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Mortalidade subiu quase 10% desde março face à média registada desde 2015

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Nos últimos cinco meses morreram quase 58.000 pessoas em Portugal, um aumento de quase 10% em relação à média registada em período homologo desde 2015, revelam dados do INE sobre mortalidade em contexto de pandemia de covid-19.


Entre 02 de março, data em que foram diagnosticados em Portugal os primeiros casos da doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e 30 de agosto, foram registados 57.971 óbitos no país, mais 6.312 óbitos do que a média, em período homólogo, dos últimos cinco anos. Do total de óbitos, 1.822 foram devido à covid-19, referem os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE).

“O aumento dos óbitos, registado a partir de março de 2020, atingiu um pico na semana 15 (06 a 12 de abril), reduzindo-se gradualmente até ao fim do período de Estado de Emergência (03 de maio)”, precisa o INE na publicação “A mortalidade em Portugal no contexto da pandemia covid-19 – semanas 1 a 35”.

No final de maio, voltou a verificar-se novo pico na mortalidade, retornando aos valores de anos anteriores nas semanas 24 e 25 (08 a 21 de junho), adiantam os dados baseados em informação registada nas Conservatórias do Registo Civil até 8 de setembro.

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Segundo o INE, “a sobremortalidade relativamente à média do período homólogo atingiu o máximo na semana 29 (13 a 19 de julho), registando-se um excedente de mortalidade de cerca de 800 óbitos”.

No período entre 02 de março e 30 de agosto, morreram mais mulheres (29.391) do que homens (28.400), mais 3.715 e 2.597 óbitos, respetivamente, em relação à média de óbitos observada no período homólogo de 2015-2019.

Mais de 70% das mortes foram de pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos. Comparativamente com a média de óbitos observada em período homólogo de 2015-2019, morreram mais 5.518 pessoas com 75 e mais anos, das quais mais 4.371 com 85 e mais anos.

Os dados indicam que “o maior acréscimo no número de óbitos relativamente à média 2015-2019 registou-se na região Norte, com exceção da última semana de junho e as primeiras de julho em que este acréscimo foi superior na Área Metropolitana de Lisboa”.

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Embora a maior proporção de óbitos tenha sempre ocorrido em estabelecimento hospitalar, a proporção de mortes em domicílio e outro local foi, a partir de 02 de março, superior à média de 2015-2019, atingindo na semana 12 (16 a 23 de março) 46,1% do total de óbitos nessa semana.

Considerando a informação relativa aos 24 países europeus que disponibilizaram dados ao Eurostat relativos ao número de óbitos por semana e para os quais existe informação para todas as semanas dos anos 2016 a 2019 como base de comparação, verificou-se que a mortalidade no conjunto destes países foi, nas primeiras semanas de 2020, inferior à média de 2016-2019.

“A partir do início de março, contrariamente ao observado nos últimos anos, assistiu-se, em 2020, a um aumento significativo do número de óbitos atingindo um pico na semana 14 (30 de março a 5 de abril), 44% mais de óbitos do que nas mesmas semanas de 2016-2019”, realçam os dados.

Segundo o INE, “a mortalidade em Portugal seguiu, até esse momento, uma evolução semelhante, apresentando, todavia, uma diferença relativamente à média inferior, abaixo de 25%”.

“Nas semanas seguintes a mortalidade na Europa aproximou-se da média. Em Portugal, apesar de um período inicial caracterizado pela redução da sobremortalidade, esta voltou a aumentar, continuando a manter-se afastada da média até à semana 23”, sublinha.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 06 de outubro: 4, 21, 36, 41 e 47 (números) e 9 e 11 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 17 milhões de euros.

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Cerca de 40% das empresas de restauração e bebidas já despediram

Desde o início da pandemia

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Cerca de 40% das empresas da restauração e bebidas e 25% do alojamento turístico já despediram desde o início da crise pandémica, segundo os resultados do inquérito mensal da AHRESP, divulgado hoje.

