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Região

Oficial: Mais 22 infetados em Famalicão e 16 em Braga. Há 958 casos confirmados no Minho

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O boletim epidemiológico da Direção-Geral de Saúde deste sábado vem com os números aproximados daquilo que são os casos fidedignos de infeções por Covid-19 discriminados por concelho. Existem 876 casos confirmados no Minho, mais 82 do que no sábado.

Os números correspondem aos dados recolhidos até as 00:01 deste sábado e podem comportar apenas cerca de 78% dos casos reais.

Braga, com 349 (+16 do que ontem) casos confirmados, Famalicão com 143 (+22) e Guimarães com 127 (+7) são os concelhos da região do Minho mais atingidos pela pandemia.

Fonte: DGS

Segue-se o concelho de Barcelos com 90 (+7), Viana do Castelo com 49 (+10), Vila Verde sobe para 43 (+2), Póvoa de Lanhoso mantém 21, Arcos de Valdevez também com 21 (+2), Amares sobe para 18 (+1), Esposende mantém 14, Vizela com 15 (+3), Fafe com 12 (+2), Vieira do Minho com 9 (+1), Melgaço e Caminha com 7 cada, Monção com 6 (+1), Ponte de Lima com 6 (+1) Celorico de Basto com 6 (+2), Cabeceiras de Basto com 5 casos (+1). Valença tem 4 (+1), Paredes de Coura mantém 3 casos e Terras de Bouro entra pela primeira vez no relatório, também com 3 casos.

Os restantes concelhos minhotos registam menos de 3 casos, alguns ainda sem infetados, e não constam no relatório por “motivos de confidencialidade”.

295 mortes no país

Portugal regista hoje 295 mortes associadas à covid-19, mais 29 do que no sábado, e 11.278 infetados (mais 754), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (158), seguida da região Centro (72), da região de Lisboa e Vale do Tejo (58) e do Algarve (07).

Relativamente a sábado, em que se registavam 266 mortes, hoje observou-se um aumento de 11% (mais 29).

De acordo com os dados da DGS, há 11.278 casos confirmados, mais 754, um aumento de 7,2% face a sábado.

Das 295 mortes registadas, 190 tinham mais de 80 anos, 66 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 27 entre os 60 e os 69 anos, oito entre os 50 e os 59 anos e quatro óbitos entre os 40 aos 49 anos.

Das 11.278 pessoas infetadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), a grande maioria (9.927) está a recuperar em casa, 1.084 (mais nove, +0,8%) estão internadas, 267 (mais 16, +6,4%) dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos.

Os dados da DGS, que se referem a 78% dos casos confirmados, precisam que Lisboa é o concelho que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus SARSCov2 (681), seguida do Porto (660 casos), Vila Nova de Gaia (499), Gondomar (478), Maia (422), Matosinhos (395), Braga (349), Valongo (344), Sintra (269) e Ovar (238).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 86.370 casos suspeitos, dos quais 4.962 aguardam resultado das análises.

O boletim epidemiológico indica também que há 70.130 casos em que o resultado dos testes foi negativo e mantém, em relação a sábado, o número de doentes recuperados: 75.

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 6.530, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo, com 2.904 casos, da região Centro (1.442), do Algarve (201) e do Alentejo, que hoje apresenta 82 casos.

Há ainda 67 pessoas infetadas com o vírus da covid-19 nos Açores e 52 na Madeira.

A DGS regista ainda 23.209 contactos em vigilância pelas autoridades (mais 351 do que no sábado).

A faixa etária mais afetada é a dos 40 aos 49 anos (2.058), seguida dos 50 aos 59 anos (2.033), dos 30 aos 39 anos (1.671) e dos 60 aos 69 anos (1.491).

Há ainda 162 casos de crianças até aos nove anos, 276 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e nas idades entre os 20 e os 29 anos há 1.179 casos.

Os dados indicam também que há 1.059 casos de pessoas com idades entre os 70 e os 79 anos e 1.349 com mais de 80 anos.

Segundo o relatório da DGS, 157 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 115 de França, 63 do Reino Unido, 41 dos Emirados Árabes Unidos, 41 da Suíça, 29 de Itália, 23 de Andorra, 20 do Brasil, 19 dos EUA, 16 dos Países Baixos, 14 da Austrália, 11 da Argentina, nove da Bélgica, nove da Alemanha, seis da Áustria, cinco do Canadá e um de Cabo Verde.

O boletim dá ainda conta de três casos importados da Índia, três de Israel, três casos do Egito, dois da Irlanda, dois do Luxemburgo, dois da Jamaica e outros dois da Tailândia.

