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Alto Minho

No Alto Minho concertinas e cantares ao desafio afinam na luta contra o lítio

Reportagem

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Foto: Pedro Pinheiro Augusto

O encontro nacional de “cidadania” que reúne, este sábado, em Vila Nova de Cerveira movimentos e associações do país que lutam contra minas a céu aberto começou com um número musical de contestação ao lítio à moda do Alto Minho.

O som afinado das concertinas e dos cantadores ao desafio deu, hoje de manhã, o mote à reflexão de “ativistas cívicos” com quadras adaptadas do Vira Velho: “Eu mandei dizer ao sol que não tornasse a nascer. Com minas na serra d’ Arga, que vem cá o sol fazer?”, entoaram os seis elementos do grupo, também informal, nascido no seio do movimento SOS Serra d’Arga, organizador do encontro nacional e um dos movimentos cívicos que, no distrito de Viana do Castelo, se formaram para lutar contra a exploração.

O primeiro encontro nacional continua hoje à tarde com a participação dos sete partidos com assento parlamentar, representantes de câmaras do distrito de Viana do Castelo e associações ambientalistas.

Durante a manhã, no cineteatro de Vila Nova de Cerveira, ouviram-se os testemunhos dos cidadãos que dão o rosto aos movimentos e associações do Minho, a Trás-os-Montes, das Beiras ao Alentejo: o Movimento Contra a Mineração Beira Serra, o GPSA – Grupo de Preservação Serra da Argemela, o Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, SOS Serra d’Arga, a Associação Covas do Barroso, a Associação Montalegre com Vida, os Guardiões da Serra da Estrela, o movimento Em Defesa da Serra da Peneda e do Soajo e outro de Penalva do Castelo.

As primeiras informações sobre a “febre do lítio” surgiram pela comunicação social. Apanharam as populações de “surpresa” que informalmente, na maioria casos através redes sociais, fizeram acordar o “dever de cidadania” em defesa de “aldeias, do mundo rural, de património ambiental, e da qualidade de vida de quem habita os territórios”.

Com cerca de uma centena de pessoas na assistência ouviu-se falar numa luta “desigual” entre cidadãos e “gigantes que prometem milhões pelo petróleo branco fornecido pela Arábia Saudita da Europa” levaram à constituição de movimentos e associações.

Caso a caso, cada movimento contou as suas experiências e a “uma só voz” apontaram a “união” como único caminho a percorrer no combate à “catástrofe, tragédia ou ataque brutal” da exploração mineral e recusaram para as suas regiões ganhem a designação de “El Dourado” do lítio.

Ouviram-se apelos para a participação na manifestação nacional marcada para dia 21, em Lisboa, intitulada “Não às minas” – “Contra a febre da mineração em Portugal” e ficou o repto para a constituição e formalização do Movimento de Intervenção Nacional pelo Ambiente (MINA).

Este mês, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes disse que, dos 12 territórios identificados em Portugal, foram excluídos três, por se encontrarem em “zonas sensíveis ou em parques naturais ou áreas protegidas”, pelo que ao concurso para a prospeção de lítio vão apenas nove lotes.

Daqui, referiu, “resultará uma atividade de prospeção com regras ambientais extraordinariamente apertadas e qualquer passagem para a exploração é uma passagem que será sempre precedida de uma avaliação de impacto ambiental”, reiterou.

Hoje, nas intervenções de cerca de dez minutos que couberam a cada movimento ou associação de contestação ao lítio, o poder autárquico e o Governo não ficaram isentos de culpas num processo que consideram de “contornos pouco claros, numa cabala que está a ser constituída em torno do lítio”.

A “falta de transparência, de acesso a informação independente, a desinformação, a ausência de diálogo e de envolvimento com as populações, os interesses financeiros incomensuráveis” foram as principais críticas tecidas aos processos de mineração previstos para as várias zonas do país.

Com um “objetivo comum”, os movimentos e associações deixaram, hoje, a garantia de que irão “resistir até às últimas consequências, recorrendo a todas as formas possíveis”, desde os tribunais à luta, “dando o corpo às balas” para travar a “corrida ao lítio”.

O lítio é um tema polémico em Portugal. De um lado estão os que temem os prejuízos ambientais resultantes da exploração e do outro os que defendem o lítio como energia de futuro, o investimento e os postos de trabalho.

A procura mundial pelo lítio, usado por exemplo na produção de baterias para automóveis ou telemóveis, está a aumentar e Portugal é reconhecido como um dos países com reservas suficientes para uma exploração comercial economicamente viável.

