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Cávado

Multidão de pessoas e ‘coroas’ de flores para o ‘último adeus’ a Paulo Gonçalves

Adeus, ‘Speedy’

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

último adeus ao piloto esposendense Paulo Gonçalves está a ser marcado pela entrega de centenas de coroas de flores, junto à Igreja de Gemeses, em Esposende, ao longo desta sexta-feira.

Para além das lembranças, que chegam de vários cantos do mundo, chegam centenas de pessoas que pretendem estar no derradeiro tributo ao corpo do malogrado piloto que perdeu a vida no Dakar.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Em frente à igreja paroquial, onde é celebrada a missa de corpo presente, estão alinhadas centenas de cadeiras para acomodar todos os que marcam presença na cerimónia, que iniciou às 16:00 horas.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A última homenagem do universo motard decorreu ontem, quinta-feira, no trajeto do cortejo fúnebre que trouxe o corpo desde o aeroporto até Esposende, com as motos alinhadas na marginal, antecedendo o minuto de silêncio que foi cumprido na Praça do Município, antes de rumar a Gemeses.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Campeão do mundo de Cross-Country e Rallyes, em 2013, Paulo Gonçalves concluiu o Rali Dakar de todo-o-terreno em segundo lugar, em 2015, prova na qual participou por 13 vezes, tendo concluído quatro delas entre os dez primeiros classificados.

Era o piloto português com mais títulos nacionais e internacionais, numa carreira iniciada no Motocross e que passou também pelo Enduro e TT.

Em 2016, o Instituto Português do Desporto e da Juventude atribui-lhe o Prémio de Ética no Desporto por ter parado durante uma das etapas do Dakar2016, quando liderava a corrida, para ajudar o austríaco Mathias Walkner, que tinha caído.

Morreu, no passado dia 12 de janeiro, na sequência de uma queda durante a sétima etapa do Dakar 2020, na Arábia Saudita.

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Barcelos

Barcelos perde nova batalha judicial para travar linha de muito alta tensão

Covid-19

em

Foto: DR

O Tribunal Central Administrativo do Norte (TCAN) confirmou o indeferimento da providência cautelar interposta pela Câmara de Barcelos para travar a construção de uma linha de muito alta tensão no concelho.

Por acórdão datado de 13 de março, hoje consultado pela Lusa, o TCAN refere que a câmara não concretiza os riscos decorrentes da instalação da linha, tanto para o ambiente como para a saúde pública, fazendo apenas uma “alegação genérica”.

Assim, o TCAN considera que a câmara não alegou e provou, “como lhe competia, factos concretos que permitissem ao tribunal concluir que da instalação e funcionamento da linha elétrica resultará a produção de prejuízos de difícil reparação para os interesses da população da autarquia, traduzidos designadamente na lesão da sua saúde”.

Interposta em setembro de 2019, a providência cautelar pede o embargo de obra e a abstenção de qualquer conduta ou operação material que se relacione com a construção da linha, bem como a suspensão da eficácia da declaração de impacte ambiental e a suspensão da eficácia do despacho que concedeu a licença de construção.

A providência cautelar visa a Redes Energéticas Nacionais (REN), promotora da linha, mas também a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Em novembro de 2019, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga julgou improcedente a providência cautelar, mas a Câmara interpôs recurso para o TCAN, que também não lhe deu razão.

A Câmara alega que o traçado da linha vai penalizar nove freguesias do concelho, com particular incidência em Perelhal, Vila Seca e Macieira de Rates, onde passará por “zonas populacionais importantes”.

No recurso, a Câmara dizia ainda que não se lhe pode pedir que concretize os potenciais riscos decorrentes da instalação da linha, considerando que faltam estudos e regulamentação.

Acrescenta que, neste momento, o grande perigo da instalação da linha é colocar “toda uma população sob efeitos que se desconhecem da exposição aos campos elétricos e magnéticos derivados de linhas de muito alta tensão, pois inexistem estudos e normas sobre os níveis da exposição humana máxima admitidos a campos eletromagnéticos”.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da Câmara de Barcelos disse que já foi interposto recurso para o Supremo Tribunal Administrativo.

