digital que transportou para o mundo virtual a história de 250 anos da Romaria d’Agonia, foi hoje apresentado publicamente pelo presidente da Comissão de Festas.

“Esta plataforma transporta para o mundo virtual uma viagem ao passado da romaria”, destacou António Cruz.

Disponível na Internet, com a designação memoriasdaromaria.pt, a plataforma permite “encontrar algumas raridades sobre as festas e as gentes de Viana do Castelo desde 1890, através de textos de época, explicações históricas, fotografias únicas reunidas ano após ano”.

“Um arquivo que não se esgota, que nunca estará concluído, e que depende da colaboração de todos que sentem esta festa como sua: sejam vianenses ou não”, especificou António Cruz, durante o lançamento da nova ferramenta, que ocorreu durante a apresentação do cartaz oficial da edição 2019 das festas.

António Cruz adiantou que, este ano, a utilização da Internet, “desburocratizando processos e facilitando a fruição e participação na festa”, vai alargar-se a outros números do programa.

“Depois do sucesso da alteração introduzida em 2018, quando as inscrições para o desfile da mordomia passaram a ser feitas através da Internet, este ano, a iniciativa será alargada às inscrições para o cortejo histórico etnográfico, elevando o nosso desafio tecnológico face aos cerca de 3.000 figurantes que normalmente temos”, frisou.

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, aplaudiu a possibilidade de “navegação às origens da festa” e desafiou todos os que tenham registos da romaria a cederem essa informação, enriquecendo uma plataforma com textos e fotografias.

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Viana do Castelo

Iniciada em Viana do Castelo instalação de primeiro parque eólico flutuante da Europa

Projeto Windfloat Atlantic

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Foto: DR / Arquivo

A primeira plataforma flutuante do projeto Windfloat Atlantic, primeiro parque eólico da Europa continental, já está a ser transportada para alto mar, onde ficará instalada, a 20 quilómetros de Viana do Castelo, informou hoje o consórcio Windplus.

Em causa está o Windfloat Atlantic (WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Em comunicado, hoje enviado à imprensa, a EDP adiantou que “a estrutura, que saiu do porto de Ferrol, na Galiza, Espanha, em direção a Viana do Castelo, tem a maior turbina eólica ‘offshore’ do mundo assente numa plataforma flutuante”, sendo a primeira de “três torres eólicas” a instalar a 20 quilómetros da costa da capital do Alto Minho, numa zona em que a profundidade da água alcança os 100 metros.

“Quando estiverem prontas para entrar em fase operacional, as três estruturas flutuantes vão medir 30 metros de altura e terão uma distância de 50 metros entre si”, especifica a empresa.

Segundo a EDP, “duas das plataformas foram fabricadas no porto de Setúbal, em Portugal, e a terceira nos portos de Avilés e Ferrol, em Espanha”.

“O Windfloat Atlantic inclui tecnologia de ponta que minimiza o impacto ambiental e permite produzir energia eólica em alto mar em águas profundas, como é o caso da costa portuguesa”, explica a empresa que integra a Windplus, consórcio titular da Utilização do Espaço Marítimo Nacional para a instalação daquele projeto.

Segundo a nota, “nos próximos meses, as duas outras plataformas serão também transportadas para a localização final, para completar o parque eólico que terá uma capacidade instalada de 25 megawatt (MW), capaz de produzir eletricidade suficiente para abastecer cerca de 60 mil habitações por ano”.

O WindFloat Atlantic utiliza tecnologia “de ponta”, fornecida pela Principle Power, que vai permitir a instalação das plataformas flutuantes em águas profundas, antes inacessíveis, com o aproveitamento de abundantes recursos eólicos.

O projeto é apoiado por entidades públicas e privadas e é financiado pela Comissão Europeia, pelo Governo português e pelo Banco Europeu de Investimento (BEI).

Segundo a EDP, este projeto “vai acelerar a implementação comercial de tecnologia inovadora WindFloat, que aproveita a abundância dos recursos eólicos em águas profundas, até agora inacessíveis, constituindo-se um marco importante para o setor, por ser o primeiro parque eólico flutuante semi-submersível do mundo”.

As três turbinas eólicas alicerçadas em estruturas flutuantes, ficarão “presas apenas por correntes ao leito do mar”.

“Esta tecnologia tem amplos benefícios que aumentam a sua acessibilidade e melhoram o custo-benefício, incluindo a possibilidade de a montagem ser feita em terra, numa doca seca, sem ser necessário recorrer a reboques especializados”, acrescenta.

Segundo o consórcio responsável pelo parque eólico flutuante, o projeto tem também o benefício de não depender das complexas operações que são necessárias para instalar estruturas tradicionais fixas ao fundo do mar, como nos parques eólicos ‘offshore’ tradicionais.