Das empresas da restauração e bebidas que despediram, 29% reduziram o quadro de pessoal entre 25% e 50% e 14% em mais de 50%, mostra o inquérito realizado pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

Quanto ao alojamento turístico, das 25% empresas que despediram, 30% reduziram o quadro de pessoal entre 25% e 50% e mais de 25% reduziram em mais de 50% os seus postos de trabalho.

Existem ainda 18% de empresas da restauração que assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano, enquanto no alojamento turístico esta percentagem é de 15%.

Os resultados do inquérito, que decorreu entre 30 de setembro e 04 de outubro e reuniu 1.173 respostas, “revelam empresas desesperadas e sem soluções à vista para evitar despedimentos e insolvências em massa”, alerta a associação.

Na restauração e bebidas, 32% das empresas ponderam avançar para insolvência e 14% empresas do alojamento manifestaram a mesma intenção.

De acordo com a AHRESP, para as empresas inquiridas, “a faturação do mês de setembro foi devastadora”, com mais de 63% das empresas da restauração e bebidas a registarem quebras homólogas acima dos 40%.

Numa análise ao período de verão (junho a setembro), os dados revelam que 31% das empresas da restauração registaram quebras entre os 50% e 75%, e cerca de 29% indicaram reduções acima dos 75% face ao Verão de 2019.

“Como consequência da forte ausência de faturação, cerca de 9% das empresas não conseguiram efetuar o pagamento dos salários em setembro e 13% só o fez parcialmente”, indica ainda a associação, que insiste na urgência de medidas de apoio direto às empresas, como a aplicação temporária da taxa reduzida de IVA e o financiamento não reembolsável para reforço da tesouraria das empresas.

Segundo o inquérito, mais de 93% das empresas considera que as medidas do Governo “não são adequadas para a sobrevivência dos negócios” e, destas, 81% consideram a redução temporária da taxa do IVA dos serviços de alimentação e bebidas “a medida mais importante a ser implementada”.

Quanto às empresas do alojamento turístico, durante o mês de setembro, 18% não registaram qualquer ocupação e mais de 19% indicou uma ocupação máxima de 10%.

“Mais de 28% das empresas inquiridas revelaram, para o mês de setembro, uma quebra homóloga superior a 90% na taxa de ocupação”, destaca a AHRESP.

Para outubro, 29% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero e 29% perspetivam uma ocupação máxima de 10%.

Já para novembro e dezembro a estimativa de ocupação zero agrava-se, sendo referida por cerca de 50% das empresas.

No período de verão (junho a setembro), cerca de 50% das empresas do alojamento turístico registaram quebras acima dos 75%, face ao Verão de 2019.

Mais de 16% das empresas do alojamento turístico não conseguiram efetuar o pagamento dos salários em setembro e 7% só o fez parcialmente”, refere a associação.

Os resultados nacionais, quer da restauração e bebidas, quer do alojamento turístico, “não evidenciam diferenças muito significativas entre as várias regiões”, refere a AHRESP.

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Covid-19: Máscaras não funcionam à chuva

Covid-19

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A chuva é inimiga das máscaras cirúrgicas. A conclusão é de um grupo de investigadores sediado no Reino Unido e já recebeu apoio da Organização Mundial da Saúde, que veio aconselhar a trocar de máscara caso esta fique molhada.

De acordo com os especialistas, que enviaram uma recomendação ao governo britânico sobre esta matéria, a água tapa o fluxo de ar e reduz a filtragem do vírus, podendo mesmo tornar as máscaras ineficazes para aquilo a que se propunham – filtrar a covid-19.

Em declarações ao jornal The Times, o antigo membro da OMS, Karol Sikora, afirma que “a humidade torna as máscaras porosas” fazendo com que se “tornem vulneráveis em climas húmidos”.

“Acho que o público não tem qualquer conhecimento sobre o assunto. Devem receber conselhos claros das autoridades, especialmente devido ao período atual de chuvas fortes”, advertiu.

“É importante que saibamos que temos que trocar a nossa máscara se ela ficar húmida e que as máscaras mais caras não têm regras diferentes”, acrescentou o especialista.

Em França, já existe uma norma que apela às pessoas para andarem com mais do que uma máscara guardada, para o caso de molharem a que estão a utilizar na via pública.

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