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Viana do Castelo

Testes de “flutuação” do parque eólico em Viana concluídos com sucesso

Exploração do potencial eólico no mar

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Foto: O Instalador

A ASM Industries efetuou, “com sucesso”, as operações de teste e flutuação da primeira das duas plataformas contratadas para o novo parque eólico offshore em Viana do Castelo, no âmbito do projeto WindFloat, foi esta terça-feira anunciado.

“Os testes decorreram com enorme sucesso e em total segurança e foram o culminar de vários meses de trabalho árduo e contínuo. Este é um projeto que coloca Portugal no centro das atenções no que toca a soluções flutuantes para a indústria da energia eólica offshore”, afirmou, em comunicado, o presidente executivo da ASM Industries, Adelino Costa Matos.

O projeto WindFloat Atlântico, que é detido pela empresa Windplus, tem como objetivo o aproveitamento da energia eólica offshore, através de uma tecnologia da Principle Power, que permite a exploração do potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40 metros.

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Viana do Castelo

Movimento de mercadoria no porto de Viana do Castelo aumenta 19%

Movimentou, até setembro, 308 mil toneladas de mercadoria

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Porto de Viana do Castelo. Foto: Divulgação

O porto de Viana do Castelo movimentou, até setembro, 308 mil toneladas de mercadoria, um aumento de 19% face a 2018, sendo que “a média mensal superou as expetativas” ao registar um acréscimo de 26% no mesmo período.

Em comunicado enviado à Lusa, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) adiantou que “os granéis sólidos registaram um aumento considerável, com 124 mil toneladas, que corresponderam a um crescimento de 112% face ao período homólogo”.

Segundo a APDL, “entre as principais mercadorias movimentadas no porto de Viana do Castelo destacam-se os agroalimentares que registaram um aumento de 51 mil toneladas (+537%), tornando-se na principal mercadoria importada através infraestrutura portuária”.

“Desde o início do ano, o Porto de Viana do Castelo tem assistido a um crescimento sucessivo da movimentação de mercadorias. Entramos agora no último trimestre do ano com grande expectativa para o fecho de 2019. Esta infraestrutura portuária tem conseguido criar um dinamismo muito interessante para a economia da região e do país”, destacou a administração da APDL.

Segundo a APDL, o porto situado na capital do Alto Minho “tem um papel preponderante no desenvolvimento socioeconómico da região”.

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Viana do Castelo

Manuel Cunha Júnior é o novo presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo

Substituindo no cargo Luís Ceia

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Foto: Divulgação

Manuel Cunha Júnior é o novo presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), substituindo no cargo Luís Ceia, que desde setembro é administrador dos Serviços de Ação Social do politécnico local.

Em comunicado enviado esta terça-feira à imprensa, a AEVC adiantou que a eleição de Manuel Cunha Júnior, para o triénio 2019/2022, decorreu na segunda-feira.

Anteriormente, e durante dois mandatos (de três anos cada), Manuel Cunha Júnior desempenhou as funções de vice-presidente daquela instituição que tem entre “1.500 a 1.700” associados.

Luís Ceia foi presidente da AEVC durante uma década, acumulando a liderança da Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL).

Em declarações à Lusa, Luís Ceia adiantou hoje que irá manter-se à frente da CEVAL, estrutura que representa cerca de 5.000 empresas do distrito de Viana do Castelo, e explicou ter cessado funções na presidência da AEVC por “se ter fechado um ciclo e haver necessidade de renovação”.

“O conselho fiscal demitiu-se há um mês. Havia necessidade de fazer eleições para eleger novos elementos para esse órgão. Por outro lado, o meu mandato terminava em dezembro de 2020 e já tinha adiantado que não fazia questão de me recandidatar. Já não podia dar o que a instituição precisa face às exigências que se colocam ao tecido empresarial”, explicou.

Ceia referiu que “vai continuar ligado à instituição”, noutras funções que não a de presidente, cargo que, destacou, “não é remunerado”.

Desde 02 de setembro que Luís Ceia passou a desempenhar as funções de administrador dos Serviços de Ação Social (SAS) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).

Na nota enviada à imprensa, a AEVC acrescentou que na segunda-feira foram ainda eleitos os membros para a Assembleia Geral e Conselho Fiscal.

Manuel Cunha Júnior é o 25.º presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo, sucedendo a Luís Ceia que se manteve no cargo desde 2009.

Para o novo presidente da AEVC, citado naquela nota, “a nova estrutura diretiva procurará dignificar o passado da maior associação empresarial da região, incrementando e inovando a sua gestão, procurando cumprir com todos os anseios dos seus associados”.

A AEVC e a quarta mais antiga do país, tendo sido fundada em 1852.

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