“O transporte da primeira das três estruturas é um marco importante neste projeto, já que conseguiu evitar a necessidade de ter um rebocador especificamente construído para este projeto. Este benefício, a somar ao processo simples de ancoragem, torna possível replicar esta iniciativa noutras áreas geográficas e facilita a fase de comissionamento de um projeto semelhante, independentemente dos limites geográficos”, revela o consórcio.

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Viana do Castelo

Viana dá nome de José Natário a pavilhão municipal

Homenagem

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Foto: Juventude de Viana

O pavilhão municipal de Monserrate, em Viana do Castelo, pode vir a chamar-se pavilhão José Natário, após proposta do presidente da autarquia local, José Maria Costa.

José Natário foi o fundador do Juventude de Viana, equipa de hóquei em patins que tem a sua história associada a este pavilhão, como explicou o autarca.

A proposta já foi debatida em reunião de executivo e aprovada por unanimidade pelos vereadores presentes.

José Natário morreu aos 86 anos, na passada segunda-feira, deixando não só o legado desportivo mas também na economia local, ao ter fundado várias pastelarias que ainda hoje perduram.

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Viana do Castelo

Liga dos Amigos investe mais de 30 mil euros no Hospital de Viana do Castelo

Ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar novo mamógrafo digital oferecido

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Foto: DR /Arquivo

A Liga dos Amigos do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, está a investir mais de 30 mil euros na ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar o novo mamógrafo digital com estereotaxia da unidade.

“O novo equipamento entrou em funcionamento em abril e já realizou exames a 660 mulheres, além de ter permitido intervenções que não eram viáveis com o equipamento que foi desativado, mas a falta de espaço nas atuais instalações condiciona ainda o pleno funcionamento do mamógrafo oferecido pela Liga dos Amigos ao hospital”, explicou hoje à agência Lusa o presidente da Liga dos Amigos do hospital de Viana do Castelo (LAHVC), Defensor Moura.

O médico especialista em medicina interna, já reformado, antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo e fundador da Liga, acrescentou que a intervenção “já iniciada” prevê “a transferência do bar, com o objetivo de libertar área para a expansão do serviço de radiologia do hospital”.

“Com esta intervenção, e mais a participação no apetrechamento da nova unidade de cuidados intermédios polivalente, a Liga dos Amigos vai investir mais de 30 mil euros na melhoria dos serviços hospitalares, graças aos contributos regulares dos seus amigos beneméritos”, especificou Defensor Moura.

A LAHVC homenageou publicamente, na quinta-feira, os beneméritos que contribuíram para a aquisição do mamógrafo digital com estereotaxia. A sessão realizada no auditório da unidade foi ainda marcada pelo “pagamento da última prestação à empresa fornecedora do equipamento, cujo custo final orçou em 92.250 euros”.

A campanha para angariação de fundos para recolher a verba necessária à aquisição do mamógrafo digital começou em abril, sendo que a 06 de junho o equipamento começou a funcionar, tendo sido realizados, no primeiro mês, 202 exames a mulheres do distrito de Viana do Castelo que não tiveram de ser deslocar ao Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto.

“Até agora foram recebidos 424 contributos individuais e coletivos, de montantes entre dois euros e dezenas de milhares de euros, a quem a Liga agradeceu e passou os correspondentes recibos para efeitos fiscais”, referiu Defensor Moura.

O novo equipamento veio substituir um existente na unidade, que “avariava com frequência”, causando “adiamentos de mamografias e de intervenções cirúrgicas programadas, com nefastas consequências para o equilíbrio psicológico das doentes”.

O novo aparelho de mamografia digital, com estereotaxia, “veio evitar que, todos os anos, mais de 100 mulheres tenham de se deslocar a hospitais ou centro privados no Porto para a realização de biopsias e colocação do arpão de localização pré-operatória dos tumores da mama”.

A Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM) é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Além da oferta de equipamentos ao hospital de Santa Luzia, a Liga dos Amigos tem um corpo de voluntariado que, em 2018, “prestou mais de 10 mil horas de trabalho voluntário junto dos doentes e, também um grupo de promotores da dádiva de sangue que contribui para a contínua renovação e rejuvenescimento dos dadores benévolos do hospital, cujo serviço colheu, no ano passado, mais de 4.500 dádivas de sangue”.

A Liga dos Amigos do Hospital de Viana do Castelo foi criada em 1981, comemorando no próximo dia 30 de novembro o seu 38.º aniversário de “atividade ininterrupta”.

Em 38 anos de atividade, a Liga dos Amigos do Hospital já ofereceu “múltiplos equipamentos técnicos aos serviços de urgência, de cirurgia, medicina, cardiologia, pneumologia, obstetrícia, pediatria e imuno-hemoterapia”.

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