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Braga

Oposição acusa Câmara de Braga de querer “tapar buracos de tesouraria” com a Confiança

Alienação foi aprovada em reunião de executivo

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125 anos da Fábrica Confiança, Braga. Foto: Facebook Plataforma Salvar a Confiança

A oposição na Câmara de Braga acusou, esta segunda-feira, a maioria PSD/CDS-PP/PPM de querer vender a antiga saboaria Confiança para “tapar buracos de tesouraria” e “trair a cidade” com esta opção, em vez de recuperar o complexo para fins museológicos.


Na reunião do executivo de hoje, a maioria aprovou, com voto contra do PS e da CDU, uma nova hasta pública para alienar a antiga fábrica de perfumes e sabonetes, depois de duas terem sido “travadas” por providências cautelares, esperando desta forma “encaixar” mais de três milhões de euros.

A votação ficou marcada pela abstenção da vereadora da Cultura, Lídia Dias, que considera que a requalificação nos moldes apresentados “não será motor no domínio cultural”, mas acredita que o complexo da Confiança “ficará salvaguardado”.

O novo caderno de encargos aprovado, sublinhou o presidente da autarquia, Ricardo Rio, “garante a preservação da memória” da unidade fabril e que ali só poderá ser “criada uma residência universitária”.

O anúncio desta nova tentativa de venda da Confiança já tinha sido feito, sendo que a autarquia prevê a sua concretização ainda no primeiro trimestre deste ano, embora com forte contestação por associações culturais e recreativas da cidade e da oposição do PS e CDU.

Questionado pelos jornalistas, o autarca admitiu que, face à contestação já manifestada pela Plataforma Salvar a Confiança, criada para impedir a venda do edifício, a nova tentativa de venda do edifício venha a ser alvo de uma nova providência cautelar.

Para o líder da oposição socialista, Artur Feio, a “maioria quer vender a Confiança unicamente para realizar dinheiro”.

“Nós temos um e-mail mandado a fornecedores no qual a autarquia justifica atrasos em pagamentos por falta de liquidez de tesouraria e viram na venda da Confiança, ainda que ao desbarato, uma forma de os resolver, até porque indicam isso nestes e-mails”, denunciou Artur Feio.

Para o PS, “esta venda quase que à pressa e sob pressão de património da autarquia mostra a falta de capacidade desta maioria para obter receitas próprias e prioridades trocadas, porque investe dinheiro em coisas como aumento das luzes de Natal e deixa ficar outras coisas mais importantes e vitais para a cidade por fazer”.

Para a CDU, a alienação da Confiança representa “uma tremenda traição à cidade e à população, porque quando o complexo foi adquirido pela autarquia [ainda sob a presidência de Mesquita Machado (PS)], em 2011, a promessa é que ali seria feita uma unidade museológica que preservaria a memória da saboaria e teria fins culturais”.

Para o vereador comunista Carlos Almeida, “vai tudo aquilo que foi prometido e na altura até promovido por Ricardo Rio, que era líder da oposição, por água abaixo e há sim uma obsessão em vender a Confiança” para resolver problemas de tesouraria e tapar buracos”.

Para o presidente, o projeto de residência universitária privada previsto para o local “não deturpa de forma nenhuma o espírito de reabilitação do edifício e de colocação ao serviço da comunidade”.

Rio disse ainda que “não é pelo facto de estar na esfera pública ou privada que o imóvel é melhor ou pior preservado”.

“Há regras que são aplicáveis ao Estado ou a um privado. Está claro no caderno de encargos que todo o edifício da Confiança tem que ser preservado e tudo o que ali seja edificado tem que ser reversível”, vincou.

Ricardo Rio refutou as acusações de PS e PSD, nomeadamente a de que uma nova residência universitária podia levar a um aumento de preços no alojamento universitário, uma vez que o projeto prevê ter até 300 camas.

“Vai até reduzir pressão nas ofertas”, defendeu o autarca.

Quanto à diminuição do valor base desta nova hasta pública, que será de cerca de 3,6 milhões de euros enquanto as anteriores rondavam as 3,8 milhões, Rio explicou que a autarquia “não é um promotor imobiliário” e que quer “apenas assegurar a viabilidade do projeto entendendo que o “novo caderno de encargos acarreta restrições ao obrigar à criação de uma residência universitária e à manutenção da estrutura do edifício principal, entre outras condicionantes”.

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Braga

Transportes Urbanos de Braga estão a recrutar motoristas

Emprego

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Foto: TUB

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) estão a recrutar motoristas, anunciou hoje a empresa.

Os critérios obrigatórios para os candidatos são o 12.º ano de escolaridade, carta de condução D, D1 e Certificado de Aptidão de Motorista | CAM, disponibilidade e flexibilidade de horário, idade mínima 25 anos.

Os TUB dão preferência a candidatos com experiência na condução de pesados de passageiros / mercadorias, residentes no concelho de Braga e conhecimento de Línguas Estrangeira, nomeadamente, Inglês.

Os interessados podem candidatar até ao dia 2 de outubro.

Mais informação pode ser consultada no site dos TUB.

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Braga

Braga entre as 10 cidades europeias a quem os turistas não dão o devido valor

A cidade de Braga foi considerada uma das 10 mais subvalorizadas na Europa pela produtora WatchMojo, um dos maiores canais do YouTube com mais de 13 bilhões de visualizações e 22 milhões de subscritores. Para a empresa canadiana, Braga é a segunda cidade mais subvalorizada da Europa, muito por culpa de Porto e Lisboa estarem a tornar-se em destinos preferenciais na Europa. Imagens: Mojo

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Foto: DR

A cidade de Braga foi considerada uma das 10 mais subvalorizadas na Europa pela produtora WatchMojo, um dos maiores canais do YouTube com mais de 13 bilhões de visualizações e 22 milhões de subscritores. Para a empresa canadiana, Braga é a segunda cidade mais subvalorizada da Europa, muito por culpa de Porto e Lisboa estarem a tornar-se em destinos preferenciais na Europa. Imagens: Mojo

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Braga

Câmara de Braga vota repavimentação da maior via urbana da cidade (e apoio à APAV)

Assembleia Municipal

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Foto: DR

A Câmara de Braga vota, hoje, em reunião do Executivo a proposta de adjudicação por 699 mil euros à construtora local ABB- Alexandre Barbosa Borges, da repavimentação da Avenida Padre Júlio Fragata, na freguesia de S. Vítor, a via urbana com mais intensidade de trafego médio diário anual do concelho.

A obra – diz a Divisão de Obras do Município – justifica-se pelo “atual elevado estado de degradação do pavimento, o que põe em causa os critérios de segurança da circulação”.

Os vereadores debatem e votam, também, uma medida que prevê o apoio anual de dez mil euros à delegação local da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. A iniciativa tem em conta, “a importância da promoção de serviços de apoio capazes de dar resposta, de uma forma próxima, qualificada e humanizada, às necessidades e expectativas dos cidadãos vítimas de infrações penais”.

Na mesma reunião, será ainda discutida uma proposta de rejeição das competências, nas áreas da saúde e da educação, que o Governo se propõe passar para os municípios e para as comunidades intermunicipais em 2021.

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