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Futebol

“O espaço que o Benfica teve foi concedido por nós”

Ricardo Soares

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Foto: Twitter

Declarações após o jogo Benfica-Moreirense (2-0), da segunda jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio da Luz, em Lisboa:


Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Sabemos que o Benfica este ano é uma equipa extremamente forte, sobretudo no ataque, com jogadores talentosos e rápidos, que provocam grandes desequilíbrios.

O Benfica entrou muito forte, mas estivemos bem defensivamente e o espaço que o Benfica teve foi concedido por nós. Depois, sofremos um golo de bola parada, numa situação que conhecíamos, mas ainda assim tivemos duas situações de golo. Foi manifestamente pouco para o que queríamos, mas houve muito mérito do Benfica, que ganhou com justiça e tivemos a humildade de perceber que era um jogo muito difícil para nós.

Realisticamente, sabemos que o Benfica é muito superior ao Moreirense. Se caíssemos na tentação de subir alguns metros, certamente o resultado seria outro.

Estou à espera de jogadores, pois inclusive não tínhamos os 20 necessários para hoje. A direção está a fazer o seu trabalho e sabe das nossas necessidades. Somos pacientes, mas sabemos que o futebol é feito de resultados. Estamos cá para trabalhar e atingir o objetivo final, que é a manutenção”.

Jorge Jesus (treinador do Benfica): “Esta exibição merecia que aqui estivessem 50 mil pessoas para presenciar esta qualidade de jogo, apesar de não ter sido traduzida em golos.

Acreditava que estaríamos melhor do que em Famalicão e estivemos, menos na concretização. Não demos chances ao Moreirense, que esteve bem organizado, fez o que pôde, mas apanhou um Benfica com uma grande intensidade e que já é muito difícil de parar.

Tenho quase a certeza que foi o último jogo que ele [Rúben Dias] fez. No futebol tudo muda no último segundo, mas aqui acho que não. Temos pena de o ver partir, um jogador formado no Seixal, mas também tenho culpa de ele sair, devido à eliminação da ‘Champions’. Há coisas que têm de se equilibrar e a direção entendeu, e bem, que isso tem de ser feito. Ele tem um grande valor de mercado, pois é um grande jogador.

Queríamos um central antes da saída do Rúben. Com a saída do Rúben temos de contratar dois centrais. No negócio do Ruben há o nome de outro central e a partir de hoje vou procurar saber mais pormenores.

Otamendi é um dos centrais que faz parte dos quadros do Manchester City, que já mostrou valor no FC Porto, é um jogador de seleção, que foi titular do Manchester City, e é claro que nos agrada. O jogador que chegar não será um jovem, terá de ser um jogador experiente, como o Otamendi ou o Ruben Semedo, que já trabalhou um ano comigo e sabe bem o que quero”.

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Futebol

Vitória diminui passivo pela oitava época consecutiva

Finanças

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Miguel Pinto Lisboa. Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO (Arquivo)

O passivo do Vitória SC, clube cuja SAD tem a equipa da I Liga portuguesa de futebol, desceu pela oitava temporada seguida, tendo-se fixado nos 6,68 milhões de euros no final da época 2019/20, mostra o relatório e contas.

Publicado no sítio oficial vitoriano, na noite de sexta-feira, o documento que vai ser votado na assembleia-geral de 10 de outubro revela que o passivo baixou 10,3%, dos 7,45 para os 6,68 milhões, confirmando a tendência decrescente que ocorre desde 2011/12, quando o clube se viu com 24 milhões de passivo e teve de se restruturar financeiramente, com um Plano Extrajudicial de Conciliação.

Essa redução deveu-se quase toda ao “serviço da dívida reestruturada ao Estado e banca”, cujo valor desceu dos 6,13 para os 5,41 milhões de euros, após o Vitória ter liquidado 727 mil euros na temporada anterior, refere o parecer do conselho fiscal vitoriano ao relatório e contas, favorável por unanimidade.

Já o ativo do clube, que corresponde sobretudo às infraestruturas de que é proprietário, desvalorizou dos 34,07 para os 32,83 milhões de euros.

Depois de três épocas com resultados positivos – 798 mil euros em 2016/17, 303 mil em 2017/18 e 747 mil em 2018/19, o Vitória de Guimarães concluiu a temporada 2019/20 com um resultado negativo de 355 mil, indica ainda o relatório e contas.

Responsável por várias modalidades desportivas e pelo futebol de formação abaixo dos 11 anos, o clube minhoto ainda conseguiu um saldo positivo de 519 mil euros entre rendimentos e gastos, antes de encargos como juros e impostos, mas a receita total desceu quase 25%, dos 5,96 para os 4,49 milhões de euros.