Foram ainda importados um caso do Chile, Cuba, Dinamarca, Indonésia, Irão, Malta, Maldivas, Marrocos, Noruega, Paquistão, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Suécia, Ucrânia e Venezuela.

Segundo a DGS, 60% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 46% febre, 32% dores musculares, 29% cefaleia, 25% fraqueza generalizada e 17% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 77% dos casos.

A covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

Portugal, onde o primeiro caso foi confirmado em 02 de março, está já na terceira e mais grave fase de resposta à doença (Fase de Mitigação), ativada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

Detetado em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 65 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 233 mil são considerados curados.

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Alto Minho

Navio Gil Eannes em Viana do Castelo reabre com perda de 50 mil euros em receitas

Covid-19

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Foto: Fundação Gil Eannes

O navio-museu Gil Eannes, em Viana do Castelo, reabre portas na terça-feira, com restrições impostas pela pandemia de covid-19 e com uma perda de receitas, em mais de dois meses de encerramento, na ordem dos 50 mil euros.

“Por ano, tínhamos, em média, 100 mil visitantes. Com este encerramento perdermos 40% dessas pessoas. A perda de receitas geradas por esse movimento ultrapassa os 50 mil euros. É um rombo significativo no orçamento anual”, afirmou hoje o vice-presidente da fundação Gil Eannes, João Lomba da Costa.

O responsável, que falava em conferência de imprensa para anunciar a reabertura do navio-museu ancorado há 22 anos na doca comercial de Viana do Castelo, explicou que, “em termos de percentagem, aquela quebra de receitas representa entre 35 e 40% do orçamento anual da embarcação, que ronda 340 mil euros”.

“Perdemos períodos muito importantes. Até às férias da Páscoa tínhamos o navio-museu sempre cheio de visitas de estudo, durante a Páscoa recebíamos muitos visitantes espanhóis e também perdemos as visitas de estudo de final de ano letivo”, especificou.

O regresso do Gil Eannes à capital do Alto Minho aconteceu a 31 de janeiro de 1998. Ao longo de vários meses foi recuperado nos ainda Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), onde tinha sido construído, em 1955, para apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

Em agosto de 1998 abriu portas como navio-museu, gerido pela fundação, de iniciativa municipal, tendo desde então sido visitado por mais de um milhão de pessoas.

Os dois meses de encerramento devido ao surto do novo coronavírus foram aproveitados “para a reabilitação de áreas que seria muito difícil realizar com o navio-museu a funcionar”.

“Fomos às últimas reservas, mas não ficámos de mãos paradas. Com a ajuda de várias empresas do concelho recuperámos áreas que precisavam de intervenção e adaptámos o navio às regras da Direção-Geral da Saúde (DGS), obtendo a certificação ‘Safe and Clean’. Vamos abrir com total segurança”, reforçou.

João Lomba da Costa explicou que o navio-museu reabre, na terça-feira, a visitas com horário mais reduzido para “cumprir as duas operações de limpeza geral diária a que a embarcação vai ser sujeita e às seis higienizações do percurso dos visitantes e superfícies de toque”, sendo que encerra às segundas-feiras e as visitas de grupo continuam suspensas.

De acordo com aquele responsável, o navio-museu tem condições para receber “45 visitantes em simultâneo, nos 909 metros quadrados de área útil”.

Presente no encontro com os jornalistas, o presidente da Câmara de Viana do Castelo sublinhou que o encerramento do Gil Eannes foi “um ato doloroso para a fundação que ficou privada de mostrar a identidade e a memória de um concelho ligado ao mar” e que, com a reabertura, o Gil Eannes “volta a cumprir, na plenitude a missão que presidiu à sua reabilitação”.

“O Gil Eannes está em Viana do Castelo, mas assume-se como um património nacional porque comporta uma memória coletiva ligada ao mar”, sustentou o autarca socialista.

José Maria Costa agradeceu “às empresas que apoiaram a fundação durante o período difícil de encerramento, oferecendo donativos ou serviços que permitiram reabilitar o navio”.

As visitas ao navio consistem na passagem pela ponte de comando, cozinhas, padaria ou pela casa das máquinas, mas também pelo consultório médico, sala de tratamentos, gabinetes de radiologia e bloco operatório.

A bordo existe ainda um simulador que permite navegar, virtualmente, a saída da barra de Viana do Castelo.

O navio está ainda dotado de um percurso museológico e interpretativo sobre a cultura marítima de Viana do Castelo e de um Centro de Documentação Marítima.

