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Paredes de Coura homenageia com Memorial e livro soldados que intervieram na I Guerra Mundial

Exposição e conferências estão também na programação

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Fotos: CM Paredes de Coura

“Paredes de Coura na I Guerra Mundial – do Armistício à Paz em Versalhes” é evocado hoje, data em que se comemora O Tratado de Versalhes, assinado a 28 de junho de 1919, e que inaugurou oficialmente o período de Paz, com o lançamento do livro inédito ‘O Silêncio e a Voz dos Heróis de Paredes de Coura na I Guerra Mundial’, bem como com a inauguração do Memorial em homenagem aos Combatentes Courenses.

“Lembrar é antes de mais uma forma de amar. Uma forma de amar aqueles que deram em sacrifício pelo seu país muitos anos das suas vidas. Outros, porém, tiveram menos sorte e deram a vida toda. Mas a morte, como escreveu Camões, nunca será o final para todos aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando”, lembra Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, recordando também que “nesse tempo dramático, muitas famílias e aldeias inteiras do concelho tiveram vontade de esquecer tempos tão violentos. Mas hoje é imperioso lembrar aqueles que lutaram pelo seu país e pela democracia. Queremos, por isso, que este livro e o monumento que vamos levantar sejam os lugares da memória dos que lutaram. O que de importante significa para nós permanecerá na memória desse lugar. Permanecer é significar”.

‘O Silêncio e a Voz dos Heróis de Paredes de Coura na I Guerra Mundial’ é uma homenagem aos combatentes courenses que há 100 anos participaram naquele conflito, militares filhos da terra que intervieram nos palcos da Europa e de África, e foi escrito em coautoria por Henrique Rodrigues e Albino Penteado Neiva.

Já o Memorial em homenagem aos combatentes courenses tem assinatura do escultor Ricardo Crista e vai permanecer à entrada das Portas de Corno de Bico, na Avenida Cónego Bernardo Chouzal.

“Temos o dever de lembrar que a Europa foi e poderá voltar a ser o mais violento dos continentes. É, por isso, dever cívico combater a força do esquecimento e construir lugares de memória ou de reflexão”, justifica Vitor Paulo Pereira, sublinhando que tanto o livro como o memorial “serão duas pertinentes formas de evocar a memória do altruísmo, do amor e do sacrifício”.

Para além destas iniciativas, amanhã, o Arquivo Municipal promove ainda duas conferências temáticas: “Bernardino Machado, a Guerra e a Paz”, da autoria de Norberto Cunha, e “Paredes de Coura na Guerra. Os Heróis Ignorados”, da autoria de Henrique Rodrigues.

Entretanto, no Arquivo Municipal, continua patente a exposição “Paredes de Coura na 1ª Grande Guerra”, que foi inaugurada no passado dia 14 de junho.

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