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Guimarães

Perícia ao acidente de Eduardo Cabrita foi feita por especialistas da UMinho

Jorge Martins e Lúcio Machado

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Jorge Martins e Lúcio Machado peritaram o BMW da Eduardo Cabrita. Foto: O MINHO

A perícia ao acidente do BMW de Eduardo Cabrita que provocou o atropelamento mortal de um trabalhador, conduzindo à demissão do ministro da Administração Interna, foi feita pela Universidade do Minho, através do Departamento de Engenharia Mecânica. O trabalho científico apurou a velocidade a que seguia o carro governamental, permitindo desse modo ao Ministério Público determinar as causas exatas do sinistro na A6 em Évora, e acusar com segurança do crime de homicídio por negligência o motorista Marco Pontes.

O Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade do Minho, com instalações no Campus de Azurém, em Guimarães, segundo apurou O MINHO, recebeu um pedido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora do Ministério Público, para determinar a origem e a dinâmica do acidente de viação, que tirou a vida a Nuno Santos, tendo a perícia sido decisiva para o esclarecimento do caso, com o trabalho, no terreno e ao volante do próprio BMW acidentado, por dois peritos, Jorge Martins e Lúcio Machado.

Professor Jorge Martins. Foto: O MINHO

Professor Lúcio Machado. Foto: O MINHO

Este é mais um caso, entre os mais de mil, que ambos os peritos têm realizado, acerca de sinistros rodoviários, principalmente com vítimas mortais, grande parte dos quais com os peões atropelados, como foi a situação em causa, em que o trabalhador foi apanhado pelo primeiro dos três carros da comitiva governamental, no qual seguia Eduardo Cabrita, no banco de trás.

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

O trabalho dos peritos da UMinho tem sido cada vez mais solicitado pelas autoridades judiciárias, em que estes “juízes técnicos” apuram por métodos científicos, a “causa das causas”, fazendo, como agora sucedeu, testes de velocidade e de travagem, no próprio carro sinistrado, para aferir com rigor a velocidade instantânea do veículo, sendo neste caso a média de 163 quilómetros horários, com mínimo de 155 e máximo de 171, quando o limite é de 120, tratando-se aqui de uma autoestrada, como acontece com a A6.

Entre os muitos processos judiciais com que trabalhou a dupla de peritos, conta-se o caso do acidente, no Rali Sprint de Guimarães, que provocou três mortos, em 07 de dezembro de 2014, com a condenação de quatro organizadores da prova por homicídio negligente.

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