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Alto Minho

Obras no portinho de Castelo de Neiva e na mata da Gelfa lançadas a concurso

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A sociedade Polis Litoral Norte abriu concurso público para duas empreitadas na zona costeira de Viana do Castelo e Caminha, no valor de mais 1,5 milhões de euros, tal como consta no anúncio hoje publicado em Diário da República.

Em causa está a modernização do portinho de pesca de Castelo do Neiva, em Viana do Castelo, orçada em mais de 1,2 milhões de euros e a requalificação da mata nacional da Gelfa, em Caminha, num investimento de 305 mil euros.

As intervenções são financiadas por fundos do Programa Operacional Regional do Norte.

De acordo com o anúncio hoje publicado, a intervenção no portinho de pesca de Castelo de Neiva, com um prazo de execução de 240 dias, “visa a melhoria do funcionamento da atividade piscatória”, atualmente, “a funcionar de modo desorganizado”.

A pesca artesanal movimenta naquela freguesia cerca de uma centena de famílias. Operam naquele portinho 30 pequenas e cerca de 70 pescadores.

Reportagem Porto Canal (2011)

A obra, há muito reclamada pelos pescadores locais, inclui a “substituição dos armazéns de aprestos existentes por novas construções, devidamente infraestruturadas, dispostas de modo a conferir melhores condições de trabalho para os pescadores”.

O projeto prevê a construção de “uma oficina de reparação de embarcações, um posto de abastecimento de combustível para as embarcações, locais para a recolha seletiva de resíduos, um novo guincho na rampa de acesso, e o aumento e reorganização das zonas de trânsito e aparcamento das embarcações de pesca em terra”.

A intervenção vai ainda criar “uma área para manuseamento, lavagem e reparação das artes da pesca e beneficiar toda a rede de infraestruturas básicas, estando também previstos trabalhos de recuperação da zona dunar, integrada na área de jurisdição portuária”.

Mata Nacional da Gelfa. Foto: CM Caminha

Mata Nacional da Gelfa. Foto: CM Caminha

Em Caminha, a empreitada na mata nacional da Gelfa, com prazo de execução de 180 dias, prevê “a construção de um troço da futura ecovia do Litoral Norte, que permitirá a ligação ininterrupta, em canal pedonal e ciclável, entre Moledo e o Forte do Cão, na Gelfa, ao longo de 7.100 metros”.

“A obra contempla o atravessamento de áreas tão importantes do ponto de vista natural, patrimonial, cultural e económico, como seja as urbes de Moledo e Vila Praia de Âncora, os Fortes da Lagarteira e do Cão, a zona estuarina do rio Âncora, a mata nacional da Gelfa e a área dos rochedos de Santo Isidoro”, lê-se naquele anúncio.

A empreitada inclui “demolições, movimentos de terras, pavimentos e contenções, infraestruturas e muros, mobiliário urbano e sinalização, fornecimento e aplicação de materiais vegetais”.

De acordo com a descrição do projeto, publicada na página daquela sociedade na Internet, “no traçado, com uma extensão de aproximadamente 1.380 metros que atravessa na plenitude a Mata Nacional da Gelfa, está previsto o aproveitamento de plataformas de caminhos e aceiros existentes, até à ligação com o Forte do Cão, já próximo do concelho de Viana do Castelo”.

A operação, explica a Polis Litoral Norte, tem como objetivo “a valorização, promoção ambiental e aumento do contacto da população com a orla costeira, a criação de um novo recurso turístico, com escala de atração internacional, capaz de provocar um aumento da procura, e de dormidas, no território, de promover a valorização da excelência do património cultural e natural no contexto de estratégias regionais distintivas de desenvolvimento turístico”.

Aquele troço “integra o projeto global da Ecovia do Litoral Norte, que se desenvolverá entre Caminha e Esposende ao longo de cerca de 73 quilómetros”.

Criada em 2009, a sociedade prevê obras de reabilitação numa faixa costeira de 50 quilómetros, integrando ainda as zonas estuarinas dos rios Minho, Coura, Âncora, Lima, Neiva e Cávado, numa extensão de, aproximadamente, 30 quilómetros. A área de intervenção totaliza cerca de cinco mil hectares e integra o Parque Natural do Litoral Norte.

Pescadores de Viana aplaudem obras em portinho mas receiam custos acrescidos

Os pescadores de Castelo de Neiva, Viana do Castelo, veem com bons olhos a modernização do portinho local, hoje lançada a concurso público, mas não querem “pagar renda” nos armazéns de aprestos previstos no projeto da Polis Litoral Norte.

A presidente da associação de pescadores disse que “é sempre bom” melhorar as condições de trabalho daquela comunidade piscatória mas manifestou-se “preocupada” com o pagamento de rendas pela utilização dos novos armazéns de aprestos.

“Os armazéns de aprestos que existem são nossos. Foram construídos por nós, em terrenos cedidos pela Junta de Freguesia. Agora com a construção dos novos, pela Polis Litoral Norte, vamos passar a pagar renda. Os pescadores já disseram que não vão pagar”, afirmou Maria José Neto.

A presidente da Associação de Armadores de Pesca de Castelo de Neiva revelou que tem mantido contactos “com a Junta de Freguesia, a Câmara de Viana do Castelo e a sociedade Polis Litoral Norte para tentar melhorar o negócio”.

Os pescadores estão preocupados porque vai ser muito dinheiro. Vamos ver se conseguimos encontrar a melhor solução porque o pessoal já disse que não paga”, sustentou a responsável adiantando que naquele portinho existem atualmente cerca de meia centena de armazéns de aprestos.