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Cávado

PCP critica construção numa duna em Esposende: “Escandaloso atentando ambiental”

Praia Suave Mar

em

Foto: O MINHO

O PCP de Esposende classificou hoje como um “claro e escandaloso atentado ambiental” a reconstrução de uma casa numa duna primária com autorização da autarquia, exigindo “com urgência” a demolição do edificado.

Em comunicado enviado à agência Lusa, aquela estrutura comunista manifesta a sua “veemente repugnância” pela autorização da obra “em plena duna primária”, junto à Praia Suave Mar, em Esposende, no Parque Natural do Litoral Norte.

Os comunistas afirmam ainda já ter questionado a autarquia sobre os fundamentos “que apoiaram a emissão da licença de remodelação/reconstrução” da referida moradia e se o “Ministério do Ambiente e Ação Climática, ou outro organismo da sua dependência como a Agência Portuguesa do Ambiente, deu parecer favorável ao licenciamento da sobredita edificação e qual foi a argumentação aduzida para tal licenciamento”.

Segundo o PCP de Esposende, a “construção/reconstrução da vivenda em causa, pelas suas dimensões, pelo impacto sobre a paisagem, pela sua localização, em primeira linha de costa – duna primária -, constitui um claro e escandaloso atentado ambiental no Litoral de Esposende”.

O partido refere ainda que o licenciamento da obra “desmonta toda a propaganda política ambiental do Governo e, também, da Câmara Municipal de Esposende”.

Como exemplo, aponta o texto as advertências aos “proprietários de restaurantes e moradores, por exemplo, na zona de Cedovém e Pedrinhas na Apúlia, para a emergência de demolições de construções, tudo com a justificação do avanço do mar e erosão costeira e, ao mesmo tempo, permitem que sejam construídas edificações, verdadeiras aberrações e atentados ambientais, na faixa mais litoral e de elevado risco do concelho, como esta na Praia Suave Mar”.

O PCP afirma que “em defesa da câmara, há vozes que afirmam que esta construção é legal mas, dizem, “para a comissão Concelhia do PCP tal não é evidente”.

“É imperioso que se trave esta construção e que se tomem, com urgência, medidas para a demolição do que já foi edificado, reduzir a sua volumetria ou mesmo impedir esta construção, equacionando-se, neste caso, uma eventual indemnização do proprietário”.

Os comunistas apelam ainda “à população residente e não residente no concelho de Esposende, às associações de defesa do ambiente, aos académicos e cientistas que têm o litoral como centro de pesquisa e estudo, a todos os que se preocupam com o avanço do mar e aumento da erosão costeira, a todos os que se preocupam com a defesa do litoral de Esposende, para que expressem a sua indignação e veemente repúdio face à edificação da obra referida”.

A Lusa tentou uma reação por parte da Câmara Municipal de Esposende e do Ministério do Ambiente, mas até ao momento não foi possível obter a referida reação.

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Barcelos

Pavilhão Municipal de Barcelos passa a hospital de campanha com capacidade para 80 camas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Pavilhão Municipal de Barcelos passará a funcionar como hospital de campanha, com capacidade para 80 camas, para fazer face à pandemia covid-19.

“Está já previsto [o hospital de campanha], embora não tenha ainda sido iniciada a instalação da estrutura física”, disse a O MINHO o presidente do Conselho de Administração do Hospital de Barcelos, Joaquim Barbosa.

A capacidade máxima do hospital de campanha, “de acordo com o projeto existente”, é de 80 camas, mas a sua instalação será “progressiva à medida das necessidades”, começando, “eventualmente, com 20 a 30 camas”, adianta o presidente do Conselho de Administração do Hospital de Barcelos.

“Trata-se de um projeto que visa alargar a capacidade de internamento do hospital, destinado a doentes na fase pré alta, já com um estado de evolução que não exige cuidados hospitalares mais diferenciados ou então para doentes que, podendo ter alta, aguardam uma resposta social ou a colocação nabrede nacional de cuidados continuidados”, concluiu Joaquim Barbosa.

A Câmara de Barcelos tinha cedido ao Hospital de Barcelos o Pavilhão Municipal que, desde então, tem funcionado como estrutura de apoio àquela unidade de saúde.

Barcelos tem 107 doentes infetados, segundo o balanço feito ontem pela Direção-Geral da Saúde.

No país, registaram-se 380 mortes e 13.141 casos de infeções confirmadas.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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