O parecer do conselho fiscal indica que a receita com quotização e lugares anuais se manteve nos 2,25 milhões de euros, mas a das rendas baixou de 607 para 530 mil euros e das modalidades também caiu, de 759 para 528 mil euros, em parte devido ao cancelamento das atividades desportivas em março de 2020, forçado pela pandemia de covid-19.

Os gastos também caíram entre 2018/19 e 2019/20, mas somente 7,4%, dos 4,28 para os 3,97 milhões de euros, com os encargos com modalidades a serem de 1,15 milhões, valor semelhante ao da temporada anterior.

Na próxima reunião magna, os sócios vitorianos vão ainda votar o orçamento para a época 2020/21, decisão que costuma acontecer em junho, mas que o clube decidiu adiar devido à pandemia de covid-19.

O documento prevê um resultado líquido negativo de 62 mil euros, com rendimentos totais de cerca de quatro milhões de euros, sustentados principalmente pela quotização (1,6 milhões) e pelas modalidades (820 mil euros), e gastos de 3,35 milhões, destinados também às modalidades (1,02 milhões) e à porção da quotização que o clube tem de entregar à SAD (863 mil euros).

O parecer do conselho fiscal, favorável por unanimidade, refere que o orçamento constitui uma “resposta responsável ao contexto da pandemia” e é “estratégico”, quando o clube se prepara para adquirir a maioria da SAD.

O Vitória anunciou, na quinta-feira, que vai deter 96,4% da SAD, após comprar as ações de Mário Ferreira, correspondentes a 56,4% do capital, por 6,5 milhões de euros, em três tranches, até 31 de março de 2022.

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Futebol

“Dos três jogos, este foi o que mais nos custou e ganhámos”

Tiago Mendes

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Foto: DR

Declarações dos treinadores após o jogo Vitória SC-Paços de Ferreira (1-0), da terceira jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Tiago Mendes (treinador do Vitória SC): “O futebol é isto. Dos três jogos, este foi o que mais nos custou e ganhámos. Estou contente, porque era uma vitória que procurávamos, que vai dar confiança à equipa. Nem tudo foi perfeito hoje, mas estou muito contente por ter ganhado.

Estou contente. Hoje foi o jogo que nos custou mais, mas tanto no jogo com o Belenenses SAD, como no jogo com o Rio Ave, estivemos bem. Hoje, tivemos alguma ansiedade. A equipa está a criar química. Somos uma equipa jovem. Criar rotinas sobre vitórias é mais fácil, e precisamos de crescer.

Falando do Bruno [Varela], foi mais uma grande exibição. Tem dado segurança à equipa. Na verdade, a equipa tem trabalhado muito bem. Sofremos um golo de bola parada e nem sei bem a parte com que o jogador do Belenenses SAD marcou [na derrota por 1-0 na primeira jornada]. Ele tem demonstrado nos treinos e nos jogos que está bem.

Faltou-nos ter mais bola. Eram quase sempre os nossos centrais a iniciar os lances de ataque. Nem o Agu, nem o Pepelu estavam a conseguir pegar no jogo e tive de tirar um deles [para colocar o Janvier]. Não gosto de tirar um jogador à meia hora de jogo.

Não sei dizer a equipa que irá jogar [no próximo jogo, com o Boavista]. Isso nem me preocupa. Vão ser duas semanas boas para nós. Ganhar dá-nos confiança.

Na primeira vez que [o Marcus Edwards] saiu, estava lesionado. Hoje, saiu para entrar o Rochinha, que esteve bem. O que vai na cabeça dele [sobre uma possível saída] só ele sabe. Eu sinto-o bem, a treinar bem.”

Pepa (treinador do Paços de Ferreira): “Não entrámos muito bem nos primeiros 15 minutos. Na recuperação de bola, não estávamos a sair da pressão. A partir dos 15 minutos, pegámos no jogo e tivemos várias oportunidades, com jogo fluido por dentro e por fora. Saímos daqui frustrados pelo resultado. São as vitórias morais que não existem, mas foi uma exibição muito conseguida pelos jogadores.

O Bruno Varela [guarda-redes do Vitória de Guimarães] foi o melhor jogador em campo. Não tenho problemas nenhuns em reconhecer quando o adversário é superior. Hoje, o Paços foi superior ao Vitória. Temos de manter este volume ofensivo, porque a bola vai entrar. Estaria preocupado se não tivéssemos criado oportunidades, mas criámos.

