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Braga

Pároco idealizou e vendeu 425 cervejas para restaurar altares de igreja em Vila Verde

“Leve, fresca e efervescente”, como a vida deve ser

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Pe. Sandro Vasconcelos. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Leve, fresca e efervescente”. É assim apelidada a nova cerveja artesanal paroquial criada na paróquia de Rio Mau [Vila Verde], a partir da ideia do padre Sandro Vasconcelos e do cervejeiro amador Miguel Ângelo Vilas Boas. “E é assim que a igreja e a vida devem ser, como a cerveja”.


As palavras são do pároco que, necessitando de apoios financeiros para restaurar quatro altares da Igreja Paroquial de Rio Mau, resolveu criar 600 exemplares da “Cervigreja”, a primeira cerveja artesanal paroquial do país.

Exemplar da “Cervigreja”

O MINHO esteve na paróquia de Rio Mau à conversa com Sandro Vasconcelos que se mostrou entusiasmado com as vendas: “Das 600 produzidas vendemos 425 durante o fim de semana da feira aqui em Ribeira do Neiva [união de freguesias a que pertence Rio Mau]”. E já há mais pedidos do que cervejas disponíveis para os próximos tempos.

Feita a partir de trigo, porque “não poderia ser de outra forma”, este licor dos deuses foi a forma que padre Sandro encontrou para reunir “esmolas” sem ter que “novamente”, andar a “bater de porta em porta”, até porque a igreja já está quase toda restaurada graças às esmolas dos paroquianos.

“Faltavam os quatro altares e tive de pensar numa forma em que todos saíssem a ganhar com o donativo. Assim, fica a igreja a ganhar, porque vê os altares restaurados, e em contrapartida, quem dá a esmola fica a ganhar por beber uma cerveja exclusiva”, salienta.

Altares laterais da igreja de Rio Mau necessitam de pintura e restauro. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sandro Vasconcelos sublinha ainda que “até os não-crentes ou quem não liga muito à igreja estão a ajudar, porque ficam curiosos em relação à cerveja”.

E o feedback não podia ser melhor. O projeto acabou de nascer, mas, salienta o pároco, “o eco que temos é que já querem que a criança ande”. “Nesta fase estamos em articulação com a Alfândega de Braga, por isso está tudo legal, mas sabemos que temos de dar outro passo para que se possa responder aos apelos que temos tido”.

A procura pela cerveja tem sido muito. Desde empresários que querem oferecer a cerveja aos clientes no Natal até cafés e restaurantes, inclusive no Porto, que querem ter esta cerveja à venda. “E não querem qualquer lucro, o dinheiro é todo para o restauro”, sublinha o padre.

Porquê “Cervigreja”?

“O nome? Um dia, à noite, na cama, a rezar e a debater esta questão, surgiu-me a ideia de o nome ser Cervigreja. Cervi que vem de cerveja, igreja da igreja paroquial, e Cervigreja é o ideal, porque também dá a ideia de que quem a bebe está a pôr-se ao serviço da igreja”.

Sandro Vasconcelos garante que ninguém ficará embriagado com uma destas cervejas. É uma cerveja leve, “porque é assim que a igreja deve ser: leve, fresca cheia de vida e efervescente. É assim que deve ser a nossa vida, a igreja e a nossa cerveja”. A “Cervigreja” tem 5% de teor alcoólico, “não é agressiva”, aponta.

Sobre eventuais polémicas de associação da igreja à cerveja, o pároco recorda que as primeiras cervejas que surgiram foram fabricadas em abadias.

O futuro da cerveja

Embora a ideia inicial se tenha ficado pelas 600 cervejas, a ideia é “produzir mais”. “Nesta fase, a cerveja está apenas à disposição das pessoas a nível local, e ainda neste mês vamos escoar o produto com uma banca que vamos colocar aqui em Rio Mau, sobretudo para os emigrantes”.

Padre Sandro garante que “todos os dias o telefone toca, as redes sociais não param, e todos querem provar a cerveja”.

“Nesta fase é tudo feito legalmente mas por carolice, quanto ao futuro, logo se verá. A intenção não é tirar o lugar a quem vive disto, até porque estamos num concelho onde a cerveja artesanal é forte, mas acho que há espaço para todos. E recordo: o único objetivo da comercialização desta cerveja passa pelas obras da igreja paroquial”.