 

 

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Viana do Castelo

Lobo ibérico fotografado em Viana

Um dos últimos 30 lobos do Alto Minho

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Foto: Facebook de José Morais

Um exemplar de lobo ibérico foi fotografado na floresta do Outeiro, no concelho de Viana do Castelo, por um autarca, que divulgou as fotos nas redes sociais.

José Morais, presidente da Junta de Outeiro, explica que esta foi a primeira vez que um exemplar desta espécie ameaçada foi avistada naquela serra, já próxima de aglomerados habitacionais.

Lobo ibérico em Outeiro. Foto: Facebook de José Morais

Lobo ibérico em Outeiro. Foto: Facebook de José Morais

Lobo ibérico em Outeiro. Foto: Facebook de José Morais

De acordo com os números do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto, consultados por O MINHO, este poderá ser um dos últimos 30 elementos remanescentes das seis (ou sete) alcateias que ainda existem no distrito de Viana do Castelo, possivelmente vindo da Serra de Arga.

Em toda a zona Norte, existem cerca de 300 lobos, grande maioria concentrada na sub-região de Trás-Os-Montes, entre o rio Douro e Espanha (total de 54 alcateias).

Lobo ibérico em Outeiro. Foto: Facebook de José Morais

Lobo ibérico em Outeiro. Foto: Facebook de José Morais

Lobo ibérico em Outeiro. Foto: Facebook de José Morais

No distrito de Viana, e sob monitorização da CIBIO, são seis alcateias: Soajo, Vez, Peneda, Boulhosa, Cruz Vermelha [Paredes de Coura] e Serra de Arga.

As mais estáveis estão em Soajo e na Peneda, no concelho de Arcos de Valdevez, já dentro do coração do Parque Nacional Peneda-Gerês.

As que estão em maior risco são as de Paredes de Coura, que já chegaram a desaparecer durante 15 anos, regressando em 2010.

Habitualmente, algumas dessas alcateias são fotografadas no seu próprio habitat, sobretudo por alguns fotógrafos que passam vários dias à espera do momento perfeito para captar os canídeos, como é o caso de João Ferreira.

Desta vez, a fotografia foi captada já perto da civilização, o que pode representar perigo para o animal.

Em 2018, em Paredes de Coura, um exemplar destes lobos foi encontrado cadáver com um tiro na nuca.

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Alto Minho

Provedoras de Cerveira e Tomiño (Galiza) distinguidas por “boa prática” de cidadania

A entrega do prémio teve lugar em Iztapalapa, México

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Foto: Arquivo

O projeto da Provedoria Transfronteiriça Cerveira-Tomiño, criado em 2017 pela eurocidade constituída pelos dois municípios vizinhos recebeu hoje, no município de Iztapalapa, México, uma menção honrosa por “Boa Prática em Participação Cidadã 2019”.

Em comunicado feito, esta quarta-feira, a eurocidade constituída por Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, e Tomiño, na Galiza, adiantou que a distinção foi atribuída pelo Observatório Internacional da Democracia Participativa (OIDP), criado em 2001 e constituído por mais de 800 vilas, cidades e organizações de todo o mundo.

“A eurocidade Cerveira-Tomiño apresentou a experiência das provedoras transfronteiriças como um instrumento impulsionador da participação cidadã. Na fundamentação da candidatura destacou-se que apesar das fronteiras físicas terem sido banidas da União Europeia, ainda persistem muitas fronteiras burocráticas que impedem uma cooperação eficaz entre as comunidades locais”, explica a nota.

Para os dois concelhos vizinhos, “a existência de instituições pioneiras de carácter transfronteiriço como as provedoras ou o Orçamento Participativo Transfronteiriço facilitam o a cidadania com o objetivo de construir eurocidadania e zonas francas sociais com maior igualdade e melhor qualidade de vida”.

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Alto Minho

PSD quer saber “qual o ponto da situação” da inspeção da ACT de Viana na Kyaia

Trabalhadores queixam-se de fazer 20 minutos extra para compensar pausas para lanche

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Foto: Divulgação

O PSD questionou hoje o Governo sobre “qual o ponto” de situação da inspeção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) de Viana do Castelo na Kyaia quanto ao “diferendo” sobre pausas para descanso.

Numa questão dirigida à ACT e ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, os deputados Emília Cerqueira, Jorge Mendes e Eduardo Teixeira explicam que a administração daquela empresa de calçado, sediada em Guimarães, mas com unidade de produção em Paredes de Coura há 31 anos, “introduziu unilateralmente”, em 08 de outubro, duas pausas de dez minutos.

Segundo os deputados, “a introdução de tais pausas é até desejável, dada a sua influência na melhoria das condições de prestação do trabalho,” mas “em consequência, a entidade patronal está a exigir aos trabalhadores a prestação de 20 minutos de trabalho suplementar com vista a compensar essas pausas”.

Os deputados referem ainda que lhes foi transmitido, numa reunião com os trabalhadores, que aqueles que “se recusam a prestar esses 20 minutos de trabalho têm visto esse tempo descontado na sua remuneração mensal” e que “desta situação foi dado conhecimento à ACT”.

Por isso, o PSD questionou a ACT e o ministério da tutela sobre qual o ponto de situação da ação inspetiva levada a cabo pelo ACT de Viana do Castelo relativamente ao diferendo que opõe “os trabalhadores da empresa e a administração”.

A empresa Kyaia emprega cerca de 350 pessoas, produzindo três marcas de calçado, sendo que o horário de trabalho na empresa sempre foi praticado em dois períodos, um de manhã das 8:30 às 12:30 e o período da tarde das 13:30 às 17:30, prestados de forma contínua.

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