Fomos infelizes em Portimão, no penálti no último minuto dos descontos [falhado por Douglas Tanque], mas eu não vou crucificar alguém por uma má decisão [Fernando Fonseca, que cometeu penálti sobre Rochinha]. Fez um bom jogo, mas foi infeliz nesse lance. Ele sabe que teve uma abordagem infeliz. Vou-me agarrar ao que a equipa fez de bom.

Nunca me vou lamentar de quem não está [relativamente aos casos de covid-19 detetados em Diaby e em João Amaral]. São jogadores importantes, como são todos os outros. Se o processo estiver identificado e todos souberem o que têm de fazer dentro de campo, conto com eles.

Queria dar os parabéns ao Rio Ave, porque caiu de pé [no ‘play-off’ da Liga Europa] e o futebol português saiu valorizado.”

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Futebol

“A equipa de arbitragem merece os parabéns”

Ricardo Soares

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Foto: DR

Declarações após o jogo Moreirense-Boavista (1-1), da terceira jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Fizemos um grande jogo. Aliás, tivemos aqui um excelente jogo de futebol e com três equipas muito boas. A equipa de arbitragem merece os parabéns, porque pôs o jogo a andar, não marcou faltinhas, marcou o que tinha de marcar e penso que todos temos a ganhar com esta forma de estar.

Entrámos bem, tivemos duas situações claras e depois acontece um golo de antologia. Tenho pena de duas coisas: não haver gente no estádio para festejar e, por outro lado, de gostar que esse golo fosse meu e não do adversário. Temos de aceitar e dar os parabéns a quem faz um golo destes. É isto que torna faz do futebol o desporto mais apreciado.

A partir daí, o adversário teve mais bola e nós preferimos ajustar e respirar um bocadinho para voltar ao jogo, já que não quero que a minha equipa esteja desequilibrada. O resultado ao intervalo era extremamente injusto, mas voltámos a entrar fortes na segunda parte, fizemos o empate e podíamos ter revertido o marcador.

Fico triste, porque os meus jogadores mereciam os três pontos pelo trabalho efetuado, mas também tenho de aceitar o resultado, pois jogámos contra uma grande equipa, com um grande investimento e recheado de jogadores com muita qualidade individual.

Esta equipa tem muita margem para crescer. Há jogadores que chegaram há pouco tempo e acreditamos muito neles. Juntamente com os que já cá estavam, vão criar uma competitividade interna que é de salutar. É essa luta pelo seu espaço de forma comprometida que faz os jogadores transcenderem-se e evoluírem.

Este ano houve um conjunto de equipas que se reforçou muito. Acredito que este campeonato será mais nivelado por cima e será extremamente difícil para todos. Estou preparado para essas dificuldades e todos vamos trabalhar muito para que possamos fazer uma época tranquila e a somar pontos.”

Vasco Seabra (treinador do Boavista): “No cômputo geral, tivemos mais e melhores oportunidades para podermos dilatar a vantagem e fechar o jogo mais cedo. Na primeira parte, fomos consistentes, capazes e não permitimos grandes oportunidades ao Moreirense, que é sempre uma equipa sempre muito difícil e bem organizada.

Conseguimos estancar o jogo deles e criar as melhores condições para podermos finalizar. Penso que o resultado ao intervalo era curto. Na segunda parte, o jogo ficou mais combativo. Entrámos num registo muito mais físico, mas a nossa equipa bateu-se pelo jogo e voltou a criar uma situação de finalização logo no primeiro minuto.

Seguiu-se um período com alguma instabilidade e permitimos uma ou outra situação ao Moreirense, que acabou por empatar de penálti. Mesmo assim, fomos capazes de chegar lá à frente para voltarmos à dianteira do marcador. Não conseguimos, mas merecíamos ter saído daqui com os três pontos. Temos um longo caminho a percorrer.

O Angel Gomes é um jogador muito humilde, que tem uma vontade grande de vencer e de acrescentar à equipa. Hoje deu um passo em frente em relação àquilo a que se tinha proposto e está a tornar-se um jogador consistente e com a qualidade que é inegável. Naturalmente estamos satisfeitos por contar com ele e com todos os outros.

É a realidade e não vou fugir disso. Nos dois jogos fora de casa mostrámos capacidade para disputar o jogo e sairmos vencedores. Sentimos que o nosso percurso vai ficar agarrado a pontos que conquistaremos com regularidade. A frustração no balneário foi grande no final. Sentimos que nos fugiu das mãos uma coisa que fizemos por agarrar.”

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