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Alto Minho

Movimento Serra d’Arga exige suspensão imediata de concurso para prospeção de lítio

Ambiente

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Foto: Facebook de Susana Araújo / Grupo "Movimento SOS Serra d'Arga"

O porta-voz do movimento cívico SOS Serra d’Arga reclamou hoje, numa audição na Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território a suspensão imediata do concurso público para prospeção de lítio naquele território do Alto Minho.


“Esta foi uma oportunidade para deixar um claro aviso aos deputados da Nação. Queremos ter uma voz ativa no modelo de desenvolvimento da nossa região e não aceitamos outra coisa que não seja o fim deste programa de fomento mineiro e a suspensão imediata deste concurso público anunciado pelo Governo”, afirmou hoje à Lusa, Carlos Seixas.

A Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

O responsável do movimento cívico, que falava no final da audição que decorreu hoje à tarde na Assembleia da República, perante a Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, disse ter afirmado aos deputados ser necessário “acabar de vez com um atentado”.

“Está na altura de ouvirem as gentes da serra, a gentes do interior, que não se resignam a ver a sua região destruída. Pedimos-vos, por isso, que exijam, de imediato, a suspensão deste programa governamental de exploração mineira. Trago-vos do Alto Minho o seguinte recado. Não aceitaremos nem um só furo. Faremos tudo o que for necessário para travar a entrada das máquinas na nossa terra. Estamos aqui em defesa da Serra d’Arga, mas também do Barroso, da Argemela, da Beira Interior e de todas as comunidades em perigo de desastre ecológico e asseguramos-vos o seguinte: não daremos um só passo atrás”, afirmou, na declaração que proferiu perante a comissão parlamentar.

A audição hoje realizada resultou da petição que o movimento apresentou contra a proposta do Orçamento do Estado que prevê a abertura de concurso público de prospeção e exploração de minérios em nove zonas do país. O documento foi entregue na Assembleia da República, no dia 15 de janeiro com 1.500 assinaturas.

Segundo o movimento cívico, “o Estado, que deveria ser o primeiro a defender o território, está, pelo contrário, pela calada, nas costas da população, a lançar um concurso público para uma indústria altamente destrutiva do património histórico, ambiental, cultural, social e económico”.

“Pior. Parece-nos claro que os partidos políticos não são capazes de alcançar compromissos em torno do modelo de desenvolvimento do interior. Mas isso pode mudar aqui e agora. Isso tem que mudar aqui e agora”, referiu na intervenção que proferiu e que enviou à Lusa.

De acordo com Carlos Seixas, os deputados daquela comissão “falaram quase todos em falta de transparência no processo e falta de informação às populações”.

“Quase todos falaram na necessidade de uma avaliação ambiental estratégica. A exceção veio do PS, que, numa alusão à nova lei base das minas, falou num reforço dos termos legais para um menor impacto da mineração”, especificou.

Carlos Seixas disse ainda ter alertado os deputados que o movimento cívico “irá continuar a apelar à contestação popular ao programa governamental, que mais não é do que um ataque brutal ao mundo rural”.

“Estamos seguros que só uma população ativa e esclarecida pode defender-se de uma evidente estratégia de fomento mineiro promovido, pasme-se, pelo Ministério do Ambiente, fazendo-nos crer que se trata de uma oportunidade para a Nação. Não é. É, isso sim, a pilhagem do património de todos em benefício de alguns”, sustentou.

O Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio em nove áreas do país.

Para além dos dois contratos já anunciados em Montalegre e Boticas, serão abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira. A aposta faz parte da proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

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Viana do Castelo

Bispo de Viana morre em acidente na A2

Óbito

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Foto: DR / Arquivo

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu hoje na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja, disse à Lusa fonte da diocese.

A mesma fonte lamentou à morte inesperada de bispo e adiantou que em breve vai ser emitida uma nota à imprensa.

Anacleto Oliveira celebrou, em agosto, 50 anos de ordenação e 10 anos como bispo de Viana do Castelo.

Padre há 50 anos e bispo de Viana há dez: D. Anacleto Oliveira, o “escravo de todos”

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja disse à Lusa que o alerta para o acidente foi dado às 11:29.

Fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja, e que o homem era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros.

Segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu ao quilómetro 200 da A2, no sentido sul-norte, entre São Bartolomeu de Messines e Almodôvar.

Foram mobilizados, de acordo com o CDOS, bombeiros e veículos das corporações de Almodôvar e São Bartolomeu de Messines, uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Albufeira e elementos da Brisa, além da GNR, num total de 16 elementos, apoiados por seis viaturas.

O acidente já havia sido referido à Lusa pela GNR, mas sem aludir ao facto de a vítima mortal ser o clérigo.

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Alto Minho

Um trabalhador infetado e quatro em isolamento numa fábrica de Arcos de Valdevez

Covid-19

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Foto: DR

Um trabalhador da fábrica Mora, sediada em Arcos de Valdevez, testou positivo para a covid-19, confirmou O MINHO junto de fonte da empresa. Outros quatro trabalhadores foram dispensados para recolher a isolamento obrigatório nos seus domicílios enquanto aguardam testagem para o vírus.