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Braga

Hospital de Braga com 16 internados com covid, dois em estado grave

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

16 pessoas estão internadas no Hospital de Braga por causa de complicações devido à covid-19, disse a O MINHO fonte da unidade hospitalar.

Dois desses doentes apresentam sintomas mais graves, pelo que estão internados na Unidade de Cuidados Intensivos, disse a mesma fonte.

De forma a encarar uma segunda vaga da doença, a administração daquele hospital tomou medidas com reforço “significativo de meios e de pessoal”.

Segundo a administração, o Hospital de Braga reforçou equipa médica com nove clínicos, tem 175 camas para doentes com covid-19, passou a capacidade de 40 para 45 internamentos em cuidados intensivos, criou mais circuitos para doentes com o novo coronavírus e aumentou a capacidade para realizar testes de despistagem.

O concelho de Braga registou oito novas infeções pelo novo coronavírus desde a passada terça-feira.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, foram atualizados às 18:00 de quinta-feira.

Durante o mesmo período, não houve casos de recuperações do SARS CoV-2, totalizando o concelho 1.393 casos recuperados desde o início da pandemia.

Em termos acumulados, são já 1.678 casos de pessoas infetadas com a doença.

Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

Existem, atualmente, 211 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

Há ainda 433 pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde, mais 79 do que há dois dias.

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Braga

Homem encontrado morto num bosque do Gerês

Óbito

em

Foto: DR

Um homem, com cerca de 65 anos, foi encontrado morto esta sexta-feira num bosque na vila do Gerês, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

De acordo com Lino Oliveira, 2.º comandante dos Bombeiros de Terras de Bouro, o corpo terá sido encontrado em zona florestal junto às termas da vila do Gerês.

No local estão os Bombeiros de Terras de Bouro, a GNR e as autoridades de saúde para atestar o óbito.

Ao que apurámos, o homem, conhecido como ‘Corso’, é uma figura bastante conhecida daquela vila termal.

A Polícia Judiciária foi chamada para investigar as causas da morte.

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Braga

Presidente da Câmara de Braga associa-se à campanha ‘Vacina para Todos’

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, é uma das mais de cem personalidades portuguesas que se associaram à campanha ‘Vacina para Todos’, que defende o acesso universal e gratuito à vacina da covid-19, anunciou hoje a autarquia.

Os signatários consideram estas vacinas como um “bem comum global”, devendo ser “livres de qualquer direito de patente pertencente a qualquer pessoa”.

Para Ricardo Rio, citado em nota de imprensa, é fundamental garantir um acesso universal à futura vacina, independentemente da nacionalidade ou capacidade económica: “A covid-19 e os seus efeitos são mais significativos na população mais carenciada, pelo que se torna imperativo assegurar a vacinação a todos”.

O autarca sublinha que esta “é a única forma de combater eficazmente a pandemia” e esta campanha não pretende impor a vacinação, mas “garantir o acesso a todas as pessoas que se queiram vacinar”.

Lançada em Portugal pela Academia de Líderes Ubuntu, um projecto do Instituto Padre António Vieira, a campanha associa-se à iniciativa “Declare covid-19 vaccine a global common good” do Prémio Nobel da Paz Mohammad Yunus,

António Ramalho Eanes, Joana Marques Vidal, Bagão Félix, D. Manuel Clemente, D. José Tolentino de Mendonça, Marçal Grilo, Isabel Alçada, Isabel Jonet, Silva Peneda, Lídia Jorge, Luís Represas, Laborinho Lúcio, Margarida Balseiro Lopes, Nuno Lobo Antunes, Morais Sarmento, Pedro Norton de Matos e Pedro Roseta são algumas das 118 personalidades portuguesas, das mais diversas áreas, que se associaram a esta iniciativa.

A campanha ‘Vacina para Todos’ defende a criação de um mecanismo que determine o “retorno justo dos investimentos em pesquisa para a descoberta de uma vacina covid-19”.

Por outro lado, consideram os signatários, “os resultados da investigação devem ser do domínio público, disponibilizando-os a qualquer unidade de produção que se comprometa a operar sob rigorosa supervisão regulamentar internacional e somente para essas unidades”.

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