Portugal contabiliza pelo menos 1.424 mortos associados à covid-19 em 32.700 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Novas medidas entraram em vigor hoje, com destaque para a abertura dos centros comerciais (à exceção da Área Metropolitana de Lisboa, que continuarão encerrados até, pelo menos, 04 de junho), dos ginásios ou das salas de espetáculos. Estas medidas juntam-se às que entraram em vigor no dia 18 de maio, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

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Braga

Destruiu casa da ex-namorada e ainda agrediu agentes da PSP em Braga

Violência doméstica

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Foto: DR / Arquivo

Um homem de 39 anos entrou na casa da ex-namorada, sem permissão, e começou a destruir o interior da mesma. Quando a polícia foi chamada ao local, o indivíduo ainda agrediu dois agentes.

A PSP de Braga foi alertada, no domingo, pelas 22h30, para uma situação de violência doméstica numa artéria da cidade.

Em comunicado, a polícia relata que se deslocou de imediato para o local, “tendo constatado que o suspeito, um cidadão com 39 anos, introduziu-se no interior do apartamento da sua ex-namorada, sem o seu consentimento, encontrando-se a destruir o recheio da mesma”.

“No decurso da intervenção policial, o mesmo continuou a ter uma atitude bastante alterada e agressiva, tendo ainda provocado ferimentos em dois agentes”, acrescenta a PSP.

O homem foi detido e é hoje presente no Tribunal Judicial de Braga.

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Braga

Autarca levou carrinha da Junta a comício do PSD. Vai doar 1.250 euros para evitar julgamento

Vila Verde

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Manuel Rodrigues (à esquerda) com António Vilela. Foto: Divulgação / CM Vila Verde

O autarca de Marrancos e Arcozelo, em Vila Verde, tem de doar 1.250 euros à Liga Portuguesa contra o Cancro para ver arquivado o processo de utilização de uma carrinha da autarquia para ir a um comício do PSD.

Em nota hoje publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que o Ministério Público (MP) determinou a suspensão provisória do processo de inquérito, por quatro meses, aplicando ao arguido a obrigação de doar aquela quantia.

Findo o prazo de quatro meses, o processo é arquivado se o arguido pagar a quantia fixada.

A injunção foi aplicada com a anuência do arguido e com a concordância do juiz de instrução.

O MP considerou indiciado que o arguido, Manuel Rodrigues (PSD), presidente da União de Freguesias de Marrancos e Arcozelo, utilizou, no dia 19 de maio de 2019, um veículo automóvel da autarquia para, juntamente com outras pessoas, se deslocar ao comício de Rui Rio, para as Europeias, na Quinta da Malafaia, em Esposende.

Para o MP, aquele modo de proceder fez o arguido incorrer na prática de um crime de peculato de uso, punível com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias.

No entanto, o MP decidiu-se pela suspensão provisória do processo, solução processual admissível face à moldura penal da infração e adequada às circunstâncias do caso e do arguido, designadamente ausência de antecedentes criminais, inserção social e profissional, ressarcimento da freguesia pela utilização do veículo já operado e caráter singular da conduta.

Na altura dos factos, o CDS de Vila Verde participou ao Ministério Público e à Comissão Nacional de Eleições o caso da utilização de uma carrinha de uma junta de freguesia do concelho para transportar pessoas para um comício do PSD, em Esposende.

Integrado na campanha para as Europeias, o comício contou com a presença de Rui Rio e Paulo Rangel.

Na altura, contactado pela Lusa, Manuel Rodrigues confirmou a utilização da carrinha a pedido de um particular, que pagou pelo “serviço” 150 euros.

“No fundo, foi um ‘donativo’ para a Junta, porque pagaram-nos 150 euros e nem sequer 40 euros gastámos”, referiu.

O autarca foi uma das nove pessoas que foram ao comício na carrinha, que foi conduzida pelo tesoureiro da Junta.

O CDS, na exposição que fez à Comissão Nacional de Eleições e ao Ministério Público, aludia a uma situação “absolutamente abusiva” e questionava se não estaria em causa um crime, “agravado por se tratar de período de campanha eleitoral, prejudicando deliberadamente todas as outras forças partidárias nacionais”.

O presidente da Junta disse que cedeu a carrinha “de boa-fé” e a pensar “no bem” da freguesia, mas garantiu que aquela fora “a primeira e última vez”.

“Sou novo nisto [primeiro mandato], nunca pensei que isto fosse dar esta polémica toda, mas agora admito que fui ingénuo. Não voltará a acontecer”, referiu.

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