De acordo com Jorge Hilário, diretor-geral da Mora Portugal, a empresa continua a laborar, uma vez que tem adotado várias medidas do plano contigencial que evitam possíveis contágios. No entanto, quatro colaboradores que estiveram junto à pessoa contagiada foram colocados em quarentena após recomendação da delegada de saúde daquele concelho do Alto Minho.

“Temos um caso positivo. A pessoa em causa acusou sintomas de febre na passada terça-feira, pelo que lhe dissemos para ficar em casa e contactar a saúde 24”, explica a O MINHO o diretor-geral, assegurando que é “prática recorrente” sempre que alguém apresente sintomas associados ao novo coronavírus.

“O próprio funcionário disse logo ao chefe que iria fazer teste de despiste por livre vontade, mas a verdade é que, depois desse episódio na terça-feira, não voltou a apresentar quaisquer sintomas”, conta o responsável da empresa.

“Hoje, pelas 7:00 horas, fomos informados que o trabalhador em causa tinha testado positivo, pelo que tomei logo conta da situação e segui o protocolo, ligando para a Saúde 24, que me deu instruções. Às 7:30 falei com a delegada de saúde e ela confirmou as instruções que me tinham dado através daquela linha de atendimento médico, passando a delegada a tomar conta da ocorrência”, acrescentou Jorge Hilário.

A empresa recolheu o nome dos quatro trabalhadores que estiveram mais próximos à pessoa infetada e estes já não entraram ao trabalho, que seria pelas 08:00 horas desta sexta-feira.

Jorge Hilário diz que agora os quatro colaboradores também vão ser rastreados e ficam em casa enquanto aguardam o resultado dos testes. Nenhum apresenta sintomas.

Sobre a laboração não ter sido interrompida, o engenheiro explica que foram feitos alguns ajustes perante os cerca de 100 trabalhadores, mas que tem a ver por uma questão de precaução, uma vez que não existe proximidade no local de trabalho entre os colaboradores. “Temos umas instalações novas, amplas, e todos trabalham separados por acrílicos, o que nos dá alguma segurança para crer que não existiu contágio”, disse o responsável.

No entanto, o diretor-geral reforça que, na próxima segunda-feira, quando já se saberá o resultado dos restantes trabalhadores, não possa mudar o protocolo, uma vez que caso existam muitos casos, a empresa pode mesmo parar a laboração. Todavia, a empresa continua em plenas funções durante o fim de semana.

O último relatório divulgado pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho, a que O MINHO teve acesso, indicava onze casos ativos de covid-19 no concelho de Arcos de Valdevez, num total acumulado de 94 casos desde o início da pandemia. Há 74 pessoas recuperadas e nove óbitos a lamentar.

Portugal regista hoje mais 6 mortos e 780 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 67.176 casos de infeção confirmados e 1.894 mortes.

Há ainda 45.053 recuperados, mais 259 do que ontem.

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Viana do Castelo

Viana aprova criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga

Decisão unânime

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Foto: CM Caminha / Arquivo

A Câmara de Viana do Castelo aprovou esta sexta-feira por unanimidade, em reunião camarária, a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, que inclui mais quatro concelhos do Alto Minho.

Com aquela decisão, o executivo municipal autorizou o município de Viana do Castelo a “constituir com [os concelhos de] Ponte de Lima, Caminha e Vila Nova de Cerveira, uma associação de municípios com fins específicos que garantirá a gestão futura Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga”.

“Enquanto a nova associação não estiver constituída, será a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho a dar cobertura do ponto de vista do chapéu jurídico”, especificou o presidente da Câmara de Viana do Castelo, durante a apresentação da proposta.

A criação da nova área protegida que “observa o disposto no Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, aprovado no Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de julho”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

A Serra d’Arga é uma das áreas que deve ser abrangida.

A proposta que o executivo de Viana do Castelo hoje aprovou, refere que “a Serra d’Arga constitui uma área emblemática, pela vastidão das paisagens agrestes do seu topo e também pela singularidade dos seus valores naturais”.

O documento enumera os “10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a extraordinária riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens, entre as quais espécies raras e emblemáticas como o lobo, a salamandra-lusitânica e o bufo-real”.

Segundo o documento, “a Serra d’Arga detém um património cultural singular pela sua situação geográfica, mas também pela forma como as atividades humanas foram desenvolvidas, de modo, ao longo do tempo, garantir a sustentabilidade das populações”.

Os cinco municípios envolvidos no processo de criação da área protegida “acreditam que, a exemplo da experiência obtida com a classificação e consequente gestão intermunicipal de outras áreas de Paisagem Protegida de Interesse Regional, a da Serra d’Arga, contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e por conseguinte no Noroeste Peninsular”.

A decisão foi tomada na sessão extraordinária convocada pela maioria socialista a pedido dos vereadores do PSD e CDU para discutir o abate de 20 árvores, na avenida do Cabedelo, em Darque, previsto nas obras de construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade.

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