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Braga

PCP vai questionar Ministério do Ambiente sobre desclassificação da Praia de Merelim S.Paio

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Foto: DR/Arquivo

O PCP vai questionar o Ministério do Ambiente sobre quais as reais razões que levaram a Agência Portuguesa de Ambiente a desclassificar recentemente a Praia fluvial de Merelim São Paio (Braga), anunciou a deputada comunista Carla Cruz.


“A APA [Agência Portuguesa de Ambiente] desclassificou a Praia fluvial de Merelim São Paio, mas não deu conhecimento à Junta de Freguesia, apenas à Câmara Municipal, e desconhece-se quais são as informações que sustentam essa desclassificação da praia”, disse hoje à Lusa a deputada comunista Carla Cruz, que visitou aquela praia e reuniu com o executivo da Junta de Freguesia local.

Segundo a deputada comunista, desconhece-se se a praia está interdita, ou se está desaconselhada a banhos, não havendo uma informação “clara e precisa”.

“Vamos questionar o Ministério do Ambiente, no sentido de saber as razões pelas quais esta decisão foi tomada”, e “indagar junto do Ministério do Ambiente que medidas foram tomadas [pela APA] no sentido de debelar os alegados focos de poluição”, disse a deputada à Lusa.

Segundo Carla Cruz, o executivo da União de Freguesias de Merelim São Paio, Panoias e Parada de Tibães terá feito “várias queixas” ao Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) sobre os focos de poluição na praia, mas a APA, que de acordo com a lei tem competências para identificar os focos de poluição e tomar medidas para os debelar não terá tomado nenhuma iniciativa no sentido de ultrapassar os problemas.

O Bloco de Esquerda também questionou o Ministério do Ambiente sobre se estaria “a preparar algum plano para a despoluição da bacia hidrográfica” na sequência da decisão da APA, que determinou que a praia fluvial de Merelim São Paio, no Rio Cávado, não vai abrir na época balnear de 2018 devido a má qualidade da água.

No documento do BE, subscrito pelo deputado Pedro Soares, eleito pelo círculo de Braga, refere-se que “a não abertura da praia na época balnear de 2018, além de indicar a existência de um problema sério de poluição no Rio Cávado, causa evidente prejuízo para a população e para a região”.

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Braga

Jovem pede ajuda à varanda após agressões do namorado em Braga

Agressões

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Foto: Ilustrativa / DR

Um jovem casal ter-se-à envolvido em agressões mútuas ao início da madrugada desta sexta-feira dentro de um apartamento na cidade de Braga.

A PSP foi chamada a intervir após chamada telefónica dos vizinhos, na Rua dos Lusíadas, junto à Universidade do Minho, segundo conta o Jornal de Notícias.

Na sequência de vários gritos e pedidos de ajuda por parte de uma rapariga, que chegou a estar seminua na varanda enquanto gritava por socorro, a PSP deslocou-se ao local, pondo fim à contenda.

De acordo com a mesma fonte, as agressões terão sido mútuas entre o casal, com um jovem que estaria também no apartamento a ser testemunha da pancadaria.

Apesar de apresentarem escoriações, nenhum dos dois recebeu assistência hospitalar.

A jovem apresentou queixa na esquadra da PSP.

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Braga

Covid-19: Mais seis bracarenses infetados contabilizados como sendo de Lisboa

Covid-19

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Foto: DR

Seis bracarenses infetados com o novo coronavírus, ao longo dos últimos dias, foram agora registados pela Direção-Geral de Saúde (DGS) como sendo da área de Lisboa e Vale do Tejo, por residirem atualmente naquela região, por motivos profissionais, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Esta mudança nos registos tem sido habitual desde o início da pandemia levando a que os números entre dados divulgados a nível local e nacional não coincidam.

Há também um atraso na colocação de números e a não contabilização de testes efetuados no âmbito laboratorial e que não são inseridos por médicos na plataforma SINAVE, que contabiliza os casos divulgados no relatório diário da DGS. Esses casos derivados no âmbito laboratorial são incluídos no total acumulado de infetados com covid-19 a nível nacional mas não discriminados por concelho.

Segundo a fonte local, registava-se até ás 18:00 horas de quinta-feira, 1.397 casos acumulados de infetados desde o início da pandemia, mais três do que ontem. Destes, 1.297 já estão recuperados, mais um do que ontem, lamentando-se ainda 74 óbitos. Existem, atualmente, 26 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

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Braga

Filha denuncia “donativo” de 10 mil euros em 2018 para aceitar idosa num lar de Braga

Corrupção

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A filha de uma utente do lar de idosos da Irmandade de Santa Cruz, em Braga, denunciou hoje que em 2018 teve de pagar um “donativo” de 10 mil euro por uma vaga, contrariando uma acusação do Ministério Público.

O Ministério Público (MP) acusou um ex-provedor daquela irmandade de “solicitar ou exigir” o pagamento de quantias monetárias para a admissão de utentes para o lar de idosos, mas indicava que este procedimento terminou em 2017, após a entrada do novo provedor.

Em fevereiro de 2018, porém, e segundo contou à Lusa Maria Pereira Reis, a irmandade pediu-lhe um donativo de 10 mil euros como contrapartida de vaga para a admissão da mãe no lar.

“A diretora técnica disse-me que havia vaga para a minha mãe, na condição de aceitar as condições deles. E as condições passavam por fazer um donativo de 10 mil euros, alegadamente destinada a melhorar a qualidade dos serviços prestados”, afirmou.

A Lusa teve acesso ao recibo emitido pela irmandade, que dá conta de um “donativo” de 10.001,54 euros.

Outra condição era o pagamento de uma mensalidade de 700 euros.

A filha manifestou-se convencida de que o seu não deverá ser “nem pouco mais ou menos um caso único”.

Lar supervisionado pela Arquidiocese de Braga cobrava até 40 mil euros por vaga

Adiantou que a família se prepara para avançar com uma queixa no Ministério Público contra a irmandade, por alegados “atropelos constantes” à lei.

Segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso, a Irmandade é igualmente arguida no processo.

O MP imputa a ambos os arguidos um crime de corrupção passiva no setor privado.

A acusação diz que a partir de 2017, e já com o atual provedor, a diretora técnica deixou de sugerir a entrega de quaisquer quantias, porque o novo responsável “deixou também de emitir ordens nesse sentido”.

A Lusa tentou ouvir o atual provedor, Luís Rufo, mas sem sucesso até ao momento.

No processo que envolve o anterior provedor, o Ministério Público diz que, com a “exigência” de donativos, a irmandade atuou “à revelia de todos os imperativos legais”.

Aponta o caso de 12 utentes, que terão pago entre 7.500 e 40 mil euros para garantirem um lugar no lar.

Com essa “atividade criminosa”, acrescenta a acusação, a irmandade conseguiu uma vantagem patrimonial de 297.500 euros, valor que o Ministério Público quer que o ex-provedor e a irmandade sejam condenados a pagar ao Estado.

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